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42k de Floripa – 1ª Maratona Internacional da Cidade de Florianópolis

A corrida é uma das atividades físicas mais praticadas na capital catarinense, seja pelas condições favoráveis como boas temperaturas e superfícies ideais para o esporte, aliado à belas paisagens, ou mesmo pelo estilo de vida saudável que o esporte pede e os catarinenses aprovam. O fato é que, ao longo dos últimos anos, Florianópolis tem se destacado no cenário internacional e atraído o olhar de grandes empresas do segmento de marketing esportivo, assessorias esportivas e adeptos da modalidade de todo o mundo.

Dito isso, Florianópolis foi a grande escolhida para sediar a primeira maratona organizada por uma das maiores empresas do segmento na América Latina, a Norte Marketing Esportivo, com a sua marca de corridas de rua, a O2.  Os 42k – Maratona Internacional da Cidade de Florianópolis acontece no dia 03 de junho, feriado de Corpus Christi, e as inscrições para a prova ainda estão abertas.

Com previsão de reunir mais de 6 mil e 500 atletas, a prova terá também os trajetos de 21km, a Meia de Floripa, e 7km, a Joy Run. De acordo com o Diretor de Produção da empresa, Felipe Fernandes, a escolha de Florianópolis para esta estreia levou em consideração o apelo turístico da cidade, as características de clima e de percurso. “Desde 2011 realizamos anualmente a Meia de Floripa e percebemos que atletas do Brasil inteiro desejam correr na cidade. Foi um caminho natural e que promoverá uma abertura para a inclusão no circuito internacional”, justifica.

“São eventos como a Maratona Internacional de Floripa que buscamos cada vez mais. Ameniza a sazonalidade, trazendo turistas para a cidade fora das férias. Isso movimenta nossa rede hoteleira e gastronômica, e gera serviços, além de aliar o turismo a uma atividade física. São turistas que têm chances de retornar e indicar Florianópolis para outras pessoas conhecerem” – diz Vinicius de Luca Filho, Superintendente de Turismo de Florianópolis.

Preparação e identificação do trajeto

A largada será na Beira-mar Continental e o principal diferencial dos 42k de Floripa está na utilização das duas principais pontes da cidade:  Ponte Colombo Salles (1.227m) e Ponte Pedro Ivo Campos 1.252m (sentido continente) o que afere ao trajeto uma bela paisagem nas principais avenidas da capital. “Nosso principal cuidado, além de oferecer um evento extremamente organizado para os corredores, é gerar o menor impacto possível na mobilidade dos moradores, mesmo com o fechamento parcial de 42km de vias”, diz Fernandes.

A organização prevê que os primeiros colocados concluam a prova em 2h25, no masculino, e 2h50, no feminino.

A aproximadamente 30 dias da prova, a organização da Maratona Cidade de Florianópolis estima que 80% dos corredores sejam oriundos de outros estados. São Paulo e Paraná lideram o ranking de inscritos. Atletas de países como Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Colômbia também já garantiram a sua inscrição e para eles a organização dá o alerta: “Floripa é imprevisível, o atleta deve estar preparado para enfrentar um clima frio, ideal para provas de longa distância. com possibilidade de chuva e vento forte”, orienta Fernandes.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio. Para a prova de 42k o limite técnico é de 4 mil inscritos. Os kits dos atletas serão retirados no Centro Sul, na Av. Gov. Gustavo Richard, 850, Centro.

A organização prevê que os primeiros colocados concluam a prova em 2h25, no masculino, e 2h50, no feminino. As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de maio. Para a prova de 42k o limite técnico é de 4 mil inscritos. Os kits dos atletas serão retirados no Centro Sul, na Av. Gov. Gustavo Richard, 850, Centro, e a organização prepara uma série de ativações e conteúdos para o corredor estar o mais preparado possível para vencer o desafio escolhido.

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Meia de Floripa – 11/06/2017

Chegou o dia da Meia de Floripa. Se tivesse que eleger uma prova da qual não posso deixar de participar, seria essa. Foi minha primeira meia maratona e é a única corrida em que estive presente em todas as edições, sempre na meia maratona. Não poderia ser diferente neste ano, ainda que a preparação fosse a pior possível. Quando corri ano passado pensei que seria quase impossível chegar tão mal preparado para uma meia maratona. Era quase mesmo. Porque este ano cheguei em piores condições.

As dores no joelho me fizeram perder o mês de abril e o retorno em maio foi com poucos treinos. Diferente do ano passando, quando, ainda que correndo distâncias menores, consegui correr mais, deixando o corpo mais preparado para a corrida. Fui para a prova sonhando com o sub 2 horas, sabendo mais ou menos o que poderia acontecer, baseado nos treinos feitos. Só não tinha bem certeza em que momento da prova o corpo ia sucumbir. Esperava que fosse lá na subida da ponte ou ao fim da corrida. Desta vez, porém, ele reclamou antes.

Inscrição da prova

A inscrição não era das mais baratas, mas nos primeiros lotes o preço estava razoável por tudo que o evento entrega. Depois, logicamente aumentou. Ainda na retirada dos kits estavam fazendo inscrição por R$ 135,00 em dinheiro, pelo que fiquei sabendo. Aproveitei uma promoção do Peixe Urbano e com mais um cupom desconto garanti a minha inscrição por R$ 90,95, um ótimo valor.

Retirada do kit da Meia de Floripa

O kit da Meia de Floripa foi bem simples e a feira também seguiu o mesmo caminho. No kit, retirado na sexta e sábado antes da largada no Majestic Palace Hotel, veio uma camiseta, um boné, um gel e uma sacola, além, é claro, do número de peito e chip. Este era o kit básico. Na retirada, apenas um local com as coisas da Ativo Store e nada mais. Se você não é assinante da O2, praticamente nada ia interessar ali. A jaqueta e a camiseta da prova, apesar de bonitas, não valiam o preço.

A temperatura

Dias antes, foi enviado um e-mail avisando que a largada havia sido adiantada. Como só olhei o site da prova na quinta e sexta antes do evento, lá já constava largada às 7h. O horário original era 7h30. Na minha cabeça, sempre foi 7h. Fiquei até surpreso com os amigos compartilhando a informação de que havia sido adiantada. Esse adiantamento pode ter a ver com as pontes que ficam fechadas no domingo. De qualquer forma, a largada que já seria cedo foi mais cedo ainda, o que torna as condições para correr mais favoráveis.

Diferente do ano passado, largamos com 10ºC. Ainda gelado, mas menos do que os 6º C de 2016. Mesmo menos frio, ainda era muito bom de correr. Não tinha vento, céu azul, tempo aberto e sol ao longo do percurso. Não era aquele sol que atrapalhava. Ele mais esquentava o ar gelado da manhã. Da minha parte, corri de regata e bermuda de compressão e só fui sentir as mãos e os pés lá depois do 3º km. Foi o tempo que demorou mais ou menos para aquecer. Os termômetros durante a corrida marcaram entre 11ºC e 18ºC. No fim, já na arena do evento, chegou a 20ºC.

A Meia de Floripa

Optei por desligar o lap automático do Garmin. Fui com o lap manual e dividi a prova em 3 partes de 7 km. Ou seja, cada volta teria 7 km e em cada uma delas tentaria manter um ritmo abaixo de 5:40 min/km, para garantir o sub 2 horas. Tem toda aquela coisa que o GPS vai marcar a mais. Então, não são 21 km apenas, tem vários metros depois. Já contando com isso, fui pelas placas da organização e nem me preocupei com a distância que iria marcar.

Na largada, meu número indicava o pelotão branco, o último, no fim de tudo. Eram 4 pelotões: Quênia, Azul, Verde e Branco. Não sei qual o critério utilizado. Pode ter sido o tempo do ano passado ou a inscrição pelo Peixe Urbano, não sei, mas lá fui eu para o pelotão designado. Não fez muita diferença porque, apesar de ter muitas pessoas, demorei menos de 2 minutos para passar pelo portal. Largando mais atrás, o congestionamento que previa nos primeiros quilômetros foi um pouco maior. Até o 2º km não me preocupei muito com o ritmo. Fui tentando manter uma velocidade constante, desviando aqui e acolá.

A partir do 3º km, na entrada da ponte, comecei a corrida de fato. O pessoal do 5 km já tinha feito o retorno e agora era só a meia e os 10 km. Como estava com o lap manual, o ritmo médio era da volta de 7 km e perdi um pouco a referência do ritmo em cada quilômetro. Durante a prova já vi que isso pode ter sido um erro. Com o ritmo médio na tela, via aqueles 6 min/km demorar para diminuir. Faz sentido. Quanto maior a extensão da volta, menor é a diminuição do ritmo, a menos que eu desse uns tiros, coisa que não tinha condição de fazer.

Por sorte, o Strava estima as parciais a cada quilômetro e, de acordo com ele, fiz os primeiros 7 km em 6:20, 5:55, 5:47, 5:30, 5:29, 5:24 e 5:27. Ou seja, a partir do 4º km que comecei a acelerar e talvez tenha sido muito rápido. Acredito que isso atrapalhou mais para frente. Para ter ideia, fechei os primeiros 7 km com 40:04, ritmo de 5:42 min/km. Mesmo com todo o esforço, o ritmo ficou acima do pretendido. Já era um mal sinal. Pensei comigo. Bom, do km 8 ao 14 é o momento para fazer um ritmo melhor. Depois vai ter a ponte, subidas e com certeza vou perder segundos.

O começo da segunda volta de 7 km foi animador. Parecia que ia dar. Só parecia. Fui bem até o km 10. Em certo momento, em uma passada qualquer no asfalto, senti ela, sim, o calo que pode virar bolha, aquele que aparece nos pés de quem treinou pouco e, do nada, decide fazer mais de 10 km contínuos quando nenhum treino foi maior do que 8 km. Fora o calo, as pernas começaram a sentir o esforço. Como estava com o ritmo médio, notei que o ritmo foi caindo muito a partir do km 11. De 5:33, 5:34, rapidamente já estava em 5:37, 5:38 e eu não conseguia manter ou melhorar.

Novamente, o Strava me ajuda nisso. Do km 8 ao 14, as parciais foram as seguintes: 5:30, 5:33, 5:33, 5:36, 5:44, 5:46, 5:45. Nota-se que realmente a sensação de estar perdendo força era verdade. Confirmava também a queda do ritmo médio. Fechei os 14 km da prova em 40:08, ritmo médio de 5:39 min/km. A diferença que dá dos primeiros 7 km para esses é que o Garmin marcou 7,03 km e depois 7,11 km. De qualquer forma, fechei os 14 km da prova com 1:20:12. Nem precisei pensar muito para ver que tinha menos de 40 minutos para correr 7 km e uns metros. Precisava fazer basicamente o que não tinha feito até então. Sabe o time quase rebaixado que tem 30% de aproveitamento dos pontos em 20 jogos e precisa fazer 70% em 10? Era o meu caso. O resultado? A gente sabe que só um milagre salva.

Tendo isso em mente, decidi que no km 15 ia acelerar e ver o que acontecia. Comecei a 5:24, mas não sustentei. Fiquei com ritmo médio de 5:31 e mais cansado. Eram 15 km e 1:25:34. Precisava correr 6 km em menos de 35 minutos. Em outros tempos, ritmo médio de 5:40 seria tranquilo. Não neste Meia de Floripa. Era o reflexo da falta de treinos. O cansaço bateu, a realidade me estapeou, a conta não fechava e aí eu desisti. Resolvi parar de sofrer tentando correr no ritmo desejado. Parei com a volta de 7 km, comecei a trotar e fiz o km 16 em 6:59. O esforço para tentar o sub 2 horas seria enorme. Para mim, seria mais frustrante fazer pouco acima de 2 horas do que um tempo mais alto. Chegar perto seria pior do que chegar bem longe.

No km 17 ainda esbocei um trotezinho e fechei a 6:28. Foi o acordo que fiz comigo, correria sem parar até a subida do elevado. Dito e feito. Na placa do km 17, na subida, peguei a água e comecei a andar. Só voltei a correr na descida do elevado até a subida da ponte. Na ponte, foi uma longa caminhada, com um trote enganador na descida, isso até chegar a placa do km 19, quando voltei a andar novamente. Sabia desde o primeiro instante que andar traria consequências. Quando você caminha pela primeira vez na prova, você vai querer caminhar de novo. Como o sub 2 horas já tinha ido embora, não me importei com os 8:28, 8:55, 10:18 e 9:00 nos últimos quilômetros. O sprint final foi a 7:19.

O pior de andar nem foi o ritmo cair ou andar mais vezes e sim o frio. Não estava MUITO frio, mas era um ar gelado de quase inverno. Caminhar fez o corpo esfriar. O resultado disso? Bom, começou a ficar mais gelado e cada nova tentativa de retomar o trote era pior porque o aquecimento se foi. As dores que antes incomodavam ficaram mais presentes. Cada passo era algo diferente que doía. Não aquela dor insuportável, mas a que aparece depois de correr 15 km e fica maior quando você desaquece. Andando na subida, na descida, no plano e tentando trotar em raros momentos, fui até o fim da prova. Em certo momento, achei que ia terminar a meia acima de 2h20, mas consegui o sub 2h20. Completei a Meia de Floripa com 2:17:04. Do breaking 2, fiz só o breaking.

A minha 29ª meia maratona, a 7ª Meia de Floripa, foi a pior meia maratona da vida. Bateu o recorde das 2:08:19 de 2011. Outra marca que caiu foi o fim das meias sub 2 horas em sequência. Desde 04/12/2011 não fazia uma meia acima de 2 horas. Foi a quarta prova de 21 km em que ultrapassei essa barreira. As anteriores foram todas em 2011, meu ano de estreia nas meias. Quando você acha que não tem mais o que acontecer de diferente, a falta de treinos mostra que sempre pode ser pior. Acredito que se ficasse trotando e tentando correr mais rápido, poderia ter feito até em menos de 2h08, mas quando desisti, foi a desistência mesmo. Um tempo alto assim talvez eu nunca mais repita. Se bem que pensei isso das meias acima de 2 horas e saiu essas 2h17.

O que poderia ter feito diferente?

Além de ter treinado mais, poderia ter feito diferente no Garmin. As voltas de 7 km me tiraram um pouco da noção de ritmo a cada quilômetro. Em nenhum treino me baseio em voltas longas. Testei algo novo no dia da corrida e não deu certo. Acreditei que essas voltas me ajudariam a não forçar demais no início, mas acabou não surtindo efeito. Acabei acelerando demais entre o km 4 e 7 e não sabia em que ritmo realmente estava. O mais sensato seria parar o cronômetro, salvar a atividade, mudar a configuração e voltar, mas ia ficar com duas corridas quebradas. Não conseguiria fazer isso haha.

Percurso

O grande diferencial da Meia de Floripa é o percurso. Nenhuma prova em Florianópolis consegue ter esse percurso: a largada é na Beira Mar Continental, no Estreito, atravessa as duas pontes, Pedro Ivo na ida e Colombo Salles na volta, passa por boa parte da Beira Mar Norte e retorna para o Estreito. As subidas aparecem no km 3 e 4 e no km 18. A do km 18 é a que quebra o ritmo de todo mundo. Por isso, quando se tem objetivo de tempo, recomenda-se chegar inteiro e com sobras no km 17, para, mesmo perdendo tempo no 18, conseguir recuperar nos 3 km seguintes, sendo um deles com descida. Nas pontes, a descida mais acentuada é na ida, o que, consequentemente, torna a subida da volta mais inclinada.

Hidratação

Por causa dos 5 km, já tinha posto de água no km 2. Durante toda a meia, sempre a cada 3 km ou menos tinha água. Bastante água. Não faltou em nenhum momento. Água sempre gelada. O clima também ajudou. No retorno, lá pelo km 10,5 estavam dando isotônico e mais na frente tinha distribuição de banana. Sim! Pela primeira vez na Meia de Floripa deram frutas no percurso. Desta vez, foram bananas. Não peguei porque não costumo comer nada, mas achei legal.

A chegada e o pós-prova

Na chegada, muita água para os corredores. Dali, tínhamos que retirar o chip, devolver para os staffs e então retirar a medalha. Mais à frente, isotônico, banana e maçã. A arena do evento tinha a Área VIP para os assinantes da O2 além de guarda-volumes, painéis para fotos, pódio e vários banheiros. O legal da medalha é que dessa vez elas vinham sinalizadas com a distância que a pessoa correu. Essa do post é a minha e marca 21K. Quem correu 10 km recebeu a marcando 10K e de 5 km estava com o 5K.

As dores que não apareceram

O lado positivo desse desastre da Meia de Floripa é que não tive problemas nos joelhos e nas panturrilhas. Senti dores normais depois de 15 km correndo sem parar, mas nada no nível que me fez parar no início de abril. Acordei na segunda com dores mínimas nas panturrilhas e joelho um pouco dolorido. Nada fora do normal, digamos que está dentro do esperado. Parece que estou aprendendo a entender essa situação.

Cobertura do Por Falar em Corrida

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Fotos da Meia de Floripa

meia de floripa
PFC na Meia de Floripa
meia de floripa
Com o pessoal do Mania de Corrida

Certificado Meia de Floripa

meia de floripa

Links referentes à Meia de Floripa

Site da prova
Resultados
Corrida no Strava
Texto sobre a meia de 2016

Garmin

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O que esperar da meia?

Domingo é o grande dia. O dia da Meia de Floripa, a única corrida em que participei de todas as edições desde o seu início e para a qual poucas vezes cheguei bem preparado. Ano passado escrevi um texto na sexta-feira, logo antes da meia, falando da falta de preparação, dos poucos treinos, do risco que teria em participar e de que depois dela iria voltar aos treinos com aumento gradual de volume e distância. Vocês podem conferir aqui.

Fosse qualquer outra corrida, nem hesitaria em ficar de fora. Não me importa tanto. Só que a Meia de Floripa é diferente. Corri desde 2011 sempre a principal distância, de 21 km. Foi lá que tudo começou, onde a história de meias teve início. A primeira meia maratona da vida foi a Meia de Floripa. Desde então, já se foram 28 meias, sendo que 6 delas foram na Meia de Floripa. Domingo é o dia da 29ª meia e a 7ª Meia de Floripa.

Mencionei que poucas vezes cheguei bem preparado. O histórico é mais ou menos assim:
2011 – 2:01:15 – primeira meia, qualquer coisa servia, tentei o sub 2 horas, mas não deu.
2012 – 1:46:39 – fiz uma preparação melhor, pensei no sub 1h45 e fiquei um pouco acima.
2013 – 1:55:54 – foi o último treino longo antes da Maratona de Porto Alegre, fiz em ritmo de maratona.
2014 – 1:48:25 – resolvi voltar a treinar mais sério para a prova, mas o sub 1h45 fugiu outra vez.
2015 – 1:42:30 – treinando melhor, saiu o sub 1h45 e quase o recorde pessoal.
2016 – 1:58:55 – poucos treinos, sem saber o que aconteceria, tentei só o sub 2 horas.
2017 – vou descobrir no domingo.

Então, o que esperar da Meia de Floripa? O único objetivo mesmo é correr abaixo de sub 2 horas. Meu breaking 2 pessoal, só quero isso. Sei que as condições estão longe do ideal, mas acredito que é possível. Os últimos treinos não garantem nada, mas já estava correndo melhor. Até metade da prova sei mais ou menos o que pode acontecer e o que me espera. Depois disso, talvez até antes, vou ficar na dependência do joelho e das panturrilhas.

A Meia de Floripa tem suas peculiaridades. Dá para dividir a prova mais ou menos assim: o km 1 é o de ritmo mais lento, devido à multidão que larga junto. Do km 2 ao 3 já é possível encaixar o ritmo, sendo que o km 3 termina na ponte, tem uma subidinha ali. No km 4 é a descida da ponte, o ritmo tende a aumentar. Depois, do km 5 ao km 17 é ir e voltar na Beira Mar Norte. Logo depois do km 4 tem uma subida do elevado Rita Maria, mas não é nada de outro mundo. O km 18 é o grande quebrador de ritmo. Vamos enfrentar a subida do elevado Dias Velho, que seria algo até normal, mas depois vem a subida da Ponte Colombo Salles. Uma parte do km 19 é subindo a ponte e a outra parte é descendo. Depois disso, vem o km 20 e o 21 que são em descida e plano, respectivamente, última tentativa de acelerar.

Pelo menos é assim que divido a prova na minha cabeça. Sei os momentos onde terei como correr melhor e quando o ritmo vai cair. Claro que ainda tem o fator cansaço e dores, mas em princípio vai ser bom de correr do km 4 ao 17. Além disso, vou dividir a prova em 3 blocos de 7 km, para ficar mais fácil controlar o ritmo. Por este motivo, ainda não sei se vou utilizar lap manual ou automático no Garmin. E também se no lap manual vou atualizar a cada quilômetro ou a cada 7 km. Coisas que vou decidir no dia.

Participações na Meia de Floripa:

2011 2:01:15
2012 1:46:39
2013 1:55:54
2014 1:48:25
2015 1:42:30
2016 1:58:55

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Desafio sub 2 horas

Talvez você tenha entrado neste post pensando que vou falar do Desafio de sub 2 horas que está tão falado ultimamente, com a Nike sendo a marca mais proeminente nessa tentativa, que já está com atletas treinando e vai transmitir mais uma tentativa. No horário de Brasília, será às 0h45, no início de sábado.

Já tem muita gente falando disso e o foco do post não é na maratona. É desafio sub 2 horas, mas na meia maratona. Sim, o Por Falar em Corrida também tem o seu desafio. O nosso é bem mais legal e mais possível, ainda que não seja tão tranquilo como foi um dia. Será na Meia de Floripa dia 11 de junho.

Ainda não voltei aos treinos de corrida. Espero voltar na semana que vem. No entanto, pela memória muscular, acredito que seja possível estar apto para fazer a meia. Comparo a situação com a do ano passado. Fiquei mais de 30 dias parado, com poucos trotes doloridos no meio. Sobraram menos de 30 dias para treinar e o maior longo foi de 10 km. Saiu 1:58:56. Foi meio sofrido no fim, mas deu certo.

Este ano, estou parado pelo mesmo número de dias, talvez fique um pouco mais, mas, em compensação, não fiquei parado. Comecei a pedalar e o pilates, os quais pretendo manter. O condicionamento não vai ser totalmente perdido. Depende muito do dia que voltar aos treinos, mas acredito que possa ser menos difícil completar a meia maratona.

Estou no terreno das especulações. O objetivo é participar da Meia de Floripa e fazer qualquer coisa abaixo de 2 horas. É possível, pelo que senti ano passado, mas talvez seja menos sofrido. Só que as coisas vão depender mais do meu joelho. Se ele ajudar, tudo fica mais fácil. Os sinais que ele manda já são mais animadores. Semana que vem tem mais um teste.

É uma luta contra o tempo, em vários sentidos. E não está descartada a hipótese de correr mesmo sem condições ideais na Meia de Floripa. É a única prova em que corri todas as edições desde o seu lançamento. Foi também minha estreia em meias. É uma relação meio pessoal e vale quase tudo para participar dela. O desafio sub 2 horas começou.

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[powerpress] Como foi a Meia de Floripa

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Meia de Floripa – 12/06/16

meia de floripaDomingo frio e gelado. 6ºC às 5h30 e lá fomos nós. Meia de Floripa 2016, a sexta edição desta prova e a minha sexta participação. Devido a problemas no pé e dores, foi uma das meias que fui mais mal preparado. Fiquei praticamente 21 dias parado e retornei dia 15 de maio. De lá até o domingo, foram 29 dias. Destes, 15 foram de treino e 13 de descanso. Os dias de treino foram rodagens leves e sem preocupação com ritmo. Ontem foi o 29º dia. Havia dois objetivos: não sentir dor no pé e correr a Meia de Floripa sub 2 horas, necessariamente nessa ordem.

Estava frio, estava gelado, mas tenho meus princípios, que são não correr de manga comprida e com roupas a mais, só o básico. Tento mantê-los sempre que possível. E como não era frio de matar, tirei toda a roupa extra e fiquei só com a bermuda de compressão e a camiseta. Desta vez, porém, optei por usa luvas. Meu maior problema nas corridas no frio é a mão gelada. Foi uma das melhores escolhas que fiz. Não me arrependi. Quando esquentou ali pelo 5º km, tirei as luvas e quando senti que estavam ficando geladas de novo lá pelo 12º km, coloquei de novo e fui de luvas até o fim da prova.

Um tópico sobre alimentação. Na noite anterior, comi sopa de legumes e carne. Nada de massa. De manhã, um copo de água e vamos para a corrida. Não levei gel nem nada. Durante a prova toda, como tinha bem cara de treino, fiz como faço em todos os treinos. Nada de água ou isotônico. Fiz a Meia de Floripa toda sem tomar água, isotônico ou gel. No pós-prova, peguei um copinho de água e depois estavam distribuindo uma garrafinha de água com um pacotinho de isotônico, que joguei fora na primeira lixeira. Mais à frente, peguei uma maçã. Esta maçã foi minha primeira refeição em 12 horas.

Nas meias maratonas, desde o ano passado, venha adotando a prática de acreditar na organização e na distância da prova. Sendo assim, desativo o auto lap do Garmin, deixo o lap manual. Quando passo pelas placas, aperto o botão. Na Meia de Floripa segui este procedimento. Na tela do Garmin deixo o tempo total da prova e o ritmo da volta. Assim, mesmo quando acontece de uma ou mais placas estarem com distância entre elas de mais de 1 km ou menos (como aconteceu várias vezes na Meia de Floripa), sei o ritmo que estou fazendo e não me preocupo com o número que aparece quando aperto o botão do lap.

No meu GPS, a Meia de Floripa fechou com 21,32 km. Considero bem aceitável. O bom de desligar o lap automático é que não fico vendo que o GPS está marcando, por exemplo, 18,3 km quando passa na placa de 18 km. Com o ritmo médio na tela já consigo ter informação suficiente para saber o tempo aproximado que vou fazer no dia. Não tem aquele desespero de ficar pensando que a distância está errada e que vou ter que correr a mais para compensar os metros além dos 21 km. Vi que passei o km 18 com com 1:40:32 de acordo com a placa da prova, sabia que tinha mais de 18 minutos para correr pouco mais de 3 km e já começo a fazer as contas.

A bem da verdade é que comecei a fazer contas logo que larguei. Aquele plano de correr 5 km abaixo de 25 minutos ficou de lado já no 1º km. Fechei os 5 km em 27:17. Até o km 7 consegui manter um ritmo abaixo de 5:30. O km 7 era um dos pontos em que fazia as contas. Teria que fechar abaixo de 40 minutos para ter uma folga mais para frente. Esses 7 km foram feitos em 38:36, com uns segundinhos que seriam úteis no final. Dali para frente já foi mais sofrido. A falta de treino e o começo mais rápido começaram a cobrar a conta.

Até o km 16 o ritmo variou entre 5:36 e 5:46. Passei o km 14 abaixo da 1h20, que era um dos check points das contas mentais. Foram 14 km em 1:17:53. Foram então, 7 km em 38:36 e os 7 km seguintes em 39:17. Ainda tinha gordura para queimar, mas já estava ficando mais apertado. Um dos problemas de se basear nas placas da prova, é que se a placa do km 12 tiver caída, você não tem como saber quando apertar o lap. Quando vi que já tinha passado mais de 6 minutos, desconfiei que não veria tal placa. Aí entra o ritmo, que é muito importante. Mantive os 5:38 e esperei pela placa do km 13. Ou seja, no lap do meu Garmin falta um quilômetro porque uma das voltas engloba 2 km.

Os últimos 7 km e os metrinhos finais foram feitos em 41:02. Ou seja, foi piorando e se tivesse mais 7 km a coisa não ia prestar. Felizmente, as gordurinhas do início me deixaram confortável para administrar os últimos quilômetros. Tanto foi assim que  na subida da ponte nem me preocupei muito e no km seguinte corri para 6:00. Faltava 1 km e uns metrinhos e meu tempo nos 20 km foi de 1:53:18. Só um desastre ia fazer perder o sub 2 horas. Eram 6:42 para correr o que faltava. Fui controlando o ritmo e mantendo em 5:45, só para chegar dentro do tempo.

Estava bem tranquilo, administrando a vantagem, quando ouço um grito atrás de mim: “acelera, Enio!”. Era o Nilton! Era o estímulo que eu precisava para acelerar e terminar o último quilômetro bem. Foi o mais rápido da prova. Não poderia chegar atrás do Nilton, né? Só que, no tempo líquido, cheguei. Ou seja, fiz força à toa hahaha. Foi bom para ter acelerado, mas o resultado prático foi nenhum. De todo modo, esse sprint final foi útil para garantir até o sub 1h59. Quando já estava chegando no portal, olhei para o relógio e percebi que seria 1h58 alto. Então, desacelerei, quase andei até a chegada, mas não consegui fazer 1:58:59. Seria legal fazer um segundo abaixo de 1h59. O tempo líquido oficial ficou em 1:58:55. Meu segundo maior tempo na Meia de Floripa.

Vocês repararam que ainda não falei da dor no pé? Pois é. Ela não apareceu. Ela tentou, ali pelo km 8. Não sei se foi psicológico, frio ou se realmente foi um sinal. Dali até o km 10 mais ou menos fui mais contido. O que explica também os ritmos mais altos. Mesmo sem ameaça de dor, acredito que seria mais lento mesmo. Já estava ficando cansado. Depois o suposto sinal de dor estabilizou e continuei. Podemos dizer então que a meia foi um sucesso nesse quesito. Sem dor no pé e parece que posso continuar o retorno gradual aos treinos.

No pé não tive nenhuma dor, mas nas panturrilhas… vocês não têm noção de como elas estavam já no 14º km. Essa foi a parte mais sofrida. Estava com um leve desconforto muscular na coxa esquerda por causa dos últimos treinos, mas ela nem incomodou. Outra parte que deu sinal de vida foi o joelho com problema no menisco. A partir do km 17 comecei a sentir mais ele. Eu nem lembrava mais que tinha algo no menisco do joelho esquerdo. Esta meia me fez lembrar. Todos os treinos anteriores foram leves e apareceu do nada uma meia a 5:38 min/km. Que bom que ele só se manifestou no fim. Pode ter sido só o volume. Vou ficar de olho nele nos próximos dias.

Teve cansaço, falta de treino e alguns incômodos no joelho e panturrilhas. A soma disso tudo foi a óbvia desaceleração que você puderam constar mais acima. E no derradeiro quilômetro começou a se formar um pequeno calo na ponta do pé esquerdo. Falta de costume, certamente. Não atrapalhou em nada, mas se fosse uma distância maior poderia causar problemas. No fim, terminei mais com dores musculares, reflexo de uma meia para a qual não estava preparado. O resto parece que deu tudo certo. As perspectivas para o segundo semestre são melhores. A Asics Golden Run DF é a próxima meta, por enquanto.

Para terminar, essa foi minha segunda corrida pisando com o médio pé. Nada de calcanhar. Considerando que não senti a dor no peito do pé, foi um estrondoso sucesso. Durante o resto da semana vou voltar às rodagens leves e não tão longas. Junho vai ser um mês de correr por correr, para reacostumar. Talvez julho também. O foco agora está em novembro e até lá quero fazer as coisas gradativamente, de preferência sem uma meia maratona para aumentar o volume de forma tão acentuada. Parece que agora vai!

Sobre a Meia de Floripa. É uma das melhores e maiores provas de Santa Catarina. Talvez a maior, talvez a melhor. Vale muito a pena fazer. Este ano tinha gente de todos os lugares. Curitiba, Ponta Grossa, Manaus, São Luís, São Paulo. Ainda preciso ver os resultados e os concluintes, mas parece que foi o ano mais cheio. E, diferente de 2014 e 2015, em 2016 fomos premiados com um clima impecável na Meia de Floripa. Estava frio? Sim. Gelado também, mas o sol já estava nascendo quando largamos e foi aquele tipo de corrida que me arrependi muito de não estar bem treinado.

Condições ideais, perfeitas para conseguir um bom tempo e um recorde pessoal. O Eduardo Hanada, por exemplo, conseguiu. Foram segundos, porque com ele só funciona fazer as coisas no limite. Mas está lá o 1:38:22 dele, novo recorde. Se a organização quiser usar imagens de alguma edição para o marketing e para divulgar a Meia de Floripa, este é o ano. Ontem foi o dia! Depois da prova, com o sol, nem se sentia tanto o frio. A arena do evento estava bem legal e desta vez foi possível aproveitá-la na sua totalidade. Quer fazer uma meia maratona em 2017? Vem para a Meia de Floripa! Você não vai se arrepender.

Atualizando as participações na Meia de Floripa que mencionei na sexta-feira:

2011: 2:01:15
2012: 1:46:39
2013: 1:55:54
2014: 1:48:25
2015: 1:42:30
2016: 1:58:55

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Planos para a Meia de Floripa

meia de floripaDepois do período parado por causa da lesão, cheguei a desconsiderar participar da Meia de Floripa. O retorno lento e gradual a partir da metade de maio me fez pensar em correr a prova. As dores não apareceram, aumentei os quilômetros e o tempo correndo e ficou decidido: vou correr a Meia de Floripa. Não sinto dor alguma desde o retorno e já estou ficando até mais confiante. Nos treinos, eventualmente corro mais forte, mas nada abaixo de 5 min/km. O foco é voltar e este mês de junho vai ser para treinos de rodagens, com aumento gradual. A exceção é a Meia de Floripa.

No meio do processo de recuperação, um aumento de volume que só vai existir por causa da meia maratona. Se não fosse a Meia de Floripa, talvez nem cogitasse participar. Mesmo que a inscrição já estivesse paga desde março. Não me importaria em ficar de fora. A recuperação total e plena é mais importante. Ainda corro o risco de ter problemas durante a meia, mas a decisão de participar é muito mais sentimental do que financeira. Foi a minha primeira meia em 2011 e participo desde a primeira edição, também em 2011. Não vou conseguir ficar de fora e quebrar a sequência de 6 Meia de Floripa seguidas.

Os treinos indicam que não sentirei dor, mas 21 km é uma distância que ainda não corri desde o retorno. O maior treino foi ontem, de 10,11 km e 1h06. Espero que nenhuma dor apareça na meia maratona. Vou para a prova do jeito que menos gosto: sem estar devidamente preparado e sem condições de fazer um tempo que considero razoável. Fosse qualquer outra prova, deixaria de lado, mas a Meia de Floripa não tem como. Mesmo mal preparado, gosto de ter objetivo de tempo nas corridas das quais participo.

Na Meia de Floripa não vai ser diferente. Pela falta de treinos e de preparo, sei que sub 1h45 é algo que beira o impossível. Os objetivos precisam ser palpáveis e possíveis. Nas atuais condições, não tem como exigir muito. O mínimo que quero fazer é sub 2 horas. É mais ou menos uma régua de tempo que tenho nas meias. Desde 2011, o ano de estreia das meias, só fiz tempos acima de 2 horas lá em 2011 (três vezes). Ficaria muito incomodado em fazer acima de 2 horas. Acredito que vou conseguir pelo menos 1h59, mas nunca fui para uma meia maratona tão mal preparado.

Só em 2011 corri os 21 km em forma tão precária. A diferença é que agora já sei como é correr uma meia e sei o que me espera. Já foram 25 delas e tenho uma ideia de como vai ser. O plano principal é garantir o sub 2 horas. Se a coisa render, sub 1h55 vai ser legal. Sub 1h50 é coisa linda, mas bem difícil. Sub 1h45 está ali do lado da palavra impossível. Vai ser em jejum, como tem sido. Pretendo fazer um aquecimento de 15 minutos antes e correr os cinco primeiros quilômetros sub 25. Será um teste para a Corrida Adria Santos, no domingo seguinte, dia 19 de junho, na qual vou correr 5 km.

Nem sei se vou conseguir manter um ritmo abaixo de 5 min/km em algum momento da meia, mas esse é o plano no início. Se der certo, terei uma boa gordura de tempo até o fim. O ritmo para sub 2 horas é 5:41. Vou focar no 5:40 ou 5:39. Esse vai ser o número que vou usar para fazer as contas. Qualquer coisa abaixo de 1:59:59 será lucro. No fim do texto, coloquei todas as minhas participações na meia. 2011 foi a estreia e qualquer coisa servia, mas fui pensando em sub 2 horas. Não deu. 2012 fui mais preparado, buscando o sub 1h45. Não deu também, mas já foi um bom tempo, meu recorde pessoal na época.

Lembro que fiquei desanimado por não ter feito sub 1h45. Nem o recorde pessoal me deixou feliz. Acho que foi uma das únicas vezes que não fiquei contente com um recorde pessoal. Em 2013, usei a meia como último longo antes da Maratona de Porto Alegre. O tempo só tinha que ser abaixo de 2 horas, porque era esse o ritmo de maratona. Em 2014, os treinos estavam capengas, mas por causa da prova tentei treinar mais para buscar o sub 1h45. Não veio de novo. Em 2015, treinando melhor, veio finalmente o sub 1h45 e quase um recorde pessoal.

Em 2016, o tempo é uma incógnita. A tendência é que seja meu segundo pior tempo na prova, mas se for abaixo de 2 horas está valendo. Falando sobre outro tipo de tempo, o da temperatura, o clima está muito bom em Florianópolis para correr. Nas últimas manhãs tenho corrido com temperatura variando entre 9ºC e 15ºC. A previsão para domingo é de mínima de 7ºC e máxima de 17ºC. Se não chover, teremos o clima perfeito para correr bem e será uma prova propícia para bons tempos para quem estiver treinado (o que não é o meu caso).

Participações na Meia de Floripa:

2011 – 2:01:15
2012 – 1:46:39
2013 – 1:55:54
2014 – 1:48:25
2015 – 1:42:30

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Mais um treino

treinoSábado foi dia de correr de novo. Mais um treino. E de novo sem dor. Parece que as coisas estão melhorando. No sábado, apesar de tudo ter saído de forma indolor, em alguns momentos sentia que ia doer. Não sei se é psicológico ou se é a falta de correr ou se é tudo junto. Fiz 3 treinos em quase 30 dias e todos menores do que  5 km.

Este treino de sábado teve um significado maior do que os dois treinos anteriores. Talvez cada treino novo seja mais significativo que o anterior. No caso de sábado, foram 33 minutos do que no momento chamo de treino. Um fartlek alternando caminhada e corrida. Na parte de corrida, fiz algumas acelerações.

Corri com o relógio, mas o ritmo era a última das preocupações. Em casa, vi que quatro dessas acelerações tiveram um bom ritmo médio, ainda que tivessem variado entre 35 e 57 segundos. Uma delas saiu a 4:09. Foi interessante, ainda mais pelo fato de naquele momento mais rápido do sábado não ter sentido nada.

Pretendo adotar a prática de correr um dia sim e outro não, observando se a dor volta ou não, intercalando corrida e caminhada tentando recuperar um pouco do fôlego. Dia 12 de junho tem a Meia de Floripa e estou inscrito nos 21 km. Quero chegar até lá com o corpo mais acostumado a correr de novo. Vai ser um bom desafio.

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Corredora de Cingapura se classifica sem querer para a maratona olímpica e a Meia de Floripa.

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