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Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis – 16/07/2017

Lá fomos nós para mais uma Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis. 9ª participação no circuito em Florianópolis. Mais uma vez nos 10 km. Fiz a inscrição ainda em abril. Se tivesse feito em julho, certamente teria feito nos 5 km. Até queria alterar, enviei e-mail para a organização, mas constava no regulamento que não era permitido e eles nem fizeram força para tentar. Frustrada a mudança, iria nos 10 km, como sempre tinha ido até então. Meus treinos não me deixam confiante para correr mais forte 10 km. Por isso, preferia os 5 km. Por outro lado, as provas da Track&Field Run Series em Floripa são planas e propícias para correr bem, ainda que o objetivo do recorde pessoal esteja longe.

Retirada de kit

A retirada aconteceu de quinta a sábado na loja da Track&Field no Shopping Iguatemi. Fui logo na quinta-feira com o Eduardo Hanada. No kit atleta, que foi o meu caso, veio a camiseta (muito boa como sempre), a meia (sempre bem-vinda), o número de peito, panfletos de desconto, informativos, uma barrinha de proteína, um gel e a sacola. No kit plus, vinha uma viseira a mais. Já no kit vip, além de tudo já citado, vinha uma camiseta extra, uma lancheira térmica e o acesso à área vip.O chip, como sempre, seria retirado no dia da prova, das 5h30 às 6h30. Não gosto dessa opção de retirar o chip no dia. Obriga a chegar um pouco mais cedo do que talvez quisesse chegar. O chip descartável ou até mesmo no número é muito melhor. Pena que ainda continuem com esse chip retornável.

Estrutura do evento

Além de ser uma prova plana, com largada cedo, ajudando quem quer correr bem, a estrutura é algo que conta muito para não deixar de participar da Track&Field Run Series. Os corredores têm o estacionamento do shopping liberado. Não tem aquela preocupação de chegar mais cedo para pegar lugar, para saber se vai ter vaga. Você sabe que vai chegar e vai ter lugar para estacionar. De graça. Quer dizer, está incluso no preço da inscrição, mas vale a pena. Além do estacionamento, podemos utilizar o banheiro do andar térreo do shopping. Muito melhor do que qualquer banheiro químico.

Na parte de fora do shopping, no pátio, toda a estrutura de sempre estava lá. Painéis e totens para que os corredores tirassem foto, uma tenda onde era possível pegar a foto impressa para quem usava a hashtag do evento (#mytf), área vip, guarda-volumes e tendas das assessorias. Antes da largada, tinha a tenda de entrega de chip. Como largou muito cedo, às 7h, a entrega do chip foi feita no escuro mesmo. O staff estava usando a luz da lanterna do celular para enxergar melhor. As luzes do shopping estava acesas, mas justo as perto da tenda estavam apagadas. Essa tenda, depois da largada, virou o local de entrega da água, frutas e medalhas.

Valor da inscrição

A inscrição não é das mais em conta, ainda mais para correr 5 km e 10 km, mas também não acho um absurdo. Fazendo com antecedência dava para pagar um valor justo por tudo o que a prova entrega. Mesmo no último lote, não é tão caro. No centro do país, principalmente em São Paulo, dificilmente as inscrições mais baratas chegam perto da mais cara no Kit Atleta.

Inscrições: Valor até o dia 17/04/2017
kit Atleta Valor de R$ 89 ,00 – Kit Plus Valor de R$ 119,00 – Kit VIP Valor de R$ 219,00

*1º Virada de lote: Valor De 18/04/2017 a 25/06/2017
kit Atleta Valor de R$ 99,00 – Kit Plus Valor de R$ 129,00 – Kit VIP Valor de R$ 229,00

*2º Virada de lote: De 26/06/2017 a 12/07/2017
kit Atleta Valor de R$ 109,00 – Kit Plus Valor de R$ 139,00 – Kit VIP Valor de R$ 239,00

A corrida

Fui para a Track&Field Run Series de carona com o Eduardo e a Ana. Chegamos lá por volta de 6h20 e fomos direto pegar o chip. Com o chip devidamente colocado, fui ao banheiro para a visita tradicional antes de toda corrida. Como não tinha muitos objetivos de tempo, nem fiz questão de aquecer. Neste corrida, ficou definido que eu ficaria com o câmera e faria a maioria das filmagens da cobertura do evento. Estava aí já uma boa desculpa para caso não conseguisse correr bem.

A largada foi às 7h, como previsto. Os 10 km dão duas voltas no percurso, enquanto 5 km dá uma volta só. Passei no portal com mais de 1 minuto de prova, larguei lá atrás. Fui filmando e correndo em ritmo confortável. O objetivo principal era correr abaixo de 1 hora. Não parecia uma tarefa muito difícil. Fiz duas provas de 10 km este ano, Corrida da Ponte em Curitiba e 10 KM Tribuna em Santos. Em ambas, corri abaixo de 1 hora, mas com mais sofrimento, por estar com os treinos capengas.

Desta vez, apesar dos treinos curtos, venho mantendo uma regularidade. Esperava que fosse conseguir, mas optei por não ficar olhando o ritmo. Deixei o Garmin com a volta automática de 1 km ligada e olhava cada parcial quando ele apitava. Fora isso, apenas corria na sensação de conforto. Essas parciais que me davam uma noção de como estava. Do que senti da corrida, o ritmo quase não se alterava e o relógio mostrou isso. 5:52, 5:47, 5:48, 5:56 e 5:52 nos primeiros 5 km. Sem forçar, sem pensar e sem controlar muito, passei os 5 km dentro da meta.

Ainda tinha a segunda volta, sempre mais chata, repetir o percurso dá uma desanimada. O km 6 demora e o 7º parece que nunca chega. Depois, quando aparece o retorno, as coisas ficam melhores. Por estar gravando e falando no começo da segunda volta, acabei me empolgando, acho, e fiz a melhor parcial da corrida. Saiu um 5:40. Em seguida, 5:54, 5:44, 5:51 e 5:47 no derradeiro quilômetro. Com todas as parciais abaixo de 6 min/km, o sub 1 hora estava garantido. Faltava apenas confirmar na linha de chegada para ver se a corrida teria realmente os 10 km, se teria mais ou se teria menos. Terminei a Track&Field Run Series em 58:01 no tempo oficial da prova.

Não é o tempo dos meus sonhos, mas dentro do que me propus a fazer no prova, atingi o objetivo. Corri o tempo todo segurando a câmera e filmando várias partes, sendo que em algumas delas estava falando. Foi uma corrida muito tranquila e confortável. Sem objetivo de buscar tempo, consegui encaixar um ritmo já no começo e ele se manteve ao longo de todo o percurso. Das 6 corridas que já fiz este ano, foi a que menos sofri. A melhor foi a do Circuito das Estações, mas nela cansei no fim. Nesta, até pelo ritmo mais lento, consegui ser constante e não senti cansaço.

Pós-prova

Depois de chegar, tinha água e um saco com duas bananas e uma maçã. Mais à frente, uma bandeja com água de coco e isotônico. Em seguida, era entregar o chip e receber a medalha genérica de sempre. Pelo menos, desta vez a medalha veio com o nome da etapa e a data da prova. Para quem guarda as medalhas, já é uma informação interessante para se ter. A tenda da massagem estava bem movimentada, assim como a do Instaprint, que imprimia as fotos que utilizavam a hashtag #mytf no Instagram. Tinha também muitas assessorias.

Os amigos

Apesar da prova não estar cheia como em anos anteriores, ainda tinha um número razoável de participantes. Por lá, além do Eduardo e da Ana, que me deram carona, encontrei o Guilherme, o Nilton, a Laura, o Josué, a Anne e mais um monte de gente. É sempre legal esse encontro porque o antes e o depois da corrida não ficam tão monótonas. Temos com quem conversar sobre a vida e dividir as impressões sobre a corrida. Até o durante pode ficar mais divertido, dependendo do ritmo e de quem encontrar pelo caminho. Ao fim da corrida, fui com o Eduardo e da Ana na padaria Big Pan 24 horas, que tem um espaço gourmet que oferece um café bem bom, com diversas opções de comida. É quase sempre nosso ponto de encontro depois de correr. Fazemos a reposição de tudo o que gastamos correndo e mais um pouco (ou muito).

O velho problema da distância

Esta prova tem uma particularidade quanto às distâncias. Por largar na frente do shopping e ter o retorno um pouco antes e não no local da largada, eles acabam priorizando os 10 km. Sendo assim, os 5 km acabam sempre tendo muito a mais do que o recomendável. A prova de 5 km marcar 5,13 km é um pouco demais. A prioridade acaba sendo os 10 km, mas eles sempre erram também.

Todos os relógios que olhei marcaram ou exatamente ou a menos, a maioria a menos. É pouca coisa, entre 9,96 km e 9,99 km, mas não pode dar a menos. Relógio GPS tem que marcar a mais que a distância da prova. O meu marcou exatamente 10,00 km. Se marca exato, algo está errado, já que o GPS não é tão preciso assim. É uma boa referência e esta referência nos mostra que deveria marcar um pouquinho a mais. Em casos específicos, como corridas com túneis, pode acontecer da distância dar a menor sem ter sido, mas em geral tem que ser a mais.

Pelo menos é assim que penso. Você pode dizer que faltar 10 a 30 metros não é nada, mas é a mesma coisa que te entregarem uma pizza com uma fatia mordida. Quem iria gostar? Acredito que o problema dos 10 km se resolveria se o retorno dos 2,5 km e 7,5 km fosse uns metros à frente. Talvez resolvesse. No caso dos 5 km, é mais complicado. Para dar 5, o retorno dos 2,5 km deveria ser antes e aí bagunça os 10 km, que teriam muitos metros a menos. A solução, penso eu, seria parar com essa ideia sem sentido de fazer o retorno da prova na Beira Mar. Deveriam fazer próximo ao portal de largada.

Pode ser que a questão do espaço não permita, mas então eles deveriam alterar o local de largada para a Beira Mar. Não sei se pode ou não, mas se não puder, o ideal seria fazer o retorno perto da largada, de alguma forma. Do contrário, sempre vai acontecer esse erro nas distâncias. Eventualmente, os 10 km terão a distância correta, mas os 5 km vão ficar relegados à distância secundária, meio que desprezada. Uma coisa, porém, precisa ser dita: se a pessoa bate o recorde dos 5 km com esses mais de 100 metros, pode dar os parabéns porque ela foi muito bem!

Considerações finais

Em Florianópolis, a Track&Field Run Series é uma prova que vale a pena ser feita. Aproveitar o lote inicial é sempre uma boa ideia. É um evento organizado, com ótima estrutura, que nos permite usar um amplo estacionamento e um bom banheiro. O percurso plano e a largada cedo colaboram para quem quer tentar correr bem. Outra vantagem é que 8h30 já podemos ir para casa ou talvez até já estejamos em casa. É notável também que é um público diferente, parece mais de academia. Não é um público padrão que vemos nas corridas. Tem esse pequeno problema das distâncias, mas tenho certeza que a maioria das pessoas não se importa e não liga para isso. O DataEnio, porém, sempre fica de olho. Fora isso, é difícil ir na Track&Field Run Series e se arrepender ou não gostar.

Links

Site da prova
Resultados
Blog do Eduardo Hanada

Todas as minhas participações na Track&Field Run Series

12/09/2010 – 54:35
11/09/2011 – 53:04
29/04/2012 – 47:20
02/09/2012 – 50:45
28/04/2013 – 45:46
21/09/2014 – 47:29
27/09/2015 – 48:41
16/10/2016 – 54:04
16/07/2017 – 58:01

Garmin da Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis

Fotos Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis

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Eu e o Guilherme antes da largada
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O Nilton apareceu na foto antes da largada
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Nós com as medalhas
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Nilton, Guilherme e Eduardo
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Garmin
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Kit da prova. Foto: Eduardo Hanada
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Meia de Floripa – 11/06/2017

Chegou o dia da Meia de Floripa. Se tivesse que eleger uma prova da qual não posso deixar de participar, seria essa. Foi minha primeira meia maratona e é a única corrida em que estive presente em todas as edições, sempre na meia maratona. Não poderia ser diferente neste ano, ainda que a preparação fosse a pior possível. Quando corri ano passado pensei que seria quase impossível chegar tão mal preparado para uma meia maratona. Era quase mesmo. Porque este ano cheguei em piores condições.

As dores no joelho me fizeram perder o mês de abril e o retorno em maio foi com poucos treinos. Diferente do ano passando, quando, ainda que correndo distâncias menores, consegui correr mais, deixando o corpo mais preparado para a corrida. Fui para a prova sonhando com o sub 2 horas, sabendo mais ou menos o que poderia acontecer, baseado nos treinos feitos. Só não tinha bem certeza em que momento da prova o corpo ia sucumbir. Esperava que fosse lá na subida da ponte ou ao fim da corrida. Desta vez, porém, ele reclamou antes.

Inscrição da prova

A inscrição não era das mais baratas, mas nos primeiros lotes o preço estava razoável por tudo que o evento entrega. Depois, logicamente aumentou. Ainda na retirada dos kits estavam fazendo inscrição por R$ 135,00 em dinheiro, pelo que fiquei sabendo. Aproveitei uma promoção do Peixe Urbano e com mais um cupom desconto garanti a minha inscrição por R$ 90,95, um ótimo valor.

Retirada do kit da Meia de Floripa

O kit da Meia de Floripa foi bem simples e a feira também seguiu o mesmo caminho. No kit, retirado na sexta e sábado antes da largada no Majestic Palace Hotel, veio uma camiseta, um boné, um gel e uma sacola, além, é claro, do número de peito e chip. Este era o kit básico. Na retirada, apenas um local com as coisas da Ativo Store e nada mais. Se você não é assinante da O2, praticamente nada ia interessar ali. A jaqueta e a camiseta da prova, apesar de bonitas, não valiam o preço.

A temperatura

Dias antes, foi enviado um e-mail avisando que a largada havia sido adiantada. Como só olhei o site da prova na quinta e sexta antes do evento, lá já constava largada às 7h. O horário original era 7h30. Na minha cabeça, sempre foi 7h. Fiquei até surpreso com os amigos compartilhando a informação de que havia sido adiantada. Esse adiantamento pode ter a ver com as pontes que ficam fechadas no domingo. De qualquer forma, a largada que já seria cedo foi mais cedo ainda, o que torna as condições para correr mais favoráveis.

Diferente do ano passado, largamos com 10ºC. Ainda gelado, mas menos do que os 6º C de 2016. Mesmo menos frio, ainda era muito bom de correr. Não tinha vento, céu azul, tempo aberto e sol ao longo do percurso. Não era aquele sol que atrapalhava. Ele mais esquentava o ar gelado da manhã. Da minha parte, corri de regata e bermuda de compressão e só fui sentir as mãos e os pés lá depois do 3º km. Foi o tempo que demorou mais ou menos para aquecer. Os termômetros durante a corrida marcaram entre 11ºC e 18ºC. No fim, já na arena do evento, chegou a 20ºC.

A Meia de Floripa

Optei por desligar o lap automático do Garmin. Fui com o lap manual e dividi a prova em 3 partes de 7 km. Ou seja, cada volta teria 7 km e em cada uma delas tentaria manter um ritmo abaixo de 5:40 min/km, para garantir o sub 2 horas. Tem toda aquela coisa que o GPS vai marcar a mais. Então, não são 21 km apenas, tem vários metros depois. Já contando com isso, fui pelas placas da organização e nem me preocupei com a distância que iria marcar.

Na largada, meu número indicava o pelotão branco, o último, no fim de tudo. Eram 4 pelotões: Quênia, Azul, Verde e Branco. Não sei qual o critério utilizado. Pode ter sido o tempo do ano passado ou a inscrição pelo Peixe Urbano, não sei, mas lá fui eu para o pelotão designado. Não fez muita diferença porque, apesar de ter muitas pessoas, demorei menos de 2 minutos para passar pelo portal. Largando mais atrás, o congestionamento que previa nos primeiros quilômetros foi um pouco maior. Até o 2º km não me preocupei muito com o ritmo. Fui tentando manter uma velocidade constante, desviando aqui e acolá.

A partir do 3º km, na entrada da ponte, comecei a corrida de fato. O pessoal do 5 km já tinha feito o retorno e agora era só a meia e os 10 km. Como estava com o lap manual, o ritmo médio era da volta de 7 km e perdi um pouco a referência do ritmo em cada quilômetro. Durante a prova já vi que isso pode ter sido um erro. Com o ritmo médio na tela, via aqueles 6 min/km demorar para diminuir. Faz sentido. Quanto maior a extensão da volta, menor é a diminuição do ritmo, a menos que eu desse uns tiros, coisa que não tinha condição de fazer.

Por sorte, o Strava estima as parciais a cada quilômetro e, de acordo com ele, fiz os primeiros 7 km em 6:20, 5:55, 5:47, 5:30, 5:29, 5:24 e 5:27. Ou seja, a partir do 4º km que comecei a acelerar e talvez tenha sido muito rápido. Acredito que isso atrapalhou mais para frente. Para ter ideia, fechei os primeiros 7 km com 40:04, ritmo de 5:42 min/km. Mesmo com todo o esforço, o ritmo ficou acima do pretendido. Já era um mal sinal. Pensei comigo. Bom, do km 8 ao 14 é o momento para fazer um ritmo melhor. Depois vai ter a ponte, subidas e com certeza vou perder segundos.

O começo da segunda volta de 7 km foi animador. Parecia que ia dar. Só parecia. Fui bem até o km 10. Em certo momento, em uma passada qualquer no asfalto, senti ela, sim, o calo que pode virar bolha, aquele que aparece nos pés de quem treinou pouco e, do nada, decide fazer mais de 10 km contínuos quando nenhum treino foi maior do que 8 km. Fora o calo, as pernas começaram a sentir o esforço. Como estava com o ritmo médio, notei que o ritmo foi caindo muito a partir do km 11. De 5:33, 5:34, rapidamente já estava em 5:37, 5:38 e eu não conseguia manter ou melhorar.

Novamente, o Strava me ajuda nisso. Do km 8 ao 14, as parciais foram as seguintes: 5:30, 5:33, 5:33, 5:36, 5:44, 5:46, 5:45. Nota-se que realmente a sensação de estar perdendo força era verdade. Confirmava também a queda do ritmo médio. Fechei os 14 km da prova em 40:08, ritmo médio de 5:39 min/km. A diferença que dá dos primeiros 7 km para esses é que o Garmin marcou 7,03 km e depois 7,11 km. De qualquer forma, fechei os 14 km da prova com 1:20:12. Nem precisei pensar muito para ver que tinha menos de 40 minutos para correr 7 km e uns metros. Precisava fazer basicamente o que não tinha feito até então. Sabe o time quase rebaixado que tem 30% de aproveitamento dos pontos em 20 jogos e precisa fazer 70% em 10? Era o meu caso. O resultado? A gente sabe que só um milagre salva.

Tendo isso em mente, decidi que no km 15 ia acelerar e ver o que acontecia. Comecei a 5:24, mas não sustentei. Fiquei com ritmo médio de 5:31 e mais cansado. Eram 15 km e 1:25:34. Precisava correr 6 km em menos de 35 minutos. Em outros tempos, ritmo médio de 5:40 seria tranquilo. Não neste Meia de Floripa. Era o reflexo da falta de treinos. O cansaço bateu, a realidade me estapeou, a conta não fechava e aí eu desisti. Resolvi parar de sofrer tentando correr no ritmo desejado. Parei com a volta de 7 km, comecei a trotar e fiz o km 16 em 6:59. O esforço para tentar o sub 2 horas seria enorme. Para mim, seria mais frustrante fazer pouco acima de 2 horas do que um tempo mais alto. Chegar perto seria pior do que chegar bem longe.

No km 17 ainda esbocei um trotezinho e fechei a 6:28. Foi o acordo que fiz comigo, correria sem parar até a subida do elevado. Dito e feito. Na placa do km 17, na subida, peguei a água e comecei a andar. Só voltei a correr na descida do elevado até a subida da ponte. Na ponte, foi uma longa caminhada, com um trote enganador na descida, isso até chegar a placa do km 19, quando voltei a andar novamente. Sabia desde o primeiro instante que andar traria consequências. Quando você caminha pela primeira vez na prova, você vai querer caminhar de novo. Como o sub 2 horas já tinha ido embora, não me importei com os 8:28, 8:55, 10:18 e 9:00 nos últimos quilômetros. O sprint final foi a 7:19.

O pior de andar nem foi o ritmo cair ou andar mais vezes e sim o frio. Não estava MUITO frio, mas era um ar gelado de quase inverno. Caminhar fez o corpo esfriar. O resultado disso? Bom, começou a ficar mais gelado e cada nova tentativa de retomar o trote era pior porque o aquecimento se foi. As dores que antes incomodavam ficaram mais presentes. Cada passo era algo diferente que doía. Não aquela dor insuportável, mas a que aparece depois de correr 15 km e fica maior quando você desaquece. Andando na subida, na descida, no plano e tentando trotar em raros momentos, fui até o fim da prova. Em certo momento, achei que ia terminar a meia acima de 2h20, mas consegui o sub 2h20. Completei a Meia de Floripa com 2:17:04. Do breaking 2, fiz só o breaking.

A minha 29ª meia maratona, a 7ª Meia de Floripa, foi a pior meia maratona da vida. Bateu o recorde das 2:08:19 de 2011. Outra marca que caiu foi o fim das meias sub 2 horas em sequência. Desde 04/12/2011 não fazia uma meia acima de 2 horas. Foi a quarta prova de 21 km em que ultrapassei essa barreira. As anteriores foram todas em 2011, meu ano de estreia nas meias. Quando você acha que não tem mais o que acontecer de diferente, a falta de treinos mostra que sempre pode ser pior. Acredito que se ficasse trotando e tentando correr mais rápido, poderia ter feito até em menos de 2h08, mas quando desisti, foi a desistência mesmo. Um tempo alto assim talvez eu nunca mais repita. Se bem que pensei isso das meias acima de 2 horas e saiu essas 2h17.

O que poderia ter feito diferente?

Além de ter treinado mais, poderia ter feito diferente no Garmin. As voltas de 7 km me tiraram um pouco da noção de ritmo a cada quilômetro. Em nenhum treino me baseio em voltas longas. Testei algo novo no dia da corrida e não deu certo. Acreditei que essas voltas me ajudariam a não forçar demais no início, mas acabou não surtindo efeito. Acabei acelerando demais entre o km 4 e 7 e não sabia em que ritmo realmente estava. O mais sensato seria parar o cronômetro, salvar a atividade, mudar a configuração e voltar, mas ia ficar com duas corridas quebradas. Não conseguiria fazer isso haha.

Percurso

O grande diferencial da Meia de Floripa é o percurso. Nenhuma prova em Florianópolis consegue ter esse percurso: a largada é na Beira Mar Continental, no Estreito, atravessa as duas pontes, Pedro Ivo na ida e Colombo Salles na volta, passa por boa parte da Beira Mar Norte e retorna para o Estreito. As subidas aparecem no km 3 e 4 e no km 18. A do km 18 é a que quebra o ritmo de todo mundo. Por isso, quando se tem objetivo de tempo, recomenda-se chegar inteiro e com sobras no km 17, para, mesmo perdendo tempo no 18, conseguir recuperar nos 3 km seguintes, sendo um deles com descida. Nas pontes, a descida mais acentuada é na ida, o que, consequentemente, torna a subida da volta mais inclinada.

Hidratação

Por causa dos 5 km, já tinha posto de água no km 2. Durante toda a meia, sempre a cada 3 km ou menos tinha água. Bastante água. Não faltou em nenhum momento. Água sempre gelada. O clima também ajudou. No retorno, lá pelo km 10,5 estavam dando isotônico e mais na frente tinha distribuição de banana. Sim! Pela primeira vez na Meia de Floripa deram frutas no percurso. Desta vez, foram bananas. Não peguei porque não costumo comer nada, mas achei legal.

A chegada e o pós-prova

Na chegada, muita água para os corredores. Dali, tínhamos que retirar o chip, devolver para os staffs e então retirar a medalha. Mais à frente, isotônico, banana e maçã. A arena do evento tinha a Área VIP para os assinantes da O2 além de guarda-volumes, painéis para fotos, pódio e vários banheiros. O legal da medalha é que dessa vez elas vinham sinalizadas com a distância que a pessoa correu. Essa do post é a minha e marca 21K. Quem correu 10 km recebeu a marcando 10K e de 5 km estava com o 5K.

As dores que não apareceram

O lado positivo desse desastre da Meia de Floripa é que não tive problemas nos joelhos e nas panturrilhas. Senti dores normais depois de 15 km correndo sem parar, mas nada no nível que me fez parar no início de abril. Acordei na segunda com dores mínimas nas panturrilhas e joelho um pouco dolorido. Nada fora do normal, digamos que está dentro do esperado. Parece que estou aprendendo a entender essa situação.

Cobertura do Por Falar em Corrida

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Fotos da Meia de Floripa

meia de floripa
PFC na Meia de Floripa
meia de floripa
Com o pessoal do Mania de Corrida

Certificado Meia de Floripa

meia de floripa

Links referentes à Meia de Floripa

Site da prova
Resultados
Corrida no Strava
Texto sobre a meia de 2016

Garmin

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Corrida da Ponte – 22/01/2017

A primeira corrida do ano. Corrida da Ponte em Curitiba. Fomos em excursão do Por Falar em Corrida de Florianópolis para a capital paranaense. Eu, Guilherme, Juliana e Lya saíamos sábado de manhã. A viagem até Curitiba é bem tranquila. O trânsito costuma ser maior e ter até filas na volta, geralmente no domingo. No sábado foi tranquilo. A pior parte são os 4 pedágios a R$ 2,30. Na ida, você já deixa R$ 9,20. Nosso destino era o ParkShoppingBarigüi, local de retirada do kit da corrida.

O kit poderia ser retirado na sexta e no sábado na loja da New Balance. Na inscrição, você escolhia se queria o kit básico ou kit premium. A inscrição do kit básico era R$ 89,00 e a do kit premium era R$ 139,00. O valor era o mesmo para as distâncias de 5 km e 10 km. Usando a temática da prova, FAST TRACK, foi feita uma promoção para os primeiros 250 inscritos, que consistia em dar uma inscrição cortesia para esses corredores mais rápidos no momento da inscrição.

O kit premium era bem recheado. Postamos o unboxing mostrando ele no Facebook e Instagram do Por Falar em Corrida. Veio viseira, camiseta, fone de ouvido, carregador portátil, porta celular, lanchinhos, panfletos, cupom de desconto e, claro, número e chip. O kit básico era composto apenas de camiseta e fone ouvido, além do número e chip. Consegui a inscrição de cortesia por conta da velocidade do amigo Mauricio Geronasso se inscrever. Depois, com outro código, inscrevemos também o Guilherme.

https://www.instagram.com/p/BPiLMNbDoCl/?taken-by=porfalaremcorrida

O evento contava com duas distâncias, 5 km e 10 km, sendo que 10 km dava duas voltas no percurso. A arena do evento foi no estacionamento do Walmart da Avenida das Torres, ali pertinho da Ponte Estaiada. Este é o motivo do nome da prova ser CORRIDA DA PONTE. Foi divulgado que era um circuito plano e rápido. Realmente, comparado com os percursos nos quais corri em Curitiba até hoje, era realmente mais rápido e plano. No entanto, comparando com Floripa, não era tão plano assim.

A largada aconteceu no horário previsto, às 7 horas. Largando tão cedo, tive que acordar cedo e saímos do hotel às 6h30. Estávamos relativamente perto da largada e chegamos lá 6h45, mais ou menos. Encontramos lugar para estacionar nas ruas nos arredores do Walmart. Foi bem tranquilo. Antes de alinhar para correr, demos uma volta para conhecer a arena do evento e fazer alguns vídeos e fotos.

A pior subida era a da ponte, na ida e na volta. As outras subidas eram pequenas. Apesar disso, foi uma prova rápida. Se eu estivesse com os treinos e vontade em dia, poderia ter feito um tempo melhor. O único porém é que essa subida da ponte era logo na largada. Começou a corrida e já subia. Isso fez com que muitas pessoas já caminhassem nos primeiros metros, o que sempre atrapalha um pouco. Em vez de largarem mais atrás, ficam lá na frente e temos que fazer alguns desvios para ultrapassar.

Havia duas pistas, uma totalmente fechada para os corredores e a outra liberada para os carros. Cones e fitas faziam essa separação. O mundo perfeito seria que as duas pistas fossem reservadas aos corredores, mas sabemos que não é tão simples assim. Foi uma pista só, mas funcionou muito bem. Claro, houve um pouco de congestionamento no começo. A pista para os corredores ficou lotada, mas não foi nada que atrapalhasse muito meu ritmo. Até o km 3 ainda meio cheio. Depois, foi dispersando e na segunda volta, quando só ficou o pessoal dos 10 km, ficou bem tranquilo de correr.

O clima em Curitiba ajudou. Estava nublado e a largada cedo não deixou o calor aparecer. Estava muito bom para correr. Em provas de 10 km, normalmente não pego água e nessa nem cogitei. Havia um posto de hidratação, logo após o km 2 (e no km 7 para quem deu duas voltas). Pareceu-me água suficiente. Como não peguei, não sei se estava gelada ou não. A de chegada estava na temperatura perfeita. No meu GPS, a distância deu 10,01 km, o que considero bom, embora não ideal. Deu a mais, mas poderia ter dado um pouquinho. Acredito que se deve ao fato da largada ter sido uns metros à frente. Talvez se fosse tudo no mesmo lugar, desse uns metrinhos a mais. No entanto, a distância não me incomodou. Ficaria ruim se desse menos.

Meu tempo foi o planejado. Fiz sub 1 hora sem muito esforço, mas também sem muita vontade de fazer melhor. Pelo tempo líquido, deu 58:13. Fui bem tranquilo e controlando as parciais. Sabia que só tinha corrido uns 40 minutos nos treinos e depois do 7 km não fiz questão de acelerar. Apenas mantive o ritmo para fechar em menos de 1 hora. Pelo resultado oficial, foram 1238 concluintes no total. Foi legal porque o tempo todo havia gente do lado. Ainda tivemos vários pipocas, essa praga que não tem fim, muitos deles inclusive passavam o portal de chegada.

Falando em chegada, logo após completar a prova, recebíamos a medalha em troca do vale medalha que destacávamos do número de peito. Também, no caminho para a saída do evento, eram disponibilizados água, suco e uma sacola com banana. Na arena do evento teve também espaço kids e às 8h30 teve a corrida infantil. Ainda, foi sorteado um par de tênis New Balance para os corredores que ficaram até o final do evento. O Guilherme terminou a prova em 51:44. Ainda andamos um pouco por lá, fizemos um ao vivo no Instagram e gravamos vídeos para o Por Falar em Corrida. Procuramos pelo Mauricio, mas não o encontramos. Às 8h ele já estava em casa. Levou muito a sério esse negócio de fast track e fez tudo fast, até a parte de ir embora. Só vi ele durante a corrida.

Para iniciar o ano, foi uma prova muito legal. A Corrida da Ponte vale a pena. Se você tiver oportunidade, faça. A viagem com os amigos e o passeio em Curitiba também foi muito bom. Não esperava um tempo muito melhor, mas foi bom ter feito 10 km em 58 minutos para ter um choque de realidade. Com um resultado prático na tela do Garmin da falta de treinos e rodagens sem compromisso, acendeu o alerta de que só vai melhorar se começar a correr decentemente. Já sabia disso, mas um fato concreto decepcionante ajuda a tomar vergonha na cara. É o que vou tentar.

Resultados

Site da prova

A gente feliz com a medalha
Gravando para o YouTube
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XVIII Volta Internacional da Pampulha – 04/12/2016

Esta foi a 18ª edição da Volta da Pampulha. Estive em Belo Horizonte para participar da prova. Hoje vou falar só do que envolveu a corrida. A parte da viagem fica para os próximos posts.

A retirada de kit aconteceu na sexta e sábado anteriores ao evento no estacionamento do Estádio Mineirão. Pelo que soube, na sexta e no sábado pela manhã tinha bastante fila para pegar o kit. Eu e a Ju fomos no sábado à tarde, depois do almoço, e não encontramos nenhum problema. Estava muito tranquilo. Bem fácil e rápido para retirar. Primeiro, apresentava o documento e pegava o número e chip. Com eles em mãos, íamos mais à frente onde pegávamos a camiseta e o resto do kit. É legal destacar que estava tudo dividido por baias. Para pegar os números, as baias estavam divididas de 1.000 em 1.000. Se não me engano, ia até o número 15.000 ou 16.000. Na sequência, as baias eram divididas no tamanho e modelo das camisetas, como masculino G e feminino M.

Após a retirada do kit, começava a expo. Tinha vários estandes de várias marcas e empresas. Muitos mesmo. Era um caminho que percorríamos dando voltas. Tipo um labirinto até a saída. Achei bem organizada e com um tamanho adequado ao evento. Bem melhor do que eu tinha visto em 2012. Havia também uns painéis da prova e aquelas letras gigantes que diziam EU VOU. Retiramos o kit e era só preparar para correr.

A previsão do tempo indicava desde o início da semana que a Volta da Pampulha seria pelo menos nublada. Abafada também, provavelmente. E poderia chover, mas era a possibilidade mais remota. Sexta e sábado foram dias bem quentes, nenhum sinal de chuva. Eis que no fim da noite de sábado cai a tão esperada chuva. Ela ia e voltava e na madrugada de domingo, ali pelas 4, 5 horas, choveu muito forte. Se a prova fosse com aquela chuva, não ia ser nada agradável. Chuva leve seria melhor, porque queria fazer vídeos para o Por Falar em Corrida No entanto, foi só uma chuva de verão que foi diminuindo à medida que a largada da prova se aproximava. Perto das 7 horas, a chuva parou. Com isso, a parte inicial da corrida seria mais fresca.

A largada do pelotão geral foi às 8 horas. Para chegarmos até lá, tivemos que caminhar quase 15 minutos. Estávamos na casa da Run&Fun e o caminho até o curral era longo. Não sabia que as assessorias alugavam casas para receber os alunos e convidados na Volta da Pampulha. É uma coisa bem mais legal do que as tendas que vejo bastante em provas. Tem um conforto maior e menos tumulto. Na da Run&Fun, depois da prova tinha food trucks, comidas, bebida, massagens, outros produtos e até uma banquinha vendendo brigadeiros. Fora que o local que fiquemos era de frente para a Pampulha. Bem bonito.

Mesmo chegando antes das 7:30 para alinhar, já estava bem cheio. Isso que fomos andando para frente o máximo que deu. Acredito que demoramos quase 5 minutos para passar pelo pórtico, mas nem pareceu. Nesse percurso até a largada percebi muitos banheiros. Seja nas ruas que levavam até a aglomeração, seja nas laterais de onde estávamos, banheiro não faltou. E nem poderia. A organização falava em pelo menos 15 mil corredores. No resultado da prova, constam 10646 registros de concluintes. De qualquer forma, foi muita gente. CONFIRA O RESULTADO AQUI

Esse número e a largada sem ondas e sem ordem leva àquele velho problema de quase todas as corridas grandes do Brasil: ou você chega muito cedo para largar lá na frente ou  prepare-se para não conseguir correr durante os quilômetros iniciais da prova. Tem outras duas opções também. Uma delas depende de você, mas não é muito barata: fazer a inscrição para o Pelotão Premium (este ano estava em R$ 400,00). Você gasta mais, mas não pega trânsito nenhum. O caminho fica livre. A outra opção é ser convidado pela organização da prova. Essa já não depende de você. Se for que nem eu, sem inscrição VIP e sem vontade de largar lá na frente, vai ter congestionamento.

Tendo isso em mente, o melhor a fazer é ser paciente e não estipular metas audaciosas de tempo. O risco de não conseguir é muito grande. Fora a frustração e irritação com tanta gente “atrapalhando a sua corrida”. Ainda que os primeiros quilômetros não sejam tão estreitos, são muitas pessoas correndo no mesmo lugar. Como fui sem objetivo de tempo, não tive maiores problemas. Nem logo no começo me incomodei. Algumas pessoas caminhando com 2 minutos de prova e alguns desvios aqui e acolá, mas nada que interferisse no meu ritmo. Quem pensava em correr mais rápido, certamente encontrou dificuldades. O tempo todo você corre rodeado de pessoas. Do 1º km até a chegada foi assim. Em nenhum momento o estive sozinho e com o caminho totalmente livre.

O percurso faz a volta na Lagoa da Pampulha e é bem bonito. Para quem é de fora, as novidades e paisagens aparecem a cada quilômetro praticamente. Havia bandas e baterias tocando e fazendo barulho. A hidratação estava bem distribuída. A cada posta, havia várias bacias. Como não bebi água, não tenho muita noção se faltou água ou se estava quente. O que vi foi muita gente indo logo na primeira ou segunda bacia e as últimas livres. Nesses momentos, o caminho ficava um pouco livre. A maioria das pessoas ia para os lados pegar a água e o meio da rua ficava bem tranquilo para correr. Além disso, perto do km 13 tinha água de coco Obrigado. Não peguei também, mas foi que nem na água. Muitos corredores foram pegar. Ouvi de alguns que era melhor que ali fosse isotônico. Para mim, tanto fez.

Durante a corrida, a cada posto de hidratação tinha também banheiros químicos. Aproveitei e fiz uma parada no km 7. A prova é tão cheia que tinha fila para ir ao banheiro DURANTE a prova. Fiquei na fila uns 3 ou 4 minutos, mas o alívio para correr depois disso é quase indescritível. Corri fazendo vários vídeos. O vídeo está no nosso YouTube. Foi uma corrida bem legal. Terminei em 2:01:38. Corremos em um ritmo bem tranquilo e confortável. No pós-prova, mais um caminhada e os corredores receberam água, água de coco, uma maçã, uma ameixa, pão de mel, torrone de amendoim e um iogurte. Em seguida, pegávamos a medalha. Dali, era só andar mais um tanto para voltar à casa da Run&Fun.

Foi uma corrida bem redonda. Não tive nenhum problema na retirada do kit, na corrida, com nada. Claro que a largada poderia ser melhor organizada, mas isso não é algo que vai acontecer. A diferença principal da Pampulha para a São Silvestre, para mim, é a data em que acontece. Viajar e visitar uma cidade no começo de dezembro é bem melhor do que viajar para correr no último dia do ano no meio do tumulto. Belo Horizonte, apesar de não ter voos diretos de Florianópolis, é uma opção melhor. Se a Volta da Pampulha acontecesse, por exemplo, no último dia do ano, com certeza teria menos vontade de ir.

Uma outra coisa para destacar é que a largada da Volta da Pampulha foi com homenagens para a Chapecoense. Foi lido um texto e feito um minuto de silêncio em respeito. Foi o minuto de silêncio mais longo e próximo de um minuto do qual participei. Após esse minuto de silêncio, uma salva de palmas dos atletas. As palmas duravam até cada corredor passar pela linha de chegada. Foi muito bonito. Além disso, não tocou música na largada. O som do início da prova foram as palmas dos corredores.

Este ano, garanti a inscrição da Volta da Pampulha ainda em janeiro, quando abriu o lote promocional. A Yescom está fazendo isso com bastante frequência. Inclusive, algumas provas do ano que vem já tem inscrições promocionais. A da Volta da Pampulha, se seguir a tendência, deve abrir no começo de 2017. Paguei só R$ 70,00. Recomendo ficar de olho nessas lotes iniciais. Às vezes, é bom garantir a inscrição com um preço menor. Se der para ir, vai. Se não der, o valor gasto foi bem menor. Fiz isso e só precisei tentar achar uma passagem em conta.

kit volta da pampulha
Kit
brigadeiros
Brigadeiros que comprei em uma banquinha que estava na casa da Run&Fun
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Maratona de Curitiba 2016 – 20/11/2016

maratona de curitiba 2016Olá, amigos! No domingo, dia 20 de novembro, foi realizada a já tradicional Maratona de Curitiba 2016. Todos já conhecem a prova como sendo uma das mais difíceis e técnicas do país. Mas esse ano a prova foi diferente. Mas por que diferente?

Este ano a Maratona foi ameaçada de não acontecer. Foram alguns meses até que uma empresa local tomasse a frente da organização da prova. A empresa responsável foi a Thomé e Santos – Eventos Esportivos, já conhecida pelos corredores locais por suas provas muito bem organizadas.

Agora, no entanto, tratava-se da maratona da cidade.  Desde a divulgação da data, viu-se uma mobilização que há muito tempo não se via na cidade, o que lembrou os tempos das primeiras maratonas em meados dos anos 90, onde a Prefeitura Municipal mobilizava a cidade em torno de um evento de grande porte para a cidade.

Vimos grandes personagens da corrida de rua de Curitiba envolvidos e empenhados em fazer com que a maratona fosse uma grande festa. Glacymar Rodrigues, ATCC Curitiba, assessorias esportivas, academias, corredores e simpatizantes do esporte prometiam uma grande festa para o dia da prova.

Domingo, dia da prova, promessa de temperatura agradável, o que se concretizou durante a prova. Corredores chegavam à arena do evento para a largada dos 42.195 metros. Pontualmente no horário previsto foi dada a largada e no soar da buzina começava a grande festa da corrida de rua em Curitiba.

Público na rua apoiando em praticamente todo o percurso e apoio para os atletas montado pelas assessorias esportivas traziam um toque especial de apoio a todos. O revezamento que foi realizado este ano proporcionou a muitos o gosto de participar de uma linda prova. A união de todos em torno da prova mostra que Curitiba está no caminho certo para voltar a ser uma das maiores maratonas do país. Voltamos a sorrir e ter orgulho da prova.

Esperamos em 2017 uma prova ainda mais bonita e desde já fazemos o convite a todos para correr aqui! Parabéns aos organizadores e a todos que de alguma maneira contribuíram para que tudo isso acontecesse. Boas corridas!

Confira a nossa cobertura da Maratona de Curitiba 2016:

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Meia Maratona de Florianópolis – 20/11/2016

meia maratona de florianópolisDomingo, 20 de novembro, lá fui eu para a última meia maratona do ano. Desta vez, com poucos objetivos: correr sem dores e fazer o recorde do ano. A Meia Maratona de Florianópolis foi o cenário para que essa história acontecesse e é sobre ela que vai ser este post de hoje. Afinal, depois de toda prova tem que ter tudo o que aconteceu. Ou pelo menos tudo que eu lembro. Serve para eventuais consultas.

Tudo começou quando a prova foi divulgada, lá no fim de julho. Aproveitei o lote promocional e me inscrevi por apenas R$ 64,00, um valor sensacional para uma prova do nível da Meia Maratona de Florianópolis. Havia a dúvida se a prova seria realizada mesmo e essa confirmação só veio em julho, quando a Corre Brasil assumiu a organização da prova. Por conta dessa indefinição, fiquei com duas meias seguidas para correr.

Apesar desse quase choque de datas, sabia que com a Corre Brasil na organização a tendência era uma meia maratona do mesmo nível dos últimos anos, quando estava a cargo da Latin Brasil. Restava me recuperar das lesões e treinar direito para chegar no dia e não fazer tão feio, sem tanto sofrimento. Felizmente, deu tudo certo, tanto na parte de organização quanto na parte da minha corrida.

A retirada do kit da prova foi no local da largada, na Praça Sesquicentenário, na Beira Mar Norte. Era na sexta e sábado e foi bem tranquilo. Pela primeira vez, fizeram uma expo na retirada do kit. Foi interessante. Havia diversos produtos relacionado à corrida. Alguns com preços um pouco salgados, outros nem tanto. Penso que é uma experiência que deveria se repetir mais vezes, principalmente em provas como meias e maratonas. Como não estou com dinheiro sobrando, só peguei o kit, nem olhei nada na feira. No kit, do qual fizemos um unboxing ao vivo, veio número e chip descartável, que era o que realmente importava. Chip descartável e colante só não é melhor do que chip no número. Ainda, tivemos uma camiseta preta de boa qualidade, a sacola, um lata de atum, uma pacote de granola e um tablete de chocolate e café.

No domingo, a largada da meia maratona estava prevista para às 7h. Um bom horário devido ao calor que possivelmente nos esperaria. Penso que poderia ser até mais cedo. Prova em novembro já é mais quente. O ideal seria que a meia fosse em setembro ou outubro. No entanto, largar às 7h já ajudou bastante. Pegamos mais sol e calor na volta da meia, já depois das 8 horas. No início, os termômetros na rua marcavam entre 18ºC e 19ºC. No fim, vi alguns marcando 23ºC. No começo, além de mais fresco, havia as sombras dos prédios da Beira Mar. Na volta, não tinha sombra e tinha um sol bem quente.

Já que falamos do calor, temos que destacar a hidratação perfeita da prova. Tinha muitos pontos de água em vários locais, bem distribuídos e com bastante quantidade. Lembro de ter visto isotônico perto do km 16, mas não sei se teve em outros pontos também. Não dá para reclamar. Com o calor que ficou depois das 8h, a hidratação abundante foi muito importante para dar uma refrescada. Quase todos os copinhos de água que peguei estavam gelados. Alguns poucos em temperatura ambiente.

Comecei a prova de forma conservadora. Os dois primeiros quilômetros foram na média de 5:42. Do início até o km 11 mais ou menos, corri com o Guilherme. Conversa vai, conversa vem depois da largada e eu esqueci de apertar o lap do Garmin na placa de 1º km. Fiquei com uma volta de quase 2 km. Aliás, a primeira placa estava bem errada. O Strava, apesar de não ser muito confiável, dá as parciais a cada quilômetro. Ali é possível ter uma ideia desse início mais lento.

Do km 3 até o km 16, consegui manter um ritmo legal e constante. Queria fazer o melhor tempo do ano, mas também abaixo de 1h55. O ritmo variou entre 5:05 e 5:30. Em todas as parciais e pontos de corte estava bem adiantado em relação ao tempo que pretendia. Sabia, porém, que tinha que sempre ficar no máximo em 5:30, para não ter que fazer muita força no final. Já sabia que provavelmente não teria essa força a mais. Passei o km 16 com 1:25:35. Faltavam pouco mais de 5 km para correr em quase 30 minutos.

Essa falta de força foi exatamente o que aconteceu a partir do 17º km. O ritmo caiu. Não foi aquela queda de quebrar. Foi uma diminuição natural de quem já estava cansado e sem estar habituado a correr tanto nesse ritmo. Variou entre 5:34 e 5:43. Estava sentindo mais e, apesar de não estar muito fácil, ter o ritmo médio na tela do Garmin me ajudou a não deixar o ritmo diminuir tanto. A cada novo quilômetro, conferia o tempo total da prova e fazia as contas. Com isso, tinha a noção de que ainda estava dentro do objetivo de tempo.

Passei o km 17 com 1:31:11. Faltariam só mais 4 km em quase 24 minutos. Apesar do ritmo ter ficando mais lento, ainda estava dentro do previsto. Sabia que podia correr a quase 6 min/km que ia conseguir. Não queria também me acomodar tanto e tentava manter abaixo dos 5:40. Só o km 20 saiu maior, a 5:43. Foi meio que uma reserva de energia para tentar um sprint final no último quilômetro. O km 18 foi com tempo total de 1:36:41. Precisava de 3 km em mais de 18 minutos. O sub 1h55 viria com certeza. Outra coisa a se notar é que atingi o meu tempo e recorde do ano passado com 18 quilômetros e alguns metros. Ou seja, este ano fiquei uns 3 km atrás do Enio de 2015.

Quando passei o km 20 em 1:47:53, vi que seria possível até sub 1h54. Não seria nada mal. Só precisava fazer pouco mais de 1 km em 6 minutos. Teria que fazer força. Tentei. O começo foi animador, rondei os 5 min/km, mas o ritmo foi caindo. Não consegui manter. O Gustavo Nunes até passou por mim e falou para ir no sprint final. Fui uma parte, acelerei, mas não retrocedi. Chegando perto da linha de chegada é que vi que teria que acelerar o passo se quisesse o sub 1h54. Era duas coisas distintas: a vontade de fazer 1h53 alto e a falta de vontade de fazer força. Os últimos metros saíram a 4:42 de ritmo, mas não foi suficiente. O tempo oficial ficou em 1:54:02. No meu Garmin tinha dado 1:54:03. Até pensei que poderia ter uns segundos de sobra e no tempo líquido conseguir o 1h53, mas não teve jeito. Só ganhei 1 segundo. Disso, pode se tirar que sou muito preciso quando começo e paro o GPS nas corridas. 😀

Não foi o tempo dos sonhos novamente, mas mostrou uma melhora de mais de 2 minutos. 1h54 ainda é mais perto das 2h do que do 1h45, mas o ritmo médio ficou em 5:23 min/km. O ritmo não é de todo ruim, mas meia maratona tem essa crueldade de o tempo redondo ser 2 horas, o que significa um ritmo médio de 5:40 min/km. Geralmente, nas outras distâncias, os tempos redondos são mais amigáveis. Sub 55 nos 10 km é 5:30, por exemplo. Enfim, não fiz o melhor tempo da vida, mas foi o melhor do ano. Como registro, foi o 14º da vida entre 28 maratonas. Uma curiosidade é que fiz exatamente o mesmo tempo na Meia Maratona de Florianópolis em 2012. Nem se tivesse pensado nisso, daria tão certo.

Nessa prova também tivemos o Desafio PFC 21 km. Eu o Guilherme corremos lado a lado por uns 11 km. Depois, ele apertou o passo e eu não consegui acompanhar. Só perdi ele de vista nos 2 últimos quilômetros, mas minhas energias e forças estavam mais no recorde do ano do que tentar chegar mais perto. Ele fez uma baita prova. Terminou em 1:50:18, conseguindo ainda acelerar no fim. O resultado do desafio vai sair em breve no nosso canal do YouTube.

Após a corrida, os corredores eram direcionados por um caminho para pegar frutas, água e isotônico e na tenda mais à frente retiravam as medalhas. A fila estava meio grande, muito por que os corredores se aglomeravam na primeira bancada com os itens e esqueciam da seguinte. Como eu não ia pegar nada, fui pelo lado, sem filas e tumulto e já saí para pegar a medalha. Se quisesse, poderia até ter pego frutas sem problemas. Na bancada seguinte, não havia ninguém. Pessoal é muito apavorado. Parece que não tem comida e água em casa e se amontoa logo na primeira oportunidade.

Fora essa pequena aglomeração, não vi problemas na Meia Maratona de Florianópolis. O que achei errado foi no site estar a largada dos 5 km e 10 km às 7h30 e mudarem para às 7h50 no dia. Pior, largaram um pouco depois das 8h, já com o sol mais forte. Pelo percurso das distâncias, até faz sentido 5 e 10 largarem depois, para não ter encontros na avenida, mas mudar em cima da hora não é legal. A largada às 8h ocasionou um outro encontro, que foi o pessoal chegando da meia maratona junto com o pessoal dos 5 e 10 km. Essa parte ficou meio confusa. Outro ponto que posso destacar é que a disposição dos banheiros químicos estava desordenada. Não havia um padrão, de um lado masculino e de outro feminino. Eram todos misturados. Então, além das filas, alguns banheiros ficavam desocupados e ninguém se dava conta. Para mim, o óbvio seria colocar de um lado só banheiro masculino e outro só feminino. Formaria uma fila só e todos os banheiros seriam utilizados.

De resto, prova muito boa. Da meia maratona só tenho coisas boas para falar. Não é a maior meia do estado. Ainda fica atrás da Meia de Floripa, mas foram mais de 1.500 concluintes só na meia. Um ótimo número. Por outro lado, se não é a maior meia, com certeza é a mais veloz e propícia para recordes pessoais. Diferente da Meia de Floripa, a Meia Maratona de Florianópolis tem apenas 3 pequenas subidas dos elevados, que não quebram tanto o ritmo, enquanto a Meia de Floripa tem uma baita subida da ponte na volta, lá pelo km 18, daquelas que quebram o ritmo. O único problema da Meia de Florianópolis é a data. Novembro pode ser um mês muito quente. Se for realizada entre setembro e outubro, melhor.

Enquanto na Asics Golden Run Brasília, tive problemas com a bexiga, nesta meia tive problemas na sola do pé. Assim como em Brasília, não sei por que apareceu nem o motivo. Desde os primeiros quilômetros, senti um incômodo na sola do pé direito. Foi mais forte no começo e depois foi diminuindo. Na segunda ainda senti um pouco e depois foi passando. Psicologicamente, ficar 18 km com vontade de fazer xixi foi pior do que essa dor na sola do pé.

Falando em dor, não senti nenhuma das dores que me atrapalharam nos treinos este ano. Nada no tendão, nada no peito do pé e nada na região da tendinite fibular. O que eu senti mesmo foram dores depois do km 16, principalmente nos pés, mas em outras regiões. Foi principalmente na junção dos dedos e na ponta da sola do pé, onde eu piso. Inclusive, fiz uma pequena bolha no pé esquerdo nessa área. Acredito que ainda não estou com os pés totalmente adaptado a correr com o médio pé em ritmo mais forte. Parece normal, visto que fiz pouquíssimos treinos em ritmo mais forte do que o 5:23 min/km desta meia. Quando o incômodo ficava mais forte, tentava diminuir o ritmo e pensava que cada vez estava mais perto do fim. Em um determinado momento, quando peguei água, fiquei tão atrapalhado que até comecei a correr pisando com o calcanhar, mas ficou tão estranho que em seguida mudei.

Encerro assim o ano de meias maratonas, tendo boas perspectivas para o ano que vem. Não sei ainda se vou focar em meias ou provas menores, mas o certo é que terei que incluir na rotina os treinos de velocidade. Eles terão que ser frequentes para que possa melhorar. O alto volume ajudou a aguentar as duas meias sem maiores sofrimentos. Ambas foram difíceis no fim, mas nada comparado ao sofrimento na Meia de Floripa. Nas duas meias fiz um ritmo de certa forma controlado até as distâncias e tempos que havia treinado. Não foi o melhor ano em meias, mas melhoramos progressivamente. Ainda bem que não tem uma quarta meia. Não sei se conseguiria fazer algo melhor que 1h54.

Quero, a partir de agora, treinar mais para diminuir o tempo nas próximas corridas. Pelo que foi o ano, está razoável, mas me incomoda não conseguir correr ainda 5 km ou 10 km abaixo de 5 min/km. Isso só vem com mais treinos de velocidade, menos rodagens e mais confiança. Confiante até já estou bem mais. Ainda não 100%, mas quase nunca lembro que estive uma boa parte deste ano lesionado. Neste ano, foram 3 meias: Meia de Floripa em 1:58:55, Asics Golden Run Brasília em 1:56:47 e Meia Maratona de Florianópolis em 1:54:02.

Você que é de fora ou que é de Santa Catarina e que gosta de correr, saiba que a Meia Maratona de Florianópolis é uma ótima pedida. Bem organizada e com um trajeto bonito, além de plano. Para recordes pessoais é muito boa. Basta você estar treinado que a mágica pode acontecer. Foi o quinto ano seguido que participei da prova e pretendo voltar em todos os outros anos em que for realizada. Provas boas devem ser aproveitadas.

meia maratona de florianópolis
Kit da prova (foto: Eduardo Hanada)

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Asics Golden Run Brasília – 13/11/2016

asics golden run brasíliaDomingo foi de de correr a Asics Golden Run Brasília, a última etapa do circuito Golden com Asics no nome. A partir de 2017, será apenas o circuito Run Cities, com as mesmas provas deste ano, no Rio, São Paulo e Brasília. Já estava inscrito na prova desde maio, quando nem sabia se ia conseguir correr a Meia de Floripa. Foi um tiro no escuro e acabou dando certo.

Encontrei uma promoção com um bom preço e voo direto e acabei indo na sexta de manhã e voltando só segunda à noite. Claro que ter a hospedagem da minha tia facilitou muito ficar 4 dias em Brasília. Do contrário, ficaria só o fim de semana, muito provavelmente. A promoção me fez viajar pela primeira vez na vida de Avianca e nada tenho a reclamar. O voo de ida, aliás, chegou 15 minutos antes.

Na chegada em Brasília sexta, fui recepcionado pelo nosso amigo ouvinte do podcast Anderson Silva. Anderson foi muito gentil e me deixou incomodá-lo um pouco. Fomos até a retirada de kit no Brasil 21. A expo deste ano achei mais fraca do que no ano passado. Menor e com menos coisas. No entanto, o local ficou muito melhor porque o pessoal podia ir do aeroporto direto lá. O que faltou foi um guarda-volumes, já que tinha muita gente carregando malas e mochilas.

Havia estandes de várias marcas, além da retirada do kit em si. A retirada, tanto na sexta quanto no sábado, foi bem tranquila. Muito fácil e rápida. Esses protocolos de inscrição cm QR Code nunca mais podem deixar de ser usados, a não ser que surja algo melhor e mais moderno. Facilita muito. Inclusive, o cartão de embarque foi via QR Code também. A natureza agradece a nossa economia de papel. O chip vinha no número de peito. Levei na mala as presilhas de pão e nem precisei usar. Chip no número é vida. O kit veio com camiseta, viseira, sacola, número e panfletos. Nada muito recheado, mas com o essencial, até coisas a mais para o meu gosto. A camiseta achei melhor do que a de 2015. Veio também uma toalha, entregue ao fim da prova.

Na sexta à noite comecei meu exagero alimentício na viagem. Comi pizza com minha tia e primos. No sábado, foi um exagero menor, porque comi peixe e batata frita, além de pirão. O problema foi os chocolates da tarde. Comi demais. No domingo, panqueca, peixe, maionese e legumes. A panqueca que foi o grande problema. Foram muitas e o trigo tem um efeito desastroso em mim. À noite, pizza de novo. Só na terça que voltei para a alimentação normal. A balança mostrou a diferença. E o espelho também.

Essa estadia em Brasília foi diferente de todas as outras, principalmente por causa do clima. Das outras vezes, sempre peguei sol e calor, clima abafado. Este ano foi bem diferente. Choveu em todos os dias em que estive em Brasília. Garoa intercalada com chuva forte ou com tempo nublado. Para correr, foi bem melhor. O problema todo é que perto das 8h, ainda com mais da metade da meia por fazer, caiu o mundo. Choveu muito até o fim da Asics Golden Run Brasília.

No começo, você até desvia das poças que ficaram da chuva da madrugada. Só que depois que começou o temporal não teve mais por onde fugir. O tênis, a roupa, tudo estava molhada de todos os jeitos. Era água que vinha de cima, de baixo e dos lados. Precavido que sou, botei os adesivos nos mamilos e não tive problemas. A chuva muita forte atrapalhou um pouco, mas ainda prefiro assim do que com o sol e tempo abafado dos últimos anos.

No domingo, fui para a prova do jeito que sempre vou: em jejum. Durante a meia maratona, não peguei água, isotônico e gel. Do jeito que larguei, continuei. Com tanta chuva, nem precisou de água para refrescar. Contei mais uma vez com a grande ajuda do amigo Danilo Confessor, que me deu carona até o local da largada. Desta vez, ele levou a bicicleta para fazer vídeos e fotos da prova. Pena que o tempo não deixou tirar muito mais fotos, mas ele fez várias bem legais. Sugiro irem no Instagram dele para ver algumas dessas fotos.

Cheguei na Praça do Buriti, local da largada, às 6h. Estava escuro e garoava bem de leve, nem parecia que ia cair o dilúvio que caiu. Deixei a mochila no guarda-volumes, fui ao banheiro e depois fui aquecer um pouco. Nas minhas contas, foram uns 13 minutos aquecendo. No fim do aquecimento, fui encontrado pelo Sairo Santos, com quem já tinha encontrado por acaso no sábado. E no meio da corrida vi o Sairo também. Ele estava lesionado e sem correr há duas semanas. Mesmo assim, fez 1h39. Um dia quero correr machucado e fazer um tempo desse.

Desta vez, algo estranho aconteceu. Eu fui ao banheiro, fiz xixi, mas sempre ficava com uma vontade. Parecia que o tanque nunca estava totalmente vazio. Foi bem inconveniente. Fui 3 vezes ao banheiro antes de alinhar para a largada. Pior: a partir do 3º km me deu vontade de novo. Aí, entrou a parte mental na corrida. Passei por uns 7 banheiros, 6 no eixo (eram 3, mas ida e volta) e um mais para o fim da meia. A cada banheiro eu pensava: no próximo vou parar. Fui me enganando assim até o final. A vontade só passou um pouco, ou eu esqueci dela, não sei bem, quando completei a meia. Pegar medalha e tal acho que me distraiu, mas foi só chegar no banheiro que voltou com tudo.

A minha onda era a primeira, pelotão B, que largava às 7h. Demorei quase 2 minutos até passar o pórtico. O clima estava perfeito e me fez lamentar não estar tão bem preparado. Se estivesse como no ano passado, provavelmente teria chances de fazer um tempo melhor. Como tenho feito nas meias maratonas, desativei o lap automático. Assim, a cada placa marcando o quilômetro, eu apertava o lap do Garmin. Prefiro assim para não afetar o meu psicológico de ver o relógio apitar e a placa demorar a chegar. Prefiro acreditar na medição da prova. Até hoje, sempre deu certo. Sempre dá um pouquinho a mais, o que considero bom e ideal. Na Asics Golden Run Brasília, quase todas as parciais deram bem aproximadas, exceto o quilômetro que passou no túnel. Ali o sinal ficou maluco e a distância deu maior. Deve ser por isso que meu Garmin marcou no fim 21,39 km. Sem esse erro, talvez fechasse com 21,17, bem dentro do que espero.

Sabia que os primeiros 3 km eram em descida. Mesmo assim, não forcei muito. Deixei o corpo ir no ritmo dele, sem pressa. O ritmo variou entre 5:24 e 5:31. O objetivo primário era sub 2h, ou seja, rodar no máximo a 5:40. Cada parcial a menos do que isso eram segundos de vantagem. No km 4, tinha uma leve subida e dali íamos para o eixo descer. Consegui manter o ritmo entre 5:26 e 5:33 até a subida do eixo. No 7º km, decidi forçar um pouco e saiu um 5:09. A partir do km 9 caiu o mundo. MUITA chuva.

Não sei se foi porque este ano estava correndo mais devagar ou o que foi, mas a subida do eixo pareceu bem menos sofrida. Só no 12º km saiu parcial acima de 5:40. Foi 5:43 no 12º km e 5:41 no 13º e 14º km. Sobre estes dois quilômetros, acho que a placa avisando do km 13 deve ter caído porque não a vi. No meu Garmin, ficou uma volta de 2 km. Como uso o ritmo médio na tela junto com o tempo total, não tive maiores problemas. Foi até bom “ganhar” 1 km.

Pretendia fazer o km 7, 14 e 21 os mais fortes, mas com essa falta de placa, fiquei meio perdido no ritmo. Adiei para o km 15, mas nele passamos no Buraco do Tatu, onde, apesar da descida de entrada, temos que pegar duas subidas, além de fazer um retorno de 180 graus em subida. O ritmo caiu e passei o quilômetro com 5:33. Neste ponto que o GPS endoidou e ficou perdido. Ele marcou ritmo médio de 4:37 min/km. Obviamente, estava bem errado.

Desde o km 10 já vinha fazendo as contas. Passei o 15º km em 1:23:02. Ou seja, teria quase 37 minutos para correr 6 km, perfeitamente viável para o ritmo que estava. Até por isso, acredito que mantive o ritmo e não tentei acelerar. A chuva, o esforço, os quilômetros, nada me empolgava muito para aumentar o ritmo. Por outro lado, minha motivação era não deixar o ritmo cair. Poderia não acelerar, mas não queria perder segundos na parte final, que é plana e tem descidas.

Ali pelo km 16, o Leonardo Oliveira, de São Paulo, passou por mim. Conversamos um pouco e corremos algumas centenas de metros. Como ele queria fazer um tempo melhor, acelerou a partir do km 17. Faltou um pouquinho para ele alcançar o objetivo, mas mesmo assim fez um tempo bom. Aqueles metros correndo comigo podem ter influenciado no fim de prova e nesses segundos que faltaram.

No km 18, aproveitei a descida que tinha e tentei acelerar. Saiu um 5:29. O km 16 fiz em 5:40. Consegui ser bem constante na prova, com uma leve queda no ritmo a partir da metade. Nesta parte do percurso, estavam distribuindo esponjas. Desta vez, esponjas secas. A chuva as molhava. Acredito que se fosse um dia quente, elas estariam molhadas. Sobre o km 16, logo depois dele estava distribuindo gel. Os postos de água e de isotônico eram abundantes, não dá para se queixar. Não peguei nada em nenhum lugar, mas quem quis tinha várias opções.

Também não avistei a placa do km 19. Foi mais uma volta no Garmin de 2 km, ritmo médio de 5:37. Nada mal. Faltava só o último quilômetro e alguns metros. Tentei acelerar de novo. Deu mais certo. Fechei a prova com 5:12. O tempo final oficial ficou em 1:56:47. Não foi o melhor tempo da minha nem o tempo dos sonhos. Foi o melhor tempo do ano e o tempo da vida real. Poderia ter feito um pouquinho mais rápido e também poderia ter feito mais devagar. Acredito que consegui manter um ritmo legal para essa prova. Nos últimos metros, busquei fazer pelo menos sub 1h57 porque vi que era possível. Pensava também em ter um tempo melhor do que o 1:58:55 na Meia de Floripa. Não é nada, não é nada, foi o melhor tempo do ano em meias.

No número de peito, tinha um QR Code e no fim da prova era só escanear o código que você era direcionado para o site com o resultado. Outra novidade bem legal. Pode já existir há algum tempo, mas foi a primeira vez que vi. Logo que cheguei em casa vi o resultado oficial. Claro que gostaria de correr mais rápido, mas me preocupava na Asics Golden Run Brasília como meu corpo reagiria. Meu maior longo havia sido de 1h43 e com ritmo de 5:53. Sabia das descidas e também tinha receios dos impactos no pé. Na descida do eixo até senti um pouco, mas logo passou. Acredito que foi mais pelo esforço e pelo ritmo não usual nos treinos. As dores que mais senti foram as musculares, principalmente nas panturrilhas e um pouco nas coxas.

No fim da meia, quase não sentia os pés. Penso que juntou meia e tênis molhados, esforço, dores, tudo em uma coisa só. Pensava apenas em terminar a prova. Foi bem exaustivo, mas nada fora do normal. O que faltou mesmo foram treinos mais intensos no ritmo. O corpo sentiu o cansaço, porém aguentou bem até o fim. O alto volume serviu para alguma coisa. Onde eu tinha medo que pudesse doer, não doeu.

O pós-prova foi meio dolorido. As panturrilhas foram as maiores prejudicadas. Segunda foi impensável correr. A chuva que caiu durante toda minha estadia em Brasília ajudou nisso. Terça já em Floripa também me dei folga. Tem a Meia de Florianópolis domingo que vem e fiquei mais confiante. Ela vai ser mais plana, mas pode ser mais quente. Dependendo de como me recuperar, pode sair algo melhor. A confiança ainda não é aquela de começar a corrida abaixo de 5 min/km, mas quero pelo menos fazer o melhor tempo do ano em Floripa.

Ainda no pós-prova, a arena do evento era praticamente a mesma do ano passado, com espaço vip, para massagens e outros painéis para tirar foto. O que estragou um pouco foi a chuva. Muitas poças, barro e lama, o que acredito fez o pessoal aproveitar menos o lugar. A retirada do guarda-volumes nos ônibus funcionou muito bem. Na chegada, retirávamos a medalha e tínhamos água e isotônico para pegar. Davam também um lanche, com uma banana e um pão com queijo, e uma toalha. A toalha foi o que mais gostei. Felizmente, na chegada, a chuva diminuiu, o que facilitou pelo menos o deslocamento no local. Por lá, encontrei também a Sabine, que voltou a Brasília e melhorou o tempo dela em relação ao ano passado na prova.

Pelos resultados, foram mais de 6 mil concluintes. Uma grande prova com ótima organização. A Asics sai de cena, mas a Iguana continua e nunca fiz provas ruins da Iguana. Acredito que é uma boa pedida caso você pense em correr uma das etapas ou o circuito todo da Run Cities. Vou pensar na ideia. A Asics Golden Run Brasília foi excelente. No dia da prova, nada saiu errado ao meu ver. Podem melhorar a expo, mas como isso é o que menos me importa, não cobro tanto. Prefiro o dia da corrida ser praticamente perfeito. Recomendo muito. Ano que vem, Brasília será dia 12 de novembro.

Resultados, fotos, vídeos e certificados da Asics Golden Run Brasília em http://www.asicsgoldenrun.com/golden-run-bsb/home/.

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Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis – 16/10/2016

Como antecipei na sexta, domingo foi dia de correr. Estivemos na Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis. Fiz a prova de 10 km. Esta foi minha primeira corrida que corri sozinho desde que voltei da lesão e aos treinos mais regulares. Antes, fiz uma em dupla com o Guilherme e outra individual, mas correndo e gravando vídeos com o Guilherme durante o percurso para o Por Falar em Corrida.

Desta vez, fui eu comigo mesmo. Na largada, até corri alguns metros com o Guilherme e com o Nilton, mas não era meu dia de correr naquele ritmo. O Guilherme terminou a prova abaixo de 50 e o Nilton chegou um pouquinho antes de mim. A maior parte do tempo corri sozinho, pensando em várias coisas e torcendo para não sentir nenhum tipo de dor.

O domingo amanheceu um belo dia. O sol só apareceu bem depois da corrida terminar, mas mesmo assim estava um pouco abafado. Em alguns trechos da prova, o vento atenuava um pouco a situação, embora segurasse o ritmo. O objetivo era tentar correr sub 55 e pelo menos mais rápido do que meu pior tempo na Track&Field, que era de 54:35.

Iniciei a prova bem tranquilo. Sem forçar, mas sem ser devagar. Nos treinos, o início é sempre mais lento, mas é lento mesmo. Na corrida foi diferente. Passei o 1º km a 5:31. Não gostei muito, mas achei razoável. O 2º km foi em 5:33. Não era bom, mas o ritmo estava constante. No 3º km, saiu a pior parcial da prova: 5:41. Era quando fazíamos o retorno e também peguei um pouco de vento. Não estava precisando de muitos motivos para desacelerar.

Foi um alerta para tentar correr mais rápido. Passei o 4º km em 5:32 e o 5º km em 5:29. Foi uma primeira metade de prova bem constante. Foram 5 km em 27:46, ritmo médio de 5:33. Não estava ruim. Era mais rápido que todos os meus últimos treinos. Neste retorno, o treino mais rápido foi em 5:43. Só que dobrando este tempo, faria algo em torno de 55:32. Seria quase 1 minuto a mais do que aquele 54:35 de 2010.

No meu planejamento pré-prova, já pensava em fazer uma segunda volta mais rápida. 5 km de aquecimento seriam suficientes para tentar acelerar. O 6º km foi bom, em 5:18. O 7º km deu uma caída. Acho que vento e cansaço aparecem ali. Nas provas de 10 km, o 7º km é quase sempre um problema. Fiz 5:32. Nada mal comparando com a metade inicial, mas aquém do ritmo que pretendia para a metade final.

No 8º km consegui trazer de novo para baixo, com 5:19. No 9º km, uma tendência de ritmo mais lento se mostrava. Saiu um 5:20. Um tanto constante, mas também perdendo 1 segundo por km. No último e derradeiro quilômetro, só existia uma meta: correr com ritmo abaixo de 5 min/km. O começo foi complicado. Estive por muito tempo entre 5:10/5:15. Aliás, só soube disso porque alterei a tela do Garmin.

Durante 9 km, corri o tempo todo com a tela do Garmin mostrando tempo e distância total. Neste último quilômetro, alterei a tela para tempo total e média da volta. Precisava de um estímulo visual para correr mais rápido. Foi quando vi que não saía 5:14, 5:12, 5:13. Precisava me esforçar mais. Aí é que a gente vê que ainda tem de onde tirar e que provavelmente poderia ter feito uma corrida melhor.

O 10º km saiu com 4:57 de média. Infelizmente, no meu GPS e no de quase todos os corredores, deu menos de 10 km. O meu marcou 9,98 km. Uma lástima! A Track&Field Iguatemi está se caracterizando por dar um pouco a menos nos 10 km e um pouco a mais nos 5 km. Terminei a prova com 54:04. Projetando, daria 54:10. O objetivo possível do dia foi atingido: corri em menos de 54:35.

Comparando com a primeira metade, na parte final (contando com a projeção) foram 5 km em 26:26, ritmo médio de 5:17 min/km. Ou seja, parciais de 27:46 e 26:26 com resultado final de 10 km em supostos 54:10, ritmo médio de 5:25 min/km. Não fiquei feliz nem satisfeito com o tempo, mas foi o que deu. Até poderia ter conseguido correr um pouquinho mais rápido, mas não ia ser tanta diferença. Nas atuais condições, ficou de bom tamanho.

Não sei se é psicológico ou excesso de preocupação, mas ali pelo 3º e 4º km senti um desconforto no pé. Fiquei pensando nisso, diminui um pouco, acelerei para testar e estava me incomodando. Para a última volta, botei na cabeça que devia me preocupar só com correr. Aumentar a frequência das passadas e ir em frente. Curiosamente, não senti mais nenhum tipo de desconforto. Foi tudo dentro de uma normalidade.

Estou percebendo que sempre que corro sozinho e tenho tempo para me distrair e prestar atenção como estou correndo acabo sentindo alguma dor. Quando tenho companhia ou algo que me faça focar em outra coisa, é raro o pé incomodar. Sigo desconfiado, mas talvez seja melhor esquecer um pouco para que a corrida renda melhor. Depois de 9 km, fiz o último km abaixo de 5 min/km e sem dores. Ali era o momento de tudo doer e foi normal. Preciso correr mais livre.

Sobre o ritmo da prova, em nenhum momento me senti morrendo, mas também nunca foi tranquilo. Era um ritmo confortável, mas que me causou algum cansaço. Pode ter sido o clima abafado, mas foi uma das provas em que mais suei este ano. A chegada do verão pode ter a ver com isso também. O fato é que foi um ritmo bom. Mesmo quando acelerei no 10º km, não foi aquela sensação desagradável. Quando eu ficar confiante novamente, acredito que vou conseguir encaixar um ritmo bom desde o início.

No pós-prova, tinha água, frutas, isotônico e aquele tal de Pic-Me, um purê de frutas. Entregávamos o chip e pegamos a medalha. Até que a medalha deste ano é jeitosa. Na arena do evento havia a área vip, que não era para mim, a massagem que ficou com alguma fila ao final e o guarda-volumes, além das tendas das assessorias. Pelo que contei, 11 assessorias estiveram presentes na Track&Field.

Durante a prova tinha apenas um posto de água, mas ele atendia os dois lados da pista, tanto quem estava indo quanto quem estava voltando. Então, nos 10 km os corredores tiveram oportunidade de pegar água 4 vezes e nos 5 km puderam pegar água 2 vezes. O posto de água estava posicionado pouco antes do km 2. Como sempre, não pego água em prova de 10 km. Desta vez, quase cogitei em pegar para refrescar, mas deixei passar. Fui em jejum, o que já é bem comum e foi tudo tranquilo.

O Circuito Track&Field se diferencia dos outros porque tudo é muito redondo. Uma pena que venham errando a distância, mas no resto não tenho do que reclamar. Para quem gosta de kit, o deste ano veio bem recheado, bem mais do que nos outros anos. Costumava vir apenas camiseta e meia, às vezes uma toalha úmida. Este ano veio mais coisas: camiseta, número, meia, granola, cookies integrais, barra de proteína vegana, cupom de 15% de desconto na loja da Track&Field, free pass de 7 dias na Fórmula academia e uma revista.

Alguns podem falar do preço da inscrição, mas aqui em Florianópolis o valor foi bem justo e razoável. Inclusive, desta vez havia opção de kit atleta ou kit plus. O kit atleta era sem a meia e o kit plus com a meia. O 1º lote tinha preços de R$ 79,00 (kit atleta) e R$ 89,00 (kit plus), o 2º lote era R$ 89,00 (kit atleta) e R$ 99,00 (kit plus) e o 3º lote era R$ 99,00 (kit atleta) e R$ 109,00 (kit plus). Não me parece nada absurdo pelo que a prova entrega. O preço do 3º lote já era mais salgado, mas quem gosta do circuito já poderia ter se inscrito bem antes e aproveitado o ótimo valor do 1º lote.

Os treinos continuam rumo às meias que virão. Esta prova me deu mais confiança para tentar fazer alguns treinos mais rápidos, seja um fartlek ou um rodagem com ritmo mais acelerado. Este ritmo de domingo aplicado na meia maratona me dá o sub 2h, que é o primeiro objetivo das meias. Se os treinos encaixarem e tiverem uma melhora, quem sabe até novembro consigo aprimorar o ritmo e o fôlego para a Asics Golden Run Brasília e para a Meia de Florianópolis.

Kit da prova
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Equipe do Por Falar em Corrida presente na prova (Foto: Samo Fischer)
Equipe do Por Falar em Corrida presente na prova (Foto: Samo Fischer)

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Corrida 3 Corações

corrida 3 coraçõesNo último sábado, dia 1º de outubro, estivemos na Corrida Três Corações em São José (SC). O Guilherme participou da prova de 7 km e eu fui lá olhar a prova, já que era na Beira Mar de São José, a 5 minutos de casa. Esta corrida foi meio diferente porque havia a Corrida Só Para Mulheres, com distâncias de 4 km e 7 km e largada às 18h, e o Desafio dos Homens, com distância de 7 km e largada às 17h.

Talvez a ideia da organização tenha sido prestigiar as mulheres, por causa do Outubro Rosa, mas ficou esquisito fazer duas largadas, sendo que a das mulheres, que tinha mais atletas, largou depois, quando já estava começando a escurecer. Penso que o ideal seria largar no mesmo horário, todos às 17h, ou inverter a ordem e fazer as mulheres largarem antes.

Pelo GPS do Guilherme, a prova teve 7,08 km, o que é o melhor cenário possível na distância e passa no teste de aferição do DataEnio. Sobre a prova em si não posso falar muito porque só fiquei na área da largada, mas o percurso foi o mesmo de sempre na Beira Mar de São José. Não tem muito o que fazer de diferente. Para dar os 7 km, fizeram uma voltinha a mais, mas tudo ali na Beira Mar.

Depois da corrida, os atletas ganhavam medalha, podiam pegar frutas e, lógico, café 3 Corações. Além disso, os atletas podiam fazer massagem. Tinha também uma tenda onde estavam vendendo tênis e alguns artigos de corrida. O sábado foi nublado, variando com chuva fina. À medida que a hora passava, ficava um pouquinho mais frio, perfeito para correr bem, já que era tudo plano.

Aproveitamos também para fazer um vídeo da cobertura da prova. Além disso, fizemos a pergunta para alguns corredores: você prefere correr sábado à tarde ou domingo de manhã? Eles responderam e está tudo no vídeo no fim do post. E você? É da preguiça e do sábado à tarde ou da disposição e do domingo de manhã? Se ainda não conhece nosso canal do YouTube, vai lá e se inscreve para não perder nenhum vídeo novo.

Resultados

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Global Energy Race Florianópolis – 25/09/2016

Domingo foi dia de participar da Global Energy Race em Florianópolis. Foi toda a equipe do Por Falar em Corrida. Eu e o Guilherme nos 5 km, Nilton nos 10 km e a Juliana Falchetto nos 10 km lá em Belo Horizonte. Foi uma inscrição inesperada, mas fomos lá correr e fazer vídeos, tanto para o canal do YouTube quanto para o Stories do Instagram e um ao vivo no Facebook.

A retirada do kit era na sexta e no sábado na Decathlon da SC-401. Um local muito contramão para a maioria dos corredores. É horrível ter que ir tão longe para pegar um kit de corrida. Ainda há a desculpa de aproveitar alguma promoção da loja e tal, mas perde-se muito tempo. A retirada do kit deveria ser em um lugar mais central da cidade, em alguns dos shoppings do Centro. Para quem não comprou nada, a retirada de kit demorou menos de 1 um minuto. Estava bem tranquilo para pegar o kit.

No kit, do qual fizemos unboxing ao vivo na página do Facebook, veio o básico: camiseta do evento, número de peito, chip, sanduicheira e aqueles bolinhos de pacote, além da sacola. Parece uma boa troca ter comida em vez de panfletos. Para mim, foi pouco útil. O que me interessa é o número e o chip. As outras coisas dei todas porque não vou utilizar nem comer.

A largada foi na Beira Mar Continental às 7h. Foi bem cedo, diferente das corridas que acontecem em Florianópolis. Talvez tenha sido por causa das outras corridas nos 22 países e 37 cidades. Não sei se eram largadas simultâneas. Particularmente, gosto das largadas bem cedo. Em geral, o clima fica melhor para correr e fazer bons tempos. A parte ruim é acordar cedo, mas depois tem o resto do dia para dormir.

Fui para a corrida com a minha alimentação habitual, ou seja, um copo de água. Chegando lá, encontrei os amigos. Quase todos estavam lá. Foi uma corrida bem legal. Pelo que vi nos resultados, foram 820 concluintes, longe dos 1.300 anunciados, mas ainda assim um bom número para uma corrida de rua em Floripa. A largada foi às 7h, sem atrasos.

O percurso que estava no site mostrava uma voltinha a mais, que usualmente não tem nas corridas na Beira Mar do Estreito. Imaginava que seria para dar a distância anunciada. E essa voltinha a mais, inclusive com uma leve subida inesperada, foi o diferencial para a prova ser aferida pelo DataEnio. No meu Garmin, marcou 5,06 km e em todos os outros que vi deu um pouquinho a mais do que 5 km e 10 km.

A solução para não precisar dessa voltinha a mais seria colocar o portal de largada mais para trás, mas não sei se isso é viável ou não, já que ele sempre fica no mesmo lugar e quase todas as corridas tem distância menor do que a anunciada. Ontem foi diferente por causa dessa parte nova. Não foi uma corrida toda plana, mas foi o que acertou a distância.

Combinei de ir com o Guilherme para que produzíssemos vídeo e tal. Em princípio, correríamos devagar, mas desde o começo o ritmo foi bom. Largamos bem atrás e pudemos passar várias pessoas já  no 1º km, que fizemos em 6:05. O 2º km saiu a 5:30. O 3º km ficou em 5:05. O 4º e o 5º km foram feitos em 4:58. No fim, tempo líquido de 26:53 em 5 km. Muito melhor do que o pensado, planejado e imaginado.

O Guilherme foi fazendo os vídeos, filmando e ditando o ritmo. Eu só tentava acompanhar. No Campeche, ele não tem um asfalto tão lisinho, plano, sem buracos e sem carros. Aí, ele se empolgou e foi. Para mim, foi bom porque no atual momento quando corro com alguém acabo me obrigando a fazer um ritmo um pouco mais forte do que o previsto. E a boa notícia é que nenhum sinal de dor aparece. Ainda preciso deixar o medo e a preguiça de lado para correr mais forte quando estiver sozinho.

Em alguns momentos, o Guilherme abria bem, em outros eu me aproximava, mas no geral corremos juntos a prova toda. Tanto foi junto que no resultado oficial ele chegou só 1 segundo atrás de mim porque ficou fazendo o vídeo da chegada. Nosso tempo bruto foi igual: 28:12, enquanto no líquido fiz 26:53 e ele 26:54, ritmo médio de 5:19 min/km. Como era só 5 km e estávamos fazendo vídeos, nem pegamos água e não lembro bem quantos postos eram. Acredito que tenham sido 3 postos de hidratação, mas não tenho certeza.

Acredito que se não fossem as filmagens e tudo mais, o Guilherme poderia ter corrido ainda melhor e mais rápido. Fizemos um tempo que nem nas minhas previsões otimistas eu imaginei. Pensava em sub 30, mas meio que tanto fazia. Acabou sendo um bom resultado e não sofri tanto quando o ritmo apertou. Se vocês viram ali em cima, foram 3 km seguidos com ritmo entre 4:58 e 5:05. Desde a Run, Floripa! em abril não corria tão rápido por tanto tempo.

Quando teve que acelerar, foi desconfortável, mas não senti dor nem aquele sensação de que estou morrendo. Não parecia algo muito anormal. Era forte, mas nada impossível. Como não estava olhando o relógio nem controlando o ritmo, só sabia da parcial quando o Garmin apitada. E cada apito a partir do 3º km era uma surpresa boa.

Este tempo me deu confiança para melhorar os treinos. Só fazendo rodagens nos últimos dois meses, saiu esse tempo bem legal. Imagina se eu treinar direito e colocar uns intervalados. De repente, consigo um desempenho interessante nos 10 km da Track&Field dia 16 de outubro. Penso em sub 55, por enquanto, mas lá no interior da minha cabeça tem uma vozinha que só fala em sub 50. Ainda tem 3 semanas até a Track, muita coisa pode acontecer.

Voltando à Global, o pós-prova estava bem organizado. Chegando, era só destacar o papel da medalha que estava no número de peito para recebê-la. Mais para frente tinha água, isotônico e frutas. Havia uma tenda de massagem, muito utilizada. Inclusive, fizemos um vídeo do Corredor Sincero sobre este momento, que está no final do post. Ainda tinha a área vip da Pullman, com comes e bebes. No fim da prova, muitos atletas saíram carregando sacos de maçã, isotônicos, pães, bananas. Muita gente fez a feira.

Outra coisa legal era um espaço onde os atletas podiam pegar a foto impressa, essa tecnologia nova que está surgindo agora, a tal da foto em papel. De qualquer modo, foi um sucesso. Era só postar no Instagram usando a hashtag #pullmangobalenergyflp que uma máquina imprimia a foto. Muitos corredores postaram no Instagram só para ter a foto impressa. Tinha fila e muita gente foi mais tarde embora só para pegar a foto.

No geral, foi um evento muito legal. Não teve nada que me chamasse atenção na parte negativa. Até os banheiros estavam bons, mesmo no final de tudo. O clima ajudou, estava nublado, com sol saindo e um ar gelado, mas não frio insuportável. O que ficou estranho foi a largada da caminhada ser às 8h. Ficou meio desconexo e sem sentido, visto que seria mais adequado eles largarem logo depois da corrida. Depois do evento, ainda fomos na padaria repor as energias gastas. No meu caso, nem gastei tanto, mas repus muito mais.

A imagem abaixo mostra o PFC Team depois da prova e a nossa sincronicidade no tempo. O relógio do Guilherme deu dois segundos a mais porque ele estava filmando a chegada.

O Corredor Sincero #6: