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O frio e a dor

O inverno parece que chegou. Não sabemos quanto tempo vai ficar, mas esta semana está bem gelada. Talvez agora seja o momento que vamos vivenciar o inverno de verdade. Tivemos poucas amostras, mas parece que veio para ficar. O frio não ajuda muito para sair de casa e correr, mas nada que um aquecimento não resolva. O lado bom do frio é que você fica com as mãos geladas, sente frio, fica preocupado com outras coisas e acaba esquecendo do que antes de incomodava.

Por exemplo, nesta semana, inclusiva no treino intervalado de ontem, quase não lembro que sinto dor no joelho. Correndo foi tranquilo e no dia a dia está bem confortável. Acontecia algo parecida na fisioterapia. Às vezes, fazia um exercício que fazia sentir tanto a panturrilha que a dor no joelho ficava de lado.

Não sei se foi uma situação pontual, de ter um distração e não sentir dor ou se não senti nada de fato por alguma outra razão. Se estivesse incomodando, talvez eu sentisse mesmo passando frio. Amanhã tem mais um treino e a previsão é de um dia menos frio, com uns 15ºC. Vou poder testar se mesmo sem ser tão gelado o joelho fica sem reclamar também.

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O último longo

No domingo, fiz meu último treino longo. Não sei exatamente quando vou conseguir fazer um longão novamente. No momento, não sei nem quando vou conseguir correr. O joelho com problema no menisco começou a dar sinais de incomodação há algumas semanas. Como ele já não é 100%, fui levando até onde deu. Alguma coisa sempre estava diferente ali. Então, enquanto conseguia andar, correr e viver normalmente, não me importava muito.

A última semana foi mais complicada, especialmente depois do 15K Floripa. O incômodo e a dor aumentaram em níveis de ficar ruim até de andar. Com o dia de descanso, a situação melhorava, mas depois de domingo não teve mais jeito. Parei de correr porque não tinha mais condições. Foi o último treino de corrida que fiz e não sei bem quando vai ser o próximo. Pelo menos, fica o registro de que estava tendo alguma evolução.

O treino de domingo foi o primeiro longo da planilha da TIME. Consistia em correr um pouco mais de 16 km, só que não de forma contínua. Eram 3 km de trote, depois mais 3 vezes de 3 km em Z2, que é um ritmo moderado. A cada 3 km, 90 segundos de trote. Em seguida, 3 vezes de 1 km em Z2 acelerando, o que seria um pouco mais acelerado. Cada intervalo desse era seguido de 60 segundos de trote. Por fim, 1 km de trote.

Consegui fazer as 3 repetições de 3 km em 16:51 (5:38), 16:51 (5:37) e 16:44 (5:35). Consegui melhorar um pouco a cada repetição. Quando fiz os de 1 km tentei fazer mais rápido e saiu 5:10, 5:13 e 5:01. Todas fiz ficar olhando para o ritmo da volta no Garmin. Deixei na tela a distância e o tempo e o relógio apitava a cada quilômetro. Era por isso que me baseava. No fim, saiu um treino de 16,25 km em 1h35. Foi um ótimo treino, parecia ser um sinal de que as coisas estavam melhorando.

Na parte final do treino, não sentia nada no joelho. Parecia perfeito. Só que logo depois que parei já vi que tinha algo errado ali. A perna ficou mais travada, ficou ruim de andar, foi um domingo bem arrastado. Dali em adiante, não consegui mais correr. Pelos testes que vinha fazendo, até poderia correr, já que durante a corrida as dores vão sumindo, mas o resultado após não é muito bom. Por enquanto, nada de correr. Por coincidência, meu último treino do ano até que as coisas melhorem, e também último treino longo, foi no dia do meu aniversário, domingo, 2 de abril.

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Seis dias

O início do carnaval representou uma série de seis dias seguidos correndo. A princípio, seriam cinco, mas quinta-feira era dia da treino normal, aquele da rotina programada. Como não queria ficar quinta e sexta sem correr, decidi correr quinta também.

Queria deixar a sexta livre de treinos. Por regra, não gosto de correr na sexta. Gosto de ter o dia anterior ao treino mais longo de folga. Se der, melhor. Para não ficar dois dias seguidos sem correr, fui na quinta mesmo. Foi bom para sentir o que o corpo ia reclamar.

Terça e quinta tento fazer treinos mais rápidos. Como terça saíram os intervalados de 3 minutos, quinta decidi só tentar correr um pouquinho mais rápido, mas nada muito forte. Afinal, vinha de 5 dias seguidos correndo e já estava querendo um dia de folga.

Ontem, tentei manter um ritmo abaixo de 5:40, para fechar 7 km em menos de 40 minutos. Quase deu. Faltou força. Até fiz o 5º km mais rápido para compensar. Quase deu certo no fim. Fechei pouco mais de 8 km em 5:42 min/km de ritmo médio.

Depois desses 6 treinos, o corpo reclamou. Mais especificamente, o joelho com problema no menisco. Durante o dia, logo após o treino, pela manhã, senti um pouco de desconforto. Foi passando durante a tarde e já está normal. Normal dentro do possível para quem tem uma rotura no menisco medial.

Amanhã no treino longo vou ter a avaliação prática do joelho. Acredito que tenha sido mais pelos dias seguidos correndo, pelo volume a alguma intensidade. Provavelmente, no longão, vou optar pelo plano da Beira Mar. Suspeito que subidas e descidas contribuam com possíveis dores. Vou tentar correr nelas só eventualmente.

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Revendo o joelho

Na última sexta-feira, voltei ao médico para reavaliar o joelho direito, aquele com problema no menisco. O primeiro raio x foi em novembro. Quando fiz uma consulta em fevereiro ou março, ele pediu para refazer o exame perto da metade do ano para avaliar como estava a lesão. Final de junho novamente fiz o raio x e fui para a nova consulta.

Chegando lá, já aproveitei as dores no pé e entrou tudo na mesma consulta. Sobre o pé vai ficar para amanhã, mas sobre o joelho vai ser hoje: a lesão no menisco continua a mesma, ou seja, estável. E não sinto dor. Ele falou que em time que está ganhando não se mexe. Logo, se está estável e sem dor, não vale a pena fazer cirurgia ou coisa do tipo.

Pelos exames, ela não teve evolução, nem para melhor nem para pior, o que já é um bom sinal. O que ele recomendou é fazer algum tipo de fortalecimento. Como musculação está fora da minha cogitação, sobram o funcional e o pilates. Este último é o que estou mais propenso a pensar em fazer.

Diferentemente do médico que falou que o natural era pisar com o calcanhar, este médico me passa mais confiança, até por ser corredor e já ter muita experiência com esse tipo de coisa. Fica mais fácil de escutar a opinião de alguém assim. O joelho passou no teste e as preocupações com ele já são menores. O foco agora é no pé, que será o post de amanhã.

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Articulando

Faz um mês que descobri que aquele pequeno incômodo que vez ou outra aparecia no joelho era uma rotura no menisco medial. Desde antes, porém, eu já imaginava que algo estava errado. Após um período de descanso depois da Golden Four Brasília, voltei, tentando correr da forma que considero mais correta e menos prejudicial ao joelho.

Começou a adaptação e o reaprender a correr. Não pisar com o calcanhar. O sofrimento iria ficar para as panturrilhas e os tendões e aí temos outros problemas que serão relatados em posts futuros. No joelho, no entanto, tudo mudou. Os poucos momentos em que lembro que tem algo ali é andando. Correndo não sinto nada de errado ou diferente.

Mudou muito os incômodos que sentia ali. Pode ser também por causa do ritmo mais lento e do pouco volume. Só que esse pouco volume anteriormente era sentido. Agora não. E nos últimos dias ainda fiz alguns intervalados e quilômetros mais fortes e nada aconteceu. Nem parece que o joelho deveria estar ruim. Por enquanto, tudo vai melhor do que o imaginado.

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Fragmentos de joelho

Na sexta-feira fui ao médico. Afinal, precisava saber qual seria a decisão acerca do meu joelho e da rotura do menisco. A minha expectativa era de que seria algo ruim, mas algumas sessões de fisioterapia seriam suficientes. Não foi bem isso que aconteceu. A rotura na extensão total do menisco é meio que um baita problema.

O médico disse que para resolver essa questão só com cirurgia, para tirar os fragmentos do menisco (ou algo assim). Porém, mesmo depois disso, não ia ficar a mesma coisa porque seriam retiradas partes dali e nada seria colocado no lugar. Ou seja, não vai voltar a ser como era antes. Só que esse é o jeito de não ter mais o incômodo que tenho agora.

Perguntei da fisioterapia. Ele disse que pode amenizar, mas não vai resolver. Para a rotura do menisco, só cirurgia mesmo. Conversando e perguntando (perguntei um monte de coisa), o médico falou que não era o caso de fazer cirurgia agora, neste exato momento, até porque não está doendo e não me impede de fazer nada, nem de correr.

O que ele sugeriu é que se piorar ou começar a dor, atrapalhando o dia a dia, para pensar na cirurgia. Perguntei sobre correr. A resposta foi que se eu quisesse, podia continuar correndo, mas prestar atenção caso começasse a doer ou incomodar muito. Ele falou que, dependendo do grau da lesão, muitas pessoas conseguem fazer tudo normalmente, inclusive atletas de alto nível.

Posto isso, saí de lá com guias para o pré-operatório, caso decida fazer a cirurgia em algum momento da minha vida. O momento não vai ser este. Talvez eu busque um outro médico para ter uma segunda opinião, mas, se acontecer, vai ser só ano que vem. A fisioterapia, por enquanto, está adiada também. Ficou tudo para 2016.

Da minha parte, vou recomeçar a correr em 2016, já no primeiro dia do ano. Poderia ter começado na sexta depois que saí do consultório. Se para resolver é só com cirurgia e corri um mês com o joelho incomodando, vou continuar. Até onde der e ver o que acontece. Só que decidi me dar aquele folga de quase 30 dias que planejei para o fim do ano que vem e também já tinha postado a tabela com os dados consolidados de corridas e treinos em 2015 aqui na semana passada.

Ficou melhor assim. Já são 14 dias parado e até dia 31/12 serão 23 dias sem fazer nada. Não vai curar o meu menisco, mas vai me fazer descansar bem. Depois, retorno aos poucos, sem pressa, focando na técnica de corrida, deixando para trás a pisada com o calcanhar e aprendendo a pisar com a ponta do pé, diminuindo o impacto nos joelhos e nas outras partes do corpo.

Tomando por base a experiência de treinos desde que venho sentindo esse incômodo, os piores momentos foram logo depois que aconteceu, dias 14 e 15 de outubro. Segui com os treinos e corri a Golden Four Brasília sem sentir nada no joelho. Ainda fiz o segundo melhor tempo da vida em meias maratonas. Tudo que eu pensei está acontecendo de outro jeito. Resumindo, então: em 2016 recomeço a correr e aguardo as cenas dos próximos capítulos. Vai ser como era até a Golden Four DF. Com a diferença de que pretendo mudar a forma de correr e devo iniciar quase do zero.

Outro ponto a se destacar: o legal de postar todo dia é que se alguém tiver paciência de ler os posts passados vai encontrar várias, inúmeras contradições entre o que falei e o que fiz. Ou falei uma coisa e na semana seguinte falei outra e talvez tenha feito ainda outra completamente diferente do que falei. Não façam isso de pegar os posts antigos. Pode ficar ruim para mim. Vamos focar no presente.

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A rotura

Lá no longínquo outubro relatei um incômodo no joelho. Nada que doesse ou me impedisse de correr, mas não era normal aquilo. Tudo começou no dia 14 de outubro. O tudo no caso é o incômodo. Achei que não era muita coisa. Continuei os treinos e ainda fiz a Golden Four Brasília em 1h41, sem sentir dor ou algo parecido.

O descanso de doze dias sem correr fez incomodar menos ainda. Mesmo assim, não sentia ele 100%. Vez ou outra, ele se manifestava. Nunca foi dor, mas tinha algo diferente. Nos treinos depois do tempo parado, pisando com a ponta do pé e evitando pousar com o calcanhar, quem sofreu mesmo foram as panturrilhas. O joelho ficou bem comportado.

Adiar o que deve ser feito é algo de praxe para assuntos que considero sem tanta importância no momento. Como pensei que poderia passar, fui deixando. Até o ponto que continuava a mesma coisa, ainda que incomodando bem menos que em outubro.

Pelo local, meu palpite principal era algo no menisco. Fui ao médico para a consulta e para pegar a requisição da ressonância magnética. Lá, ele disse que poderia ser algo no menisco ou cartilagem e que a ressonância tiraria essa dúvida. Fiz a dita ressonância. O resultado é esse aí:

Rotura do menisco medial, associada a perimeniscite e a condropatia tibiofemoral grau II. Condropatias patelar e tibiofemoral lateral grau II. Discreta tendinopatia insercional do patelar. Pequeno derrame articular.

Com o diagnóstico devidamente em mãos, vamos para as próximas partes. Até consigo correr sem problemas. Inclusive, não parei de correr até sair o diagnóstico da ressonância. Mas deu de abusar e dar chance para o azar. Vou tentar evitar piorar (três verbos seguidos pode?) o que não parece tão ruim. Pelo menos, a sensação é de não estar tão ruim, visto que consigo fazer tudo o que fazia antes sem dores. Só que tem uma rotura ali deixando as coisas anormais.

Vou me dar mais alguns vários dias de folga (eu acho) e tentar resolver isso para que 2016 seja um ano sem esse incômodo. Os treinos mais sérios vão ter que ficar para depois. Uma coisa boa do Brasil nunca ter um calendário de corridas definido é que não tinha nenhuma prova alvo ainda para o ano que vem. Não vou ficar frustrado por treinar mal ou não poder participar de alguma corrida.

Provavelmente, aquele dia em Videira, nos terrenos irregulares das subidas e descidas, foi o estopim para que a rotura se materializasse de fato. Logo depois daquele treino que o incômodo começou. Antes, estava tudo bem. Deve ter uma série de outros fatores envolvido que culminou até aquele 14 de outubro, que é a data marcante.

Aconteceu e é um fato consumado. Pode-se buscar as causas, mas deu-se a rotura e isso não vai mudar. Vou priorizar o descanso novamente. Quando der, volto. Sem pressa. O que mais me preocupa nisso tudo é encontrar assuntos para escrever todos os dias por aqui. Pedirei ajuda para Nossa Senhora da Inspiração dos Posts.

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Olha o joelho

Quando tudo vai bem, é lógico que algo vai dar errado, quando você menos espera. Não poderia uma semana posterior ao recorde da meia maratona ser um mar de rosas. Com férias e viagem, o que poderia dar errado? Não é que deu tão errado, mas a viagem para Videira me rendeu um incômodo no joelho direito. Tenho quase certeza que foi uma pisada em falso ou algum mal jeito nas subidas e descidas do treino de rodagem de quarta-feira. Na terça, no dia da viagem, estava tudo normal. Na quarta, depois do treino, comecei a sentir um desconforto no joelho.

Foi estranho, mas no dia não dei bola, parecia ser aquelas coisas que surgem e passam. No treino intervalado de quinta, o incômodo ainda estava ali. Sentia em alguns momentos, outros não, mas não estava normal como até terça. Acredito que o treino intervalado mais a viagem dirigindo por 6 horas na volta pode ter mais atrapalhado do que ajudado. Meio óbvio, né? Na sexta, o dia de descanso fez bem. Durante a semana passada e ainda agora estou com o desconforto. Às vezes, diminui. Não é nada que me impeça de correr ou andar. Tenho feito os treinos normalmente.

Sinto mais esse incômodo quando subo escadas, mas só de vez em quando. O joelho não está 100% como esteve durante todo o ano, mas ainda está aguentando correr. Para toda e qualquer pessoa, eu diria a mesma coisa: fica em repouso um tempo e volta quando estiver sem nenhum tipo de dor. Mais vale uma semana parado do que um mês ou mais. O que estou fazendo? Não perdi um dia de treino e não pretendo perder nenhum até a Golden Four Brasília. A perda de condicionamento acredito ser mais psicológica do que física. Não são alguns dias parados que vão me fazer perder todo o lastro de treinamento desde abril.

Faça o que eu digo e não faço o que eu faço. Não é o mais prudente continuar, mas todos os treinos estão saindo no ritmo certo. Semana passada evitei os treinos intervalados. Era um pouco de receio do joelho e outro pouco das dores nas pernas por causa da fuga dos cachorros no longão de sábado. Esta semana quero fazer os treinos intervalados e ver como o joelho reage. Como depois da Golden Four vou me dar alguns dias de folga das corridas e a prova é o último objetivo de tempo do ano, vou continuar. Se der algum problema, que seja pequeno e tratável com repouso. Depois, só tem a Corrida de Angelina no dia 28/11. Aguenta só mais um pouco, joelho. Depois, é folga geral para todos.