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Domingo abaixo de 49

O post de hoje só poderia ser um: o desempenho do nosso estimado colega Nilton Generini na Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis. Na sexta, falei que o objetivo era fazer os 10 km abaixo de 49 minutos. Porque abaixo de 50 era muito tranquilo para ele. O Nilton não gosta de correr forte e fazer força, mas 49 sai, é só ele se esforçar um pouquinho. Nem precisa de muita coisa. Abaixo de 49 já tinha que acelerar mais. O domingo amanheceu com chuva, assim como a sexta e o sábado. Imaginem a vontade que o Nilton estava de correr. A largada ainda mudou de 7h30 para 7h. Pensem no ânimo do nosso amigo quando o encontrei faltando 20 minutos para a largada. De lá fomos nos posicionar, não sem antes dar um trotezinho fajuto de nem um minuto para “aquecer”.

Por uma dádiva divina, o GPS do Nilton não localizou os satélites de jeito nenhum. Apenas o meu funcionou. O dele só foi funcionar de fato depois de 500 metros. Isso foi bom porque ele não teria uma noção tão exata do tempo e ritmo. Eu saberia das parciais e como estávamos no momento certo. Menos uma chance de ele se sabotar. Pois bem. Largamos e mantivemos o ritmo bem constante. A meta era todos abaixo de 4:54, para ter uma folguinha e chegar no sub 49 minutos. Para fazer 48:49, uma média de 4:53 é suficiente.

Saímos a 4:52, depois 4:52, 4:47, 4:55, 4:55, 4:55, 4:57, 4:52, 4:57 e 4:45. Fizemos a primeira metade em 24:20 e a segunda em 24:24 mais ou menos. Fomos bem constantes, mas nosso jovem menino não estava aguentando o ritmo. Várias foram as vezes que olhei no GPS o ritmo de 4:58, olhava para o lado à procura dele e nada. Ele estava um pouco mais atrás. Sou um pacer legal, diminuía o ritmo às vezes, mas me incomodava ver que poderíamos ficar um pouco acima da média desejada. Na Track, são duas voltas de 5 km e nos últimos 2 km havia promessas de que alguém iria dar um sprint e fazer força máxima. Esse alguém não apareceu. Ficamos no mesmo ritmo e até perdemos um pouco da folga no 9º km. No último quilômetro, o momento do sprint final, faltou perna. Tive que voltar duas vezes para alcançar o Nilton que tinha ficado para trás. Mesmo assim, saiu o sub 49!

Recomendo a todos um dia verem o Nilton em uma chegada pós-prova que ele correu forte. É uma mistura de irritação, com passando mal, questionando por que fez isso e comemorando. Pelo meu Garmin, deu 9,99 km (acho que voltar duas vezes aumentou a distância nele). Não vi nenhum GPS marcando mais de 10 km. Pelas regras do DataEnio, não valeria o recorde, mas essa rigidez só se aplica a mim. O Nilton é flexível. No máximo dos máximos, teríamos que adicionar uns 15 segundos no tempo e mesmo assim daria sub 49.

O meu tempo líquido oficial da prova foi 48:41. O Nilton chegou do meu lado ou um pouco à frente. Mesmo que ninguém diga, ele fez sim. Eu vi! Vocês podem fazer a projeção que bem entenderem, mas daria sub 49 de qualquer jeito. Se o Nilton tivesse um pouquinho mais de onde tirar força, seria um tempo ainda melhor. Como ele não liga muito para essas coisas, vou deixar registrado aqui no post para eventuais consultas que este ano, em um período de 3 semanas, saiu o sub 24 nos 5 km e o sub 49 nos 10 km, que era o que ele queria. Objetivo alcançado. Importante ressaltar que nos dois dava para ter ido melhor. Vejam que até um jovem senhor de quase 50 anos pode correr bem e forte se quiser. Todo mundo pode. É só querer. E se tiver um coelho ritmado que nem eu, melhor ainda.

Por Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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