Categorias
Blog do Enio

Depois do almoço

Sábado foi mais um dia com um treino um tanto quanto cansativo. Era uma sequência de 6 repetições de 4 minutos. Intervalo de 1 minuto. Nada muito complicado, mas fazer todos não é também tão simples. Já sabia o que me esperava.

Para o meu azar, o sábado confirmou o que a previsão mostrava: muita chuva. Daquelas que ia molhar muito se saísse para correr. Como o aplicativo quase sempre acerta, confiei nele. Dizia que à tarde a chuva ia passar. Queria fazer o treino em condições de clima mais agradáveis.

Se a chuva não parasse, já estava me preparando para fazer o treino no domingo. Aí seria com chuva ou sem. Felizmente, o aplicativo acertou novamente e a tarde estava limpa, sem chuva, saiu até um sol. Não me restava muita coisa a não ser sair de casa e correr.

O único problema disso tudo é que o treino foi à tarde, às 17 horas. Correr depois do almoço, no fim de tarde, é muito sofrido para mim. Às vezes, até rende na questão do ritmo, mas não me sinto bem. Foi assim no sábado. Apesar do ritmo sair como eu queria, corri o tempo todo estranho. Um cansaço a mais e conversando com a comida.

Acredito que correr à tarde não seria tão ruim se eu acordasse às 16 horas e saísse para treinar. O meu problema é estar acordado há muito tempo e tendo comido. Confesso que até torci para a chuva não parar, mas como isso não aconteceu fui para a rua.

Apesar da sensação ruim, todos os intervalados saíram no ritmo. Queria fazer abaixo de 5 min/km e consegui. Foi melhor no começo. O último foi o pior de todos, quando já estava bem exausto. Na tela do Garmin, apenas a distância e o tempo. Não sabia exatamente o ritmo, mas de acordo com a distância tinha uma ideia do que tinha feito.

Se a cada volta corresse pouco mais de 800 metros, era sinal de objetivo atingido. A sequência ficou em 4:44, 4:44, 4:51, 4:42, 4:50 e 4:57. O começo foi surpreendentemente bom. Do último não esperava muita coisa, só terminar abaixo. Foi no limite, mas saiu.

O treino de sábado, ainda que mais tarde, estava feito. Restava a rodagem leve de domingo. Um dia diferente do anterior. Sol desde cedo. Saí às 9 horas. Foram só 15 horas de descanso. Não esperava grande coisa. Fazer abaixo de 6 min/km era o objetivo a tentar.

Deixei a tela do Garmin sem mostrar o ritmo, mas a cada apito a partir do 3º km comecei a olhar. Não era um treino daqueles que fluía legal. Queria que acabasse logo. No fim, quase 43 minutos a 5:57 min/km. Dadas às condições, gostei do resultado. Missão do fim de semana cumprida com sucesso.

Categorias
Blog do Enio

Sem olhar

O fim de semana foi bem proveitoso nos treinos. Sábado estavam previstas 5 repetições de 4 minutos, com intervalo de 1 minuto. Novamente, fui sem olhar o ritmo no relógio. O objetivo que estabeleci era correr todas abaixo de 5 min/km. A planilha pedia Z2, o que seria um pouco mais lento. Queria testar como estava.

Das 5, 4 saíram como planejei. A sequência ficou em 4:52, 5:04, 4:48, 4:52 e 4:48. A que saiu acima foi quando tive um leve aclive pela frente. As outras foram praticamente no plano. O que notei é que as duas últimas repetições foram mais sofridas. A sensação de esforço era bem maior.

Não imaginei que tivesse feito 4:52 e 4:48. Estava mais cansado, só querendo que acabasse logo. Ficou pesado 5 repetições. Esse 1 minuto de intervalo também é cruel. Talvez fosse melhor mesmo ter feito em Z2. Apesar de cansar, consegui fazer o que estabeleci. No próximo sábado, vou tentar ir mais devagar. Já vi que serão 6 repetições.

No domingo, apenas uma rodagem leve. Para continuar os testes de sensação de esforço, tapei o Garmin e saí pelas ruas da cidade. A cada quilômetro, um apito, mas eu não sabia o ritmo. Só sabia que já tinha se passado mais um quilômetro. Isso, aliás, acabou me atrapalhando. Não ouvi o apito do 2º km. Então, no fim do treino, tinha ouvido apenas 6 apitos e não 7.

Fiquei na dúvida em alguns instantes do tempo e distância que tinha corrido. Para garantir, dei umas voltas a mais, mas com quase certeza que seriam mais de 7 km e não 6 km. O resultado foi melhor do que imaginava. Corri 7,41 km em 42:33, ritmo médio de 5:45 min/km, muito mais rápido do que achei.

Em nenhum momento me senti muito lento ou muito rápido, mas achei que ia sair algo mais perto de 6:00 ou 5:55. As parciais ficaram em 5:58, 5:42, 5:48, 5:48, 5:44, 5:42 e 5:36. Ainda ficou meio progressivo. Gostei. Agora quero testar em um local em que já sei a distância, tipo a Beira Mar de São José, e tentar adivinhar o tempo que demorei para percorrer aquele percurso.

Categorias
Blog do Enio

Fim de semana

O sábado começou com bicicleta. Deveria ser mais tempo, mas o frio e o vento me impediram de fazer muito mais do que 30 minutos. A bike faz sentir o vento, fica mais gelado e mesmo com as roupas que julguei adequadas estava frio. Dei uma volta pela cidade e pronto.

O treino mais importante era no domingo, de corrida. No sábado, acordei depois das 9h. No domingo, repeti a estratégia. Dormi até cansar e fui correr. A planilha pedia 8 vezes de 3 minutos. Não era nada muito complicado, mas não estava com muita vontade de correr no domingo.

Fiz o aquecimento e os dois primeiros tiros foram bem sem graça. Ritmo mais rápido que o trote, mas aquém do que poderia. No terceiro, já mais aquecido e sabendo que ia fazer as 8 repetições, começou a melhorar. De 5:30 e 5:25, passou para 5:11. Já era um bom sinal.

Depois desse, encontrei o ritmo do domingo. Fiz as repetições restantes em 5:04, 5:04, 5:01, 5:02 e 4:50. A maioria delas comecei mais rápido e o ritmo foi caindo. Mesmo assim, ficaram constantes. Gostei do resultado porque não senti cansaço em nenhum momento. Foi algo meio natural, sem forçar tanto.

Quando corri mais rápido, no último tiro, senti um pouco mais, mas nada anormal. Há algumas semanas, correndo nesse ritmo, estava quase morrendo. Ontem, rendeu melhor. Se estivesse em um dia bom, talvez conseguisse manter todos abaixo de 5 min/km. Desta vez, como foi treino por tempo, pude acompanhar o ritmo que estava fazendo. Foi nítido ver que o momento que senti mais foi quando estava abaixo de 4:40.

Com a vontade que saí de casa, gostei do resultado. Até porque vim de dois treinos com alguma intensidade também, na quarta e sexta. Foram 3 treinos razoavelmente puxados para o nível que estou. Todos com repetições e tentando manter abaixo ou rondando os 5 minutos por quilômetro.

Hoje e amanhã é folga da corrida, mas tem bike na planilha e o pilates na terça. Esse descanso vai ser importante para sentir como o joelho vai se comportar. Domingo foi o dia que ele quase quis reclamar. Nos outros treinos, foi tranquilo. Vamos ver se dois dias sem correr já ajudam ou se vou ter que dar mais tempo entre um treino de intensidade e outro. Talvez apenas 1 dia, mantendo essa sequência, fique pesado.

Categorias
Blog do Enio

Fim de semana

O fim de semana reserva alguma expectativa quanto aos treinos a serem realizados. Sábado, a previsão é correr em torno de 1 hora. Domingo, devemos fazer 16 km ou mais. E o resultado desses dois treinos é imprevisível e desconhecido.

A expectativa, por si só, é a mãe da merda. Não se pode criar expectativa. Crie bois e porcos, mas não crie expectativa. No entanto, é impossível não ficar pensando em como será que os treinos vão sair. O máximo que corri este ano foram 15 km.

Já farei os treinos sob a planilha da Mariana. Isso significa que os treinos não são exatamente contínuos. Na verdade, a gente nunca para totalmente, mas há intervalos de 60 ou 90 segundos em que a velocidade diminui. Acredito que pode deixar o treino menos monótono e dar mais estímulos.

Outra coisa que também vai ser importante verificar nesses treinos é o estado do joelho direito. Ele tem reclamado mais nas últimas semanas. Às vezes, mais, outras vezes menos. Esses dois treinos mais longos em dois dias seguidos vão me dar uma boa resposta ou caminho a seguir. Cada vez mais os dias de descanso são bem-vindos.

Categorias
Blog do Enio

Continuando no domingo

Após o treino longo de sábado, talvez o mais prudente fosse descansar ou, quem sabe, fazer uma corrida leve no domingo, só para não perder o fim de semana. Como era domingo e não tinha muito compromisso, dormi até mais tarde e comecei o treino depois das 9 horas. Não foi tão ruim porque o clima no fim de semana estava ótimo. Nublado e com cara de chuva, que se confirmou mais tarde.

Saí de casa já com um percurso na cabeça. Faria ida e volta na Beira Mar de São José, sem inventar muito. Com isso, o treino poderia ter 1 hora de duração, se eu alongasse o final dele na volta para casa. O início foi sofrido. Nos primeiros passos não senti nada, mas logo em seguida a panturrilha já reclamou. Ainda sentia o esforço dos 15 km do dia anterior.

Sabia que isso poderia acontecer e segui em frente. Com o tempo, não sentia mais tanto a panturrilha. Não sei se acostumei ou se era só frescura. O 1º km saiu o mais lento, como quase sempre. Volta de apresentação e tal. Depois voltou ao ritmo normal de treino leve. Para não ficar tão sem graça, botei como objetivo pelo menos fazer um treino com ritmo médio de 6 min/km.

O problema foi o início mais devagar. Só do 4º km em diante que consegui correr abaixo de 6 min/km. Isso acarretou em só chegar na média geral desejada no 8º km. Quando finalmente alcancei a meta vi que podia correr mais um pouco e fechar 1 hora e mais de 10 km. Assim fiz. Estendi o treino na parte final até em casa e terminei 1 hora de treino com 10,13 km, 5:58 min/km de ritmo médio.

Até poderia ter continuado mais alguns minutos e quilômetros, mas acredito que fiz bem em ficar por isso mesmo. Foram 15,38 km no sábado e 10,13 km no domingo, total de 25,51 km em dois dias. Foi um bom volume, talvez exagerado. Até por isso a segunda foi de folga. O joelho direito já não é aquela coisa toda e reclamou um pouco. Nada anormal e inesperado, mas é ruim lembrar que ele existe. A parte boa é que incomoda menos quando corro.

Categorias
Geral

O longo mais curto

Depois de doze dias sem correr, voltei. No sábado fiz um trote de 45 minutos e no domingo outro trote de 30 minutos. Queria ficar mais tempo parado, mas a vontade de correr estava maior. Descobri que não gosto de ficar parado quando posso correr. Se você me convidar para pedalar ou nadar, é muito provável que eu prefira ficar parado. Mas correr é diferente. Eu gosto disso. No sábado, nos primeiros passos, foi bom sentir de novo a sensação de estar em movimento, correndo na rua, ainda que a mais de 7 min/km. Ficar descansando é ótimo também, mas tem um momento que cansa.

Não correr porque você não quer ou planejou é diferente de não correr porque não pode, devido à lesão ou alguma outra coisa. Como eu estava nessa primeira parte, de ficar parado porque estava no meu planejamento, chegou um momento que não aguentei mais. Racionalmente, acredito que deveria ter ficado pelo menos uns quinze dias sem fazer nada. Só que o sábado amanhece um dia bonito, com sol e me senti mal de ficar em casa. Se eu posso, por que não ir? Doze dias é suficiente, pensei. Fui bem tranquilo, em ritmo de tartaruga, sem pressa.

Uma dúzia de dias sem fazer absolutamente nada cobra seu preço, já colocado nessa conta quando decidi parar. Até voltar no ritmo certo vai demorar um pouco, mas tudo bem. Vou devagar porque não tenho pressa. O foco e os objetivos estão todos em 2016. O começo do trote de sábado foi a coisa mais linda. UAU, ESTOU ME SENTINDO BEM, ACHO QUE VOU CONSEGUIR ATÉ CORRER MAIS DO QUE O PLANEJADO. No 1º km a perna avisou que não e no 3º km o fôlego disse NÃO VAI NÃO. A primeira impressão não ficou, como era esperado.

O trote de domingo, por outro lado, já começou com aquela sensação de que HOJE VAI SER RUIM. As pernas cansadas parecendo que tinha feito um longão ou treino intervalado no dia anterior. Coisas da inatividade. Aproveitando o momento de correr lento e sem pressa, deixei o lap do Garmin desativado. Sem voltas ou quilômetros apitando. Corri apenas com um objetivo de tempo, sem preocupação com ritmo. Outra coisa que estou tentando mudar é a minha passada. Evitando pousar com o calcanhar no chão. Estou no início da fase de adaptação. Quem sofre são as panturrilhas.

Quanto mais rápido eu corro, pior fica a pisada e todo o resto. É muito nítido isso. Como estou nessa fase mais devagar, consigo me policiar e controlar a forma como piso. Trotando entre 6:45 min/km e 7:00 min/km funciona. Vamos ver se vai dar resultado ou não. Ou se estou fazendo tudo errado e consigo uma nova lesão. Cenas dos próximos capítulos. Como serão dias de trote, devo ter mais dias de descanso. Se o planejamento sair do jeito que penso, só a partir de dezembro devo começar um período de base. Enquanto isso, seguimos trotando.