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Relatos de Corridas

Golden Four ASICS Brasília – 08/11/2015

Golden Four ASICS Brasília
08/11/2015
Brasília – DF – Brasil
21 km

Resultados

Valor da Inscrição
R$ 120,00

Retirada do kit
A expo aconteceu no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil ) das 8 às 18 horas. Local amplo e com vários estandes de marcas. Houve algumas palestras. Também havia dicas de percurso, customização de camisetas, massagem, lanche, fotos impressas na hora, pista de velocidade, loja da ASICS e o teste de pisada no Foot ID ASICS. Chegamos à tarde e não havia mais lanche. Ficamos só com o vale-lanche.

Kit
Kit padrão e de alta qualidade da Golden Four. Tinha uma camiseta da ASICS de poliamida branca, referente à etapa de Brasília, uma viseira, sacola, um vale lanche e o número de peito, que já vinha com o chip na parte de trás.

Largada
A largada aconteceu na Praça do Buriti e foi dividida em ondas. Começou às 6h45, com a categoria PNE. Em seguida, às 6h50, a elite feminina largou. Posteriormente, às 7h, aconteceu a largada da onda 1, com a elite masculina e geral dos pelotões A, B e C. Dez minutos mais tarde, às 7h10, largou a onda 2, com os pelotões D, E e F. Além disso, os corredores tinham baias separadas de acordo com o seu pelotão. Cada pelotão tinha um número com cor de fundo diferente. A entrada era controlada. Pelo que observamos, a maioria das pessoas estava na sua baia. As ruas largas de Brasília permitiram que os corredores tivessem um pouco mais de espaço após a largada.

Percurso
Tudo começava na Praça do Buriti. Dali, pegava uma reta que passava pela Torre de TV até chegar no Eixão. Ali, os corredores viravam à direita e percorriam cerca de 5 km. Logo no começo, havia uma leve subida. Depois, descia. Nada muito íngreme, mas constante. O retorno, por outro lado, tinha a subida constante, que quebra um pouco o ritmo. Depois, os atletas passavam pela Esplanada dos Ministérios, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Dali, os corredores seguiam até o pórtico de chegada na Concha Acústica.

Hidratação
Postos de hidratação em enorme quantidade. A cada três quilômetros, água e isotônico em saquinhos. Além disso, estavam bem espaçados. Caso o corredor não conseguisse pegar em uma mesa, havia outras disponíveis mais à frente. Ainda tinha distribuição de gel depois do km 14.

Distância
Distância correta.

Pós-prova
Depois de cruzar a linha de chegada, os corredores tinham água à disposição e mais à frente retiravam sua medalha, ganhavam um isotônico, caminhavam mais um pouco e pegavam o lanche e uma toalha da prova, para então saírem na arena do evento.

Medalha
Medalha grande. Bem bonita. A arte da medalha remete à cidade de Brasília. Na parte de trás, consta ainda a data e a cidade da prova, com um espaço para quem quiser gravar o nome e o tempo.

Comentários finais
O Circuito da Golden Four ASICS chegou ao seu quinto ano e se consolidou como um dos melhores do Brasil. As meias maratonas da Golden Four facilmente estão entre as melhores do país. Todo o antes, o durante e o depois envolvem o corredor com a prova. A expo dura um dia inteiro e conta com palestras e eventos paralelos. O percurso, a organização da prova, a hidratação, tudo colabora para que o corredor tenha uma ótima experiência correndo uma meia maratona. O chip no número é uma ideia muito boa, que facilita muito para os corredores. Evita aquela chatice de ficar amarrando chip no tênis. As fotos disponibilizadas nas redes sociais e no site da prova gratuitamente durante e após a corrida é outro ponto a se destacar.

As fotos postadas no Instagram utilizando a hashtag #goldenfourasics eram impressas e ficavam à disposição dos corredores em um painel na expo. Falando em painel, havia também um com o nome dos inscritos na prova logo na entrada. Outro painel enorme foi separado para os corredores assinarem e deixarem suas mensagens. Ainda tem o fato de premiar o top 100 masculino e o top 20 feminino com medalhas douradas. Se você procura uma ótima meia maratona, uma boa prova, um evento organizado, todas as etapas da Golden Four são uma ótima escolha. Agora fica a expectativa para o calendário de 2016 da Golden Four ASICS.

*Participou da prova? Concordou com a análise? Discordou? Quer acrescentar alguma coisa? Entre em contato ou deixe sua opinião nos comentários.

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A sexta do ano

Viajar com amigos, conhecer pessoas, tudo foi muito legal. E nada aconteceria se não tivesse um motivo, uma desculpa para viajar. Qual seria esse motivo se não uma corrida? Se é para viajar e correr, que seja em uma prova boa, tipo o melhor circuito de meia maratona do Brasil. Foi assim que escolhi a etapa da Golden Four Asics Brasília. Já tinha ido lá em 2013 e este ano repeti a experiência. Como falei na semana passada, o objetivo era o recorde pessoal. No entanto, se não desse, na pior hipótese queria sub 1h45. Correr abaixo de 1:43:26 me motivava para ser o melhor ano de tempo médio nas meias maratonas.

Com esses pensamentos, larguei na etapa de Brasília. Claro que antes adotei a prática da Meia de Floripa. Quinze minutos de aquecimento, trote leve, com algumas acelerações. Vou tentar fazer isso antes de todas as corridas. Não me importava muito, mas realmente ajuda. Novamente, fui com o lap manual do Garmin. Apertava o botão a cada placa. Na Golden Four, a maioria das placas estava fora do lugar. Coisa de metros, mas pelos dados do Garmin pude perceber que foi bem inconstante. Não me atrapalhou porque utilizo na tela do relógio o ritmo médio da volta.

A prova tem mais descidas do que subidas, mas a subida é A subida. São 5 km subindo constantemente, do km 9 ao 14 aproximadamente. Foi essa subida que quebrou meu ritmo e o resto da prova. Já sabia e já conhecia o que iria encarar, mas a prática mostrou que era difícil mesmo. Para mim, foi. Até o km 9, basicamente só descemos. Tem uma leve subidinha no começo do km 4. Depois, do 9 ao 14 haja força na perna. Duvido que alguém consiga manter o mesmo ritmo ali. No fim do km 14 tem uma descida que ajuda um pouco para retomar a velocidade.

Acredito que todos sintam essa quebra de ritmo na subida. Talvez os mais rápidos um pouco menos. Para mim, a grande questão é o que vai sobrar de você e das suas pernas para o depois. No meu caso, creio ter perdido uns 50 segundos a mais na subida do eixo. Tentei manter o ritmo na sensação de esforço, mas não queria também fazer força demais e não ter energia para os últimos 7 km. Logo que cheguei no km 13 e no 14, vi o tempo total de prova e estava muito óbvio que o recorde não sairia e o sub 1h40 era bem improvável.

Passei o km 13 com 1:02:08 e o km 14 com 1:06:58. Ou seja, precisaria fazer pouco mais de 8 km em menos de 38 minutos e pouco mais de 7 km em menos de 33 minutos. Em condições normais, até seria possível, tipo no início da corrida. Na parte final, depois da subida do eixo, não tinha como. Não fui de todo ruim na subida, mas pensando no tempo final, ali que as chances foram embora. Tinha consciência de que no eixo minha prova poderia definhar. Até por isso, tentei acelerar mais na descida, mas já fui com pensamento em não desanimar caso o ritmo caísse e não conseguisse recuperar.

Até porque foi bem o que aconteceu. O ritmo que saía livre e solto no começo, em torno de 4:40, depois do km 14 ficou nos 4:50. A sensação de esforço era enorme. Se fosse início de prova, pareceria algo perto de 4:35. Fazia força e não saía do lugar. Sentia que não tinha mais como acelerar, morrendo, olhava o Garmin e 4:50. Que agonia. Até o km 17 ainda nutria esperanças de que poderia conseguir sub 1h40, mas precisaria aumentar esse ritmo e ainda mantê-lo até o fim. Não ia ser possível. Não na Golden Four, não nesse dia.

Quando chegaram as descidas, fiz a única coisa possível: acelerar o máximo possível para aproveitar. Adivinhem? Ritmo de 4:50, quando muito 4:45. Muito decepcionante. Realmente, não tinha mais de onde tirar. Ficou tudo na subida do eixo. Sensação de que não conseguiria tirar mais nada. No km 20, ainda aproveitei a última descida e corri a 4:44. Nem sei bem como. O fôlego e as pernas nem existiam mais. Comecei a 4:30 e acabei em 4:44. À medida que foi ficando plano, o ritmo foi caindo. Ali me animou para tentar o último quilômetro mais rápido e quem sabe fazer sub 1h41.

Só que tinha uma subidinha maldita antes de fazer a curva para seguir em direção à chegada. Naquele momento, não teve ânimo que desse jeito. Foi uma pena. Quando estava chegando nos metros finais, vi o tempo no Garmin e percebi que ia dar pouca coisa acima de 1h40. Dito e feito. No Garmin, fechei a prova com 1:41:13. O tempo líquido oficial da prova foi 1:41:09. Faltaram DEZ segundos! DEZ! Consigo pensar, no mínimo, em dez situações onde poderia ter acelerado um pouquinho a mais e garantir o sub 1h41. Oportunidade não faltou, mas a gente só sente falta depois que termina e vê o tempo.

Uma coisa legal foi um caminhão pipa logo depois do km 20. Aquela água foi um alívio. Fiquei molhado da cabeça aos pés, mas valeu muito. Neste momento, pensei como seria bom que estivesse chovendo. Ou que houvesse uma nuvem de chuva apenas sobre a minha cabeça. Estava muito quente. Em termos de números, acho que ficou no máximo em 22ºC, mas o clima é diferente de Floripa. Não sei bem certo o quanto influencia, mas em Brasília corremos entre 1.000 e 1.100 metros de altitude. Em Floripa, o normal é correr a maior parte do tempo no nível do mar.

O clima seco me fez pegar água para molhar a boca já no km 6. No entanto, se tivesse que dizer o que mais me atrapalhou na Golden Four, com certeza seria a subida do eixo. Aqueles 5 km em subida constante quebraram meu ritmo. O calor, o sol, o clima seca, até incomoda, mas o ritmo caiu mesmo na subida. Depois, o calor pode ter influenciado em não conseguir voltar no ritmo, talvez, mas acredito que se fosse tudo plano ou com menos subida, o resultado seria melhor. De repente, até um sub 1h40 poderia aparecer no tempo da prova.

Pensando em termos de recorde e sub 1h40, não foi o melhor resultado, mas, analisando em perspectiva, foi meu segundo melhor tempo de meia maratona na vida. Em Brasília, nas condições aí de cima. Em 2013, fiz 1:50:14. Melhorei o recorde da prova em mais de 9 minutos. De quebra, fiz o melhor tempo nas cinco participações em Golden Four. Poderia ter sido melhor, mas não saí da prova com aquela sensação de frustração que aconteceu em 2013, por exemplo. Saí satisfeito, sabendo que fiz o que dava para as condições do momento. Gostei de não ter desistido.

No km 14, poderia ter aceitado o ritmo que o corpo queria e diminuir o ritmo, mas fui brigando com ele. Tudo bem, você quer ficar em 4:50 e não baixar disso? Beleza. Mas não pensa que vou fazer parcial com o número 5 na frente. Você não manda em tudo. No dia, sempre tento fazer o melhor possível, torcendo para ser O dia SIM e que o melhor possível seja o melhor da vida. Não foi o da vida, mas foi o possível. Foi divertido e valeu muito. Completei a 6ª meia maratona do ano, com 4 provas sub 1h44. Poderia reclamar de várias coisas, mas seria muita mesquinharia.

O joelho não me incomodou em nada. Consegui correr em plenas condições. O ano de provas se encerra de uma maneira muito positiva. Os meses de treino foram úteis. Cheguei até novembro inteiro e conseguindo tempos que para o meu padrão são bons. Comparado com o Enio dos anos anteriores, o de 2015 foi o que melhor correu, ainda que não tenha feito recordes em todas as distâncias. O joelho bota na conta das descidas de Videira. Vamos ver como ele reage nos dias de folga que vem por aí. A Golden Four ainda deve render mais alguns textos.

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A última meia do ano

É chegado, enfim, o dia. A última meia maratona do ano será realizada no próximo domingo. Lá em Brasília, capital federal. Golden Four ASICS Brasília. Para que meu 2015 rendesse a longo prazo, escolhi provas para focar e me motivar a treinar. Das corridas fora de Santa Catarina, depois de alguma pesquisa e lembrando como foram as etapas de 2013, acabei encontrando na Golden Four uma boa oportunidade de viajar, correr e tentar melhorar meu tempo na meia maratona.

Como a etapa do Rio de Janeiro já tinha acontecido, restavam três etapas. São Paulo e Brasília eram viáveis. São Paulo mais ainda. Brasília dependia da promoção de passagens aéreas, daquelas que sempre aparecem. Basta esperar. E apareceu. Passagens garantidas, era só se inscrever e continuar treinando. A etapa de Fortaleza não consegui. Muito distante do sul e muito caro. Foquei nas duas etapas possíveis e que já tinha corrida em 2013.

2015 tem sido muito bom em termos de meias maratonas. Como já falei há semanas, quero pelo menos correr em Brasília em 1:43:26 ou menos para ter a melhor média de tempo em meias maratonas, que até agora pertence ao ano de 2013. Em teoria, é bem possível, já que o objetivo é tentar correr a meia sub 1h40, pensando também em fazer um novo recorde na meia maratona. Qualquer coisa abaixo de 1:38:43 está valendo.

Como vou com a intenção de tentar um recorde pessoal, mesmo que não consiga ainda há margem para fazer um tempo bom. Vamos com plano A, B, C, D e todas as letras do alfabeto. Espero algo de sub 1h45 para baixo, mas nunca se sabe o que vai acontecer no dia. Vai que é um dia ruim? Ninguém sabe. Os treinos estão em dia e o joelho melhor, embora não 100%. Acredito que não vai atrapalhar na corrida. No último longo foi tudo tranquilo. Em clima de Brasília e rumo ao aeroporto, deixo abaixo os dados do Garmin da prova em 2013.

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O último do ano

No sábado, fiz o último treino longo do ano. Pelo menos, o último sério, com preocupação com ritmo e tal. Até o fim do ano deve ter mais alguns, mas daí é mais por diversão, em ritmo livre. Este de sábado foi o último antes da Golden Four Brasília, que já está quase aí. A prova acontece no próximo domingo. Portanto, estamos a menos de sete dias de correr mais uma meia maratona. O treino de sábado foi o mesmo de dois sábados atrás: 18 km, sendo 14 km moderados, 2 km mais forte, 1 km mais forte ainda e 1 km de trote. Desta vez, foi sem cachorros.

Em comparação com o mesmo treino, todos os ritmos foram melhores, tanto os 14 km quando os quilômetros mais fortes. Escolhi o mesmo percurso da semana passada, indo para a Praia Comprida e Ponta de Baixo, só que desta vez inverti o percurso. Em vez de começar descendo, comecei subindo. Pareceu que deste jeito é menos sofrido. De qualquer forma, já tinha a ideia de começar desde o primeiro quilômetro em ritmo mais acelerado. Mesmo assim, a primeira parcial saiu a 5:52, nada que me deixasse preocupado. O início sem prévio aquecimento não pode ser tão rápido.

Em seguida, já no segundo quilômetro, encaixei bons ritmos que perduraram eternamente até o fim do treino. Fiz o 2º km a 5:20 min/km, mas depois todos foram abaixo de 5:12 min/km, exceto o km 8 que era a maior subida do percurso. Ali, mesmo fazendo força, saiu um 5:25 para destoar. Ainda teve o 18º km, o do trote, a 5:48. Não me importava tanto qual seria o ritmo do último quilômetro, mas gostei de ter feito ainda abaixo de 6 min/km. O objetivo foi igual os dos outros longos com subidas e descidas. Fazer força na subida, não empolgar na descida e tentar manter um ritmo constante e firme no plano.

O 15º km chegou e era o momento de correr mais rápido. Demorei para encaixar o ritmo, mas saiu um 4:44. No 16º km, mais um 4:44. Neste quilômetro, deixei o ritmo cair no fim e tive que acelerar para chegar nesse número. O 17º km tinha que ser e foi o mais rápido. Saiu um 4:34 sem ser tão sofrido. Na prática, o treino de sábado foi tranquilo, mas não foi fácil. Desde o início tentei um ritmo que não me deixasse na zona de conforto. Saiu até um 4:59 e um 4:54 naqueles 14 km iniciais. O joelho quis começar a incomodar só no fim, quando o terreno ficou mais acidentado.

Além de ter feito todo o treino no ritmo que pretendia e ter ficado bem satisfeito com o desenvolvimento e resultado final, a outra coisa boa de sábado foi que o joelho não se manifestou. O desconforto foi muito menor do que vinha sendo durante os dias anteriores. Não sei bem como começou e não sei bem como diminuiu, mas se na Golden Four Brasília for que nem o longão, vai ficar menos complicado de tentar correr bem. Ainda incomoda um pouco, mas menos. No mundo perfeito, ficaria 100% até o domingo. Falta menos de uma semana e agora é só não fazer nada de errado até lá.