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Meia Maratona de Florianópolis – 19/11/2017

meia maratona de florianópolisA Meia Maratona de Florianópolis de 2017 aconteceu no dia 19 de novembro. Foi a 13ª edição da corrida, pelo que o narrador falava no microfone. Tinha a distância principal, os 21 km, e também as alternativas, de 10 km e 5 km. A largada e retirada do kit aconteceram na Praça Sesquicentenário, na Beira Mar Norte, o recuo depois do recuo do Trapiche.

RESULTADOS
SITE DA PROVA

A retirada do kit da Meia Maratona de Florianópolis foi na sexta e sábado e lá tinha também uma feira com alguns produtos expostos. Alguns preços estavam muito bons. Não comprei nada porque não estou em condições, mas tinha coisas boas para aproveitar. Fui retirar o kit no sábado e, infelizmente, estava chovendo. Mesmo assim, a área da feira estava coberta e não tive problemas. O pior mesmo foi sair do carro na chuva e no vento para chegar até lá.

Uma coisa legal da retirada do kit da Meia Maratona de Florianópolis é que também tinha que deixar 1 kg de alimento não perecível. De acordo com a organização, foram 5 mil inscritos. De acordo com o resultado, quase 4 mil concluintes. Ou seja, muitos quilos foram doados e vão ajudar uma instituição que realmente precisa. Além disso, quem esqueceu de levar o kit no dia poderia levar no domingo também.

O kit era básico, como acontece nas corridas da Corre Brasil. E isso não é ruim. Para mim não é, pelo menos. Veio uma camiseta azul, o número de peito e o chip. O suficiente e o necessário. Ainda tinha um pacote de café, uma barrinha de frutas, sabor banana, além da revista da Corre Brasil. Desta vez, na revista, veio também o calendário de 2018 da Corre Brasil. Já dá para planejar o ano que vem.

Kit retirado, era só esperar o grande dia. Fui nos 5 km, em busca de um novo recorde na distância. Tentar a gente sempre tenta. Os 21 km largaram às 7h e quem estava nos 10 km e 5 km largou às 7h30. Foi legal para ver a largada dos amigos que iriam correr a meia maratona. Este ano não tive condições e vontade de correr os 21 km, mas ano que vem pretendo voltar à meia.

Choveu no sábado e havia um receio de chover no domingo também. Felizmente, o domingo foi de tempo nublado, com sol tentando sair, mas sem muito sucesso. O clima estava com um ar gelado, muito bom para correr, ainda mais largando cedo. O problema é que quando chove, no dia seguinte tem vento. E o domingo de manhã teve mais vento do que o normal para esse período.

A largada de todas as distâncias ia em direção ao sul. Já na largada, pegamos um pouco de vento contra. Como era início de corrida, não tinha muitos problemas. Atrapalhava, mas ainda tinha energia para seguir em frente. O retorno depois de pouco mais de 1 km ajudava porque o vento empurrava. O problema é que tinha mais o último retorno depois do km 4. Mais 1 km de vento contra. Não senti tanto porque estava fazendo 5 km. O pessoal da meia sofreu mais.

Meu plano era tentar correr forte e ver se saía um novo recorde nos 5 km. O sonho era correr sub 22 minutos, algo em torno de 4:24 min/km. Já no 1º km vi que não ia dar certo o sub 22. O recorde, porém, era possível. Fiz em 4:28 o 1º km e em 4:26 k 2º km. Por enquanto, tudo dentro do previsto. No 3º km, o cansaço chegou e fiz em 4:33. Ainda no objetivo. O 4º km saiu em 4:31. Não era o ideal, mas ainda não estava perdido. Por fim, fiz os últimos metros em 4:30.

Falo último metros porque erraram nos retornos dos 5 km e dos 10 km. Fizeram antes do indicado no mapa do percurso. O resultado disso foi que as duas distâncias tiveram metros a menos. Os 10 km ficaram com 9,7 km e os 5 km com 4,7 km, aproximadamente. No Garmin, fechei a corrida com 21:01 e 4,68 km, média de 4:30 min/km. No resultado oficial, deu 20:57. Pela projeção de ritmo, daria 22:24, um novo recorde por meros 3 segundos.

Infelizmente, sem distância, sem recorde. Teve ainda o fato de não acelerei tudo que podia quando vi que não ia dar a distância. Meio que desanimei e cheguei quase caminhando. Tudo indica, portanto, que, caso houvesse a distância, teria me esforçado mais, tentando o recorde pessoal, mesmo que o sub 22 não fosse viável. De positivo, ficou o fato de que consegui por mais uma corrida manter o ritmo abaixo dos 5 min/km. Foi a segunda seguida em que fiz 4:30. Já havia sido assim no Circuito Athenas São Paulo, onde fiz o recorde pessoal nos 5 km.

Pelo mapa no site, o retorno teria que ser feito alguns metros depois. Fui conferir na internet e em mapas, falei com a organização. Os percursos foram aferidos e averiguados pela federação. O que me leva a crer que o ser humano que foi designado para colocar os cones e a placa do retorno fez isso no lugar errado. Foi um erro muito grande, diferente das corridas que por vezes faltam poucos metros ou dão metros a mais. Importante ressaltar que só teve essa diferença nos 10 km e 5 km. Na meia maratona deu tudo certo.

A Meia Maratona de Florianópolis mais uma vez foi super bem organizada, com excelente estrutura, tudo perfeito. O único ponto negativo para mim foram as distâncias a menor nos 5 km e 10 km. De resto, nada a reclamar. Foi mantido o padrão de organização das provas da Corre Brasil. Ano que vem já tem data. Será dia 25 de novembro. De acordo com o resultados, os concluintes aumentaram em todas as distâncias. Ano passado, foram 3188 no total. Este ano, 3760, sendo 1908 na meia, 890 nos 10 km e 962 nos 5 km.

Registro do Garmin da Meia Maratona de Florianópolis

Fotos da Meia Maratona de Florianópolis

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Meia Maratona de Florianópolis (SC) inicia último lote de inscrições

Corredores de todo o país e também da América Latina se encontram na Ilha da Magia em novembro. O motivo? A união de um percurso desafiador com uma das paisagens mais bonitas do Brasil. A Meia Maratona Internacional de Florianópolis acontece no dia 19 de novembro e traz também trajetos de 5k e 10k. E para os que querem participar da prova, fica o aviso: o último lote de inscrições já está à venda no site www.correbrasil.com.br, no valor de R$ 90,00 mais um quilo de alimento não perecível.

A retirada dos kits acontece no dia 17 de novembro das 14h às 20h e no dia 18, das 10h às 18h, na Praça dos Sesquicentenário da Polícia Militar (Av. Jornalista Rubens de Arruda Ramos, s/n, Centro), na Av. Beira Mar Norte. A largada será no mesmo local, com a prova de 21k saindo às 7h e as demais às 7h30min.

Ricardo Ziehlsdorff, diretor executivo da Corre Brasil, organizadora do evento, destaca que uma das vantagens da Meia Maratona Internacional de Florianópolis é o seu trajeto. “A prova oferece um percurso rápido e plano, além de ter como cenário as belezas da Ilha. Para quem vem de fora, este é um fator determinante e uma oportunidade única”, diz. A expectativa é que 5 mil atletas profissionais e amadores participem da corrida. “Já temos, inclusive, a confirmação de atletas de outros países”, afirma. A Meia Maratona Internacional de Florianópolis tem o patrocínio da Uninter.

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Desafio PFC S01E10 – O Fim do Desafio

No décimo e último episódio da série DESAFIO PFC 21 KM, contamos um pouco como foi a Meia de Florianópolis, quem venceu o desafio e quem acertou o palpite no bolão mais comentado dos últimos tempos.

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Meia Maratona de Florianópolis – 20/11/2016

meia maratona de florianópolisDomingo, 20 de novembro, lá fui eu para a última meia maratona do ano. Desta vez, com poucos objetivos: correr sem dores e fazer o recorde do ano. A Meia Maratona de Florianópolis foi o cenário para que essa história acontecesse e é sobre ela que vai ser este post de hoje. Afinal, depois de toda prova tem que ter tudo o que aconteceu. Ou pelo menos tudo que eu lembro. Serve para eventuais consultas.

Tudo começou quando a prova foi divulgada, lá no fim de julho. Aproveitei o lote promocional e me inscrevi por apenas R$ 64,00, um valor sensacional para uma prova do nível da Meia Maratona de Florianópolis. Havia a dúvida se a prova seria realizada mesmo e essa confirmação só veio em julho, quando a Corre Brasil assumiu a organização da prova. Por conta dessa indefinição, fiquei com duas meias seguidas para correr.

Apesar desse quase choque de datas, sabia que com a Corre Brasil na organização a tendência era uma meia maratona do mesmo nível dos últimos anos, quando estava a cargo da Latin Brasil. Restava me recuperar das lesões e treinar direito para chegar no dia e não fazer tão feio, sem tanto sofrimento. Felizmente, deu tudo certo, tanto na parte de organização quanto na parte da minha corrida.

A retirada do kit da prova foi no local da largada, na Praça Sesquicentenário, na Beira Mar Norte. Era na sexta e sábado e foi bem tranquilo. Pela primeira vez, fizeram uma expo na retirada do kit. Foi interessante. Havia diversos produtos relacionado à corrida. Alguns com preços um pouco salgados, outros nem tanto. Penso que é uma experiência que deveria se repetir mais vezes, principalmente em provas como meias e maratonas. Como não estou com dinheiro sobrando, só peguei o kit, nem olhei nada na feira. No kit, do qual fizemos um unboxing ao vivo, veio número e chip descartável, que era o que realmente importava. Chip descartável e colante só não é melhor do que chip no número. Ainda, tivemos uma camiseta preta de boa qualidade, a sacola, um lata de atum, uma pacote de granola e um tablete de chocolate e café.

No domingo, a largada da meia maratona estava prevista para às 7h. Um bom horário devido ao calor que possivelmente nos esperaria. Penso que poderia ser até mais cedo. Prova em novembro já é mais quente. O ideal seria que a meia fosse em setembro ou outubro. No entanto, largar às 7h já ajudou bastante. Pegamos mais sol e calor na volta da meia, já depois das 8 horas. No início, os termômetros na rua marcavam entre 18ºC e 19ºC. No fim, vi alguns marcando 23ºC. No começo, além de mais fresco, havia as sombras dos prédios da Beira Mar. Na volta, não tinha sombra e tinha um sol bem quente.

Já que falamos do calor, temos que destacar a hidratação perfeita da prova. Tinha muitos pontos de água em vários locais, bem distribuídos e com bastante quantidade. Lembro de ter visto isotônico perto do km 16, mas não sei se teve em outros pontos também. Não dá para reclamar. Com o calor que ficou depois das 8h, a hidratação abundante foi muito importante para dar uma refrescada. Quase todos os copinhos de água que peguei estavam gelados. Alguns poucos em temperatura ambiente.

Comecei a prova de forma conservadora. Os dois primeiros quilômetros foram na média de 5:42. Do início até o km 11 mais ou menos, corri com o Guilherme. Conversa vai, conversa vem depois da largada e eu esqueci de apertar o lap do Garmin na placa de 1º km. Fiquei com uma volta de quase 2 km. Aliás, a primeira placa estava bem errada. O Strava, apesar de não ser muito confiável, dá as parciais a cada quilômetro. Ali é possível ter uma ideia desse início mais lento.

Do km 3 até o km 16, consegui manter um ritmo legal e constante. Queria fazer o melhor tempo do ano, mas também abaixo de 1h55. O ritmo variou entre 5:05 e 5:30. Em todas as parciais e pontos de corte estava bem adiantado em relação ao tempo que pretendia. Sabia, porém, que tinha que sempre ficar no máximo em 5:30, para não ter que fazer muita força no final. Já sabia que provavelmente não teria essa força a mais. Passei o km 16 com 1:25:35. Faltavam pouco mais de 5 km para correr em quase 30 minutos.

Essa falta de força foi exatamente o que aconteceu a partir do 17º km. O ritmo caiu. Não foi aquela queda de quebrar. Foi uma diminuição natural de quem já estava cansado e sem estar habituado a correr tanto nesse ritmo. Variou entre 5:34 e 5:43. Estava sentindo mais e, apesar de não estar muito fácil, ter o ritmo médio na tela do Garmin me ajudou a não deixar o ritmo diminuir tanto. A cada novo quilômetro, conferia o tempo total da prova e fazia as contas. Com isso, tinha a noção de que ainda estava dentro do objetivo de tempo.

Passei o km 17 com 1:31:11. Faltariam só mais 4 km em quase 24 minutos. Apesar do ritmo ter ficando mais lento, ainda estava dentro do previsto. Sabia que podia correr a quase 6 min/km que ia conseguir. Não queria também me acomodar tanto e tentava manter abaixo dos 5:40. Só o km 20 saiu maior, a 5:43. Foi meio que uma reserva de energia para tentar um sprint final no último quilômetro. O km 18 foi com tempo total de 1:36:41. Precisava de 3 km em mais de 18 minutos. O sub 1h55 viria com certeza. Outra coisa a se notar é que atingi o meu tempo e recorde do ano passado com 18 quilômetros e alguns metros. Ou seja, este ano fiquei uns 3 km atrás do Enio de 2015.

Quando passei o km 20 em 1:47:53, vi que seria possível até sub 1h54. Não seria nada mal. Só precisava fazer pouco mais de 1 km em 6 minutos. Teria que fazer força. Tentei. O começo foi animador, rondei os 5 min/km, mas o ritmo foi caindo. Não consegui manter. O Gustavo Nunes até passou por mim e falou para ir no sprint final. Fui uma parte, acelerei, mas não retrocedi. Chegando perto da linha de chegada é que vi que teria que acelerar o passo se quisesse o sub 1h54. Era duas coisas distintas: a vontade de fazer 1h53 alto e a falta de vontade de fazer força. Os últimos metros saíram a 4:42 de ritmo, mas não foi suficiente. O tempo oficial ficou em 1:54:02. No meu Garmin tinha dado 1:54:03. Até pensei que poderia ter uns segundos de sobra e no tempo líquido conseguir o 1h53, mas não teve jeito. Só ganhei 1 segundo. Disso, pode se tirar que sou muito preciso quando começo e paro o GPS nas corridas. 😀

Não foi o tempo dos sonhos novamente, mas mostrou uma melhora de mais de 2 minutos. 1h54 ainda é mais perto das 2h do que do 1h45, mas o ritmo médio ficou em 5:23 min/km. O ritmo não é de todo ruim, mas meia maratona tem essa crueldade de o tempo redondo ser 2 horas, o que significa um ritmo médio de 5:40 min/km. Geralmente, nas outras distâncias, os tempos redondos são mais amigáveis. Sub 55 nos 10 km é 5:30, por exemplo. Enfim, não fiz o melhor tempo da vida, mas foi o melhor do ano. Como registro, foi o 14º da vida entre 28 maratonas. Uma curiosidade é que fiz exatamente o mesmo tempo na Meia Maratona de Florianópolis em 2012. Nem se tivesse pensado nisso, daria tão certo.

Nessa prova também tivemos o Desafio PFC 21 km. Eu o Guilherme corremos lado a lado por uns 11 km. Depois, ele apertou o passo e eu não consegui acompanhar. Só perdi ele de vista nos 2 últimos quilômetros, mas minhas energias e forças estavam mais no recorde do ano do que tentar chegar mais perto. Ele fez uma baita prova. Terminou em 1:50:18, conseguindo ainda acelerar no fim. O resultado do desafio vai sair em breve no nosso canal do YouTube.

Após a corrida, os corredores eram direcionados por um caminho para pegar frutas, água e isotônico e na tenda mais à frente retiravam as medalhas. A fila estava meio grande, muito por que os corredores se aglomeravam na primeira bancada com os itens e esqueciam da seguinte. Como eu não ia pegar nada, fui pelo lado, sem filas e tumulto e já saí para pegar a medalha. Se quisesse, poderia até ter pego frutas sem problemas. Na bancada seguinte, não havia ninguém. Pessoal é muito apavorado. Parece que não tem comida e água em casa e se amontoa logo na primeira oportunidade.

Fora essa pequena aglomeração, não vi problemas na Meia Maratona de Florianópolis. O que achei errado foi no site estar a largada dos 5 km e 10 km às 7h30 e mudarem para às 7h50 no dia. Pior, largaram um pouco depois das 8h, já com o sol mais forte. Pelo percurso das distâncias, até faz sentido 5 e 10 largarem depois, para não ter encontros na avenida, mas mudar em cima da hora não é legal. A largada às 8h ocasionou um outro encontro, que foi o pessoal chegando da meia maratona junto com o pessoal dos 5 e 10 km. Essa parte ficou meio confusa. Outro ponto que posso destacar é que a disposição dos banheiros químicos estava desordenada. Não havia um padrão, de um lado masculino e de outro feminino. Eram todos misturados. Então, além das filas, alguns banheiros ficavam desocupados e ninguém se dava conta. Para mim, o óbvio seria colocar de um lado só banheiro masculino e outro só feminino. Formaria uma fila só e todos os banheiros seriam utilizados.

De resto, prova muito boa. Da meia maratona só tenho coisas boas para falar. Não é a maior meia do estado. Ainda fica atrás da Meia de Floripa, mas foram mais de 1.500 concluintes só na meia. Um ótimo número. Por outro lado, se não é a maior meia, com certeza é a mais veloz e propícia para recordes pessoais. Diferente da Meia de Floripa, a Meia Maratona de Florianópolis tem apenas 3 pequenas subidas dos elevados, que não quebram tanto o ritmo, enquanto a Meia de Floripa tem uma baita subida da ponte na volta, lá pelo km 18, daquelas que quebram o ritmo. O único problema da Meia de Florianópolis é a data. Novembro pode ser um mês muito quente. Se for realizada entre setembro e outubro, melhor.

Enquanto na Asics Golden Run Brasília, tive problemas com a bexiga, nesta meia tive problemas na sola do pé. Assim como em Brasília, não sei por que apareceu nem o motivo. Desde os primeiros quilômetros, senti um incômodo na sola do pé direito. Foi mais forte no começo e depois foi diminuindo. Na segunda ainda senti um pouco e depois foi passando. Psicologicamente, ficar 18 km com vontade de fazer xixi foi pior do que essa dor na sola do pé.

Falando em dor, não senti nenhuma das dores que me atrapalharam nos treinos este ano. Nada no tendão, nada no peito do pé e nada na região da tendinite fibular. O que eu senti mesmo foram dores depois do km 16, principalmente nos pés, mas em outras regiões. Foi principalmente na junção dos dedos e na ponta da sola do pé, onde eu piso. Inclusive, fiz uma pequena bolha no pé esquerdo nessa área. Acredito que ainda não estou com os pés totalmente adaptado a correr com o médio pé em ritmo mais forte. Parece normal, visto que fiz pouquíssimos treinos em ritmo mais forte do que o 5:23 min/km desta meia. Quando o incômodo ficava mais forte, tentava diminuir o ritmo e pensava que cada vez estava mais perto do fim. Em um determinado momento, quando peguei água, fiquei tão atrapalhado que até comecei a correr pisando com o calcanhar, mas ficou tão estranho que em seguida mudei.

Encerro assim o ano de meias maratonas, tendo boas perspectivas para o ano que vem. Não sei ainda se vou focar em meias ou provas menores, mas o certo é que terei que incluir na rotina os treinos de velocidade. Eles terão que ser frequentes para que possa melhorar. O alto volume ajudou a aguentar as duas meias sem maiores sofrimentos. Ambas foram difíceis no fim, mas nada comparado ao sofrimento na Meia de Floripa. Nas duas meias fiz um ritmo de certa forma controlado até as distâncias e tempos que havia treinado. Não foi o melhor ano em meias, mas melhoramos progressivamente. Ainda bem que não tem uma quarta meia. Não sei se conseguiria fazer algo melhor que 1h54.

Quero, a partir de agora, treinar mais para diminuir o tempo nas próximas corridas. Pelo que foi o ano, está razoável, mas me incomoda não conseguir correr ainda 5 km ou 10 km abaixo de 5 min/km. Isso só vem com mais treinos de velocidade, menos rodagens e mais confiança. Confiante até já estou bem mais. Ainda não 100%, mas quase nunca lembro que estive uma boa parte deste ano lesionado. Neste ano, foram 3 meias: Meia de Floripa em 1:58:55, Asics Golden Run Brasília em 1:56:47 e Meia Maratona de Florianópolis em 1:54:02.

Você que é de fora ou que é de Santa Catarina e que gosta de correr, saiba que a Meia Maratona de Florianópolis é uma ótima pedida. Bem organizada e com um trajeto bonito, além de plano. Para recordes pessoais é muito boa. Basta você estar treinado que a mágica pode acontecer. Foi o quinto ano seguido que participei da prova e pretendo voltar em todos os outros anos em que for realizada. Provas boas devem ser aproveitadas.

meia maratona de florianópolis
Kit da prova (foto: Eduardo Hanada)

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A última meia do ano

No próximo domingo farei a última meia maratona de 2016. Não foi bem o ano que eu esperava, mas, devido a todos os percalços, participar de 3 meias no ano é algo bem significativo. Vai ser melhor do que o prognóstico, ainda mais se conseguir concluir sem dores. Já foi a Meia de Floripa em junho e a Asics Golden Run Brasília no último domingo. Falta só a Meia Maratona de Florianópolis, uma meia que me traz boas lembranças.

Foi nela que corri pela primeira vez abaixo de 1h55, abaixo de 1h45 e abaixo de 1h40. Participo da prova desde 2012. Ano passado saiu o recorde pessoal. Este ano não deve ser nada além de tentar completar a prova com dignidade. Até agora, foram 27 meias maratonas. A de domingo será a 28ª. Dessas 27, 6 foram na Meia de Floripa e 4 na Meia de Florianópolis.  Depois de domingo, serão 5. Ou seja, 11 de 28 meias foram em casa. Quase 40% das meias em Florianópolis.

O desempenho este ano não está bom. A Meia de Floripa foi a 23ª mais rápida e a Golden Run Brasília a 18ª mais rápida. Não dá para exigir muito, mas fica o registro de que 2016 foi um ano ruim em termos de tempo. Muito provavelmente será o pior ano de meias. De qualquer forma, lá estaremos para a 28ª meia da vida, com um objetivo apenas: fazer o melhor tempo do ano. Para isso, preciso correr abaixo de 1:56:47. Vou tentar pelo menos sub 1h55, mas nada é garantido. O sonho seria fazer abaixo de 1h50 e a coisa mais lindo do mundo, porém impossível, seria correr abaixo de 1h45.

A previsão não é de chuva, mas as manhãs estão bem abafadas. A largada ser às 7h ajuda muito. Devo terminar antes das 9h. Ainda, teremos a equipe do Por Falar em Corrida na prova. Faremos a cobertura de evento para o nosso Desafio PFC 21 km. Aliás, você pode apostar e dar o seu palpite até o último minuto do sábado. Pelo que foi divulgado, são 4.000 atletas inscritos nas três distâncias: 21 km, 10 km e 5 km. Não acredito que os concluintes cheguem a esse total, mas certamente teremos muitos corredores participando.

Vídeo do Desafio PFC 21 km:

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Ilusão

Na semana passada, descobri que, SIM, haverá a Meia Maratona de Florianópolis em 2016. Aquela que costumava ser realizada em março no aniversário da cidade e ano passado foi realizada em outubro devido ao atraso do repasse do patrocinador para a realização do evento na data usual. Pois bem. Este ano, antes tarde do que mais tarde, foi confirmada.

A prova será no dia 20 de novembro e será organizada pela Corre Brasil. Nos últimos anos, foi organizada pela Latin Sports. Este ano ficou a cargo da Corre Brasil. Acredito que a prova não perderá em qualidade. A Corre Brasil tem tradição em eventos e organiza várias meias maratonas em Santa Catarina: Meia de São José, Balneário Camboriú (esta bem conhecida dos corredores), Chapecó, Brusque e Pomerode.

Pelo site do evento, o percurso continua o mesmo e o horário da largada também. É o mesmo trajeto do meu recorde ano passado. O único problema talvez seja o calor que pode fazer no fim de novembro. Seria o único inconveniente que consigo visualizar agora. Aproveitei o lote promocional, paguei R$ 64,00 e me inscrevi na meia maratona.

Participo da Meia de Florianópolis desde 2012 sem interrupções. Ela só perde para a Meia de Floripa, que foi minha primeira maratona em 2011. E foi nesta meia, em outubro do ano passado, que saiu o tão perseguido recorde e sub 1h40. Depois, dali, foram períodos de poucos treinos e poucos resultados. Digamos que cheguei no topo e tive que parar.

Agora meu calendário já tem algumas provas e eu não faço ideia se terei condições de correr bem até lá. Tem a Asics Golden Run Brasília dia 13 de novembro, no domingo seguinte tem a Meia de Florianópolis e duas semanas depois a Volta da Pampulha dia 4 de dezembro. São quase 4 meses até a primeira prova. Antes disso até estou inscrito em outras, mas o foco são essas. Ou melhor, o foco seriam essas caso estivesse em um ritmo bom de treinos.

O problema todo é que ainda não corri mais de 1 km nos treinos e, sinceramente, não estou tão otimista. A recuperação tem sido boa e as dores não apareceram mais, mas HOJE não me vejo correndo bem nem uma prova de 5 km, que dirá uma meia maratona. Tudo bem, posso ir lá e fazer em menos de 2 horas, mas vai ser sofrido pela provável falta de treinos.

Por enquanto, são só hipóteses e divagações. De qualquer forma, estou inscrito. Se der tudo certo e eu me recuperar bem, terei provas para correr. Se não der certo, estarei inscrito e poderei correr também, mas daí no modo de sofreguidão ativado. Claro que se estiver com dor não há chance de participar. Isso só aconteceria na Meia de Floripa este ano por motivos mais emocionais do que racionais.

Esta prova me traz boas lembranças. Foi o dia de corrida mais perfeito que já tive. Tudo saiu redondinho. Olhando o registro do Garmin desse dia, nem acredito que cheguei a fazer aquele tempo de 1:38:43. Hoje não conseguiria. O pior é saber que naquele dia ainda poderia ter feito um pouquinho melhor. Sempre dá, né? O resumo de tudo é: teremos a Meia de Florianópolis, estou inscrito e tenho a ilusão de correr bem esta prova. A sorte está lançada e é bom saber que a inscrição foi com valor promocional e no cartão de crédito.

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11ª Meia Maratona de Florianópolis – 11/10/2015

11ª Meia Maratona Internacional Caixa de Florianópolis
11/10/2015
Florianópolis – SC – Brasil
21 km, 10 km e 5 km

Resultados

Valor da Inscrição
R$ 84,90 – Kit Plus
R$ 60,00 – Kit Básico

Retirada do kit
Aconteceu nos dois dias que antecediam o evento, sexta e sábado, na Track&Field no Shopping Iguatemi no horário de funcionamento da loja.

Kit
Kit composto por camiseta, número de peito, um par de meias, uma barrinha de proteína, viseira e sacola. Os corredores tinham 10% de desconto na loja da Track&Field. A diferença é que o kit básico não tinha meias e viseira. O chip deveria ser retirado no dia da prova.

Largada
A largada foi na Praça do Sesquicentenário, na Avenida Beira Mar Norte. A elite feminina da meia maratona largou às 7h, a elite masculina e o pelotão geral largou às 7h10. Os 5 e 10 km largaram às 7h30. A largada aconteceu nos horários programados. Na meia, com as 3 pistas da Beira Mar para os corredores, houve uma rápida dispersão.

Percurso
O percurso saía em direção ao Túnel Antonieta de Barros, rumo ao sul. Os atletas percorriam pouco mais de 5 km até retornar. Dali, seguiam para o norte, passavam pela rua ao lado da chegada e continuavam. O retorno era feito na altura do km 15, perto do trevo da UFSC. A partir dali, era só voltar até a chegada. Os percurso de 5 e 10 km utilizavam a mesma estrutura, mas fazia o retorno antes.

Hidratação
Postos de hidratação bem distribuídos, a cada 3 km ou menos. Ainda teve dois postos com isotônico. Hidratação muito boa.

Distância
Na meia maratona, a distância estava correta. Nos 10 km, o GPS marcou 9,98 km e nos 5 km o GPS marcou 4,98. O curioso é que na meia maratona o GPS marcou 10,06 km na placa de 10 km.

Pós-prova
Os corredores que chegavam entregavam o chip em troca da medalha. Tinham também frutas, isotônicos e água à disposição. Na retirada da medalha, os atletas recebiam também uma lata de atum. Havia também uma tenda de massagem, um espaço para tirar fotos (SmartClick). Além disso, havia um painel para os corredores tirarem fotos com a temática da prova.

Medalha
Medalha bonita, mas pequena. Havia uma medalha maior para a premiação das categorias da meia. A medalha indica a edição da meia maratona, mas não tem data da prova. A fita é personalizada, mas apresenta o mesmo problema. Só a edição. No futuro, o corredor que não é tão apegado a anotações, não vai saber quando foi a 11ª Meia Maratona de Florianópolis, mas vai ter certeza qual edição correu. Não há diferença das medalhas para meia maratona e 5 e 10 km.

Comentários finais
A Meia Maratona de Florianópolis é uma das melhores meias de Santa Catarina. Uma das mais aguardadas do ano. Nos últimos anos, foi realizada em março, mas por razões que desconhecemos este ano foi adiada e a aconteceu em outubro. O percurso, no entanto, continuou o mesmo, já conhecido dos corredores, ideal para quem quer tentar fazer seu melhor tempo na distância. O tempo chuvoso anunciado não se confirmou. Aconteceram pequenas pancadas de chuva que mais refrescaram os corredores do que atrapalharam. No fim da prova, a chuva não apareceu, o que fez com que os corredores permanecessem por mais tempo na arena do evento. Como de costume, o evento foi muito bem organizado, com espaço para tendas de assessorias, massagem, guarda-volumes e banheiros (9 masculinos e 9 femininos). Se você pensar em correr em Florianópolis, vale a pena olhar no calendário quando esta meia maratona acontece.

*Participou da prova? Concordou com a análise? Discordou? Quer acrescentar alguma coisa? Entre em contato ou deixe sua opinião nos comentários.

 

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Meia maratona em detalhes

Ontem contei como foi o antes e o planejamento para a Meia Maratona de Florianópolis. De tudo aquilo que foi planejado, o mais difícil mesmo era fazer as parciais dentro do pretendido. Por uns 10 km eu sei que sempre deu, mas depois era um mistério. Lap manual, sem gel, sem água, em jejum e o aquecimento foram tranquilos. Nada muito diferente do que faço. Desta vez, dei atenção especial ao aquecimento. Só que achei que a largada era às 7h. Na verdade, era às 7h10. Com isso, acabei me adiantando 10 minutos no aquecimento. Não atrapalhou, mas podia ter terminado ele mais perto da largada.

Uma das partes mais importantes desta meia foi o lap manual. Sabia que o Garmin ia marcar a mais. Ele TEM QUE marcar a mais. Se deixasse no lap automático, ia ouvir o apito e ver a placa lá na frente. Decidi que ia fazer tudo manual. Confiaria na prova e correria, em todos os sentidos, o risco. Quando é meia maratona, acredito mais na organização. A chance de fazerem coisa mal feita nos 21 km é menor. Na tela do meu simples Garmin Forerunner 10, com apenas dois campos de visualização, deixei o tempo total de prova e o ritmo da volta. Assim, controlava meu ritmo daquela volta e daquele suposto quilômetro e não pensei que tinha algo errado quando a volta manual mostrou 1 km em 5:29 e o seguinte em 3:56. Eu sabia que estava no ritmo. O tempo total também me dava essa noção.

Sobre a prova em si. Queria fazer como sempre treino. Em jejum, sem água, sem gel, sem frescuras. E assim foi. Só faltava mesmo acertar a parte do ritmo. No sábado, até pensei em escrever no braço o que deveria fazer a cada 5 km, mas esqueci. Nem precisou. Durante uma corrida em que vou para tempo, ocupo minha cabeça com o ritmo e com as contas e somas e projeções. Para não criar demasiada expectativa, coloquei uma meta plausível: cada 5 km em 23:45, média de 4:45 min/km. O que me daria 10 km em 47:30, 15 km em 1:11:15 e 20 km em 1:35:00. Aí, sobrariam 5 minutos e 1,195 metros. Se seguisse isso certinho, provavelmente faria 1h40 baixo, mas seria meu recorde pessoal da vida, o que já seria muito bom.

Apenas para título de informação, foi durante a prova que calculei mais ou menos o total dos 15 km. É complicado somar números quebrados. Para ter ideia, eu pensava que era 1:10:45. Errei por 30 segundos. Fora isso, para não ficar a cada 5 km sem ter com o que me ocupar, estabeleci um objetivo de tempo para os 7 km, 14 km e 21 km. Peguei 1h40, transformei em minutos, dava 100 minutos, dividi por 3 e deu uma dízima periódica. No meio de uma corrida não pode dar dízima. Aí arredondei e botei como objetivo fazer perto dos 33 minutos. Se fosse abaixo, melhor, mas poderia ser um pouco acima. Só em casa fui perceber que podia ter escolhido 33:20, mas na hora tem coisas que a gente nem se dá conta. E foi tudo tão mal planejado e na hora que fiquei com um hiato do km 10 ao km 14 sem ter muitas contas para fazer. Tive que me virar de km em km.

Vamos dividir a meia em partes:

1 a 5 km – 23:26. média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5,04 km.
Comecei devagar, já nem contando muito com o 1º km. Queria fazer abaixo de 4:50, mas não ia ser o fim do mundo. As coisas foram melhores que o esperado e saiu média de 4:46. Essa primeira parte dos 5 km pega uma vez os viadutos da prova, na ida. Ou seja, sobe e desce uma vez. Talvez tenha sido pela descida do viaduto, talvez pela leve descida da Beira Mar embaixo da Ponte Hercílio, talvez pelo começo de prova, mas recuperei o começo que nem foi tão lento assim e fiz o km 3, 4 e 5 com média abaixo de 4:40. Nessa parte, estava já com 19 segundos de vantagem com o que tinha me proposto. Em todas as parciais de 5 km, fiquei com alguns segundos de vantagem, como poderá ser visto no decorrer do texto.

6 a 10 km – 23:33 – média de 4:43. Distância que o Garmin marcou: 5,05 km
Tempo total: 10 km em 46:59.
Nesta parte, tinha a volta do viaduto da ida e mais um viaduto que só pegamos no retorno. Nestes 5 km foi também onde aconteceu o maior erro das distâncias no lap manual. O km 7 marcou 1,16 km e o km 8 teve 0,85 km. Como o km 7 pegava toda a terceira subida do viaduto mais uma subidinha da Beira Mar (é um falso plano), acabou saindo 4:44 de média. Os outros quilômetros, 6, 8, 9 e 10 saíram entre 4:37 e 4:40. Foi a pior parcial dos 5 km (a maior distância que o Garmin marcou também), mas o tempo dos 10 km seria minha terceira melhor marca da vida na distância.

11 a 15 km – 23:27 –  média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 15 km em 1:10:26.
Depois do retorno para quem fazia 10 km, a pista era toda nossa e neste momento vi uma placa de marcação de quilômetro do outro lado da pista. Ela indicava para os atletas que estavam voltando que ali era o 20º km da prova. Fazendo uma conta rápida, logo me dei conta que o retorno não seria no elevado do CIC e também não seria no Iguatemi. Até olhei o mapa do percurso nos dias anteriores, mas nem me lembrava disso. O retorno seria na rótula da UFSC. É uma parte crítica. Nós vamos muito longe para voltar. Um dos problemas dessa parte é o asfalto da Beira Mar ser inclinado. Perdi um pouquinho de tempo no km 12 e 13, mas recuperei nos outros dois. Cada placa de km que eu via me fazia acelerar um pouquinho para tentar melhorar o ritmo. Ao ver no km 15 o total de 1h10, já comecei a fazer as contas. Opa. Tenho 29 minutos para fazer 6 km. Se 30 minutos é 5 min/km, 30 – 29 é 1 minuto, que é 60 segundos, que dividido por 6 dá 10 segundos por quilômetro. Logo, média de 4:50, sendo que meu pior ritmo foi o do primeira volta a 4:46. Parecia que ia sair o sub 1h40.

16 a 20 km – 23:22 – média de 4:40. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 20 km em 1:33:48.
Acabou sendo a parcial mais rápida da prova, mas ela é meio mentirosa. Explico. Do km 17 ao 20, mantive a média entre 4:42 e 4:44. Era aquela parte chata que já tinha ido e agora tinha que voltar. Logo antes de completar 15 km, havia o retorno. Com isso, do outro lado da pista avistava os amigos. Cumprimentá-los, falar com eles, sinalizar, enfim, fazer contato de alguma forma me fez correr mais. A parte psicológica deve explicar. Fiz o 16º km com média de 4:33 e houve momentos que estava a 4:24. Diminui um pouco e mesmo assim ficou baixo. Acho que isso pode ter me atrapalhado nos quilômetros seguintes. Nesta parte final, cada km alcançado era uma conta nova. 16 km em 1h15. Opa, opa. Fazer 5 km em menos de 25 minutos é fácil. Só não poderia deixar o ritmo cair. 17 km em 1h19. ORRA!  Tenho mais de 20 minutos para fazer 4 km. VAI DAR! 18 km em 1h24. O quê? Mais de 15 minutos para 3 km? Lógico que vai dar! Sou cético, mas no km 19 com 1h29 eu acreditei. JÁ DEU! Só se fizesse a maior cagada da minha vida ou quebrasse muito feio para não conseguir. Aí, a cabeça já começou a trabalhar com a possibilidade real de sub 1h39. O km 20 só me confirmou isso.

21,0975 km – 1 km em 4:34 – 0,975 metros em 21 segundos. Distância que o Garmin marcou: 1,12 km
Tempo total: 1:38:43 – NEW PERSONAL BEST MOTHERFUCKER WORLD RECORD
Faltava 1 km e o último km TEM QUE SER o mais rápido. No treino é assim. Na corrida também. No km 20, até tentei acelerar, já dar o sprint, mas não foi. Pelos laps manuais, não foi o mais rápido, mas pelo ritmo foi. Confesso que tentei acelerar e fazer abaixo de 4:30 o último quilômetro, mas não deu. O peito do pé começou a doer, talvez pelo nó do cadarço e as pernas não quiseram ir. Estava até achando que não ia fazer nem ritmo abaixo de 4:40. Só que aí apareceu a reta final, o portal, a chegada, tudo, e o ritmo começou a aumentar naturalmente, de repente, como se nem tivesse corrido 21 km. Foi aumentando, aumentando, quase esqueci de apertar o lap manual da placa de 21 km, fui chegando, acelerando e olhando aquele maldito relógio da chegada. Queria chegar no tempo bruto também abaixo de 1h39. Não deu, mas o recorde saiu e o ritmo dos últimos metros ficou em 3:43 de acordo com o Garmin. Durante este último quilômetro, pensei que dava para fazer 1:38:30, mas me dei conta que não ia rolar quando precisava fazer quase 100 metros em 8 segundos. Nesses metros finais e depois, fiquei até emocionado.

BÔNUS – MOMENTOS 7 km

1 a 7 km – 33:48 – média de 4:50.
Parte que poderia ser crítica se estivesse com o lap automático. O km 7 teve 1,16 km, de acordo com a volta manual. O km 8, por outro lado, teve 0,85 km. Ou seja, a placa dos 7 km estava um pouco à frente. No entanto, seguindo meu ritmo de volta, vi que estava em 4:44 min/km. E no 8º km fiz 4:39 de média. O total dos 7 km deu muito mais alto, cerca de 40 segundos a mais. Achei estranho, mas continuei seguindo o ritmo da volta, que estava constante. Esperava que em breve fosse ser corrigido e já na placa de 8 km as coisas se ajeitaram. Por essa razão, o primeiro terço da prova não considerei nas minhas contas de cabeça porque estava fora do normal e a projeção não ia estar certa.

8 ao 14 – 31:59 – média de 4:34
Tempo total: 14 km em 1:05:47
Se antes o tempo foi maior, aqui o tempo foi menor em quase 50 segundos, devido ao 8º km ser “menor”. Se fosse para deixar as coisas mais reais, diria que a primeira parte foi em 33:08 e a segunda parte em 32:48. A soma desta segunda parte, no entanto, está normal, já que equalizou o erro do km 7 e 8. Então, na primeira parte, em teoria, passei pouco acima do objetivo e a segunda parte abaixo. No total, 13 segundos de vantagem pelo que tinha pensado.

15 a 21 – 32:35 – média de 4:39
Tempo total: 21 km em 1:38:22
A parcial de 7 km mais rápida, mas também influenciada por aquele km 16 exagerado. De todo modo, fechei ela com 38 segundos sobrando. Era impossível não fazer o sub 1h40 e o sub 1h39 estava bem na minha frente. Quando deu a dízima, arredondei para baixo porque pensei que se fizesse tudo em 33 minutos, sobraria 1 minuto para fazer 100 metros. Se pensasse em 34, o total daria 1h42. Coloquei o objetivo mais baixo para, caso não conseguisse ficar nele, ainda que ficasse um pouco acima, estaria no tempo de recorde pessoal e possivelmente de sub 1h40.

BÔNUS PLUS – ALIMENTAÇÃO
A parte mais rápida e fácil. O último alimento que comi foi um brigadeiro às 17h na festa de aniversário da filha da minha prima. Desde lá, só água. No domingo, acordei e tomei um copo de água. Durante a prova, um copinho de água no km 12 e no km 18. Só para molhar a boca e o rosto. Isotônico não. Gel não. Banana doce não.

Acredito que não esqueci de nada. Foi uma prova onde tudo deu certo e o ritmo encaixou desde o começo. Não me matei e nem senti que estava quebrado ou passando mal. Foi o dia. Simplesmente fluiu. Sem muito esforço, o ritmo se mantinha. Muito diferente da Golden Four SP, onde para sustentar 5 min/km foi uma tortura. Gostei muito de usar o lap manual e provavelmente é isso que farei nas próximas meias.

Agradecimentos ao Adriano Bastos, que com as planilhas me fez voltar a ter a disciplina que perdi em algum momento lá por 2013. Consegui ter uma rotina e o objetivo do ano (pensava até que era da vida nas meias, mas agora vou rever isso) foi alcançado. Desde abril, venho treinando regularmente. Seis meses depois, nasceu o recorde.

Foi o post mais longo e detalhado que já escrevi aqui. Fiquei mais de duas horas escrevendo e montando ele. Mais tempo do que fiquei correndo. Cansa mais, inclusive. Aproveitem. Isso não deve se repetir. Agradeço a todos que leram o texto do começo ao fim. Tem louco para tudo.

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O antes da meia

Na sexta-feira, falei do que esperava para a Meia Maratona de Florianópolis. No post de hoje, vou falar do antes da prova. O durante vai ser só amanhã. Afinal, tenho uma viagem a fazer e vou preencher os dias com um mesmo tema em dois textos. Até acho que fica menos cansativo. Nas últimas quatro semanas, consegui fazer todos os treinos dentro do previsto, inclusive os dois intervalados de cada semana. Estava tudo bem encaixado e fluindo. A expectativa para a meia era boa. Comecei a pensar em como ia fazer já na quinta-feira. Em princípio, sexta era folga de tudo, até das escadas.

Só que um agendamento que estava esperando do carro na concessionária apareceu e me fez mudar um poucos os planos. No começo da tarde de sexta, deixei o carro lá e voltei para casa correndo. Depois, fui correndo para buscá-lo no fim tarde. Essa ida e volta deu pouco mais de 2 km cada. Estava chovendo e não parecia a melhor ideia, mas mantive o plano. A pior parte foi quando deixei o carro. Logo nas primeiras passadas indo para a Beira Mar, senti bem de leve aquela dor que vem do nada, desta na perna direita. Não sei se foi o tempo sentado no carro para sair correr logo em seguida. Sei que não gostei do que senti porque as lembranças não eram boas.

O 100% de sexta de manhã não existia mais. No sábado, o trote pré-prova de 31 minutos também não foi totalmente sem incômodo. Depois de um tempo correndo, aquecido, até ficava melhor, mas com certeza tinha alguma coisinha fora do normal ali. Maldita hora que desci do carro e saí correndo. Às vezes, nos mais simples movimentos, que sempre fazemos, é que aparecem as coisas que nunca imaginávamos que pudessem existir. Bom, a dor estava ali, mas era leve e passava com aquecimento. Fiquei acreditando que era um mal-estar passageiro. No dia da prova, não incomodou. Ainda não voltou totalmente ao normal, mas não ficou dolorido a ponto de prejudicar a corrida. Fora isso, fiz o planejamento para a meia maratona:

  • Desliguei o lap automático do GPS. Foi manual, de acordo com as placas da prova. Para não ficar preocupado com GPS apitando antes, decidi acreditar na prova. Só duas placas deram BEM diferentes. O resto foi normal.
  • Aqueci antes da prova de forma decente, finalmente. Na Meia de Floripa e na Golden Four SP fiz meio matado. Ontem fiz 16 minutos, com acelerações de 10 e 30 segundos. Foram mais de 2 km de aquecimento.
  • Não usei gel nem bananinha doce nem isotônico. Queria fazer uns testes. Só tomei água no km 12 e no km 18 e foi coisa rápida, só para molhar a garganta. Mais da metade da água ficou no copinho.
  • Corri em jejum. A última coisa que comi foi às 17h de sábado. Depois, só um copo de água no domingo de manhã e fui para a meia. Só fui comer depois da prova e de trocar a roupa, por volta das 9h.
  • Tentar passar cada 5 km em 23:45 ou menos. Cada 7 km em 33:00 ou menos (esse dos 7 km decidi durante a prova). Por isso, foi importante confiar nas placas. O ritmo da volta me dizia uma coisa e às vezes a parcial da prova me dizia outra. O tempo total foi mais útil.
  • Os primeiros 7 km eram a pior parte da prova. Nesta parte, passamos pelos viadutos três vezes, subindo e descendo, o que quebra um pouco o ritmo. Queria manter um padrão ali para recuperar depois.

Aí em cima está bem detalhado, mas basicamente era lap manual, aquecimento, sem gel, em jejum, só água e parciais de tempo. Quem me segue nas redes sociais já sabe o resultado e quem só lê aqui também vai saber. Fiz meu recorde mundial pessoal na meia maratona: 1:38:43. Amanhã conto como foi a prova em si.

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Mais uma meia

No próximo domingo, vai acontecer a Meia Maratona de Florianópolis. Prova tradicional da cidade. Lembro de participar dela desde 2010. Em 2010 fiz 10 km e em 2011 fiz 5 km. Só em 2012 corri a distância principal do evento. Em 2012, ainda iniciando neste mundo das meias, fiz a prova em 1:54:02. Já, em 2013, fiz o meu recorde da prova e, naquela época, o recorde pessoal de 1:43:49. Em 2014, estava sem treino e sem objetivos. Lembro que fui com o objetivo de fazer sub 2 horas e só. Saiu 1:57:58.

Neste ano, porém, tudo mudou. Depois que passou o período da lesão no início do ano, os treinos foram progredindo aos poucos e, a partir de abril, a coisa engrenou de vez. Das nove corridas que fiz este ano, quatro foram meias. A de domingo será quinta meia em dez provas. Ou seja, metade das corridas do ano será de meia maratona. E ainda falta a Golden Four Brasília. 2015 é o meu ano das meias, talvez o meu melhor. Vai empatar com 2013, com seis meias realizadas.

Em 2013, o ritmo média das seis meias foi de 5:02 min/km. Este ano, a média está em 5:10 min/km. Em 2013, foram três meias sub 1h45, quatro sub 1h50, uma em 1h50 e outra em 1h55. Este ano, das quatro meias até agora, duas foram para valer, tentando o recorde pessoal. Nessas duas, fiz 1:42:30 e 1:43:55. As outras duas, voltando da lesão ou usando como treino, foram em 1:55:32 e 1:58:30. Faltam duas meias para fechar o ano e a média tende a melhorar.

Falo isso porque o objetivo domingo e na Golden Four Brasília é, no mínimo, sub 1h45. Recorde pessoal é o principal objetivo. Se for sub 1h40, melhor ainda. No domingo, vou correr para tentar fazer meu recorde, mas não vou pensando tanto no sub 1h40. Um pouco, sim, mas vou colocar como meta principal o recorde. Se fizer abaixo de 1h40, vamos comemorar. Quero fazer esta meia correndo bem, mas sem aquela necessidade de fazer 1h39. Já sei os ritmos e tempos a fazer. Vamos ver o que sai. Até um recorde da prova, correndo abaixo de 1:43:49, está valendo. Na segunda, teremos novidades. Seja um recorde ou mais um quase recorde.