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Mais 30 minutos

Depois do Beto Carrero, voltamos à vida normal de treinos. De acordo com a planilha, estavam previstos 45 minutos de bike no domingo e 30 minutos de trote na segunda. Devido à viagem, cheguei em casa só à tarde no domingo e um tanto cansado. Mesmo tendo ficado na minha tia e descansado bem, a viagem de volta dirigindo mais a corrida ainda pesavam. Desisti da bike.

O trote de segunda adiei para hoje. Ontem não tinha condição. Ainda estava meio dolorido e não deu vontade de acordar cedo para correr. Na atual condição, qualquer descanso a mais é bem-vindo. Hoje fiz como estava programado. Acordei mais cedo e fui. Como era só meia hora, tentei planejar para dar tempo de chegar no trabalho antes das 7h30.

Acordei um pouco mais tarde do que deveria, mas ainda deu tempo. Comecei o treino logo depois das 6h. Como a planilha pedia 30 minutos, tinha em mente fazer pelo menos 5 km. Os primeiros passos foram ainda meio doídos. O termômetro marcava 17ºC e um ventinho na Beira Mar deixava as coisas um pouco mais geladas.

A vantagem do inverno não ser tão frio é que fica menos difícil sair de casa cedo. O 1º km saiu bem esquisito e lento. Achei até que estivesse mais rápido, mas fiz em 6:32. Como aquecimento até foi bom. O 2º km foi em 6:00 e ainda tinha mais 3 km para tentar buscar o sub 30 minutos nos 5 km. Não estava tão fácil acelerar o ritmo. O 3º km saiu a 5:52, já melhorou. O 4º foi a 5:47 e o 5º a 5:40. Foi meio no limite, mas deu.

Tendo em vista os quase 20 km de sábado, nem tinha muitas razões para correr mais rápido hoje. A planilha inclusive dizia 30 minutos de trote em terreno macio, mas eu não ia me contentar em sair tão cedo para correr tão devagar. Coloquei uma meta não muito complexa para ter algo a buscar no treino. Quinta-feira tem mais e voltarei aos treinos intervalados. Tentando entrar no ritmo do 5 km sub 25 que pretendo fazer na Meia de Brusque.

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Fim de sequência e a chuva

Na última quarta, falei sobre a sequência de todo dia fazer alguma atividade física. No fim do post, ficou a dúvida até quando duraria. A resposta veio ontem. A planilha não previa nenhum treino, não tinha pilates e quebrei a sequência. Mantive ela por 25 dias, de 8 de julho a 1º de agosto. Até pensei em pedalar ontem para continuar, mas escolhi dormir.

Como só acordei no fim de tarde, já estava ficando escuro e tinha mais vento. Foi o suficiente para nem pensar muito e ficar em casa. Um dia sem nenhuma atividade também não é ruim. Hoje já voltei à rotina. Tinha treino de corrida. Curto, como tem sido. Só que teve também muita chuva, o que foi incomum.

A previsão dizia que ia chover desde o fim da noite de ontem até a manhã de hoje e ela acertou. Poderia ser uma chuva leve, daquelas que mais refresca do que molha, mas não. Era chuva chuva. Muita chuva. Um pouco de vento. Não eram as melhores condições. Ainda acordei uns minutos além do que deveria. Como não estava com vontade de fazer à tarde, fui na chuva.

Coloquei o tênis mais antigo, que não me importo tanto em molhar e fui. O treino previsto era de 4 x (2′ + 2′ trote + 1′ + 1′ trote). Contando com o aquecimento, daria pouco mais de meia hora. Quando começaram os tiros, estava até me sentindo bem para correr, leve, mas o ritmo abaixo do que gostaria. Olhava o relógio e ficava tudo na casa dos 5:20, 5:30. Achei até que poderia ser o sinal do GPS meio doido por causa do tempo fechado.

Na verdade, era só meu ritmo mais lento mesmo. Acredito que por causa do clima a minha vida foi um pouco dificultada. Era chuva o tempo todo, molhando tudo, os carros nas ruas passando nas poças para terminar de molhar o que a chuva não conseguiu, nada ajudava. Um pouco de vento contra. Não consegui correr em ritmo mais forte, mas a sensação de esforço era de algo bem mais pesado.

Decidi não ficar brigando com as condições e fiz no ritmo que dava. Na última série tentei fazer mais rápido, mas só consegui algo bom mesmo na derradeira aceleração de 1 minuto. O ritmo médio ficou em 4:30. Não foi o melhor dos treinos. O que dá para tirar de positivo de hoje é que cheguei todo molhado em casa e consegui fazer o caminho da porta até o banheiro sem molhar o chão. Planejamento e toalha são essenciais. Outra coisa boa foi o fato de ter saído de casa mesmo com chuva. Tomara que seja útil mentalmente para treinos e corridas no futuro.

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Como foi

Como foi? Esta é a pergunta que tem no Garmin Connect para descrever ou anotar qualquer coisa relativa ao treino. A resposta para o fim de semana é simples: foi difícil. Não sei se o cansaço se devia por causa dos dois treinos de quarta, mais o de sexta e mais as duas aulas de pilates. O fato é que o fim de semana não foi muito tranquilo para fazer os treinos.

O de bike no sábado era só pedalar por aí, de leve, mas mesmo assim me senti meio cansado e com preguiça. Pernas pesadas. Se tivesse que fazer algo mais forte, iria sair longe do pretendido. Até evitei algumas subidas que poderia passar para não forçar muito as pernas.

No domingo, a situação não mudou muito. Ficou um pouco melhor, mas nada significativo. Eram 10 x 3 minutos. No mundo dos sonhos, gostaria de fazer tudo abaixo de 5 min/km. Na vida real, o trote de aquecimento foi bem sofrido. A perna esquerda meio dolorida, o pé direito ainda sentindo um pouco da quase torção de sexta, as pernas cansadas e sem vontade, mas continuei.

A primeira e a segunda repetição foram para sentir o corpo e fiz do jeito que dava. Não que as próximas tenham sido diferentes, mas já aquecido consegui fazer em ritmo mais rápido. Em nenhum momento fui constante e todos foram acima de 5. Só o último que fiz questão de tentar. Não foi tão simples, mas saiu 3 minutos a 4:58 min/km. Só estava esperando pelo fim do tempo para andar.

Os treinos do fim de semana não foram o que pode se chamar de bons treinos, mas é melhor isso do que nada. A notícia boa é que o joelho não incomodou e hoje já acordei quase sem dores na perna esquerda. Parece que as coisas estão normalizando. A rotina de treinos finalmente está existindo e o corpo pode estar se acostumando. A semana passada também foi meio pesada nos horários e tempo livre. No geral, os treinos estão rendendo mais. Não no ritmo desejado, mas dentro das limitações e recomeços que tive está indo bem.

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Ritmo, distância e quase torção

Sexta-feira já foi sinônimo de dia de folga dos treinos, mas atualmente é mais um dia de intervalados. Semana passada, 10 tiros de 400 metros em 2 séries de 5. Hoje, 12 tiros de 400 metros em 3 séries de 4 repetições. Não sei se pelo cansaço acumulado das atividades dos dias anteriores, não rendeu tão bem quanto na sexta passada. Não foi o pior dos ritmos, mas queria ter feito mais rápido.

O objetivo era correr todos abaixo de 2 minutos, mas só consegui no primeiro e no último. Todos os outros foram acima. Tem dia que não encaixa. Como não estava muito a fim de brigar com as vontades alheias, fiz o ritmo mais rápido que dava sem morrer. Antes de começar o tiroteio, teve o aquecimento e 4 acelerações de 50 metros. No aquecimento, para provar que não era dia, antes ainda de ter completado 1 km, não vi que acabava a calçada e virei o pé. Foi uma quase torção, mas o suficiente para deixar o pé um pouco dolorido, principalmente depois do treino.

A culpa foi um pouco minha também. Ainda meio dormindo, decidi que seria uma boa ideia correr na calçada do lado de um prédio em construção. Claro que não era. O terreno irregular deu uma enganada e pisei em falso. Menos falso que só quase caí e não torci o pé. Ficar no quase nesse caso foi o melhor cenário. Acredito que até domingo essa dorzinha no tornozelo vai sumir.

Desta vez, para acompanhar o ritmo de cada tiro, mudei as informações que apareciam na tela do Garmin 10. Sinceramente, não sabia que tinha essa possibilidade, mas ontem antes de dormir resolvi olhar só por curiosidade e desencargo de consciência. Para minha supresa, havia a opção de mostrar na tela o ritmo e a distância. Pena que só tem duas telas para mostrar as informações. Então, optei por deixar uma com o tempo e a distância e a outra com o ritmo e distância, em substituição ao tempo e ritmo.

Comecei o treino com esta tela mostrando o ritmo. Achei que saber isso ia me ajudar, mas como as coisas não estavam rendendo, acabei alterando a tela. Em vez de ficar olhando a do ritmo, coloquei na do tempo. Toda vez que eu olhava, o ritmo estava acima de 5 min/km e eu não conseguia trazer para baixo. Para não desanimar e não ficar vendo o que não queria, alterei. Os ritmos se mantiveram na média, acima do desejado. Só o último que fiz questão de mudar a tela para ver o ritmo e correr abaixo dos 5 min/km.

Mesmo olhando, controlando, sabendo como estava, fazendo força, não foi fácil. Realmente, não era dia. As panturrilhas ainda estava um pouco sentidas do treino duplo de quarta. Amanhã está prevista só pedalar. Novamente, sei que o mínimo de 30 minutos vou fazer, mas cumprir os 120 minutos da planilha parece inviável. O grande plano do sábado é dormir até não poder mais. O cansaço acumulou.

Ontem, por exemplo, cheguei em casa, fui para o pilates, voltei, comi e dormi duas horas. Acordei, vi um pouco do jogo do Grêmio e voltei a dormir. E aí fui direto. Só acordei, meio a contragosto quando o despertador tocou. Poderia continuar dormindo por mais um tempo. No entanto, hoje ainda não era permitido. Qualquer atraso ia retardar o treino e a chegada no trabalho. Felizmente, amanhã é sábado e não tem hora para acordar. Domingo tem mais treino de corrida, mais intervalado. Vamos ver em que estado o corpo chega e o que vai render.

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2 em menos de 11 horas

A quarta-feira dava indícios de que seria um dia interessante nos treinos. Quando recebo a planilha no domingo, sempre dou uma olhada nela para já ter ideia do que me espera. Foi com alguma surpresa que vi que na quarta-feira estavam previstos dos treinos de corrida. Lembro de ter falado para a Mariana evitar treinos duplos de bike e corrida nesta semana devido ao horário do trabalho e do tempo mais escasso. Não entendi bem a ideia dela, mas se a planilha pede, a gente faz. Claro que antes enviei uma mensagem para confirmar se era isso mesmo.

Primeiro, achei que seria correr, fazer o treino e, em seguida, correr mais um pouco. Depois, confirmei que na verdade era para correr, dar um espaço de tempo e correr novamente mais tarde. Era a alternativa mais óbvia, né? Mas é sempre bom dar aquela confirmada básica. Vai que tem uma surpresa. Como seriam dois treinos no dia, tive que me planejar um pouco mais. A parte 1 do dia foi feita logo cedo, comecei o treino às 6h27. Foi até uma boa experiência para tentar treinar de manhã nos dias de semana. Não estava tão frio e deu tempo de fazer tudo.

Este primeiro treino tinha vários tiros curtos e intensos. Fiz o aquecimento nosso de todo treino de tiro e, na sequência, foram 4 vezes de 15 segundos, descansando 45 segundos; 5 vezes de 20 segundos, descansando 40 segundos; e 6 vezes de 30 segundos, descansando 30 segundos. Todos eles na maior velocidade que conseguisse. Ainda estou longe de correr rápido, mas gostei do resultado. As duas camisetas que estava usando me deixaram até com calor no fim do treino. Como o tempo de corrida era curto, o Garmin não conseguia mostrar o ritmo da volta. Quando sai de um ritmo mais lento para um mais rápido, ele demora alguns segundos até mostrar no visor o ritmo estimado. Nos tiros de 15 e 20 segundos, não deu tempo. Quando ainda estava estabilizando, acabava. Só no de 30 segundos consegui ver o ritmo.

Chegando em casa, vi que todos foram com ritmo abaixo de 5 min/km e a maioria abaixo de 4:50. Nada mal. Tomei banho, me troquei e fui para o trabalho. Seriam mais 9 horas trabalhando e ao fim do expediente teria mais um treino. Pensando já na logística, levei um shorts, camiseta e toalha no carro. Saí do trabalho, fui para o carro, deixei as coisas, troquei de roupa e saí para correr. A vantagem do estacionamento do trabalho é que não tenho preocupações com o que ficou no carro. Levei comigo apenas a chave do carro. A parte 2 era mais tranquila: 15 minutos em ritmo leve, 15 minutos mais rápido e o trote final. Comecei às 17h04.

A temperatura e o clima eram mais amigáveis. Os 14ºC da manhã era entre 20 e 24 à tarde. Pela manhã, corri na Beira Mar de São José. À tarde, corri na Beira Mar Continental e no Parque de Coqueiros. Na ida, vento contra, ficava até mais gelado. A volta foi um alívio. Sem vento batendo no peito facilitou a minha vida. Tentei utilizar a volta para os minutos em que teria que correr mais rápido. Em termos de ritmo, o treino da tarde era mais tranquilo, mas as pernas, principalmente as panturrilhas, já estavam cansadas do treino da manhã e do dia de trabalho. Apesar disso, consegui correr já no começo em ritmo razoável.

Os primeiros 15 minutos ficaram em 6:19, 6:20 e mais 360 metros a 6:30. Os 15 minutos seguintes foram mais rápidos, conforme planejado. Queria até um pouco mais, mas não consegui nada melhor que 5:49, 5:22 e mais 720 metros a 5:19. O 1º km desses 15 minutos mais rápidos não saíram legais. Depois, consegui acertar o ritmo, mas as pernas estavam pesando. Ainda fiz os minutos e metros finais e fechei o treino com 5,57 km em 32:53, ritmo médio de 5:54 min/km. Os dois treinos planejados foram feitos conforme a planilha pedia.

O resultado foi que hoje, dia seguinte, as panturrilhas estavam bem cansadas e um pouco doloridas. O joelho não apresentou nenhum sinal anormal, o que considero muito bom. Os dois treinos me deixaram bem cansado. O sono à noite estava muito grande. Quando deitei, dormi e fiquei até meio triste quando o despertador tocou. Acordei querendo continuar dormindo. Hoje é dia de descanso da corrida e bike, mas tem pilates. Depois dele, o plano da quinta é tentar dormir o máximo possível. Até porque amanhã tem tiros de 400 metros e não parece que vai ser muito simples.

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Quando parece fácil

O treino de hoje parecia daqueles mais tranquilos, sem intervalados. 3 km de aquecimento, 4 acelerações de 50 metros e depois mais 3 km mais forte, com trote depois disso. Olhando na planilha, não tinha 5, 6 repetições de 200 metros ou 3 minutos.

Só que não saiu tão bem quanto pensei. O aquecimento foi tranquilo, ritmo razoável. Sempre quando tenho tiros ou ritmo mais forte, acabo fazendo um aquecimento mais lento. Na terça, no treino do mini duatlo, como sabia que era só correr 15 minutos na primeira parte, consegui um ritmo mais constante e não tão lento.

Os tiros de 50 metros foram só para avisar o corpo que a partir dali seria mais rápido. Por razões que não sei explicar, não rendeu. O 1º km saiu a 5:43, o 2º km a 5:38 e o 3º km a 5:18. Ou seja, 3 km 16:39, ritmo médio de 5:33 min/km. Como a planilha pedia Z2 progressivo, o ritmo ficou dentro do estipulado.

No entanto, saí de casa com outros planos. Queria correr pelo menos abaixo de 5:15. Não aconteceu, mas pelo menos o treino foi feito. A Track&Field de domingo é uma incógnita, não sei o que vou conseguir fazer. Os treinos me dão uma vaga ideia de que sub 1 hora consigo. O resto, só no dia para descobrir.

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Os testes do fim de semana

Sábado foi mais um dia de treino duplo. Foram 30 minutos de bike para depois fazer mais de 9 km de corrida. Desta vez, o treino de sábado foi mais pesado. Comparando com os anteriores, esse teve mais intervalados e por mais tempo.

Previamente, estava inscrito na Barigui Night Run em Curitiba. Iria correr a prova de 5 km no sábado à noite. Por diversos fatores, acabou não dando certo a ida. Avisei a Mariana que não teria mais corrida e ela disse que ia alterar o treino de sábado para fazer algo com mais qualidade, ao invés de correr apenas 5 km.

Esperava uns tiros aqui e acolá, mas foi bem mais do que imaginava. Basicamente, aquecia 2 km, fazia 2 km mais forte, descansava, fazia mais 2 vezes de 1 km, descansava e fazia 4 séries de 500 metros. Os 2 km do começo foram mais tranquilos. Fiz em 10:47, ritmo médio de 5:24 min/km.

Depois, o primeiro de 1 km saiu a 5:02. Obviamente, o segundo tiro de 1 km teria que ser menos. E foi: 4:53. Por mim, se o treino acabasse depois dessa série já estaria mais do que bom. Mas não. Ainda havia os 4 tiros de 500 metros. Estava meio esgotado, mas se a planilha diz para fazer, eu faço.

As séries saíram meio parecidas. Pelo menos fui regular, embora não tão rápido. Pela lógica da distância menor, deveria ter corrido mais rápido do que o 1 km, mas não foi bem isso. Fiz 2:27, 2:29, 2:34 e 2:28, nenhum com ritmo muito mais rápido que os 4:53. Valeu por ter chegado ao fim e feito tudo o que estava planejado no que diz respeito às distâncias.

No domingo, tinha só bike, mas um treino intervalado. Mais um pouquinho de força para fazer. Aquece, 5 vezes de 20 segundos, 5 vezes de 1 minuto e 2 vezes de 5 minutos. A bicicleta não é das melhores e eu também não sou, mas faço o máximo de esforço possível.

O fim de semana foi de bons treinos. Ainda não me sinto em condições de correr bem uma prova do início ao fim, mas acredito que aos poucos vou encaixando o ritmo. Faz um mês que estou com os treinos regulares, depois da Meia de Floripa. Tenho margem para evoluir. Domingo tem a Track&Field Run Series e vou poder testar as pernas em mais uma corrida.

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Treino curto

Depois da Meia de Floripa, falei com a Mariana que gostaria de fazer treinos mais curtos, focar mais no 5 km e 10 km, melhorar o tempo nessas distâncias e daí pegar confiança e estar preparado para as distâncias maiores. Essa mudança de foco dos treinos também tinha a intenção de gerar menos impacto no joelho.

Acredito que mais para frente esteja mais apto a correr distâncias maiores, mas do jeito que fiz até a Meia de Floripa não funciona. Foi muito tempo sem correr, poucos treinos e uma prova muito longa. Tudo errado. A semana seguinte à meia foi meio dolorida, mas com os treinos mais curtos as coisas estão voltando ao normal.

Tem alguns dias o joelho não me incomoda para correr. E os treinos não diminuíram. Desde semana passada, tenho tido apenas um dia ou dois de folga. Sempre estou fazendo algo, seja corrida, bike ou pilates. Eventualmente, faço dois no mesmo dia. Os três juntos ainda não aconteceu e espero que continue assim.

Os treinos de corrida estão mais frequentes também. Os últimos foram dia sim, dia não e sem maiores problemas no joelho. Como eles são mais curtos, acaba rápido. E a maioria são intervalados. Treinos contínuos são raros. Com isso, além de ser menor, o impacto é só por certo período de tempo intercalando com descanso.

Ontem foi mais um dia assim. 2 km de aquecimento, algumas acelerações de 50 metros, 5 vezes de 200 metros com intervalo de 45 segundos e mais 1 km, seguido de um trote final até em casa. A parte mais contínua é o aquecimento e o trote final, quando o ritmo é mais lento. Dessa forma, sair para correr tem sido mais divertido.

Confesso que ontem estava com muita preguiça no começo do treino. O 1º km saiu a 7:50 e o 2º a 7:13, mas quem precisa correr rápido no aquecimento, né? Os tiros de 200 metros não foram lá essas coisas. Faço eles no ritmo mais rápido que dá, mas ainda não me sinto totalmente solto. Falta um pouco de confiança, talvez, mas pelo menos é um estímulo de velocidade.

O tiro de 1 km saiu a 5:08, já gostei mais. Depois dos minutos iniciais, o corpo aqueceu e ficou menos difícil de correr. A parte boa é que foram 40 minutos e pronto. Fim de treino, sendo que os últimos 8 minutos foram de trote. Gostaria de correr mais e mais rápido, mas dada a situação em que me encontro esse tipo de treino tem sido legal de fazer.

Psicologicamente faz bem. Com relação à forma física e à evolução não sei, talvez seja mais lento, menos efetivo, mas continuar correndo com bastante frequência e sem sentir dor acaba sendo muito melhor. Os testes vão ser as corridas, quando a corrida vai ser contínua. Domingo, foram 5 km depois da bike e o resultado foi bom.

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Treino duplo de domingo

Já tinha feito alguns treinos de bike e corrida no mesmo dia, mas domingo foi o primeiro treino duplo mais redondo. A planilha pedia 1 hora de bike, variando entre forte e normal o ritmo, e 30 minutos de corrida. Como domingo é dia de ruas vazias e o pneu estava cheio (enchi sábado), aproveitei também o dia de sol e decidi que finalmente iria fazer a meia maratona sub 1 hora de bike. Para você verem o meu nível, nunca tinha feito isso.

Esse negócio de muito forte e depois normal não ia dar certo. Como iria correr depois, queria fazer o máximo de esforço possível de forma contínua para ver como as pernas iriam reagir depois. Comecei mais lento, mas já pelo 4º km encaixei um ritmo abaixo do necessário e que me garantiria a meia maratona em menos de 1 hora. Terminei o treino e consegui fazer a meia em aproximadamente 58:34.

Faltava ainda uns 6 km e senti a perna meio cansada em alguns momentos. O tênis de corrida que estava usando também não ajudou muito. Ele ficava escorregando. Já sei agora qual não usar para pedalar. No início do treino escolhi algumas pequenas subidas para passar, como forma de aquecimento e para fazer força. Na metade final, fui para as ruas mais planas e onde tinha mais retas. Dessa forma, mesmo meio cansado, quando vi que ia sair a meia sub 1 hora nem pensei muito. Não tinha como desanimar ou desacelerar.

Cheguei do treino, entrei na garagem do prédio, deixei a bike, tirei o shorts, deixei o óculos de sol e o controle da garagem no carro e fui. Estava pronto para correr. Para esclarecer: estava pedalando com a bermuda de compressão e o shorts por cima. Notei que pedalar só com a bermuda poderia causar rasgos ou furos nela, devido ao banco da bike não ser grande coisa. Liguei o GPS e esperei encontrar o sinal. Como já tinha usado antes, localizou bem rápido.

Os primeiros passos foram horríveis. Estava me sentindo morto, com as pernas meio bambas, até fiquei em dúvida se iria conseguir fazer os 30 minutos. Imaginei o pessoal do triatlo e do Ironman que pedala mais de 5 horas e ainda sai para correr uma maratona. Depois de alguns metros, as pernas assimilaram o que estava acontecendo e ficou menos difícil correr. Ficou apenas o cansaço do pedal. Em nenhum momento da corrida me senti livre, parecia meio travado, não encaixava. Deve ser por causa da bike antes.

Entretanto, para minha surpresa, o 1º km saiu a 5:40. A sensação de esforço era de algo muito mais lento. Achei que poderia ser só empolgação de início de corrida. Mas não! O 2º km mostrou 5:34 no relógio. Cada vez sentia que a corrida rendia menos, mas o relógio mostrava o contrário. O 3º km ficou em 5:42 e o 4º km também. Deu uma caída no ritmo, mas estavam todos próximos. Depois do 2º km já tinha decidido que ia fazer só 5 km. Seria um parâmetro para a corrida de 5 km do próximo domingo. O combo do Heartbit já estava garantido. Não havia necessidade de fazer os 30 minutos, até porque o tempo total dos 5 km ia dar quase isso.

O último quilômetro saiu a 5:40 e ainda corri aqueles 50 metros a mais do GPS, para já considerar a margem de erro. Terminei os 5 km em 28:36, ritmo médio de 5:40 min/km. Como os meus treinos de corrida em geral são intervalados e não contínuos, não tinha muita noção do quanto conseguiria fazer nos 5 km. Na Meia de Floripa tive uma boa amostra, resistindo por 15 km nesse ritmo de 5:40 também. Não sei se o treino rendeu legal pela bike antes, pelos treinos que tenho feito, se poderia ter corrida mais rápido se fosse só a corrida ou se juntou tudo.

Domingo foi um dia em que o treino rendeu. Existem dias bons e ruins de treino e domingo vai ficar na categoria dos treinos bons. Nem falei antes porque nem tem o que relatar do joelho. Só tentou incomodar durante o 2º km da corrida, mas em seguida passou. Para não falar que só teve coisas boas no treino, quando cheguei em casa descobri que havia pisado em alguma merda no meio do caminho. O cheiro diferente no tênis tinha explicação. Nada que uma lavada no tanque não resolvesse.

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Intercalando

Sem saber em qual horário correr, fui ontem à tarde, depois das 16h. A preguiça e a vontade de não ir eram enormes. Esse é o grande problema de correr à tarde para mim. Sabendo da situação, nem deitei depois do almoço para não dar chance de desistir. Quando passou das 16h comecei a me arrumar.

Em casa, parecia estar mais frio do que realmente estava. Coloquei duas camisetas, sendo uma de manga comprida. Durante o treino já vi que não foi uma boa ideia. Acabei ficando com calor. Poderia ter usado apenas uma. O treino de ontem consistia em aquecer e fazer 10 vezes de 1 minuto, com 1 minuto de trote.

Comecei andando para me animar e em seguida iniciei o trote. Não sei se era porque estava sem correr desde sábado ou se pelo clima, mas me senti muito bem correndo. Aquela sensação boa de correr. A preguiça que tinha em casa nem apareceu. Foi muito bom essa primeira parte.

A situação era tão favorável que nem o joelho incomodou nesse início. O ritmo não era lá essas coisas, mas sabia que o momento de fazer mais força ainda ia chegar. Durante o trote e depois durante as acelerações, o joelho incomodou um pouco. Às vezes, depois de aquecer melhor, outras vezes sempre fica uma coisinha.

Ontem foi estranho porque não senti o joelho na região do menisco rompido, onde penso que seria mais normal. Foi mais na parte do meio do joelho. Talvez seja consequência do menisco. Ou não. Só sei que o treino não foi muito legal nesse aspecto. Fora que a sensação boa foi desaparecendo à medida que as acelerações apareciam.

Acho que não era um dia de fazer muita força. Nenhum tiro rendeu muito. Um pouco pela falta de vontade, outro pouco pela falta de preparo ainda e mais um tanto pelo joelho mais ou menos. Fiz tudo o que precisava ser feito, mas o ritmo não me agradou. Espero que o próximo treino seja melhor.

Falando nele, tenho a impressão que os treinos espaçados de corrida podem estar me atrapalhando no processo de ter uma preparação legal para correr. Talvez tenha que treinar mais, mas ainda não em dias seguidos. Deixar um dia de descanso ou dois. Hoje, por exemplo, a planilha previa um treino de duatlo, com corrida e bike.

Por causa de uma série de fatores e de compromissos e também para não correr ainda dois dias seguidos (não estou confiante), adiei o treino para sexta. O dia de descanso seria sexta, com bike sábado e corrida e bike domingo. Inverti para dar um descanso. Sexta é mais tranquilo e, apesar de ser provável treinar à tarde, consigo fazer as coisas com mais calma.

Este treino de sexta vai me dar um parâmetro sobre o joelho, sobre o joelho, sobre tudo praticamente, já que vai ser o primeiro desse retorno com só um dia de descanso entre um e outro. Teve o trote no sábado antes da Meia de Floripa, mas foi tão leve que não conta. Desta vez, serão dois treinos que exigem mais em um período de tempo menor.