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Confiança

Nos últimos treinos e corridos tenho notado que talvez eu pudesse ter corrido um pouco mais rápido do que corri. Poderia ter me esforçado mais. Acredito que o medo de algo no joelho e até uma certa preguiça, meio que zona de conforto, contribuem com isso. Só que não tenho sentido nada de ruim correndo.

Pode ser algo mais psicológico. Hoje, o treino era de 10 vezes de 1 minuto, com 2 minutos de descanso. Para otimizar o tempo e não me atrasar para o trabalho, diminuí o tempo de intervalo para 1 minuto, o que me fez ganhar 10 minutos. Coloquei na cabeça que iria fazer todas as repetições com ritmo abaixo de 5 min/km.

A primeira não deu. Tentei fazer ela no ritmo que desse, meio normal, para ver o que sairia. O resultado foi mais lento do que o esperado. Com isso, os tiros seguintes fiz mais de olho no relógio e fazendo mais força. Vi que no ritmo que tinha sido o primeiro não ia dar. Estava muito confortável.

Ajustei essa parte, fiquei de olho no relógio e todos os outros 9 saíram no ritmo que eu queria. Só 2 escaparam e ficaram acima de 4:50. Todos os outros abaixo. O resultado foi que não senti nenhum dor além de um pequeno desconforto nas panturrilhas durante o treino. Logo depois e no resto do dia estava tudo normal.

O objetivo de hoje era correr do jeito que desse abaixo de 5 min/km, sem se preocupar muito com postura ou eventuais dores no joelho. Era correr e ver o que acontecia. Foi melhor do que eu esperava. Acho que falta mesmo é ter mais vontade para sair da zona de conforto. Vamos ver se nos próximos treinos consigo. A preparação continua para tentar o sub 25 nas duas próximas corridas de 5 km dia 20 e 27 de agosto.

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Seguro

Durante uns dias do mês estive sem seguro no carro. Aí, comecei a dirigir com mais cuidado do que o habitual. Fazendo isso, percebi que, apesar de ter um estilo de dirigir bem tranquilo, ainda cometia algumas pequenas disputinhas sem sentido. Elas tinha menos sentido ainda em um carro sem seguro. Foi aí que notei algumas outras pequenas atitudes que poderiam ser modificadas e que me importei mais a partir do momento que estava sem o seguro.

Feita esta introdução, vamos à corrida. Antes das lesões deste ano, era muito mais fácil para eu treinar e correr. Agora está muito mais complicado. Parece, comparado com a situação acima, que estou dirigindo sem seguro. Corro sempre com medo de que alguma coisa vai acontecer. Neste caso da corrida, que a dor apareça, seja antiga ou nova. A confiança para desenvolver qualquer ritmo é ínfima. Meu seguro venceu e ainda não consegui renovar. Estamos em negociações, mas ainda não chegamos a um acordo.

O seguro do carro foi bem mais fácil de resolver. O seguro da corrida vai ser mais complicado. Claro que comparando com a metade final de junho e com julho as condições já são melhores, bem melhores. Consigo correr 40 minutos sem problemas e sem dores, mas sempre fica aquela desconfiança. Nos treinos com intervalos tento acelerar um pouco. Pretendo continuar neste ritmo mais devagar, negociando o seguro da corrida. Espero concluir tudo até o fim do ano. O ideal seria em outubro, mas serei paciente. Não quero fazer um mal negócio por estar com pressa.

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Longo de sábado

A última semana foi das melhores que tive nos últimos tempos. Saíram os dois treinos intervalados em ritmos bons. Fazia tempo que não fazia dois intervalados na semana. As rodagens saíram legais também. As pernas já estavam bem menos cansadas. Foi uma semana que deu confiança para a meia maratona. Pena que a próxima meia é só dia 11 de outubro e ainda tem muita coisa para dar errado até lá.

Da semana que passou, o que de melhor aconteceu foi o treino longo de sábado. Eram 16 km, divididos em 2 vezes de 6 km + 2 km, sendo que os 2 km deveriam ser fortes. No meu caso, o forte é ali entre 4:40 e 4:45, que é mais ou menos o ritmo necessário para fazer sub 1h40 na meia maratona. Os 6 km teriam que ser em um ritmo mais confortável, abaixo de 5:40. Se possível, abaixo de 5:20, que é o ritmo dos longos do fim de semana.

Comecei mais devagar, aquecendo e a partir do terceiro quilômetro o ritmo encaixou. Fiz o mesmo percurso de sempre e não evitei as subidas que sabia que iriam aparecer. Pensei que seria um bom teste tentar correr ali por 4:40 subindo. Em Brasília vai ser parecido. Até que deu certo. O 1º km dos primeiros 2 km foi com duas subidas e duas descidas. Aproveitei bem as descidas e fiz força na subida. Saiu um 4:40 e um 4:33, este último saiu de forma natural.

O pior desse tipo de treino é fazer 6 km em ritmo razoável depois de 2 km forte. O mais interessante foi que os 2 km seguintes foram em 5:22 e 5:23 e a sensação era de que eu estava me arrastando. Se tivesse que apostar, diria que estava correndo  perto de 6 min/km. Fazer força antes me fez achar que estava lento quando na verdade estava no ritmo que queria fazer. Depois, acho que esse efeito passou e o ritmo caiu. Nada absurdo. Continuou na média de 5:33, mas longe das parciais de 5:09, 5:01 e 5:06 que fiz entre o 4º e 6º km no começo.

Feito os 6 km, veio a melhor parte do treino. Comecei os 2 km e o ritmo fluiu de uma forma tão inesperada e boa que eu não acreditava. Olhava no Garmin e o ritmo estava sempre entre 4:23 e 4:27. Não me sentia fazendo força para esse ritmo. Simplesmente saiu. Depois de 14 km, os últimos 2 km estavam melhores do que poderia imaginar. O 1º km foi muito bom, já o 2º foi mais sofrido. A sensação de esforço era a mesma e o ritmo mais lento. No fim, ainda consegui fazer 4:25 e 4:30.

Não precisava fazer 4:30 ou menos, mas eu queria. Era um teste pelo qual queria passar. Para ver como seria a resposta das pernas em correr forte depois de 6 km e depois de 14 km. O resultado foi bom. O cansaço das semanas passadas não apareceu. O ritmo foi bom e a confiança para a próxima semana aumentou. Se a meia fosse neste último fim de semana, acredito que o resultado teria tudo para ser excelente. Vamos ver se o efeito aguenta até dia 11 de outubro.