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Ao vento

Segunda-feira, chuva, vento sul, frio, 14ºC na melhor das hipóteses, depois das 17h. Essa era a situação do início do treino de ontem. A planilha dizia 45 minutos de bike. Fui adiando durante a tarde esperando a chuva passar, já que essa era a previsão.

Felizmente, foi uma previsão acertada e a chuva parou. Só que o vento e o frio continuaram, além das ruas molhadas. Coloquei três camisetas mais uma bandana no pescoço e fui. Da janela de casa podia sentir o que me esperava, mas foi só ao sair na rua que confirmei.

Assim que a bicicleta ficou ao ar livre pude perceber que talvez não devesse ter saído. Era muito vento, de todos os lados, quase não tinha direção para pedalar sem ser com vento contra. Porém, a planilha pediu e eu fui. Fiz algumas adaptações por causa do clima.

Em vez de 45 minutos de bike, fiz só 31 para garantir o combo do Heartbit. Não consegui pedalar forte em quase nenhum momento. Foram raras as situações nas quais tinha o vento me empurrando. A Beira Mar estava impraticável e só dei uma volta pequena lá.

Decidi sair pelas ruas da cidade, tentando escolher onde tinha menos carro. No geral, foi um treino bem leve. São nesses treinos que às vezes a gente se sente melhor só de ter saído de casa. E também se sente um idiota. Por que sair nesse tempo ruim? O depois é sempre bom, mas não me tirou a sensação de que poderia ter ficado em casa. Pensei em adiar o treino para o dia seguinte, mas optei por sair no vento mesmo.

Queria ver qual era o tamanho do estrago pedalando em situação tão desfavorável. Teve instantes em que parecia que estava em uma esteira natural de bicicleta. Pedalava, fazia força e quase não saía do lugar. Menos mal que o treino de ontem não era nada com acelerações, mais uma rodagem alternando marchas. O vento fez o papel de marcha leve e pesada, uns 90% do tempo pesada. A previsão do tempo não é animadora para os próximos dias, mas não tendo vento e chovendo menos já me ajuda.

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A subida e o vento

Comecei a pedalar e descobri detalhes que antes não faziam muita diferença. Quando somente corria, não notava essas coisas. O título do post mostra os dois exemplos mais claros. As subidas sempre foram um tanto perceptíveis e sofridas na corrida, mas só as mais inclinadas e extensas. Com a bike, porém, até as subidas que ninguém diz que são subidas começaram a ser sentidas.

Nas ruas da cidade, dependendo da direção que se vai, há um leve aclive, que correndo, a pé ou de carro você não percebe. De bike é o contrário. Com a mesma marcha e mesmo esforço fica mais difícil indo para um lado e muito mais fácil indo para o outro. Era uma coisa que nunca tinha me dado conta até então.

Outro fator é o vento. Correndo é uma das coisas que mais atrapalham, principalmente o vento contra, mas não é nada comparado com o que encontro pedalando. Qualquer vento contra já me segura e me obriga a fazer mais força para manter o mesmo ritmo. Claro que acaba cansando mais.

Quando tem muito vento, naquele nível que atrapalha até a corrida, é o pior dos mundos. Se tem treino de tiro na bike, tento sempre fazer a maioria a favor. Aliás, pedalar a favor do vento é uma maravilha. A marcha poderia até ser umas duas vezes mais pesada, de tão fácil que é.

Ontem, por exemplo, tinha muito vento em uma direção da Beira Mar de São José. Em alguns instantes é bem complicado até manter a bike em linha reta. Até no gráfico de ritmo do Garmin deu para notar quando foi contra e a favor do vento. Faz parte das atividades ao ar livre. Prefiro esses pequenos sofrimentos do que ficar correndo ou pedalando dentro de uma academia.

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O treino e o vento

Mesmo no feriado de 7 de setembro, minha rotina não se altera pela manhã, embora tenha a tarde livre e as ruas estejam vazias. Mantendo o padrão de treinos, acordei sem despertador e fui correr na Beira Mar. Pensei em fazer um treino mais longo, mas tudo ia depender do estado do corpo e das pernas. A previsão do tempo não indicava chuva, mas que iria esfriar a partir de hoje. Realmente aconteceu. A previsão está acertando quase tudo nos últimos dias.

Logo de madrugada, já percebi que a manhã seria de vento. A janela do meu quarto batendo e fazendo barulho era um indício. Felizmente, a manhã nos brindou com um sol intenso para contrastar com o vento que ainda perdurava (e pelo jeito vai continuar no resto do dia). Talvez por estar um pouco mais frio, meu início de treino foi muito lento. Estava sentindo incômodos nas pernas e nos pés. Acredito que o frio influenciou nisso.

O tempo foi passando e tudo foi se ajeitando. No decorrer do treino, o corpo mais aquecido já me ajudava a ter um ritmo mais razoável. O foco deste momento não é ser rápido, é só fazer volume em ritmo confortável. Só que também não quero correr muito lento porque parece que o treino não está valendo a pena. Até o 3º km foi meio arrastado, depois começou a melhorar.

E aí entra o vento. Tinha bastante vento na Beira Mar. Na ida, que foi até os 5 km, era muito vento contra, segurando, deixando o tempo mais frio. Nem as duas camisetas, uma de manga longa e outra de manga curta, pareciam suficientes. Mesmo assim, no 4º e 5º km consegui ainda acelerar um pouco. Já chegando no retorno, percebi que o vento diminua. Quando fiz o retorno de fato, o vento sumiu.

Toda aquela sensação de frio, de que algo estava me segurando se inverteu. Ficou mais fácil correr, só que ficou mais quente. Comecei a suar mais. Já tinha mais de 5 km e era natural ficar mais quente. O vento que desapareceu também ajudou nisso. Aproveitei o percurso sem vento para fazer os 3 km seguintes em 6:01, 5:53 e 6:02, além dos metros finais em 6:08. Percebam, então, que o treino teve mais de 8 km.

Sim, hoje consegui correr a maior distância e o maior tempo desde o retorno em julho. Foram 8,41 km em 53 minutos. Sem dores e sem nenhuma manifestação de que poderia aparecer. Foi tudo dentro do esperado, inclusive o cansaço no fim. Até do joelho com problema no menisco lembrei. Acho que agora as coisas estão começando a engrenar. Continuarei assim e vamos ver se tudo se comporta de maneira adequada nos próximos treinos.

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Coluna do Enio – A difícil convivência com o vento

Na nova rotina de treinos com o Adriano Bastos, estou tendo que me acostumar com ritmos um pouco mais rápidos. Estava acostumado com ritmos mais lentos, na minha zona de conforto querida. Na última semana, dois treinos intervalados, na terça e na quinta, tiraram-me à força de vez do confortável. Depois dos intervalados, fazer rodagens entre 5:30 e 5:40 parece um presente dos deuses. O ritmo que antes tinha preguiça de fazer, agora me deixa aliviado quando o vejo na planilha.

Meus horários de treino geralmente são à tarde. É quando fica melhor. Ainda não consegui acordar 4:30 ou 5 da manhã para correr. E à tarde, em Floripa e arredores, SEMPRE tem vento. Uns dias mais fraco, outros MUITO forte. Não tem erro. Depois do meio-dia, lá pelas 14, 15 horas, o vento chega, pontual. Muito mais pontual que os ônibus da cidade e algumas largadas de corrida. É de se estranhar quando o vento não aparece. Correr com vento é muito pior do que correm com muito sol ou chuva. É o que mais me incomoda.

O ritmo mais forte e o vento não são aliados. O intervalado da terça da semana passada foi com MUITO, mas MUITO vento. Quebrou o ritmo dos tiros quando peguei o vento contra. No fim de semana que passei em Curitiba, notei a diferença do vento. E o Garmin também. Talvez não seja preciso, mas dá uma boa noção. Em Curitiba, a velocidade do vento ficou em torno de 3 kph. Em Floripa, no dia de vento forte chega a 23 kph. Segunda-feira foi um dia de MUITO vento sul. Por sorte, era rodagem e não atrapalhou o ritmo.

O inverno está quase chegando e acredito que não vou conseguir ter tanta força de vontade para acordar antes das 5 horas para treinar. É provável que continue com as tardes, reservando as manhãs apenas para o fim de semana e feriados. Terei que conviver com o vento e tentar aproveitar quando ele está a meu favor. Talvez fazer os tiros todos com o vento me empurrando, mas aí seria trapaça e muito mais fácil. O mais correto é encarar o vento e azar. Vamos em frente.

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adriano bastos