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[powerpress] Cresce número de participantes de corridas em São Paulo

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Tempo de corte

tempo de corteNo começo de tudo, nos primeiros passos na corrida, nosso objetivo é simplesmente correr. Ou melhor, conseguir correr por mais de 100 ou 200 metros. Quem tenta atropelar as coisas acaba sendo atropelado pelas lesões e outros dissabores. Seguindo um caminho natural, vamos evoluindo, correndo mais, aumentando o volume e, mais tarde, prestando atenção no tempo. Na teoria, bem mais tarde vem o tempo de corte que pretendo comentar a seguir.

Sim, tem casos de pessoas que já se preocupam com o tempo logo na partida. Varia de cada um. O certo é que depois de estar um pouco menos inexperiente na corrida, você começa a ver que aquela distância de 5 km pode ser feita abaixo de 35 minutos. Depois, abaixo de 30 minutos e assim por diante. Até o ponto em que tudo fica na casa dos segundos.

Com alguns anos de corrida, você pode acabar estabelecendo metas e tempos mínimos e razoáveis para algumas distâncias. Comigo funcionou assim. Não sou o corredor mais rápido do mundo e acredito que minha genética não vai me ajudar a melhorar muito mais do que isso, mas, dentro do que foi possível evoluir, criei um padrão de tempo de corte para as corridas das quais participo.

Nada contra quem corre mais rápido ou mais lento e certa inveja de quem consegue correr mais rápido. Cada pessoa tem seus limites e seus motivos para correr. Tenho meus tempo de corte nas principais distâncias: 5 km, 10 km, 21 km e 42 km. Nas outras distâncias, tento me basear no ritmo médio para estabelecer algum tempo de corte. Em todas, existem variações.

Gosto de ir nas corridas preparado e com os treinos em dia. Correr só para participar não é algo que me motiva atualmente. A minha diversão é correr para fazer algum tempo. Mesmo quando não estou com a preparação boa, preciso ter um objetivo de tempo. Correr por correr não é tão divertido. Em CNTP’s (Condições Normais de Treinos e Provas), os limites são sub 25 nos 5 km, sub 50 nos 10 km, sub 2 horas na meia maratona e sub 4 horas na maratona.

Em casos de treino precário, o tempo de corte muda. Os objetivos precisam ser palpáveis. Não adianta voltar de lesão e querer fazer meia em 1h45 sem treino. Não é algo possível. Quando não tem jeito e eu quero correr por outros motivos, subo os objetivos. Só que no tempo de corte tem aqueles números que não quero fazer. Se vou para uma corrida com isso em risco, é sinal de que a preparação está ruim e não valeria a pena correr.

5 km acima de 29:59, 10 km acima de 59:59 e meia maratona acima de 1:59:59 são tempos que me deixariam muito frustrado. Eles estão na categoria inadmissível. A Meia de Floripa foi um risco, mas a experiência de outras 25 meias me deu suporte mesmo com quatro semanas de poucos treinos e os dias anteriores em que estive parado.

Na maratona, a coisa muda um pouco de figura. O tempo de corte ideal seria abaixo de 4 horas, mas como só acertei uma boa prova até hoje, esse limite é mais alto. Abaixo de 4h30 é um dos cortes e o outro é abaixo de 5h. Fazer uma maratona com mais de 5 horas não me serve. Nem nas piores maratonas fiz acima. Sempre fui com isso em mente. Estou despreparado, vai dar tudo errado, mas tem que ser em até 4:59:59.

Até por maratona ser mais imprevisível e precisar de mais treinos, deixei de lado. Com os objetivos de hoje, fazer uma maratona acima de 4 horas seria muito frustrante. Para evitar isso ao máximo, teria que treinar. E os treinos para a maratona ainda não me encantam. Fazer uma maratona só para dizer que completei não dá. É muito esforço. Prefiro um esforço de tentar um tempo que considero bom, um recorde pessoal, e quebrar no meio do que só completar.

Você que leu até aqui tem algum tempo de corte? Uma régua de tempos toleráveis? Ou tanto faz?

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PFC 140 – Números da Corrida

pfc 140[powerpress]

Todo corredor tem o seu número mágico. Ou os seus números mágicos. Seja um determinado tempo em uma distância, seja o peso ou qualquer outro número que faça parte da rotina do corredor, sempre haverá um número envolvido com a corrida. Até a preguiça entra nessa brincadeira. Como quantificá-la? Qual é o seu número mágico?

Participantes: Enio Augusto, Guilherme Preto, Nilton Generini e Mauricio Geronasso.

Assuntos e links desta edição:

Assista à edição 140 no YouTube:

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Os tênis

Ontem postei a tabela com os dados dos treinos e corrida de 2015. Para completar a psicopatia e caos de informações, vamos ao quanto cada tênis correu e por quanto tempo. Uma coisa que esqueci de mencionar ontem é que 12 treinos em 2015 foram feitos sem Garmin ou qualquer outro GPS. Foi uma época em que o 610 deu problema e não queria correr com o celular. Desses treinos, tenho o tempo de todos, mas não a distância.

Na tabela, coloco o peso que tem nos sites quando comprei. Provavelmente, refere-se a uma numeração menor do que a minha, mas como devem seguir um padrão, tenho uma ideia de quanto cada um pesa. É tudo aproximado porque até nos sites esse peso varia. Mesmo sem nenhum dado concreto com relação aos meus tênis enquanto não compro minha balança digital de 5 kg, é fácil perceber a diferença segurando cada um deles, principalmente quando comparo um Piranha ou Hyper Speed com um Kayano ou até mesmo com o GT-2000.

O Hyper Speed 6 é o meu tênis favorito para correr. Portanto, utilizei-o mais em provas e treinos específicos. Das 12 corridas deste ano, 9 fiz com o Hyper Speed, 2 com o Adizero e 1 com o DS Racer 10. Até por isso o Hyper Speed não aparece em nenhum momento no top 3 de nenhuma das tabelas. Por outro lado, o DS Racer 10 foi utilizado em quase todos os treinos longos de sábado. Para não usar o Hyper Speed, pegava o mais leve depois dele para simular as condições de prova.

Na minha planilha, a ordem dos tênis é mais ou menos pela quantidade de vezes que usei, mas não segue um padrão. Nas tabelas que vou colocar abaixo, separei em três classificações, para ter uma riqueza (ou maluquice) maior de dados: maior quilometragem, maior tempo e mais vezes utilizado. Vai ser possível perceber que o tênis mais utilizado não foi o que mais rodou e também que correr mais quilômetros não quer dizer correr mais tempo.

Tabela por quilometragem:

Tênis Peso Km Tempo Atividades
DS Racer 10 176 343,94 32:52:37 27
Adizero Adios Boost 2 220 278,19 27:01:26 25
DS Racer 9 Azul 219 264,88 25:45:51 26
Gel Hyper Speed 6 146 249,27 22:57:29 21
NB M3090 Ionix 186 236,48 23:38:39 26
Nike Lunarfly 4 251 226,72 22:57:43 28
Adidas Lite Arrow 2 214 211,57 22:14:26 26
DS Racer 9 Amarelo 219 201,23 19:52:39 23
Asics GT 2000 290 129,90 13:15:59 15
Asics Patriot 300 31,91 03:44:03 5
Gel Kayano 17 Verde 360 12,36 01:21:02 2
Asics Piranha SP 5 110 7,71 00:45:27 1
Asics Gel 1160 Cinza 300 5,08 00:32:01 1
2.199,24 216:59:22 226

Tabela por tempo:

Tênis Peso Km Tempo Atividades
DS Racer 10 176 343,94 32:52:37 27
Adizero Adios Boost 2 220 278,19 27:01:26 25
DS Racer 9 Azul 219 264,88 25:45:51 26
NB M3090 Ionix 186 236,48 23:38:39 26
Nike Lunarfly 4 251 226,72 22:57:43 28
Gel Hyper Speed 6 146 249,27 22:57:29 21
Adidas Lite Arrow 2 214 211,57 22:14:26 26
DS Racer 9 Amarelo 219 201,23 19:52:39 23
Asics GT 2000 290 129,90 13:15:59 15
Asics Patriot 300 31,91 03:44:03 5
Gel Kayano 17 Verde 360 12,36 01:21:02 2
Asics Piranha SP 5 110 7,71 00:45:27 1
Asics Gel 1160 Cinza 300 5,08 00:32:01 1
2.199,24 216:59:22 226

Tabela por atividade:

Tênis Peso Km Tempo Atividades
Nike Lunarfly 4 251 226,72 22:57:43 28
DS Racer 10 176 343,94 32:52:37 27
DS Racer 9 Azul 219 264,88 25:45:51 26
NB M3090 Ionix 186 236,48 23:38:39 26
Adidas Lite Arrow 2 214 211,57 22:14:26 26
Adizero Adios Boost 2 220 278,19 27:01:26 25
DS Racer 9 Amarelo 219 201,23 19:52:39 23
Gel Hyper Speed 6 146 249,27 22:57:29 21
Asics GT 2000 290 129,90 13:15:59 15
Asics Patriot 300 31,91 03:44:03 5
Gel Kayano 17 Verde 360 12,36 01:21:02 2
Asics Piranha SP 5 110 7,71 00:45:27 1
Asics Gel 1160 Cinza 300 5,08 00:32:01 1
2.199,24 216:59:22 226
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Os números de 2015

É quase certo que não vou mais correr este ano. O joelho até nem incomoda. Nem parece que tem algo ali no menisco, mas vou me segurar e ficar o resto de dezembro todo sem correr. Sexta devo ir ao médico para ver quantas sessões de fisioterapia ele vai indicar. Quem sabe em janeiro volte a trotar. Ou fevereiro. Vai saber, né? Em alguns dias fico com vontade de correr, mas faz parte ficar parado neste momento. Melhor dois meses, três, quatro ou sei lá quantos do que o resto da vida. Se não há mais corrida em 2015, já temos os dados consolidados deste ano.

Em janeiro, voltava da lesão muscular. Fevereiro foi o retorno gradual. Março ainda intercalava dias de corrida com descanso, mas aumentando o volume. De abril a outubro foi lindo. Novembro teve um bom volume até chegar na Golden Four. Dezembro estava tento até parar. No fim das contas, ainda fechei 2015 com 2.199,24 km corridos em quase 217 horas. Ritmo de 5:55 min/km.

Foram 226 treinos e corridas. Média de 183,27 km e de 18:04:57 por mês ou 9,73 km e 57:36 por dia. As corridas representaram 5,31% das atividades. Ou seja, mais de 94% das atividades foram treinos, o que considero muito bom. No total, foram 223 dias de atividades e 142 dias sem treino. Há essa diferença de 223 dias corridos no ano e 226 atividades porque em três ocasiões corri duas vezes no mesmo dia. Tomando o ano de 365 dias, 61,92% do tempo estive correndo, sendo que 3,29% desses dias foram provas.

No post de amanhã, se der vontade, falo da quilometragem e dos tempos rodados com cada tênis. Abaixo, a tabela com os dados dos treinos e corridas de 2015:

2015
Mês Geral Corridas Km Horas
Janeiro 3 36,84 3:56:33
Fevereiro 15 59,04 8:14:10
Março 20 111,58 17:05:32
Abril 24 2 237,27 23:24:37
Maio 22 1 253,32 23:30:22
Junho 24 1 265,20 24:21:12
Julho 22 1 268,86 24:48:56
Agosto 24 2 244,19 23:07:41
Setembro 24 2 257,76 24:11:26
Outubro 26 1 287,10 26:50:31
Novembro 14 2 119,69 11:29:33
Dezembro 8 58,39 5:58:49
Total 226 12 2.199,24 216:59:22
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As 6 de 2015

Este foi o ano das meias maratonas. Junto com 2013, foi o ano que mais participei de provas de 21 km. Só que este ano foi mais rápido, melhor e mais constante. Passada a Golden Four Brasília, está encerrada a temporada de meias. Foram 6 corridas. Em 2013, cinco corri querendo fazer tempo e uma de treino. Já, em 2015, quatro foram para tempo, uma para treino e uma voltando de lesão. Esta última foi quase um treino. Corri para ver como estava.

  • Em 2013, seis meias maratonas em um tempo total de 10:42:37, média de 1:47:06 por prova.
  • Em 2015, seis meias maratonas em um tempo total de 10:40:19, média de 1:46:43 por prova.

O legal de ter corrido seis provas em cada ano é que posso comparar, além da média, o tempo total.

As meias de 2015 com um pequeno resumo de cada uma:

  1. 19/04 – Meia Maratona de Balneário Camboriú – 1:55:32
    • Voltando da lesão, primeira corrida do ano, queria ver como o corpo e as pernas iriam reagir. Fiz em ritmo normal, sem forçar, mas sem relaxar. Em alguns momentos, sentia alguma coisa no lugar da lesão, mas talvez fosse mais psicológico. A partir daí, os treinos se intensificaram e os resultados apareceram.
  2. 14/06 – Meia de Floripa – 1:42:30
    • A primeira meia correndo para tempo, depois de quase dois meses de treino. Fui sem um objetivo muito claro e só no fim percebi que poderia ter feito o recorde pessoal se não tivesse começado devagar. Foi um dia de muita chuva, mas mostrou que coisas boas poderiam vir.
  3. 11/07 – Meia Maratona de Pinhais – 1:58:30
    • Pior meia maratona do ano. Não estava no planejamento correr esta meia, mas fui porque era uma excursão com os amigos para o Paraná. Usei a prova como treino, como se fosse o longo de sábado. Ainda estava com as dores do nada na perna e foi bem mais ou menos.
  4. 02/08 – Golden Four São Paulo – 1:43:55
    • O objetivo era o recorde pessoal e o sub 1h40. Não era o dia e não consegui nenhum dos dois. Tive que me contentar com o recorde na prova, mais rápido do que o obtido em 2013. Não foi o que eu queria, mas foi mais um sub 1h45 para a lista.
  5. 11/10 – Meia Maratona de Florianópolis – 1:38:43
    • O dia que tudo deu certo. Fui com expectativa de correr bem e tentar novamente o recorde pessoal e o sub 1h40. Só não esperava que tudo fosse acontecer de forma tão incrível. Até quando cansei o ritmo continuou o mesmo. Melhor meia da vida até o momento.
  6. 08/11 – Golden Four Brasília – 1:41:09
    • Em Brasília, fui com os mesmos objetivos das outras meias. Recorde pessoal e sub 1h40. Desta vez, porém o recorde pessoal não era mais 1:41:49. Tinha ficado mais difícil. A subida do eixo quebrou o ritmo, mas fiquei satisfeito com o resultado.

Tentei fazer tempo em quatro provas e em todas fiz abaixo de 1h44. Mesmo quebrando, cansando ou faltando força, gostei dos tempos. Se pegasse apenas essas quatro que corri bem, a média seria 1:41:34. Ou seja, um tempo mais rápido do que 23 das 25 meias que fiz até hoje. Esses números me animaram. Em 2016, quero manter este nível nas meias maratonas. Fazer do sub 1h45 algo constante para tentar chegar cada vez mais perto e com mais frequência do sub 1h40.