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1 km e o vento

Sábado, como normalmente vem sendo, foi mais um dia de treino com um nível de dificuldade mais complicado. São repetições por um tempo maior e com intervalo menor. Neste último sábado tinha que fazer 5 vezes de 5 minutos, com intervalo de 1 minuto. Adaptei para 5 vezes de 1 km, ficaria mais fácil controlar as repetições. Como não estava planejando fazer nada muito veloz, iria dar pouco menos de 5 minutos.

Fiz o aquecimento de 15 minutos e comecei os intervalados. O problema do sábado de manhã é que foi um dia seguinte à sexta-feira chuvosa. A previsão, aliás, era de chuva durante o fim de semana. No fim, choveu e parou, ficou variando. Ocorre que depois de uma noite chuvosa, a tendência é que a manhã seguinte seja com bastante vento. Dito e feito. Dependendo da rua por onde corria, a sensação era de estar correndo parado.

Pode ter sido por isso ou não, mas o GPS enlouqueceu no começo do treino. No aquecimento não estava tão legal e no primeiro tiro de 1 km deu a doida. Por algum motivo ele se perdeu em uma das retas e fez um monte de riscos na linha reta. Por óbvio, marcou errado esse 1 km. Para ter ideia, o Garmin marcou 4:01. Eu sabia que não era isso. Pela sensação de esforço, seria bem esforçadinho um 4:50.

Fiquei com medo de que o restante do treino fosse nessa variação do sinal do GPS. O bichinho é a melhor referência para trazer os números. Continuei o treino torcendo para que fosse algo isolado. Realmente foi. Os tiros seguinte saíram certinhos. Consegui fazer em 4:52, 4:52, 4:54 e 4:50. Acredito que o primeiro tiro estava nesse ritmo também, mas nunca vou ter a certeza.

Pelo menos nos que saíram sem problemas fui constante. Queria ter feito mais rápido, mas por causa do vento já fiquei bem satisfeito com o ritmo. Gostei porque, apesar do esforço pelo vento contra em alguns momentos,  não me senti morrendo. Foi algo relativamente razoável de fazer. As duas últimas repetições foram as mais complicadas. Nos primeiros 500 metros era vento contra, ficava me segurando. A metade final era com vento empurrando.

Tinha que tomar cuidado para não perder muito tempo na ida e conseguir recuperar na volta. Era uma dose de esforço que não sabia bem a medida. Com certeza parecia estar fazendo mais força com o vento contra. Felizmente, os ritmos ficaram dentro do esperado. Amanhã e quinta ainda tem treino e domingo vou tentar correr o recorde do ano nos 5 km da Corrida Pela Paz. Quero estar preparado para fazer minha parte. Assim, é só torcer para a corrida ter a distância correta.

Momento em que o Garmin enlouqueceu

Treino de sábado:

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Perdendo as contas

Ontem foi terça e isso significa que tinha treino logo cedo, daqueles intervalados que precisa de uma boa memória para não se perder. Na verdade, depois de ler algumas vezes até não era tão complicado. O treino consistia em 4 vezes de 15 segundos com intervalo de 30 segundos. Depois, 4 vezes de 30 segundos com intervalo também de 30 segundos. Em seguida, um descanso de 1’30” para começar 4 vezes de 45 segundos com intervalo de 45 segundos. Mais um descanso 1’30” e 4 vezes de 1 minuto com intervalo de 1 minuto.

Entre aquecimento, intervalos e fim do treino daria um total de 44 minutos. Como é de manhã e o tempo é mais curto, corto uns minutos do aquecimento e do fim. Reduzi para uns 34 minutos. O GPS do relógio ainda estava meio doido e marcou o 1º km de aquecimento a 4:51. Estava muito errado. Para não ficar com o registro do treino fora da realidade, apaguei a atividade e comecei de novo no Garmin.

Já tinha feito mais de 5 minutos de aquecimento. Por causa disso, no Garmin, ficou 5 minutos de aquecimento. Na verdade, foram pouco mais de 10. Aquecido, comecei os tiroteios. Tentei fazer o máximo de força. Estava me sentindo bem e a temperatura de 16ºC com um ar gelado estava bem convidativa.

Os de 15 segundos passam tão rápido que percebi já estava nos de 30 segundos. Os ritmos no de 15 foram 4:06, 4:10, 4:08 e 4:23. Só este último que destoou um pouco. Os 30 segundos vieram em seguida: 3:52, 4:04, 3:57, 4:03. Foi a melhor sequência. Consegui manter um ritmo bom em todos.

Fiz o descanso programado, mas mudei para 1 minuto. Assim, perdia menos tempo. Nos de 45 segundos, sei lá por que me confundi e acabei fazendo 5 repetições. Na hora não percebi. Só me dei conta de algo poderia estar diferente quando fui começar as repetições de 1 minuto e o tempo projetado não bateu. Em casa que fui descobrir que tinha feito mais um.

É impressionante. A gente nunca erra para menos nos tiros. Sempre a mais. O que são 17 repetições no total para quem ia fazer 16, né? Os ritmos ficaram em 4:17, 4:30, 4:20, 4:20 e 4:14. Já foi um pouco mais devagar, mas pelo menos ficou constante, com uma escapada em 4:30, o pior ritmo do dia. O intervalo de 1’30” virou de 1’15”. Seria também 1 minuto, mas precisei desses 15 segundos para ajeitar o erro da repetição de 45 segundos que fiz a mais. Assim, começaria os tiros aos 22 minutos e não aos 21:45. Fica melhor de controlar com número cheio.

As últimas repetições, de 1 minuto, eram as que pretendia fazer melhor. Era mais tempo correndo e se conseguisse sustentar um ritmo mais rápido mesmo depois dos outros curtos poderia ser um bom sinal. O resultado foi bem satisfatório. Os ritmos ficaram em 4:19, 4:11, 4:21 e 3:53. O último é aquele que você faz força para ser o melhor do dia. Em números absolutos não foi, mas prefiro 1 minuto a 3:53 do que 15 segundos a 3:52.

Vendo todos os ritmos, gostei muito do treino. Das 17 repetições, 3 abaixo de 4 min/km e apenas uma de 4:30 min/km para cima. Além disso, só 4 na casa dos 4:20 min/km. A maioria foi abaixo. Tiros curtos facilitam um ritmo mais rápido, mas ainda não tinha saído nada assim. Espero que isso se reflita um pouco quando aumentar o tempo fazendo força. Mesmo me perdendo nas contas, deu tudo certo.

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Quinta feira quase feia

Ontem foi um dia um tanto movimentado e diferente. Tudo começou na noite de quarta-feira. Até antes na verdade. Estava meio gripado, com dor de cabeça e dormi à tarde. Tanto para tentar me recuperar quanto para não ter sono durante o jogo do Grêmio contra o Botafogo pela Libertadores. Jogo às 21h45 quebra minha rotina. Como tenho corrido terças e quintas logo cedo, acordando às 5 horas, durmo pouco. Na quarta, além de ter pouco tempo para dormir, estava sem sono por dormir à tarde. Bagunçou tudo.

Nada disso, porém, era motivo para adiar o treino. Lá estava eu às 5h21 começando o treino. Mais uma vez, intervalados. Dessa vez, eram várias repetições. Confesso que só sabia o número e o tempo de cada uma delas. A parte dos intervalos de descanso fiz baseado no que acho que lembrava. Começou com 4 x 15 segundos. Depois, mais 5 x 30 segundos. Um descanso e mais 5 x 30 segundos. Por fim, deveria correr 3 minutos em ritmo mais forte e 2 minutos forte.

Com a confusão que fiz, acabei invertendo e fiz os 3 minutos muito forte e os 2 minutos mais moderado. Foi o contrário do que deveria, mas gostei do ritmo médio desses 3 minutos: 4:26 min/km, já no fim do treino, depois de vários tiros curtos. Antes das 6 horas já estava em casa e me preparando para sair. Aquela ideia de ir trabalhar de bicicleta ficou na minha cabeça. Pensei que talvez ontem fosse um bom dia para isso. Durante o banho decidi que iria pedalando para o trabalho.

Já tinha mais ou menos ideia do caminho que faria. Passo por locais onde quase não tem carro e movimento. É bem tranquilo. Demorei cerca de 27 minutos para fazer quase 5 km. Fui bem tranquilo, parando em um cruzamento e também caindo. Sim. Caí pela primeira vez depois que voltei a pedalar em abril deste ano. Já tive tantas oportunidades de cair que nunca pensei que a queda fosse acontece por motivo tão insólito.

Antes de falar da queda, uma pequena nota sobre combustível. No percurso, tem uma grande subida apenas. Nela, desci da bicicleta e fui empurrando, para evitar muito esforço e suar demais. Andar uns 50, 100 metros quase não me faz perder tempo. Acho até que faz ganhar dada a inclinação da subida. Melhor andar uns segundos e não gastar gasolina. Cada ida ao trabalho era quase 1 litro. Já temos uma pequena economia.

Sobre a queda. Estava na metade do caminho, sem maiores problemas. Por razões desconhecidas, decidi que poderia ser legal colocar uma música no celular. Quando coloquei a mão por cima do bolso, não encontrei o celular. O desespero tomou conta. COMO ASSIM? CADÊ MEU CELULAR? SERÁ QUE ESSA MERDA CAIU E EU NÃO PERCEBI? NÃO PODE SER! EU AINDA ESTOU PAGANDO. Tantos pensamentos vieram na minha cabeça que esqueci que estava em cima de uma bicicleta.

O resultado disso foi uma ida ao chão muito linda. Por sorte, as mãos servem para evitar que as quedas sejam muito graves. Foram bons amortecedores. Ficaram raladas, mas faz parte. O joelho direito também se ralou um pouco e a perna direita teve uns roxinhos do impacto. Ontem ainda doía de leve, mas parece que vai passar logo. Esses pequenos machucados só fui perceber depois. A minha única preocupação não era com cortes, sangue, bicicleta ou coisas do tipo.

Só queria saber onde estava o meu celular. Levantei, arrumei a bike e coloquei a mão por cima do bolso mais uma vez. Foi aí que senti aquela coisa retangular que estava no lugar de sempre. Sim! O celular nunca tinha caído. O bolso da bermuda que é meio grande e tinha deslocado o aparelho mais para o lado. Em um primeiro momento, quando fui tentar achá-lo, coloquei a mão no lado que ele não estava.

Resumindo, caí por culpa do celular que achei que tinha perdido, mas na verdade estava o tempo todo no meu bolso. O que ilustra bem a importância do celular para mim. Perder a carteira é bem menos traumatizante do que o celular. Menos mal que ele continuou no bolso, firme e seguro. Quem se deu mal no fim das contas fui eu. Uma queda besta, por precipitação, desatenção e desespero. A bicicleta também acho que ficou mais bamba e quebrou um negocinho da marcha, mas nada que impedisse ela de funcionar.

Até um motociclista parou e perguntou se estava tudo bem. Ainda meio atordoado da queda e da descoberta do celular no bolso, expliquei para ele a situação, mas nem sei as palavras que utilizei. Agradeço a preocupação dele. Continuei meu pedal até o trabalho. Passou o dia e era o momento de voltar. Fiz praticamente o mesmo caminho da ida. Só ficou um pouco maior porque fui direto no restaurante. Demorei cerca de 30 minutos.

Se não tiver quedas e cruzamentos, acredito que o tempo de ida e volta entre casa e trabalho vai ficar entre 20 e 25 minutos. De carro, demoro de 15 a 20 minutos, dependendo do trânsito. Quando tem acidente, já cheguei a demorar mais de 1 hora. Então, em termos de tempo, o carro ainda é mais rápido, mas pouca coisa. Fora que gasta gasolina. Com a bicicleta, pedalando em ritmo mais rápido, talvez consiga fazer neste tempo. O foco, porém, é pedalar em ritmo leve, só como meio de transporte mesmo.

Do restaurante, voltei para casa também de bicicleta. Só aí deu mais de 1 hora pedalando, além de mais de meia hora correndo. Para terminar o dia, 1 hora de pilates. Exceto pela queda não programada da manhã, foi um dia cheio. Pretendo fazer novas tentativas de ir trabalhar de bicicleta. Mesmo em ritmo leve, é uma forma de exercício para o dia a dia. Melhora a saúde (desde que eu não caia) e diminui as despesas (desde que eu não caia).

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Um bom treino

Os treinos continuam. Segunda-feira, mantendo a rotina de utilizar a bike, saí para pedalar. Já tinha pedalado sexta e domingo. Na segunda, tentei fazer algumas acelerações. Dei uma volta pela Beira Mar, meia hora e já estava bom. Poderia ter feito mais tiros, mas senti que o joelho poderia reclamar. Preferi só pedalar em ritmo de passeio.

Ainda teve o fato de a bicicleta começar a fazer barulhos novamente. Não era nada muito alto e chato, mas notei que eles estavam começando a se manifestar novamente. Parece que fazer treinos de tiro na minha bicicleta velha e sem manutenção tem algum efeito nos joelhos e também na própria bike. Por via das dúvidas, pedalei sem forçar.

Ontem, já rendeu melhor. Afinal, era treino de corrida. Segui o plano de acordar uma hora antes e correr bem cedo. O treino começou às 5h31. Isso foi quando o Garmin achou o sinal, mas antes já estava trotando para aquecer. De manhã, em dia de semana, não fico esperando o sinal parado ou andando. Já vou trotando para ganhar tempo. Por isso, às vezes, no registro do relógio, o aquecimento fica tão curto.

A planilha pedia 5 repetições de 2 minutos forte e 1 minuto mais forte ainda. Novamente, sem me preocupar com o ritmo. Só correndo rápido quando precisava e trotando quando era o momento. Tentava focar a atenção na respiração e aproveitava que as ruas da cidade antes das 6 da manhã estão praticamente vazias. Fica bem mais fácil de correr.

Durante os tiros, achava que o ritmo era um e quando olhei em casa foi outro, mais rápido. Ao final de cada repetição, ficava meio cansado, mas não me sentia correndo forte. Em casa, a boa surpresa. Esse cansaço talvez tivesse a ver com o ritmo que consegui fazer.

A primeira repetição ficou em 5:16 e 4:32. A segunda em 4:46 e 4:29. A terceira em 4:56 e 4:54. A quarta em 4:51 e 4:22. A quinta e última em 4:53 e 4:19. Curioso que ao ver os ritmos pude constatar e comparar com os momentos em que senti mais cansaço, quando parecia que não tinha fluído muito bem.

A terceira repetição foi a que me senti pior no momento. E o ritmo confirmou. A quarta e quinta no tiro de 2 minutos também não me senti correndo bem. O ritmo está ali para mostrar que realmente não foi aquelas coisas. Em compensação, por sentir que não tinha sido bom, tentei fazer força no de 1 minuto. Parece que funcionou.

Olhando todos os ritmos, apenas o primeiro ficou fora do padrão. Tem o desconto de ser o primeiro e ainda não estar totalmente aquecido, acordado e disposto. Fora isso, gostei do treino. Durante, parecia que não seria bom. No fim, a sensação de que estava descompassado era porque estava em um ritmo mais forte do que imaginava. Um treino ruim é melhor do que não treinar, mas quando o treino é bom é melhor ainda.

 

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Testando a memória

Sábado foi dia de continuar os treinos. Mais um intervalado. E dessa vez foi para testar a memória. Meu Garmin 10 simples não possibilita programar treinos. Utilizo o lap do relógio para determinar cada intervalo onde tenho que correr ou trotar. Quando vi o treino na planilha fiquei me perguntando como faria para decorar todas aquelas informações. Bastou uma olhada com mais calma para perceber que não seria tão difícil assim fazer tudo o que estava ali. Quer dizer, difícil seria, mas não seria tão ruim de lembrar.

O que estava programado? Aquecimento e lá vem: 2 x 15” + 2 x 30” + 2 x 45” + 2 x 1′ + 1’30” + 2 x 1′ + 2 x 45” + 2 x 30” + 2 x 15”. Depois disso, o trotezinho voltando para casa. Vejam que temos 17 repetições para serem realizadas. Ainda vale dizer que o intervalo entre cada sessão era o tempo do intervalado. Então, se a aceleração era de 15 segundos, o descanso era de 15 segundos trotando e assim por diante.

Apesar de serem muitas repetições, a sistemática não era muito complicada. Fazia 2 vezes o tiro e aumentava 15 segundos para o seguinte, exceto o 1’30”. Quando chegava nele, era só descer. Era um típico treino de pirâmide, que dá para fazer com vários tipos de distâncias e tempos. Com essa lógica no aumento de tempo, não tive grandes problemas em decorar o que fazer no treino. Em casos mais extremos, anoto na mão, mas não foi preciso.

A maior dificuldade foi saber em qual repetição de qual tempo estava. Qualquer distração e poderia fazer 3 vezes de uma ou 1 vez de outra. Sabia o que deveria fazer e o quanto, mas não estava livre de me confundir no meio dos tiros. Afinal, o objetivo era fazer todos o mais rápido possível. Segui o que venho fazendo e fui na sensação de esforço, sem olhar o ritmo no relógio. Falando em memória e relógio, foram 39 voltas no Garmin. Achei até que ia dar mais e que ele não conseguiria armazenar tudo isso, mas passou no teste.

Os piores foram os de 15 segundos. Por ser mais curto, me matava mais. Ele acabava muito rápido e o intervalo era curto igual. Em seguida, já vinha outro de 15 segundos, pouco descanso e mais um de 30 segundos. Foi a sequência que me cansou mais. Era muita coisa. Correr forte, talvez respirar e olhar no relógio se já era o momento de apertar o lap. Falando em respirar, juro que tentei prestar atenção na respiração, mas foram poucos os momentos em que consegui.

Por ser um treino com vários tiros curtos, cansa bastante durante e o tempo passa mais rápido. O treino, com aquecimento de 20 minutos e todas as repetições, teve 42 minutos. Não pareceu que foi tudo isso, mas é tanto corre, trota, corre, trota que os minutos vão passando e a gente nem percebe. O pior intervalado foi o de 1’30”, fiz ele em 5:09. Queria ter ido melhor. Algumas curvas e carros atrapalharam um pouco em determinados momentos. Nem todos os ritmos foram como eu queria, mas no geral ficaram bons.

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O tiro e o cachorro

Durante alguns treinos, já tive algumas experiências com cachorros vindo atrás de mim. As primeiras foram mais traumáticas. Não sabia bem como lidar com isso. Afinal, se vinha um bicho correndo eu corria mais rápido. Só que isso não tinha fim. Mais rápido eu corria, mais rápido o cachorro vinho. Quando acabava o gás, eu parava e ele parava. Filho da mãe!

A pior situação foi em 2015. Relatei ela por aqui. Desde então, adoto a única atitude possível quando o cachorro cisma de querer vir para cima: paro. E tem funcionado muito bem. Hoje aconteceu de novo. Na quinta passada também. Hoje foi só um cachorro e na quinta passada foram dois, coincidentemente no meio de alguns intervalados.

Na quinta passada, estava na rua bem tranquilo, no ritmo mais forte, quando um carro arrancou e foi embora. Ele saiu e apareceram dois cachorros na frente de um portão que prontamente vieram atrás de mim. Sempre tem o susto inicial, mas a vivência já me fez saber que tinha que ficar parado. Parei e eles pararam. Comecei a andar e eles ainda vieram atrás andando também. Latiam, mas nada que representasse real perigo, aparentemente. Parava e andava, passos menores, quando já estava mais longe do portão, eles voltaram para onde estavam e cada um seguiu o seu caminho.

Hoje foi um pouco diferente. Corri de madrugada. As ruas estavam desertas, iluminadas apenas pelos postes da rua. No sexto tiro de 1 minuto dos 12 previstos, estava na rua, correndo, fazendo força e do nada sai um cachorro da calçada com uma voracidade impressionante. Ele estava deitado do lado de um mendigo, que dormia bem tranquilo. Talvez o cachorro tenha pensado que eu era uma ameaça e o bichinho veio. Teve o susto inicial, mas logo em seguida parei.

Desta vez parei de parar mesmo. Sem andar. Ele parou também e foi voltando vagarosamente para ficar ao lado do dono. Isso é a prova que os cachorros são fiéis. Acho que hoje o cachorro nem ficou de muita frescura porque eu parei meio indignado. Estava fazendo os tiros bem e tive que parar por causa dele. Antigamente eu ficava com medo quando vinha um cachorro. Hoje eu fico com raiva porque ele me faz parar o treino. O cachorro deve ter percebido isso. Ou não. Parei já falando: “de novo, atrapalhando meu treino”.

Mesmo com a parada técnica canina, não foi o pior ritmo dos intervalados. O que mostra que neste tiro estava bem até. No treino de hoje foquei apenas em correr, sem me preocupar com ritmo. Lógico que tentei correr forte, mas só descobri em casa o quanto tinha sido cada um. E me surpreendi com o resultado. Bem mais rápido do que aparentava. Devo continuar nessa linha nos próximos treinos. Ir mais pela sensação de esforço e deixar para me preocupar com o ritmo nas corridas.

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Treino do dia

Ontem falei da bicicleta e ficou só na expectativa de tentar. Escolhi dormir e estudar ao invés de sair para pedalar. Não fiquei muito arrependido. Confesso que a bicicleta está ficando meio de lado e não estou me importando muito. Acho que o fato de ainda não ter levado para a revisão não me anima a sair para pedalar. No entanto, os treinos de corrida continuam.

Depois de segunda, o treino seguinte era hoje. Curto e intenso, como tem sido. Foram 5 vezes de 1 minuto, com intervalo de 30 segundos, depois 1 km forte e para terminar mais uma série com 5 repetições de 1 minuto, igual à primeira.

Meu objetivo era bem claro: correr todas as parciais abaixo de 5 min/km, com atenção especial ao 1 km. Esse eu queria muito correr bem. Esta semana optei por correr à tarde e com isso sempre aparece o problema de ter almoçado poucas horas antes do treino. Apesar de não estar comendo exageradamente, nunca é a mesma coisa que correr em jejum.

Hoje ainda aproveitei para dormir uns 30 minutos. Não sei se foi bom ou ruim. Acordei com certa preguiça e o treino começou arrastado, mas depois encaixou. A tarde estava ensolarada e o vento não estava tão forte. Só voltando na Beira Mar é que pude sentir um pouco mais, mas nada que interferisse no ritmo.

A primeira série saiu com ritmos de 4:42, 4:46, 4:56, 4:56 e 4:51. O que notei é que atualmente os ritmos abaixo de 5 até saem com mais naturalidade, só que ainda preciso controlar olhando no relógio. Se me deixo levar pela sensação de esforço, faço mais devagar. Os dois 4:56 são prova disso. Quando vi, o ritmo estava perto de 5. Pelo menos nos tiros ter o ritmo no relógio tem ajudado. Nos trotes e intervalos não me importo.

Chegou o momento do 1 km. Comecei mais forte, para tentar manter. Ver até onde segurava e como ficaria no fim. O resultado foi melhor do que o esperado. Comecei com 4:36 e foi caindo. No fim, consegui fazer 1 km em 4:46 sem ter aquela sensação de morte e fim do mundo. Ou seja, poderia ter feito mais rápido. E também significa que o ritmo já está encaixando melhor.

A segunda série de 5 vezes de 1 minuto ficou em 4:45, 4:49, 4:44, 4:44, 4:40. Nessa já consegui fazer os ritmos mais constantes. Era a última e quis tentar algo mais rápido. Na derradeira repetição saiu o ritmo médio mais rápido. Curioso notar que dos 10 tiros de 1 minuto, 4 tiveram ritmo acima do tiro de 1 km e um deles teve ritmo igual. Só 5 foram melhores.

Sei lá se foi consciente ou inconsciente, mas o fato é que para mim importava mais hoje manter um ritmo bom no 1 km e foi nele que me senti melhor. Nos outros queria abaixo de 5 min/km, mas os ritmos mostram que o foco ficou no que importava e esse saiu bem.

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Confiança

Nos últimos treinos e corridos tenho notado que talvez eu pudesse ter corrido um pouco mais rápido do que corri. Poderia ter me esforçado mais. Acredito que o medo de algo no joelho e até uma certa preguiça, meio que zona de conforto, contribuem com isso. Só que não tenho sentido nada de ruim correndo.

Pode ser algo mais psicológico. Hoje, o treino era de 10 vezes de 1 minuto, com 2 minutos de descanso. Para otimizar o tempo e não me atrasar para o trabalho, diminuí o tempo de intervalo para 1 minuto, o que me fez ganhar 10 minutos. Coloquei na cabeça que iria fazer todas as repetições com ritmo abaixo de 5 min/km.

A primeira não deu. Tentei fazer ela no ritmo que desse, meio normal, para ver o que sairia. O resultado foi mais lento do que o esperado. Com isso, os tiros seguintes fiz mais de olho no relógio e fazendo mais força. Vi que no ritmo que tinha sido o primeiro não ia dar. Estava muito confortável.

Ajustei essa parte, fiquei de olho no relógio e todos os outros 9 saíram no ritmo que eu queria. Só 2 escaparam e ficaram acima de 4:50. Todos os outros abaixo. O resultado foi que não senti nenhum dor além de um pequeno desconforto nas panturrilhas durante o treino. Logo depois e no resto do dia estava tudo normal.

O objetivo de hoje era correr do jeito que desse abaixo de 5 min/km, sem se preocupar muito com postura ou eventuais dores no joelho. Era correr e ver o que acontecia. Foi melhor do que eu esperava. Acho que falta mesmo é ter mais vontade para sair da zona de conforto. Vamos ver se nos próximos treinos consigo. A preparação continua para tentar o sub 25 nas duas próximas corridas de 5 km dia 20 e 27 de agosto.

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Treino curto

Esta semana achei que teria uma folga a mais nos treinos, por causa da semana passada. Geralmente, segunda e terça estavam sendo dias sem corrida. Tinha quarta, sexta e domingo. Desta vez, já teve treino hoje. Não estava esperando por isso. Até falei para a Mariana do cansaço e tal. Só que depois de domingo a condição foi melhorando. Ontem estava melhor e hoje o treino foi legal.

Falei também para ela colocar os treinos por tempo e não por distância. Facilita minha vida. Meu Garmin é muito simples e por tempo consigo acompanhar o ritmo. Além disso, consigo ter uma noção do horário que vou terminar. A planilha desta semana já veio ajustada, tudo por tempo. Tem também quanto seria em distância, mas tem o tempo. Fui pelo tempo.

Achei interessante que a Mari falou que a semana seria mais leve, mas o conceito de leve dela é meio diferente do meu. Hoje teve aquecimento, 5 x 45”, mais 1 km e mais 5 x 45”. O bom dos treinos assim é que ele são curtos, mas intensos. Consigo terminar em menos de 35/40 minutos. Com isso, foi possível correr cedo. Comecei o treino às 6h10.

Ontem à tarde, pedalei meia hora, mas nada muito específico. Pelo menos foi uma pedalada tranquila, sem o cansaço de sábado. Só tinha um vento chato, daqueles que você percebe mais quando está na bike. Curioso é que na ida estava muito fácil de pedalar. Achei até estranho. Na volta, a realidade. O vento estava me ajudando na ida. Voltando, com o vento contra, não foi tão simples.

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Ritmo, distância e quase torção

Sexta-feira já foi sinônimo de dia de folga dos treinos, mas atualmente é mais um dia de intervalados. Semana passada, 10 tiros de 400 metros em 2 séries de 5. Hoje, 12 tiros de 400 metros em 3 séries de 4 repetições. Não sei se pelo cansaço acumulado das atividades dos dias anteriores, não rendeu tão bem quanto na sexta passada. Não foi o pior dos ritmos, mas queria ter feito mais rápido.

O objetivo era correr todos abaixo de 2 minutos, mas só consegui no primeiro e no último. Todos os outros foram acima. Tem dia que não encaixa. Como não estava muito a fim de brigar com as vontades alheias, fiz o ritmo mais rápido que dava sem morrer. Antes de começar o tiroteio, teve o aquecimento e 4 acelerações de 50 metros. No aquecimento, para provar que não era dia, antes ainda de ter completado 1 km, não vi que acabava a calçada e virei o pé. Foi uma quase torção, mas o suficiente para deixar o pé um pouco dolorido, principalmente depois do treino.

A culpa foi um pouco minha também. Ainda meio dormindo, decidi que seria uma boa ideia correr na calçada do lado de um prédio em construção. Claro que não era. O terreno irregular deu uma enganada e pisei em falso. Menos falso que só quase caí e não torci o pé. Ficar no quase nesse caso foi o melhor cenário. Acredito que até domingo essa dorzinha no tornozelo vai sumir.

Desta vez, para acompanhar o ritmo de cada tiro, mudei as informações que apareciam na tela do Garmin 10. Sinceramente, não sabia que tinha essa possibilidade, mas ontem antes de dormir resolvi olhar só por curiosidade e desencargo de consciência. Para minha supresa, havia a opção de mostrar na tela o ritmo e a distância. Pena que só tem duas telas para mostrar as informações. Então, optei por deixar uma com o tempo e a distância e a outra com o ritmo e distância, em substituição ao tempo e ritmo.

Comecei o treino com esta tela mostrando o ritmo. Achei que saber isso ia me ajudar, mas como as coisas não estavam rendendo, acabei alterando a tela. Em vez de ficar olhando a do ritmo, coloquei na do tempo. Toda vez que eu olhava, o ritmo estava acima de 5 min/km e eu não conseguia trazer para baixo. Para não desanimar e não ficar vendo o que não queria, alterei. Os ritmos se mantiveram na média, acima do desejado. Só o último que fiz questão de mudar a tela para ver o ritmo e correr abaixo dos 5 min/km.

Mesmo olhando, controlando, sabendo como estava, fazendo força, não foi fácil. Realmente, não era dia. As panturrilhas ainda estava um pouco sentidas do treino duplo de quarta. Amanhã está prevista só pedalar. Novamente, sei que o mínimo de 30 minutos vou fazer, mas cumprir os 120 minutos da planilha parece inviável. O grande plano do sábado é dormir até não poder mais. O cansaço acumulou.

Ontem, por exemplo, cheguei em casa, fui para o pilates, voltei, comi e dormi duas horas. Acordei, vi um pouco do jogo do Grêmio e voltei a dormir. E aí fui direto. Só acordei, meio a contragosto quando o despertador tocou. Poderia continuar dormindo por mais um tempo. No entanto, hoje ainda não era permitido. Qualquer atraso ia retardar o treino e a chegada no trabalho. Felizmente, amanhã é sábado e não tem hora para acordar. Domingo tem mais treino de corrida, mais intervalado. Vamos ver em que estado o corpo chega e o que vai render.