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Blog do Enio

Longão no feriado

Ontem fiz mais um longão. Eles se tornaram constantes em outubro e continuei em novembro. Falta pouco para as meias maratonas, mas não me sinto totalmente confiante para correr 21 km no ritmo que gostaria. Esses treinos longos estão sendo úteis para acostumar o corpo com mais tempo correndo. Em geral, faço no mínimo 1h30 de treino, só que quase sempre em ritmo mais lento do que penso para a prova.

Não corro mais lento por gosto ou vontade. Até queria ir mais rápido, mas estou deixando o corpo fazer o ritmo dele. Estou meio que em uma zona de conforto, mas, às vezes, tento dar uma saidinha. Para o treino de ontem, busquei inspiração no treino longo de sábado, no Campeche com o Guilherme. A planilha dele dizia algo como correr 2 km e depois 4 x 3 km, com intervalo de 1′ andando. Como estávamos correndo juntos, virou um treino contínuo.

A ideia de fracionar o treino, no entanto, ficou na minha cabeça e ontem coloquei em prática. Saí decidido a fazer 2 km de aquecimento e 4 x 3 km, sendo que essa série de 3 km teria que ser com ritmo de 5:40 para baixo. Este ritmo indica um sub 2 horas com pequena folga na meia maratona. Para que a meta fosse cumprida com êxito, alterei a tela do Garmin. Em vez da distância percorrida, coloquei o ritmo médio da volta.

Assim, poderia controlar o ritmo em cada quilômetro dos 3 km. Por sorte, os 2 km de aquecimento terminaram em quase 13 minutos. Como 3 km a 5:40 dá 17 minutos, minhas contas ficaram facilitadas. Eu sabia que teria que terminar essa primeira série antes dos 30 minutos. Quando percebi isso, decidi fazer os intervalos de forma que cada série começasse com final 3 no relógio. No caso, 13 minutos, 33 minutos, 53 minutos e 1h13. Deste modo, sabia que a cada série deveria terminar os 3 km antes de um número redondo. Os intervalos ficaram em torno de pouco mais de 3 minutos.

A primeira série de 3 km foi razoável. Fiz 5:47, 5:37 e 5:36. Na segunda, já mais aquecido e no ritmo, saiu 5:41, 5:29 e 5:40. Na terceira, já sentia um pouco de cansaço. Ficou em 5:36, 5:36 e 5:40. Por fim, na última série, já estava bem cansado, mas era uma questão de honra correr de no ritmo pretendido. Consegui 5:31, 5:40 e 5:30. No fim, o treino terminou com 15,70 km em 1h32. Optei por fazer um percurso todo pelas ruas da cidade, aproveitando a tranquilidade do feriado.

Corri em ida e volta em várias ruas e quase não as repeti. Explorei bem as ruas da cidade e ainda faltaram algumas. Sinal de que é possível fazer até 2 horas de treino sem ir para a Beira Mar. Preferi ficar nas ruas da cidade para me focar no ritmo, sabendo que estaria correndo sempre em um lugar diferente. Na Beira Mar, seria a mesma monotonia e ontem era tudo que eu não precisava. Fora que talvez tivesse que ir e voltar mais de uma vez.

Os tempos das 4 séries de 3 km ficaram em:
1 – 17:00
2 – 16:50
3 – 16:52
4 – 16:41

Vejam que até que consegui manter uma constância e ainda melhorei no fim. Tenho só mais um longão antes da Asics Golden Run Brasília. Vou ter que fazer no sábado ou no domingo. Como amanhã pretendo fazer um treino intervalado em subida, acho que vai ficar para domingo. Com o treino bem sucedido de ontem, o último longão antes das meias quero fazer 4 x 4 km, tentando pelo menos ficar de 5:40 para baixo. Não sei se vou conseguir, mas me animei a tentar. Depois dele, é só rodagens esperando pelas duas meias maratonas, os focos do mês.

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Dois terços de longão

Vamos seguir a cronologia da coisa. Amanhã posto da Run, Floripa!. Primeiro, o que aconteceu antes, o longão nem tão longo da sexta-feira. Por causa da corrida de domingo, mudei alguns dias dos treinos para fazer o longão e também correr descansado a prova. Estava tudo certo. Até o clima me ajudou. O sol não deu as caras sexta de manhã. Estava nublado e muito bom para correr. Tinha até uma ameaça de chuva.

Minha ideia inicial era fazer pelo menos 18 km. Ou algo em torno de 1h45. Saí de casa com a ideia de fazer 2 x (8 km + 1 km forte). Como estava me sentindo bem e estava só abafado, mas sem sol, alterei os planos. Resolvi fazer 3 x (5 km + 1 km forte). Comecei mais rápido do que deveria, mas saiu naturalmente. Fiz os 5 km em pouco menos de 30 minutos e era chegado o momento de acelerar.

Fiz o que deu e saiu 1 km a 4:42. Fiquei bem satisfeito. Só que a falta de costume em correr forte tem seu preço. Fiquei exausto e as parciais seguintes saíram para bem mais de 6 min/km. Quando tentei voltar ao ritmo mais normal, depois de ter me recuperado, ali pelo km 8,5 senti uma dor no peito do pé. Daquelas que poucas vezes senti. Era de leve, mas incomodava em alguns momentos.

A partir daí, o ritmo despencou. Entre o km 8,5 e o 11 parei três vezes para amarrar, desamarrar e amarrar o tênis. Pensei que pudesse ser uma amarração mais forte a causa da dor. Talvez pelo momento, por ainda estar aquecido e pelo psicológico, acabou aliviando um pouco, mas a dorzinha estava ali. O pior era estar a 3 km de casa. Pensando no longão de 1h40, dei uma volta maior e estava meio longe.

Como percebi que a dor não ia parar, resolvi eu parar antecipadamente e encerrar o treino antes do previsto. Só que não era uma opção na minha cabeça ir andando até em casa. Precisava fazer pelo menos o 1 km forte do fim da segunda série. Mesmo que doesse mais ou não, não dava para desistir. Incomodou, doeu, não tanto quanto achei, e saiu 1 km a 4:39. Pronto. Agora poderia ir para casa sem frustração.

Antes dessa aceleração, fiz 2 km bem mais ou menos. No fim, deu 12,65 km, dois terços do treino que programei. Acredito que o motivo dessa dor seja o ritmo mais forte empregado no treino de tiro na quarta e na sexta. A panturrilha e o tendão já se acostumaram com a nova forma de correr. O peito do pé esquerdo parece não ter problemas com volume, mas não gostou muito de um ritmo mais forte.

No sábado fiz um trote preguiça. Incomodou um pouco, não estava 100%. Comparava com o pé direito e as situações eram diferentes. A porcaria toda é que tinha corrida domingo e não tinha como não correr. Só se fosse uma dor insuportável para não ir lá. Participei da prova, o incômodo foi bem mais leve que na sexta, mas esse tipo de dor não é normal. Portanto, a segunda foi de folga e a terça foi de rodagem leve. A prioridade é correr sem nada incomodando.

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Longão de aniversário

No post de quinta-feira falei dos meus planos para o longão do fim de semana. Algo em torno de 15 km ou 1h40 já estaria de bom tamanho. Acontece que internamente estava com a ideia de correr 2 horas. Só não externei porque poderia não dar certo. Preferi manter isso oculto e tentar sábado para ver se o plano teria o resultado esperado.

Para não ter muita possibilidade de desistir, programei o percurso tradicional de volta ao continente, saindo da Beira Mar de São José, passando por Coqueiros, Beira Mar Continental, Estreito, Barreiro e voltando pela marginal da BR-101 até chegar novamente nas ruas de São José. E ainda escolhi um caminho que tem no começo várias subidas e descidas.

Como optei por correr mais tempo, desapeguei de tentar um ritmo melhor ou parecido com os últimos treinos longos. Só que também não queria fazer muito devagar. Pensei em fazer no mínimo 20 km. Era meio uma questão de honra. O treino teria que ser com ritmo abaixo de 6 min/km. E o começo do treino não foi nada animador.

Para quem não sabe, sábado foi meu aniversário e desde sexta estava comendo muito. Na sexta, foram muitos salgadinhos e docinhos com os colegas de setor no trabalho. Para ter ideia, comi tanto que minha última refeição antes do longo foram os brigadeiros ali pelas 14 horas. Depois, o estômago ficou cheio demais, o que impossibilitou comer qualquer outra coisa.

Estava e ainda estou mais pesado do que antes de sábado. Foi assim que começou o longão às 6h30 de sábado, o que dá pouco mais de 15 horas em jejum. Fui no modo preguiça e nos primeiros 8 km, com algumas subidas e descidas, fiz em 51:06, média de 6:23. O treino de 20 km em 2 horas estava bem ameaçado, mas ainda tinha 12 km para tentar o que pretendia.

Não estava conseguindo correr tão rápido, mas consegui fazer todas as parciais seguintes, do km 9 ao 20, abaixo de 6 min/km. Saíram 12 km em 1:08:36, média de 5:43, o que estava mais próximo do que pretendia para o longão. Só que algumas parciais em 5:50 me fizeram ter que acelerar um pouco nos últimos quilômetros.

Fazia meses que não corria por tanto tempo e distância. O legal foi perceber que consegui correr sem sofrer. Não foi o ritmo dos sonhos, mas os últimos 12 km me animaram. Nos últimos 3 km, as panturrilhas já estavam reclamando, mas nem me importei. Estávamos ali para fazer 20 km e iríamos até o fim. E o fim, o último quilômetro, foi o mais rápido, 5:29.

O que mostra que sempre que você acha que não vai mais dar, sempre tem de onde tirar um último esforço. Comecei este longão muito lento e sem vontade. Depois do km 8 tomei vergonha na cara. Outro fator é que estava mais pesado que o normal. Pode não influenciar tanto, mas sempre acho que carregar 2 kg a mais faz diferença.

Parece que a comilança de aniversário ainda vai render. Aliás, amanhã vou falar de como foram os dias regados a gordices. Oficialmente, comecei na sexta e terminei no domingo, mas os efeitos vão perdurar. Acredito que vai mais de uma semana para regularizar o peso. De todo modo, saiu o longão e foi bom para o corpo reaprender como é correr por mais tempo.

Os últimos treinos longos depois que voltei a treinar com constância:

  • 06/02 – 5,14 km – 36:00 – 7:00 min/km
  • 13/02 – 6,35 km – 40:01 – 6:18 min/km
  • 20/02 – 7,53 km – 45:00 – 5:59 min/km
  • 27/02 – 8,61 km – 50:00 – 5:48 min/km
  • 05/03 – 9,87 km – 55:01 – 5:34 min/km
  • 12/03 – 11,37 km – 1:05:00 – 5:43 min/km
  • 19/03 – 12,40 km – 1:10:01 – 5:39 min/km
  • 26/03 – 13,30 km – 1:15:00 – 5:39 min/km
  • 02/04 – 20,06 km – 2:00:02 – 5:59 min/km

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O último do ano

No sábado, fiz o último treino longo do ano. Pelo menos, o último sério, com preocupação com ritmo e tal. Até o fim do ano deve ter mais alguns, mas daí é mais por diversão, em ritmo livre. Este de sábado foi o último antes da Golden Four Brasília, que já está quase aí. A prova acontece no próximo domingo. Portanto, estamos a menos de sete dias de correr mais uma meia maratona. O treino de sábado foi o mesmo de dois sábados atrás: 18 km, sendo 14 km moderados, 2 km mais forte, 1 km mais forte ainda e 1 km de trote. Desta vez, foi sem cachorros.

Em comparação com o mesmo treino, todos os ritmos foram melhores, tanto os 14 km quando os quilômetros mais fortes. Escolhi o mesmo percurso da semana passada, indo para a Praia Comprida e Ponta de Baixo, só que desta vez inverti o percurso. Em vez de começar descendo, comecei subindo. Pareceu que deste jeito é menos sofrido. De qualquer forma, já tinha a ideia de começar desde o primeiro quilômetro em ritmo mais acelerado. Mesmo assim, a primeira parcial saiu a 5:52, nada que me deixasse preocupado. O início sem prévio aquecimento não pode ser tão rápido.

Em seguida, já no segundo quilômetro, encaixei bons ritmos que perduraram eternamente até o fim do treino. Fiz o 2º km a 5:20 min/km, mas depois todos foram abaixo de 5:12 min/km, exceto o km 8 que era a maior subida do percurso. Ali, mesmo fazendo força, saiu um 5:25 para destoar. Ainda teve o 18º km, o do trote, a 5:48. Não me importava tanto qual seria o ritmo do último quilômetro, mas gostei de ter feito ainda abaixo de 6 min/km. O objetivo foi igual os dos outros longos com subidas e descidas. Fazer força na subida, não empolgar na descida e tentar manter um ritmo constante e firme no plano.

O 15º km chegou e era o momento de correr mais rápido. Demorei para encaixar o ritmo, mas saiu um 4:44. No 16º km, mais um 4:44. Neste quilômetro, deixei o ritmo cair no fim e tive que acelerar para chegar nesse número. O 17º km tinha que ser e foi o mais rápido. Saiu um 4:34 sem ser tão sofrido. Na prática, o treino de sábado foi tranquilo, mas não foi fácil. Desde o início tentei um ritmo que não me deixasse na zona de conforto. Saiu até um 4:59 e um 4:54 naqueles 14 km iniciais. O joelho quis começar a incomodar só no fim, quando o terreno ficou mais acidentado.

Além de ter feito todo o treino no ritmo que pretendia e ter ficado bem satisfeito com o desenvolvimento e resultado final, a outra coisa boa de sábado foi que o joelho não se manifestou. O desconforto foi muito menor do que vinha sendo durante os dias anteriores. Não sei bem como começou e não sei bem como diminuiu, mas se na Golden Four Brasília for que nem o longão, vai ficar menos complicado de tentar correr bem. Ainda incomoda um pouco, mas menos. No mundo perfeito, ficaria 100% até o domingo. Falta menos de uma semana e agora é só não fazer nada de errado até lá.

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Longo de sábado

Foi o penúltimo treino longo antes da Golden Four Brasília. Agora só falta um, de ritmo. Este que fiz sábado foi de 18 km, em ritmo constante, o chamado ritmo firme. O objetivo era fazer média abaixo de 5:20 min/km e tentar manter todas as parciais de quilômetros menores que este ritmo. Decidi que já ia começar o treino mais rápido. Usaria os quilômetros iniciais para aquecer, mas de forma mais acelerada. Em vez dos tradicionais 6 min/km ou mais, comecei com 5:43 (a parcial mais lenta do longão), 5:25  (a segunda parcial mais lenta) e, a partir do 3º km, encaixei o ritmo que gostaria.

Como sempre tento fazer nas rodagens e treinos longos, fui na sensação de esforço, sem ficar controlando o ritmo durante o quilômetro. Só olhava o Garmin quando ele apitava a cada quilômetro e daí tinha ideia de como estava o ritmo. Curiosamente, no 5º km, estava me sentindo um pouco mais cansado, nada absurdo, mas tinha a sensação de estar fazendo mais força. O Garmin apitou e ali estava a resposta: 4:57 min/km. Era mais rápido do que deveria, mas naquele momento era o que o corpo queria fazer. O seguinte voltei ao normal e fiz em 5:05 min/km.

Desta vez, em vez de ir para o Parque de Coqueiros, decidi ir para o outro lado, até a Ponta de Baixo, bairro de São José, passando pela Praia Comprida e retornando. Este percurso tem várias subidas e descidas, umas maiores, outras menores, mas todas que quebram o ritmo do plano. Era isso que estava buscando, pensando tanto na Golden Four Brasília quanto nos treinos de força. Quero habituar as pernas a se acostumarem com as subidas e deixá-las mais fortes e resistentes. Pode não ajudar muito, mas é melhor do que fazer 18 km no plano.

Voltando cada vez mais à rotina, na sexta voltei a fazer as dez repetições subindo os 12 andares de escada do prédio. A pior parte deste fim de semana foi a noite de sexta para sábado. Ainda na sexta, por aquelas cagadas da vida, dormi à tarde e perdi completamente o sono à noite. Até deitei cedo, mas fiquei rolando de um lado para o outro e o sono não vinha. Quando veio, dormi mal, acordei durante a noite e só pensava que ia ser sofrido acordar às 6 horas no sábado. Não deu outra. O despertador tocou e eu fui rápido para desligar, mas lento para sair da cama.

Com meia hora de atraso, fui cumprir a rotina pré-longão. O treino começou às 7h. Pretendia ter iniciado às 6h30, quando o sol estaria nascendo. Apesar da chuva durante a semana, o fim de semana tinha previsão de sol. Não era nem 7h30 e lá estava ele fazendo o treino junto comigo, esquentando e dificultando. Ainda tinha um vento chato, mas que não atrapalhou no desenvolvimento do ritmo. Depois dos dois quilômetros iniciais, só o 12º km saiu acima de 5:20 min/km. Era uma subida mais constante. De resto, tudo de 5:20 para baixo. Gostei do resultado final, mas poderia ter sido melhor. Faltam menos de duas semanas para a Golden Four Brasília e para as férias da corrida.

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Longo de sábado

Depois de um fim de semana com prova, voltei à rotina dos treinos. No domingo passado foi dia de correr a Meia Maratona de Florianópolis. Neste último fim de semana, retomei os treinos longos pensando já na Golden Four Brasília. A semana foi mais leve, mas nem tanto. Trote na segunda, rodagem leve na terça, viagem, rodagem com subidas na quarta e intervalado na quinta. O intervalado foi onde mais fiz força, mas não fui muito exigente. Quis manter os treinos em dia, mas sem abusar, já que ainda na terça os efeitos da meia maratona se manifestavam.

A sexta foi descanso amplo, geral e irrestrito, inclusive sem as escadas. Já estava há 11 dias seguidos correndo e quis me dar um tempo antes do longo de sábado. Foi bom. Às vezes, ficamos pensando que parar de correr vai fazer perder o ritmo, achamos que não tem problema só uma rodagem leve, mas o descanso total não pode ser desprezado. A previsão no sábado não era das mais animadoras, mas pelo menos parecia que não ia chover. Os dias anteriores foram com alguma chuva em Floripa. Acordei, olhei pela janela e o clima estava quase perfeito. Sem chuva, mas com um pouco de vento. Era um vento suportável, mas a melhor escolha foi usar uma camiseta de manga longa.

O treino longo previsto era de 18 km. Para ter ideia, desde julho eu não fiz nenhum treino longo mais que 16 km. Foram todos nessa distância, no máximo. Ou seja, para fazer uma meia maratona boa, 16 km de longo foram mais do que suficientes para mim. No sábado, o treino seria dividido em 14 km moderados, 2 km fortes, 1 km mais forte e 1 km de trote. Novamente, como fiz no fim de semana anterior à meia, decidi ir até o Parque de Coqueiros e enfrentar algumas subidas e descidas. Queria manter o ritmo depois dos quilômetros iniciais abaixo de 5:20 min/km, mas ficou abaixo de 5:30 min/km na maior parte do tempo.

O ritmo não ficou dentro do programado, mas não me importei muito. Eram só seis dias de diferença depois da meia. O importante era rodar e fazer volume no melhor ritmo possível, mesmo com as várias subidas do percurso. Os 14 km saíram em um ritmo bem satisfatório. Nas subidas, tentava fazer força. Nas descidas, tentava não me empolgar. No plano, tentava manter manter o ritmo firme, sem acelerar ou relaxar demais. Por motivos caninos, raivosos e perseguidores, os quilômetros mais fortes ficaram meio capengas. Mesmo assim, ainda ficou dentro da média do razoável. Faltam mais dois treinos longos até a Golden Four Brasília.

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Longo de sábado

É bom utilizar os posts de segunda-feira para falar das corridas ou dos treinos do fim de semana. Ou de qualquer coisa que aconteceu no sábado ou domingo. Assim, já tenho um post na semana garantido. Faltam só mais quatro para manter a sequência. Falando sobre o fim de semana. No sábado, fiz o treino longo da semana. Não havia provas para participar. Era só treinar sábado e descansar domingo. O treino era do mesmo tipo que fiz há dois sábados. 16 km, sendo 6 km normal, 2 km forte, 6 km normal e 2 km forte. Os 2 km forte no ritmo da meia maratona sub 1h40 ou mais rápido. Pensava em seguir a mesma linha do treino anterior. Utilizar a Beira Mar de São José como local de treino.

Acontece que o sábado amanheceu com um vendaval. A temperatura estava boa. De acordo com o celular, 19ºC, mas vento sul de 19 km/h. Quando tem onda na Beira Mar é porque a coisa é forte. Não abortei o treino, mas modifiquei um pouco o percurso. Já sabendo da ventania que ia ser, saí da Beira Mar. Resolvi que iria até o Parque de Coqueiros. Diminuiria um pouco o vento contra, mas enfrentaria as subidas e descidas do percurso. São quatro na ida e quatro na volta. Já que não ia ser fácil correr com vento, por que não colocar umas subidas também, né? Desta vez, mesmo com as subidas, fui mais determinado a fazer um ritmo legal nos 6 km e tentando manter forte os 2 km. No dia da prova, vai ter alguma subida. Simular no treino algo pior pode ser uma boa ideia.

Foi legal que as duas parciais de 6 km saíram em 31:59 (5:20) e 31:29 (5:15). As do treino passado tinham saído em 33:10 (5:32) e 33:15 (5:33). As duas foram mais rápidas e em trajetos com subidas a todo instante. Já a parte dos 2 km foi pior em comparação com o treino passado. Fiz em 9:14 (4:37) e 9:10 (4:35) contra 9:13 (4:37) e 8:55 (4:28). Fui mais lento, mas mais constante, mesmo com as subidas. Durante essas subidas, sentia mais as pernas, às vezes “queimando”, um cansaço meio natural, e no 16º km senti um pouco a canela esquerda, mas não perdurou. De resto, tudo normal. O resultado final me agradou bastante. Espero que isso se reflita na meia maratona do domingo que vem.

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Longo de sábado

A última semana foi das melhores que tive nos últimos tempos. Saíram os dois treinos intervalados em ritmos bons. Fazia tempo que não fazia dois intervalados na semana. As rodagens saíram legais também. As pernas já estavam bem menos cansadas. Foi uma semana que deu confiança para a meia maratona. Pena que a próxima meia é só dia 11 de outubro e ainda tem muita coisa para dar errado até lá.

Da semana que passou, o que de melhor aconteceu foi o treino longo de sábado. Eram 16 km, divididos em 2 vezes de 6 km + 2 km, sendo que os 2 km deveriam ser fortes. No meu caso, o forte é ali entre 4:40 e 4:45, que é mais ou menos o ritmo necessário para fazer sub 1h40 na meia maratona. Os 6 km teriam que ser em um ritmo mais confortável, abaixo de 5:40. Se possível, abaixo de 5:20, que é o ritmo dos longos do fim de semana.

Comecei mais devagar, aquecendo e a partir do terceiro quilômetro o ritmo encaixou. Fiz o mesmo percurso de sempre e não evitei as subidas que sabia que iriam aparecer. Pensei que seria um bom teste tentar correr ali por 4:40 subindo. Em Brasília vai ser parecido. Até que deu certo. O 1º km dos primeiros 2 km foi com duas subidas e duas descidas. Aproveitei bem as descidas e fiz força na subida. Saiu um 4:40 e um 4:33, este último saiu de forma natural.

O pior desse tipo de treino é fazer 6 km em ritmo razoável depois de 2 km forte. O mais interessante foi que os 2 km seguintes foram em 5:22 e 5:23 e a sensação era de que eu estava me arrastando. Se tivesse que apostar, diria que estava correndo  perto de 6 min/km. Fazer força antes me fez achar que estava lento quando na verdade estava no ritmo que queria fazer. Depois, acho que esse efeito passou e o ritmo caiu. Nada absurdo. Continuou na média de 5:33, mas longe das parciais de 5:09, 5:01 e 5:06 que fiz entre o 4º e 6º km no começo.

Feito os 6 km, veio a melhor parte do treino. Comecei os 2 km e o ritmo fluiu de uma forma tão inesperada e boa que eu não acreditava. Olhava no Garmin e o ritmo estava sempre entre 4:23 e 4:27. Não me sentia fazendo força para esse ritmo. Simplesmente saiu. Depois de 14 km, os últimos 2 km estavam melhores do que poderia imaginar. O 1º km foi muito bom, já o 2º foi mais sofrido. A sensação de esforço era a mesma e o ritmo mais lento. No fim, ainda consegui fazer 4:25 e 4:30.

Não precisava fazer 4:30 ou menos, mas eu queria. Era um teste pelo qual queria passar. Para ver como seria a resposta das pernas em correr forte depois de 6 km e depois de 14 km. O resultado foi bom. O cansaço das semanas passadas não apareceu. O ritmo foi bom e a confiança para a próxima semana aumentou. Se a meia fosse neste último fim de semana, acredito que o resultado teria tudo para ser excelente. Vamos ver se o efeito aguenta até dia 11 de outubro.

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10 coisas que corredores pensam durante treinos longos

Há muitas coisas que passam pelas nossas mentes durante os treinos longos. Se você está apenas correndo em ritmo confortável e apreciando a paisagem ou se está correndo pensando na próxima maratona, os treinos longos podem te deixar feliz ou muito irritado. Algumas vezes, esses treinos provocam as duas sensações ao mesmo tempo. O que passa pela sua cabeça? No que você pensa durante um treino longo?

  1. Tenho água, gel e música. Não me falta nada, estou pronto para o treino
  2. Demora um pouco até o treino ficar bom
  3. Só se passaram 30 minutos? Talvez devesse caminhar? Não!
  4. Deveria ter trazido mais água
  5. Passar para a próxima música, para a próxima, próxima, próxima
  6. Como os outros corredores parecem tão relaxados? Estou tão tenso
  7. Não me importo mais em como estou para os carros que estão passando
  8. Estou suando por todos os lugares
  9. Quase lá! Meus pés doem!
  10. Barato de corredor. Endorfina. Apareça agora, por favor!

Post traduzido. Link original:
http://runhaven.com/2014/10/01/10-thoughts-running-long-distances/