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183 dias de esteira em casa

Quando a quarentena começou e o COVID se espalhou pelo mundo todo, ficamos em casa. Não fomos correr na rua. Procuramos esteiras para alugar, mas não tivemos sucesso. Parece que todos tiveram a mesma ideia. Isso era fim de março.

Aceitamos que talvez pudéssemos ficar sem correr por um tempo. Era ruim, mas fazia parte do combo da quarentena. Conseguimos uma bicicleta emprestada e compramos um rolo, daqueles bem simples. Ele não era muito bom, às vezes ficava frouxo. O resumo de tudo é que não nos adaptamos ao rolo e à bicicleta. Poucos foram os treinos e geralmente não tão longos.

Eis que no meio do maio descobrimos que um conhecido tinha alugado esteira e fomos atrás. Pesquisamos as opções e acabamos parando na Ergolife Fitness. Foi a que ofereceu melhores condições e preços. Lá conseguimos alugar uma esteira.

O contrato previa ficar seis meses com a esteira. Não achamos má ideia. O investimento não era dos mais baratos, mas pensamos que valia a pena. A saúde, tanto física quanto mental, seria a maior beneficiada. Como a esteira chegou no dia 27 de maio, deveria ficar em casa até 27 de novembro.

Pensamos que as coisas já estariam melhor até esta data. A partir de junho e julho houve flexibilização e os parques abriram. Porém, como fizemos este investimento, optamos por não ir para a rua. Não era uma opção. Se havia esteira em casa, não tínhamos motivos para sair. Esteira nunca vai ser melhor do que na rua, mas pelo menos esta parte do distanciamento conseguimos manter por seis meses.

No dia 25 de novembro a esteira foi embora. Tivemos que pedir para adiantar a retirada, mas a missão dela em casa estava cumprida. Ajudou a manter a atividade física. Eu consegui subir todos os dias nela. Sem parar. Todo dia. Virou uma rotina que eu não sabia que iria conseguir fazer.

Concluímos todos os desafios pessoais e virtuais propostos. Fiz 1.469,66 km na esteira em 183 dias, média de pouco mais de 8 km por dia. No fim das contas, minha relação com a esteira ficou mais amistosa. A rua continua sendo melhor, mas passei a não abominar tanto a esteira. Teve sua utilidade e nos ajudou em um momento complicado.

A realidade, porém, é que apesar da queda, os casos voltaram a subir no fim de novembro. Então, não sabemos bem se novas medidas restritivas serão tomadas. Tivemos uma rotina de 6 meses com esteira em casa e agora voltamos a correr na rua. Temos que nos adaptar. Antes, a qualquer hora poderíamos correr, independente da condição climática. Agora, existem outros diversos fatores.

De qualquer forma, não haverá a opção de novo aluguel da esteira. Vai sobrar a rua ou a academia na esteira. Provavelmente, vou optar sempre pela rua, tomando os cuidados necessários. E assim vamos tentar seguir correndo, sem novas interrupções.

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Desafio Beto Carrero – 25/01/2019

A primeira corrida do ano aconteceu no dia 25 de janeiro na cidade de Penha, em Santa Catarina. A primeira edição do Desafio Beto Carrero parecia uma ideia bem interessante. 5 km na sexta à noite, 10 km no sábado à noite e 21 km domingo de manhã. Havia a opção de escolher uma das distâncias ou todas elas, que era o desafio. Correr 3 provas e ganhar 4 medalhas, 3 de cada prova mais a do desafio. Ainda tinha também a Family Run de 2 km na sexta à noite.

Estou recomeçando os treinos mais longos com foco na maratona e ainda não estava preparado para correr 10 km, 21 km ou até mesmo o desafio. O 10 km até daria, mas queria correr forte e ainda não era o momento. 5 km seria o mais indicado. Distância curta, bom para fazer força, sair da zona de conforto. Quando começa a ficar ruim, acaba.

A retirada dos kits foi na quinta, sexta e sábado no kartódromo do Beto Carrero. Todas as distâncias largavam na entrada do parque e chegavam no kartódromo. A Family Run largava dentro do parque. Fui na sexta à tarde já que correria à noite. A largada estava marcada para 20h30. Alugamos uma casa no Airbnb para ficar até domingo. Estávamos em 7 pessoas: eu, Andressa, Manu, Ana, Henrique, Ricardo e Rodrigo. A Andressa e Manu chegaram no sábado.

O verão estava implacável e mesmo à noite, já sem sol, estava bem abafado. Meu plano para os 5 km era correr forte e buscar o sub 25. Como as provas de 5 km geralmente não tem a distância (quase sempre fica a menor), o objetivo era fazer abaixo de 5 min/km. O percurso era dentro do parque e no kartódromo. Consegui largar bem e até o 3º km mantive o ritmo como gostaria. No 4º km, já mais cansado e aliviado de ter feito as parciais anteriores bem, o ritmo subiu pra cima de 5. O último quilômetro foi só manter, consegui controlar legal.

Porém, como acontece usualmente, não teve 5 km. Teve 4,84 km. Na projeção daria 24:36. O ritmo médio ficou em 4:55 min/km, dentro do planejado. Foi muito bom ter feito essa prova para correr mais forte e ficar mais confiante quanto às dores na canela. Senti algo nos primeiros metros, mas depois não incomodou mais nada. Acredito que focar na prova, no tempo, sabendo que tinha um objetivo, fez ter menos preocupação com as pernas. Canela e joelho ficaram bem.

Ainda ficamos por lá e vimos a prova no sábado e domingo foi a vez da Andressa fazer a meia maratona. Ela utilizou como um treino e fez uma corrida muito boa. Fechou em 1h49 e também ficou mais confiante para os treinos da maratona. Depois da corrida, aproveitamos o domingo no parque. Ficamos o dia todo lá e depois voltamos para Floripa. Foi um fim de semana muito legal. Cansativo, corrido, com poucas horas de sono, mas que valeu a pena. O Garmin registrou que gastei 4700 calorias na sexta e que percorri quase 20 km no domingo (e nem corri).

Sobre o Desafio, a ideia é muito legal. Fiquei tentado a fazer ano que vem, caso tenha. Espero que seja realizado novamente. Foi tudo bem organizado e planejado. Mantendo esse nível, será um sucesso. Acredito, porém, que alguns pontos podem ser melhorados. Não havia tempo líquido. Na largada não tinha tapete. Então, só temos registro do tempo bruto. Não é legal. Os 5 km e 10 km marcaram a menos. Nos dias de hoje, não dá para ter esse tipo de erro. A meia marcou certo. Um ponto a ser melhorado é o caminho entre a retirada do kit e a largada. Passamos pelo acostamento da rodovia e não é muito seguro. Acredito que deveria ter um caminho pelo parque ou algo do tipo. Caso não seja possível, alterar a largada para o kartódromo. Assim resolve o problema do tempo líquido também.

Por fim, uma sugestão que penso ser interessante é fazer os 10 km no sábado de manhã, para haver mais tempo de descanso para a meia maratona. Talvez esse seja um dos pontos do desafio, correr sábado à noite e domingo de manhã. No entanto, fica bem cansativo. Como a largada é às 20h30 de sábado, até terminar a corrida, comer e voltar para casa passa fácil das 22h. Dormir mesmo é quase meia-noite ou depois. A meia maratona largou às 6h30. Estávamos em uma casa perto do parque. Mesmo assim, tem que acordar lá pelas 5h30. Não dá para dormir e descansar quase nada. No fim do domingo, estávamos podres de cansados. Esses são os registros sobre o Desafio Beto Carrero. Se tiver ano que vem, pretendo voltar.

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Redescobrindo o que incomoda no Piranha

Quando comecei a correr, tanto fazia o tênis. O primeiro tênis de corrida foi um Kayano e parecia a melhor coisa que já usei na vida. Depois de um tempo, comecei a optar pelos modelos de competição das marcas. Descobri que gosto dos tênis mais leves, sem muito drop, feito para quem gosta de competir. Não que eu seja o cara mais rápido do mundo, estou longe disso, mas utilizar tênis menos estruturados encaixou melhor no que penso e no que pratico da corrida.

Por isso, desde 2012 estou sempre atrás dos modelos de competição. Comecei encontrando os DS Racer da Asics, encontrei também o Hyper Speed (meu favorito até hoje) e nessa busca acabei chegando ao Piranha SP 5, da Asics. Um tênis muito simples, leve, parece até que vai desmanchar. Ele é de competição mesmo. O número 44 pesa incríveis 140 gramas, ou seja, quase nada.

Quase nem dá para sentir que tem algo no meu pé. No meu caso é quase mesmo. Não sei se dei azar no tênis que comprei ou se todos os modelos do Piranha são assim. Também não sei se meu pé que não foi feito para esse tênis, mas ele me incomoda na parte de cima, perto do dedão, principalmente do pé esquerdo, mas o direito também sofre um pouco.

Quando descobri o Piranha, fiquei atrás até achar o número 44. O peso dele me encantou. Foi tipo um tênis dos sonhos. Na prática, porém, não consigo correr mais de 30 minutos sem que ele me incomode. Domingo fiz um teste e corri quase 2 km, alternando as velocidades. Pareceu ok. Sem dores ou maiores problemas. Foi um teste curto, não dava para tirar muitas conclusões.

Hoje, então, resolvi fazer o treino intervalado com ele. Precisava correr um tempo razoável e variando a velocidade. Só assim saberia se realmente ele causaria problemas ou não. Dito e feito. Depois de uns 25 minutos, comecei a sentir umas arranhadas na parte de cima do pé, perto do dedão. Notei que sentia mais incômodo durante o trote e caminhada. Quando corri mais rápido foi tranquilo. O incômodo ainda estava lá, mas não atrapalhava. Talvez porque o foco fosse correr forte não sentia nada.

Fiz o treino até o final e quando cheguei em casa vi o resultado nos pés. O pé esquerdo com um pequena bolha seca de sangue e o pé direito só vermelho, sem bolha. Depois, no trabalho, utilizando tênis, sentia pegar um pouco na bolha. Foi bom ter feito o teste para confirmar o que eu não lembrava direito. Realmente, o Piranha faz bolha no pé, perto do dedão. Estou escrevendo este texto para futuras consultas caso esqueça novamente.

Precisava fazer esse teste para saber se iria ou não utilizar o Piranha nos 5 km da Meia de Sampa no próximo domingo. Como o treino curto de domingo foi bom, cogitei a ideia. Hoje percebi que só incomoda mesmo depois de 20 a 25 minutos. Correndo forte quase nem sinto. Então, ainda há possibilidade de utilizá-lo nos 5 km. Tudo vai depender da recuperação da bolha. Hoje está levemente dolorido. Até domingo tenho 5 dias para ela melhorar.

Se até lá estiver tudo bem, talvez arrisque com o Piranha. Caso contrário, vou com o Hyper Speed que costumo usar. Este teste teve dois lados. O bom é que testei antes e vi onde incomoda para utilizar ou não na corrida. O ruim é que talvez não recupere até domingo. Se eu tivesse corrido apenas no dia da prova com ele, iria descobrir na hora que incomoda, mas iria seguir até o fim como foi no treino de hoje.

Como mencionei antes, pode ser meu tênis que veio errado ou é uma característica dele. A parte que fica em cima dos ligamentos dos dedos tem um tecido mais duro. Depois de um tempo correndo, aquilo começa a incomodar. Talvez um outro tipo de pé ou outro tipo de corredor não sinta. No meu caso, parece que não tem jeito. Para mim, o Piranha é para fazer 5 km. Correr 10 km é arriscado, mas é possível. Mais que isso não parece ser viável.

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Circuito das Estações Etapa Primavera SP – 16/09/2018

Participei novamente de mais uma etapa do Circuito das Estações. Desta vez, em 2018, Etapa Primavera. Repetindo as outras duas vezes, fui nos 5 km com o objetivo de correr abaixo de 25 minutos. Este ano já tinha chegado perto na Night Run e queria pelo menos um sub 25.

Já conhecia o percurso, sabia que metade desce e metade sobe. A largada é em descida e quis aproveitar para garantir alguma gordurinha. Os últimos treinos me animaram a largar mais forte. Comecei muito bem, mas já no início senti que estava forte demais. Mesmo assim, mantive a ideia de até o retorno fazer a força que fosse necessária.

Na volta, era ver o que tinha sobrado de energia para encarar o falso plano que sobe e a subida da chegada. As parciais ficaram em 4:13, 4:29, 5:03, 5:15 e 5:10. Ou seja, quebrei bem quebrado. De todas as minhas participações no Circuito, a Etapa Primavera do ano passado foi a mais regular, mesmo com o sobe e desce. Este ano, oscilei bastante. Felizmente, o início rápido garantiu o sub 25. Completei com 24:21 no tempo oficial. Garanti o sub 25 de 2018.

Uma coisa muito legal do Circuito das Estações é que realmente tem 5 km. Corri lá 3 vezes e em todas as oportunidades a distância bateu, ou seja, deu uns metrinhos a mais. Se fosse mais plano, seria o lugar ideal para recordes pessoais nos 5 km. É possível recorde lá, mas se a pessoa consegue lá, acredito que pode melhorar alguns segundos em um lugar todo plano.

Foram milhares de pessoas nos 5, 10 e 21 km. É uma prova já bem tradicional e gostei de correr nela. Bem organizada, largada por pelotões, fiscalização na entrada das baias, hidratação, tudo redondinho. Mais uma vez, não tive problemas. Sempre que encaixar agenda de corridas, participar do Circuito das Estações será uma opção.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/3018567028

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Wings for Life – 06/05/2018

Depois de quatro anos, voltei a participar da Wings for Life. Fiz a primeira edição em Florianópolis em 2014 e depois que o evento se mudou para Brasília não tive vontade de fazer. Este ano, mudou novamente, agora para o Rio de Janeiro. Como fazia tempo que não ia para o Rio e a Andressa também achou uma boa ideia, fizemos a inscrição. Além de ser no Rio, o evento tem a causa nobre que é ajudar na pesquisa da medula espinhal. Também foram a Ana e o Ricardo, padrins do Por Falar em Corrida.

Optamos por ficar em um hotel no Recreio dos Bandeirantes, perto da largada. Achei bem em conta e era pertinho da praia também. Como na Wings o ônibus nos traria de volta para o Recreio, foi o lugar perfeito. A parte ruim da largada no Recreio é que é longe do aeroporto e longe de quase tudo. A retirada do kit foi na Barra da Tijuca. Então, saindo do aeroporto fomos direto para a Barra e dali para o Recreio. Fizemos nossa base no Recreio e almoçamos, passeamos e jantamos lá por perto mesmo.

A largada era às 8h e estava bem quente. Minha meta inicial era fazer 21 km, no mínimo, pensando já na Meia de Floripa. Porém, o joelho ainda estava reclamando da Meia Maratona de Balneário Camboriú. Eu estava meio mancando para andar e correr. Mesmo assim, tentei fazer esse ritmo de 5:40 min/km. As dores, o calor, o clima abafado foram fatores determinantes em me impedir de atingir o objetivo.

Consegui manter um ritmo legal só até o km 8. Dali em diante, desandou. Ou melhor, andei. Fiz duas boas paradas e caminhei. Além disso, intercalava trote com caminhadas. Estava bem incomodado com as dores, mais até do que o calor. Acredito que o calor minou um pouco das energias, mas as dores ficaram comigo desde o começo. No fim, só estava esperando mesmo o carro me passar e acabar logo. Foram 15,82 km em 1:30:54, ritmo médio de 5:45 min/km.

No geral, o ritmo ficou bom e razoável, mas a quebra foi muito grande. Durante a corrida parecia que tinha sido muito pior, mas os ritmos até que ficaram bem parecidos. O único que fugiu mesmo foi o km 12 a 6:55. Além desse, o 10º km foi a 6:03. Todos os outros abaixo de 6. Só que como o objetivo era abaixo de 5:40, pareceu pior do que foi. Nesta prova, tentei testar a suplementação com doce de leite, mas um deles caiu durante o percurso e o outro não ajudou muito porque já estava quebrado.

Além das dores, fui com shorts em vez de bermuda de compressão. Deu uma leve assada nas coxas porque estava meio acima do peso. Mesmo assim, entrei no mar no domingo. Foi um momento bem dolorido. A prova é bonita, a causa é nobre, o Rio é bonito, o passeio foi ótimo, mas meu desempenho ficou aquém do que poderia. Creio que se o joelho estivesse sem problemas, teria sido menos sofrido. Mais uma Wings na conta. Vale a pena participar.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/2677909322

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Meia Maratona de Balneário Camboriú – 29/04/2018

Mais um ano participei da Meia Maratona de Balneário Camboriú. Desta vez, fui em dupla. Não estava muito preparado para fazer mais uma meia três semanas depois de Santiago. Os treinos deram uma diminuída. A solução foi optar por correr em dupla com a Andressa. Cada um faria metade. Já conheço bem o percurso e sabia que teríamos o Morro da Rainha. Felizmente, pegaríamos apenas uma subida.

A Andressa largou e fui para o posto de revezamento. Aproveitei a carona com o pessoal da TIME para chegar lá. Esperei um pouco, deu tempo ainda de ir ao banheiro e fazer uns vídeos. Este ano, mudaram o local da troca. Em vez de ser de um lado da rua foi do outro, o que ocasionou uma pequena mudança na quilometragem percorrida por cada dupla.

Originalmente, seriam 10,5 km para cada. Com essa mudança, a Andressa fez 11 km e eu 10 km, aproximadamente. Como ela tinha saído com a ideia de 10,5 km, quando passou dessa distância o ritmo já caiu porque ela não esperava correr mais esse tanto. Mesmo assim, ela chegou bem e me entregou o bastão. Para quem nunca tinha passado pelo Morro da Rainha e não conhecia a inclinação foi ótimo.

Comecei minha parte muito rápido, mais do que deveria, mas estava um ritmo legal. Depois, ele caiu naturalmente. Quando chegou na Rainha caiu ainda mais. Deu 5:50 na subida. Tentei aproveitar a descida para recuperar, mas é muito inclinado. Desci todo errado, com medo de cair, mas ainda assim foi rápido. No topo, havia hidratação e a descida ficou meio molhada.

Só que a descida muito rápida cobrou um preço. As pernas e o fôlego se foram no Morro da Rainha. O ritmo dos quilômetros seguintes foi para cima de 5. No dois últimos quilômetros, vendo que o sub 5 min/km estava indo embora, acelerei o passo. O esforço foi enorme, tanto é que o último quilômetro fechei com 4:27. Na média, deu 4:58. Até poderia ter feito o último uns 20 segundos mais lento, mas quis garantir. No tempo total, fechamos em 1:46:15.

Foi, como sempre, uma corrida muito legal. A Meia Maratona de Balneário Camboriú vale a pena. O Morro da Rainha é desafiador e uma dificuldade aos atletas. O percurso é basicamente plano, mas as únicas subidas são bem complicada. O único ponto que penso que deve ser corrigido é a troca do revezamento. Ou pelo menos avisar que mudou para não pegar os atletas de surpresa.

A descida destrambelhada no Morro da Rainha causou uma sobrecarga no meu joelho e fiquei com a pata de ganso dolorido. O esforço na reta final também contribuiu. Fiquei as semanas seguintes com dores no joelho, que prejudicaram os treinos.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/2660307216

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Meia Maratona de Santiago – 08/04/2018

Chegou o dia da meia maratona. Enfim, um ciclo meio irregular de treinamentos terminaria. O objetivo do primeiro trimestre, talvez do semestre. A Meia Maratona de Santiago era uma realidade. Eu e a Andressa viajamos na sexta pela manhã para a capital chilena. Saímos de São Paulo com escala no Paraguai e de lá para Santiago. Inclusive, fizemos a vacinação da febre amarela porque pedia para entrar no Paraguai, mas acabaram nem olhando isso lá. Talvez por ser escala.

Chegamos no início da tarde em Santiago. Como fizemos meio sem planejamento,  pegamos uma daquelas vans de transporte que vai parando de lugar em lugar. Primeiro, fomos ao hotel e depois procurar algum lugar para comer. Pegamos um hotel no centro da cidade, próximo da avenida onde a maratona e a meia largariam. Quase 1 km de distância.

Fomos já na sexta pegar o kit que também era ali perto. O local de retirada foi no Centro Cultural Estación Mapocho, a cerca de 2 km do hotel. Ficamos no centro, sem tantas opções de passeio, mas perto de tudo que precisava para a corrida. Facilitou nossa vida para ir a pé retirar o kit e também para ir para a largada no domingo.

Lá na expo tinha muita coisa, muitos produtos e muitas opções. Estava bem organizada e com vários espaços. Alguns produtos estavam com preços bons, outros nem tanto. Fazendo a conversão, tinha coisa que valia a pena. Numa dessas de converter acabei comprando um Garmin 235. O preço foi mais barato que no Brasil, mas não muito. Aproveitei o momento de insensatez e adquiri o relógio. O valor total até foi bom, mesmo com o IOF, mas infelizmente não deu para parcelar. Mesmo assim, apesar de debitar uma vez só no cartão, valeu a pena. É um ótimo relógio.

No sábado, fomos a pé e corremos no Parque Forestal que estava a 1,5 km do hotel. Conhecemos um pouquinho do parque e corremos por lá. De manhã era um frio leve e esquentava ao longo do dia. Depois, fomos no mercado comprar algo e combinamos com a Ana, amiga da Andressa, e o namorado de jantarmos em um restaurante que servia massas para elas fazerem o carbload,  já que fariam a maratona no dia seguinte.

Acordamos nem tão cedo no domingo porque a largada era mais tarde. Uma coisa legal de Santiago é que a maratona largava às 8h, um horário com o qual não estamos muito acostumados no Brasil. No entanto, na capital chilena amanhã mais tarde. Já era depois das 7 da manhã e ainda estava escuro. O problema de largar mais tarde é que quando fica claro e o sol sai fica bem quente depois das 10, 11 horas. A largada da meia foi às 9h, já com dia claro e o sol anunciando que ia estar presente.

Na meia maratona, meu objetivo era buscar um ritmo perto do último longão na semana anterior, em torno de 5:24 min/km. O percurso era levemente em descida até o 5º km, uma subida constante do 5 ao 16, mas não muito perceptível durante a prova, e descia do 16 até o fim. Consegui manter um bom ritmo no início, muito por causa da descida, imagino eu. Quando começou a subir, o ritmo aumentou. Durante a corrida não me dei conta que poderia estar relacionado com a altimetria.

Mesmo assim, já em posse do Garmin novo, tinha na tela o ritmo médio geral e tentava manter o ritmo da volta sem cair muito para não influenciar no geral. Os km 12, 15 e 16 foram os piores. Onde parei para beber água e caminhar um pouco. O 16º km, aliás, foi o único acima de 6 min/km, ficou em 6:17. Porém, depois dele, decidi que ia fazer força nos 5 km finais. Nem lembrava que poderia descer, só pensava que tinha que fazer valer a pena, fazer força, não ficar de frescura.

Fui aumentando o ritmo e fechei os últimos 5 km em 24:44, ritmo médio de 4:57 min/km. Ainda, os metrinhos finais foram em 4:28. Finalizei a meia com 1:52:46 no Garmin. No tempo oficial deu 1:52:41, ritmo médio de 5:19 min/km. Resultado excelente. Sem dor na canela, sem dor no joelho, apenas cansaço normal. No começo da prova, ainda esquentando, senti um pouco as pernas, mas depois fluiu sem problemas.

Estava um pouco quente por causa do sol, mas na meia não tive grandes problemas. Senti falta de mais postos de hidratação. Eram poucas mesas e de um lado só. A organização poderia melhorar essa parte para facilitar a vida dos atletas. Eu já estava meio na preguiça e talvez parasse igual nesses pontos, mas não ter muita opção me fez escolher não perder mais um posto de hidratação porque queria continuar correndo.

O primeiro posto, aos 5 km, deixei passar porque estou acostumado a ficar sem água. Não senti tanto o que falam de Santiago que é seco e tudo mais. Sinto que poderia ter pegado mais pelo calor para jogar no corpo e molhar a boca. Enfim, depois que perdi esse decidi que pegaria em todos os outros, mesmo que fossem poucos e tivesse que andar.

Foi uma viagem legal, sem muito planejamento, mais para correr mesmo do que para curtir as terras chilenas. A Andressa teve problemas na maratona, não conseguiu correr o tempo todo, teve cãibras e não alcançou o resultado desejado. Mesmo assim, valeu fazer uma viagem para o exterior. Retornamos segunda à noite para São Paulo e finalizamos a viagem.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/2610136243

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Circuito Athenas Etapa Run Faster SP – 25/03/2018

Participei do Circuito Athenas em São Paulo no dia 25 de março. Foi a Etapa Run Faster. No Circuito Athenas, eles fazem distâncias progressivas. Começa com 5, 10 e 15 km. Depois, 6, 12 e 18 km, finalizando com 7, 14 e 21 km. Tinha boas lembranças do Circuito porque foi lá que bati meu recorde dos 5 km no ano passado.

Pelo percurso ser todo na Marginal Pinheiros, pensei até correr 5 km ou 10 km visando um sub 25 ou sub 50. Porém, falando com a Mari, minha treinadora, ela disse que deveria fazer os 15 km, já que o objetivo futuro era a Meia de Santiago. Faltavam 2 semanas para a meia e seria bom fazer um treino mais longo. Como estava inscrito no Circuito Athenas, o treino foi na prova.

O trajeto era muito simples. Largava na Marginal, em frente ao Parque do Povo e ia reto por 7,5 km. Dali, era só retornar. Meu plano era fazer os últimos 5 km mais rápidos, acelerando no final, mas acredito que tenha começado rápido demais para este objetivo. No fim, terminei os 15 km em 1:21:36m, ritmo médio de 5:26 min/km.

O ritmo poderia ser até melhor se eu não tivesse relaxado nos últimos 2 km. Como vi que não conseguiria acelerar, também não encontrei motivos para manter o ritmo. Não ia dar recorde de nada. Fui até o fim para terminar o treino dentro da corrida. Tomando como base o ritmo desses 15 km, pensei que estaria excelente se a Meia de Santiago saísse perto desse ritmo ou abaixo. Foi um bom treino, mostrando que concluir a meia maratona abaixo de 2 horas era bem possível e viável.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/2579738275

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Meia Maratona de São José – 10 km – 10/03/2018

No dia 10 de março de 2018 participei dos 10 km da Meia Maratona de São José. Esta prova é organizada pela Corre Brasil e este ano aconteceu em um sábado à noite. A largada foi às 18h. Tinha 21 km, 10 km e 5 km. Fui de novo nos 10 km. A terceira corrida do ano foi também a terceira de 10 km. Mais uma vez, o objetivo era o sub 50.

Os treinos continuavam rumo a Meia de Santiago e a canelite já estava mais ou menos controlada. Correndo do lado de casa e conhecendo o percurso, seria uma ótima oportunidade de atingir a marca. Não teria grandes subidas ou descidas. Era basicamente plano, duas voltas de 5 km.

Consegui fazer quase toda a prova com parciais abaixo de 5 min/km. Os primeiros 5 km passei com 24:24 e a parte final fechei em  24:54. Caiu um pouco, mas garanti o primeiro sub 50 do ano. Tempo líquido oficial de 49:18. Poderia ter feito melhor, mas gostei do resultado. Estava bem ajustado para aumentar as distâncias pensando na Meia Maratona de Santiago.

Link do Garmin: https://connect.garmin.com/modern/activity/2547354647

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Relatório de fevereiro 2018

Fevereiro foi um mês razoável. Poderia ter sido muito melhor, mas a canelite me impediu de treinar com mais frequência. Tive que dar dois dias de descanso entre um treino e outro em alguns momentos. A ideia era pelo menos repetir a quilometragem de janeiro, já que os fins de semana teriam treinos mais longos. A média até foi maior, mas fiz 5 treinos a menos. Mesmo que fevereiro tenha menos 3 dias, poderia ter feito mais se a canela estivesse 100%.

Mesmo assim, gostei das rodagens que fiz. Teve de 10 km, 11 km e 14 km. Voltei a fazer treinos intervalados no fim do mês, mas ainda longe do ritmo que poderia fazer se estivesse tudo normal. Participei dos 10 km na Track&Field Run Series Market Place e consegui melhorar o tempo na distância que tinha feito no Troféu Cidade de São Paulo. O fim do mês foi mais animador porque a canela quase não incomodou. Os treinos intervalados voltaram, ainda não tão intensos e talvez uma vez por semana por enquanto.

Gostei bastante da média de tempo correndo e da quilometragem. Mostra que se não fosse a canela, provavelmente seria um mês ainda melhor do que janeiro, inclusive no volume mensal. Espero que em março os sinais da canela sumam aos poucos e consiga encaixar mais treinos longos. A princípio, devem ficar três treinos na semana, mas o objetivo é voltar a fazer os quatro de janeiro. O ritmo médio está legal e espero que em março consiga fechar o total com treinos em maior número do que os dias de descanso.