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Correr sem dor – Canelite – Parte 1

Relato enviado pelo Thiago Sousa

Meu nome é Thiago, no Instagram @corredorcervejeiro, 36 anos, casado, tenho um filho de 4 anos e sou de Aracaju/SE. Corro esporadicamente há 6 anos e com regularidade há 1 ano. Pelo menos, 5 km, 3 vezes por semana e tenho canelite nas duas pernas: nível 1 na esquerda e nível 3 na direta (a classificação é minha, de 0 a 5). Por conta desta patologia, não consigo aumentar a distância nas corridas, nem baixar meu pace (6 min/km).

No entanto, a corrida me ganhou e eu preciso chegar aos 10 km em 2015 e aos 21 km em 2016. Então, busquei ajuda médica. Fiz raio x e não acusou nada. Fiz ressonância e acusou “possivelmente estresse tibial grau 1 incipiente”. A partir daí, entrei em uma academia para fazer fortalecimento das pernas. Vale a lembrança de que comecei a correr para fazer alguma atividade, já que não gosto de academia, e agora eu retornava à academia para continuar a correr. O mundo dá voltas.

Com os competentes acompanhamentos dos professores Zé Carlos e Helen, estou há 2 meses “malhando” para reforçar esses músculos que poucas vezes foram tão exigidos. Concomitantemente, procurei conselho com, talvez, o maior especialista em corridas de Sergipe. Este treinador comprou minha briga e começou a polir minha técnica. Fizemos teste de pisada, troca do asfalto pela grama, treinos educativos e trotes leves para conhecer minha biomecânica e… a dor aumentou. Até raspei as pernas para usar Kinésio Tape e nada!

Bateu o desespero: se eu corria errado e doía pouco, como correndo certo dói muito? Aí entra o tato do técnico e a individualidade do atleta. Ele disse: “eu precisava ver como você reagiria ao treinamento regular, até para avaliar o nível de desconforto da dor. Vamos tentar algo velho e novo. Você apostou em mim para te fazer correr sem dor e vamos fazer isso em 4 semanas“.

Agora começa a história que quero contar, que chamarei de treino Karatê Kid. “Amanhã venha sem tênis e antes e depois dos treinos faça massagem nas pernas com sabão de côco, ele tem substâncias anti-inflamatórias e vai tirar os coágulos das inflamações dos ossos“. Sei… sabão de côco? Estava parecendo Karatê kid com Rocky Balboa. Pensei: “vou fazer fortalecimento e treino funcional nestas 4 semanas, mas isso eu já faço na academia“.

Quando cheguei no local onde treino, na orla de Aracaju, eram 7h. Fomos para a praia, e após um alongamento diferenciado, pediu que andasse 50 metros e voltasse trotando 100 metros, sem me preocupar com pisada. “Corra como o Thiago criança, leve, se divertindo e relaxado“. “Mas professor… descalço?”. “Sim, mas vá pelo mar, com água na altura de um palmo, andando e correndo com água no meio da canela. Isso vai aliviar o impacto na aterrissagem e fortalecer a musculatura na decolagem“.

Fui desconfiado de que mais uma vez as dores iriam aumentar. Fiz 2,5 km entre andada e corrida e NADA de dor. Como? 30 minutos de atividade e nada? Ontem não consegui trotar na grama com tênis por 10 minutos e hoje faço 2,5 km descalço! E assim foi na terça, quarta, quinta e sexta, 4 dias seguidos correndo sem tênis e sem dor. Milagre? Treinos de uma hora, fazendo em média 3 km intervalados e vários exercícios na água.  Dor? Zero! Amanhã continuamos essa breve história. Até lá.

*Quer contar como foi o seu treino ou a sua corrida? Faça como o Thiago e envie o seu relato para o Por Falar em Corrida.

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Meia maratona em detalhes

Ontem contei como foi o antes e o planejamento para a Meia Maratona de Florianópolis. De tudo aquilo que foi planejado, o mais difícil mesmo era fazer as parciais dentro do pretendido. Por uns 10 km eu sei que sempre deu, mas depois era um mistério. Lap manual, sem gel, sem água, em jejum e o aquecimento foram tranquilos. Nada muito diferente do que faço. Desta vez, dei atenção especial ao aquecimento. Só que achei que a largada era às 7h. Na verdade, era às 7h10. Com isso, acabei me adiantando 10 minutos no aquecimento. Não atrapalhou, mas podia ter terminado ele mais perto da largada.

Uma das partes mais importantes desta meia foi o lap manual. Sabia que o Garmin ia marcar a mais. Ele TEM QUE marcar a mais. Se deixasse no lap automático, ia ouvir o apito e ver a placa lá na frente. Decidi que ia fazer tudo manual. Confiaria na prova e correria, em todos os sentidos, o risco. Quando é meia maratona, acredito mais na organização. A chance de fazerem coisa mal feita nos 21 km é menor. Na tela do meu simples Garmin Forerunner 10, com apenas dois campos de visualização, deixei o tempo total de prova e o ritmo da volta. Assim, controlava meu ritmo daquela volta e daquele suposto quilômetro e não pensei que tinha algo errado quando a volta manual mostrou 1 km em 5:29 e o seguinte em 3:56. Eu sabia que estava no ritmo. O tempo total também me dava essa noção.

Sobre a prova em si. Queria fazer como sempre treino. Em jejum, sem água, sem gel, sem frescuras. E assim foi. Só faltava mesmo acertar a parte do ritmo. No sábado, até pensei em escrever no braço o que deveria fazer a cada 5 km, mas esqueci. Nem precisou. Durante uma corrida em que vou para tempo, ocupo minha cabeça com o ritmo e com as contas e somas e projeções. Para não criar demasiada expectativa, coloquei uma meta plausível: cada 5 km em 23:45, média de 4:45 min/km. O que me daria 10 km em 47:30, 15 km em 1:11:15 e 20 km em 1:35:00. Aí, sobrariam 5 minutos e 1,195 metros. Se seguisse isso certinho, provavelmente faria 1h40 baixo, mas seria meu recorde pessoal da vida, o que já seria muito bom.

Apenas para título de informação, foi durante a prova que calculei mais ou menos o total dos 15 km. É complicado somar números quebrados. Para ter ideia, eu pensava que era 1:10:45. Errei por 30 segundos. Fora isso, para não ficar a cada 5 km sem ter com o que me ocupar, estabeleci um objetivo de tempo para os 7 km, 14 km e 21 km. Peguei 1h40, transformei em minutos, dava 100 minutos, dividi por 3 e deu uma dízima periódica. No meio de uma corrida não pode dar dízima. Aí arredondei e botei como objetivo fazer perto dos 33 minutos. Se fosse abaixo, melhor, mas poderia ser um pouco acima. Só em casa fui perceber que podia ter escolhido 33:20, mas na hora tem coisas que a gente nem se dá conta. E foi tudo tão mal planejado e na hora que fiquei com um hiato do km 10 ao km 14 sem ter muitas contas para fazer. Tive que me virar de km em km.

Vamos dividir a meia em partes:

1 a 5 km – 23:26. média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5,04 km.
Comecei devagar, já nem contando muito com o 1º km. Queria fazer abaixo de 4:50, mas não ia ser o fim do mundo. As coisas foram melhores que o esperado e saiu média de 4:46. Essa primeira parte dos 5 km pega uma vez os viadutos da prova, na ida. Ou seja, sobe e desce uma vez. Talvez tenha sido pela descida do viaduto, talvez pela leve descida da Beira Mar embaixo da Ponte Hercílio, talvez pelo começo de prova, mas recuperei o começo que nem foi tão lento assim e fiz o km 3, 4 e 5 com média abaixo de 4:40. Nessa parte, estava já com 19 segundos de vantagem com o que tinha me proposto. Em todas as parciais de 5 km, fiquei com alguns segundos de vantagem, como poderá ser visto no decorrer do texto.

6 a 10 km – 23:33 – média de 4:43. Distância que o Garmin marcou: 5,05 km
Tempo total: 10 km em 46:59.
Nesta parte, tinha a volta do viaduto da ida e mais um viaduto que só pegamos no retorno. Nestes 5 km foi também onde aconteceu o maior erro das distâncias no lap manual. O km 7 marcou 1,16 km e o km 8 teve 0,85 km. Como o km 7 pegava toda a terceira subida do viaduto mais uma subidinha da Beira Mar (é um falso plano), acabou saindo 4:44 de média. Os outros quilômetros, 6, 8, 9 e 10 saíram entre 4:37 e 4:40. Foi a pior parcial dos 5 km (a maior distância que o Garmin marcou também), mas o tempo dos 10 km seria minha terceira melhor marca da vida na distância.

11 a 15 km – 23:27 –  média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 15 km em 1:10:26.
Depois do retorno para quem fazia 10 km, a pista era toda nossa e neste momento vi uma placa de marcação de quilômetro do outro lado da pista. Ela indicava para os atletas que estavam voltando que ali era o 20º km da prova. Fazendo uma conta rápida, logo me dei conta que o retorno não seria no elevado do CIC e também não seria no Iguatemi. Até olhei o mapa do percurso nos dias anteriores, mas nem me lembrava disso. O retorno seria na rótula da UFSC. É uma parte crítica. Nós vamos muito longe para voltar. Um dos problemas dessa parte é o asfalto da Beira Mar ser inclinado. Perdi um pouquinho de tempo no km 12 e 13, mas recuperei nos outros dois. Cada placa de km que eu via me fazia acelerar um pouquinho para tentar melhorar o ritmo. Ao ver no km 15 o total de 1h10, já comecei a fazer as contas. Opa. Tenho 29 minutos para fazer 6 km. Se 30 minutos é 5 min/km, 30 – 29 é 1 minuto, que é 60 segundos, que dividido por 6 dá 10 segundos por quilômetro. Logo, média de 4:50, sendo que meu pior ritmo foi o do primeira volta a 4:46. Parecia que ia sair o sub 1h40.

16 a 20 km – 23:22 – média de 4:40. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 20 km em 1:33:48.
Acabou sendo a parcial mais rápida da prova, mas ela é meio mentirosa. Explico. Do km 17 ao 20, mantive a média entre 4:42 e 4:44. Era aquela parte chata que já tinha ido e agora tinha que voltar. Logo antes de completar 15 km, havia o retorno. Com isso, do outro lado da pista avistava os amigos. Cumprimentá-los, falar com eles, sinalizar, enfim, fazer contato de alguma forma me fez correr mais. A parte psicológica deve explicar. Fiz o 16º km com média de 4:33 e houve momentos que estava a 4:24. Diminui um pouco e mesmo assim ficou baixo. Acho que isso pode ter me atrapalhado nos quilômetros seguintes. Nesta parte final, cada km alcançado era uma conta nova. 16 km em 1h15. Opa, opa. Fazer 5 km em menos de 25 minutos é fácil. Só não poderia deixar o ritmo cair. 17 km em 1h19. ORRA!  Tenho mais de 20 minutos para fazer 4 km. VAI DAR! 18 km em 1h24. O quê? Mais de 15 minutos para 3 km? Lógico que vai dar! Sou cético, mas no km 19 com 1h29 eu acreditei. JÁ DEU! Só se fizesse a maior cagada da minha vida ou quebrasse muito feio para não conseguir. Aí, a cabeça já começou a trabalhar com a possibilidade real de sub 1h39. O km 20 só me confirmou isso.

21,0975 km – 1 km em 4:34 – 0,975 metros em 21 segundos. Distância que o Garmin marcou: 1,12 km
Tempo total: 1:38:43 – NEW PERSONAL BEST MOTHERFUCKER WORLD RECORD
Faltava 1 km e o último km TEM QUE SER o mais rápido. No treino é assim. Na corrida também. No km 20, até tentei acelerar, já dar o sprint, mas não foi. Pelos laps manuais, não foi o mais rápido, mas pelo ritmo foi. Confesso que tentei acelerar e fazer abaixo de 4:30 o último quilômetro, mas não deu. O peito do pé começou a doer, talvez pelo nó do cadarço e as pernas não quiseram ir. Estava até achando que não ia fazer nem ritmo abaixo de 4:40. Só que aí apareceu a reta final, o portal, a chegada, tudo, e o ritmo começou a aumentar naturalmente, de repente, como se nem tivesse corrido 21 km. Foi aumentando, aumentando, quase esqueci de apertar o lap manual da placa de 21 km, fui chegando, acelerando e olhando aquele maldito relógio da chegada. Queria chegar no tempo bruto também abaixo de 1h39. Não deu, mas o recorde saiu e o ritmo dos últimos metros ficou em 3:43 de acordo com o Garmin. Durante este último quilômetro, pensei que dava para fazer 1:38:30, mas me dei conta que não ia rolar quando precisava fazer quase 100 metros em 8 segundos. Nesses metros finais e depois, fiquei até emocionado.

BÔNUS – MOMENTOS 7 km

1 a 7 km – 33:48 – média de 4:50.
Parte que poderia ser crítica se estivesse com o lap automático. O km 7 teve 1,16 km, de acordo com a volta manual. O km 8, por outro lado, teve 0,85 km. Ou seja, a placa dos 7 km estava um pouco à frente. No entanto, seguindo meu ritmo de volta, vi que estava em 4:44 min/km. E no 8º km fiz 4:39 de média. O total dos 7 km deu muito mais alto, cerca de 40 segundos a mais. Achei estranho, mas continuei seguindo o ritmo da volta, que estava constante. Esperava que em breve fosse ser corrigido e já na placa de 8 km as coisas se ajeitaram. Por essa razão, o primeiro terço da prova não considerei nas minhas contas de cabeça porque estava fora do normal e a projeção não ia estar certa.

8 ao 14 – 31:59 – média de 4:34
Tempo total: 14 km em 1:05:47
Se antes o tempo foi maior, aqui o tempo foi menor em quase 50 segundos, devido ao 8º km ser “menor”. Se fosse para deixar as coisas mais reais, diria que a primeira parte foi em 33:08 e a segunda parte em 32:48. A soma desta segunda parte, no entanto, está normal, já que equalizou o erro do km 7 e 8. Então, na primeira parte, em teoria, passei pouco acima do objetivo e a segunda parte abaixo. No total, 13 segundos de vantagem pelo que tinha pensado.

15 a 21 – 32:35 – média de 4:39
Tempo total: 21 km em 1:38:22
A parcial de 7 km mais rápida, mas também influenciada por aquele km 16 exagerado. De todo modo, fechei ela com 38 segundos sobrando. Era impossível não fazer o sub 1h40 e o sub 1h39 estava bem na minha frente. Quando deu a dízima, arredondei para baixo porque pensei que se fizesse tudo em 33 minutos, sobraria 1 minuto para fazer 100 metros. Se pensasse em 34, o total daria 1h42. Coloquei o objetivo mais baixo para, caso não conseguisse ficar nele, ainda que ficasse um pouco acima, estaria no tempo de recorde pessoal e possivelmente de sub 1h40.

BÔNUS PLUS – ALIMENTAÇÃO
A parte mais rápida e fácil. O último alimento que comi foi um brigadeiro às 17h na festa de aniversário da filha da minha prima. Desde lá, só água. No domingo, acordei e tomei um copo de água. Durante a prova, um copinho de água no km 12 e no km 18. Só para molhar a boca e o rosto. Isotônico não. Gel não. Banana doce não.

Acredito que não esqueci de nada. Foi uma prova onde tudo deu certo e o ritmo encaixou desde o começo. Não me matei e nem senti que estava quebrado ou passando mal. Foi o dia. Simplesmente fluiu. Sem muito esforço, o ritmo se mantinha. Muito diferente da Golden Four SP, onde para sustentar 5 min/km foi uma tortura. Gostei muito de usar o lap manual e provavelmente é isso que farei nas próximas meias.

Agradecimentos ao Adriano Bastos, que com as planilhas me fez voltar a ter a disciplina que perdi em algum momento lá por 2013. Consegui ter uma rotina e o objetivo do ano (pensava até que era da vida nas meias, mas agora vou rever isso) foi alcançado. Desde abril, venho treinando regularmente. Seis meses depois, nasceu o recorde.

Foi o post mais longo e detalhado que já escrevi aqui. Fiquei mais de duas horas escrevendo e montando ele. Mais tempo do que fiquei correndo. Cansa mais, inclusive. Aproveitem. Isso não deve se repetir. Agradeço a todos que leram o texto do começo ao fim. Tem louco para tudo.

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Relato – Mountain Do Lagoa da Conceição

No último sábado, dia 03 de outubro, aconteceu mais uma edição do Mountain Do Lagoa da Conceição, uma corrida de revezamento entre bosques, lagoas, montanhas, muitas trilhas e paisagens de tirar o fôlego, com belezas naturais que encantam os atletas em cada percurso. Na semana passada, recebemos o relato de um treino sinistro de mais de 54 km. Desta vez, a Carla Luzia Baião nos enviou o relato da corrida feito pelo Rafael Eduardo Butzke Quintana, um dos malucos que participaram do treino. Ele, o Eduardo Legal e o Celso Benitez foram para correr os 65 km da prova. Segue o relato:

“Podia ser só mais um fim de semana comum, mas quem disse que não foi? Dormimos lá pelas 2 da manhã em meio aos preparativos e ansiedade por mais um ULTRA-Treino que viria na preparação para o INDOMIT ultra trail de 80Km. Só que esse seria feito na prova do MD da Lagoa da Conceição – 65km. Face ao treino de 55K do fim de semana anterior e duas maratonas no mês passado (a de Santa Catarina e a de Punta del Este), todo cuidado seria pouco pra evitar algum tipo de lesão!

Abraços da galera e desejos de boa prova (Edson Cabral, Alessandro Moreira, Tay Nitz, Marlene Freitas e Eduardo Schiavo com últimas orientações). Largamos do LIC, eu, Celso Benitez, Eduardo Legal, inscritos numa Dupla (composta por um TRIO, que faria a prova SOLO. Confuso né?). Deve ser por isso que a Aline Ugolini apelidou a dupla de CABEÇÃO na hora da inscrição. Partimos às 8h40 e com receio em concluirmos, já que eram previstos no regulamento o máximo de 10 horas de prova, contado das 8h quando largaram as primeiras equipes. Então, só nos restariam restariam 9h20 para tentar completar nossa prova “treino”.

Nos primeiros 2 km, aumentei um pouco o volume do som para não escutar os puxões de orelha do Celso reclamando: “estamos rápido, estamos no pace da Maratona”. Mas eu já tinha feito esse trecho no ano anterior e sabia que a alegria acabaria logo a frente com água, areias e dunas. Então, por que não correr um pouco mais solto ali? Seguimos na companhia de alguns conhecidos, como a Simone Vieira, que depois nos largou para trás. Mais alguns minutos e logo vieram os trechos com água até o joelho seguidos de areia fofa para irem “empanando” os tênis e dando aquela sensação que estávamos na academia andando com aquelas caneleiras com pesos presas aos pés.

Nas dunas da Joaquina, o vento soprava lateralmente e fazia com que os grãos de areia “esfoliassem” a pele. Nitidamente me senti em um “jateamento de areia”, mas saímos esfoliados e rejuvenescidos com certeza. Graças às chuvas, as dunas estavam com seu grau de dificuldade “facilitados”, pois estavam menos fofas que o de costume, mas pagaríamos o preço desse benefício mais à frente com lama. Entramos na trilha e um morrinho considerável à frente, rendendo um tombo na descida devido à lama, onde encontramos Ana Clara que entrou na disputa pra ver quem cairia mais. Ônus das chuvas da semana e sem ter onde se segurar devido a vegetação nativa toda com espinhos nas laterais da trilha.

Jacks, dessa vez na função staff, orientando e assim findávamos os trechos 1 e 2 chegando à Praia Mole, primeiro pit stop para alimentação, hidratação e encontro com nossas staffs Malu Baião Legal, Carla Luzia Baião e Aline. Fechávamos aproximadamente uns 15 km e seguimos para o trecho 3, que na minha opinião é o mais bonito e mais difícil da prova, se fosse para escolher um. Mas para quem estava fazendo tudo, descobri que o mais difícil era sempre o próximo. O trecho 3 sobe o morro mais alto da prova, com boa parte do caminho em areia fofa, porém o visual lá de cima para a Lagoa da Conceição e para o mar é a vista mais incrível de todo o percurso.

Muito cuidado para descer, pedras lisas e escorregadias e vem o trecho 4, o mais plano da prova, na Barra da Lagoa e passa por dentro de um trecho bonito com árvores onde o Eduardo Legal insistiu em dar uns dois peixinhos na reta, tropeçando em alguns galhos pelo caminho. Fui literalmente atropelado por um cachorro e em seguida pegamos a Praia do Moçambique até o Rio Vermelho, parte que seria a dificuldade deste percurso, normalmente a areia é muito fofa, mas graças às chuvas a areia do Moçambique estava mais light e sentimos um pouco da benevolência divina conosco para o trecho 4, já que o vento também estava a favor

Encerrando esse trecho perto de 4 horas de prova e ainda com uns 28 km (nem na metade), um pit stop mais longo para uma melhor alimentação (almoço em família), pois já passava do meio-dia. Notícias de que o Vicente de Paulo Castro havia voado no Moçambique e demais equipes vinham super bem. Pernas para cima, meias secas, ânimos revigorados e seguimos em frente. Saímos em direção ao Rio Vermelho, mas 2 km à frente começamos a perder um integrante, talvez o mais experiente nesse tipo de provas, que este ano fez todas as provas nesses tipos de terrenos, sobe morros e corre na areia fofa como se estivesse em retas, e ficamos bastante apreensivos.

Achávamos que havia dado uma paradinha rápida e logo nos alcançaria com o de costume, mas não foi bem assim. A semana que passara de trabalho, aulas e poucas horas de sono fez com que o Eduardo Legal se exaurisse antes do previsto e trotasse, caminhasse e se virasse. Não nos 30, mas dos 30 aos 40 km, até o Campo do Lili, onde seria nosso 3º pit stop. As meias secas também não duraram muito. 2,5 km após a troca tivemos que passar uns 200 m com água até a cintura, o que acabou logo com aquela sensação de pé sequinho e “estou pronto pra outra”. Mesmo assim, o fato é que a ausência do Eduardo Legal nos fez correr mais.

Queríamos chegar logo aos 40 km para saber se ele havia ligado pra Carla, pois era o único que estava com celular, se havia se lesionado, se estava tudo bem. Eis que chegamos lá e ao invés de obtermos notícias, afligimos nossas super staff com a ausência de um membro da equipe. Fizemos um pit stop relâmpago para que elas pudessem ir ao resgate e partimos sem notícias. Nosso próximo encontro seria no último trecho, já a uns 3 km da chegada, após o final da Costa da Lagoa, trecho onde não podiam chegar com o carro. Foram uns 20 km em que a ânsia por notícias era maior do que a dor do percurso.

Nos 50 km, ouvi o Celso clamando por uma pausa de 2 min de alongamento, mas me recusei a parar até encontrarmos nossas staffs para ter notícias do nosso guerreiro. Do ano passado, me lembrava do trecho 8 como uma trilha, que depois passava por umas casinhas beirando à Costa da Lagoa, e queria passar logo para chegar no nosso apoio. Mas o que não lembrava era que o trecho 8 era tão cascudo e se tornou dificílimo para nós (já que era o último dos 50-65km). Já estávamos com 55 km e o sobe e desce em meio a trilhas, pedras, lamas e escadarias não terminava mais. Até que ouço uma voz conhecida: era a Fabiane Pessi, como sempre fazendo o que mais gosta, a parte off-road.

Saímos da trilha, encontramos nossas staff, descobrimos que o Legal havia chegado no campo do Lili quase no nosso encalço, porém achara por bem encerrar o treino ali. Creio que para não nos passar com uma perna só. Um Kit Kat, Uma Coca-Cola, alma de volta ao corpo, olho no Garmin e descobri que a ansiedade por notícias do Legal nos fizera correr mais rápido a segunda metade da prova, o que daria a possibilidade do que imaginávamos, que era fazer entre 9 a 10 horas, e ainda ficar abaixo de 8 horas.

Parti para os últimos km correndo como na largada, a fim de tentar cumprir uma nova meta após os 60 km, imposta por mim mesmo aos 44 do segundo tempo: um sub-8h. Por fim, tempo total de 8:00:58, sem qqualquer manifestação de cãibras, sem sofrimento demasiado (uma vez que correr sempre tem um sofrimentozinho, seja pra 5, 10 ou 21 km). Acho que os 58 segundos foram culpa do Kit Kat, mas o mais engraçado foi que nessa correria com o olho no Garmin, abri uns 2 minutos do Celso (que vinha desfrutando da companhia da Aline nos km finais).

Isso fez o narrador da prova ficar meio confuso, pois na minha chegada ele fez com a maior empolgação, anunciando, “vem aí mais uma dupla, número 204, “Cabeção”,” e uns minutos depois aguardando o Celso cruzar a linha de chegada ouvi ele falando: “vamos lá, mais uma dupla chegando… 204 de novo?”. Acho que ele pensou: “são mesmo uns “Cabeções””. Valeu o treino e a todos da Educative Assessoria Esportiva que nos apoiaram de alguma forma!”

*Tem algum relato de treino ou corrida e quer contar como foi? Envie para o Por Falar em Corrida.

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Relato – O treino sinistro de 54 km

Recebemos por e-mail um relato de treino. Mas não foi um treino qualquer. Foi um treino de mais de 54 km. O relato foi enviado pela Carla Luzia Baião, esposa do autor do relato, o Eduardo Legal, que já participou de uma edição do podcast, o PFC 87 – Correr na Trilha é Legal. Naquela edição, ele falou da preferência por correr em trilhas e dos próximos objetivos. Esse treino é preparação para um dos objetivos. Ele teve companhia de outros tantos loucos nessa aventura. O relato é tão Legal que não vale a pena ler só no podcast. Vamos compartilhar com você aqui também. Lá no Facebook do Eduardo tem este e vários outros relatos. Até por isso, continuamos com a campanha #legalescreveumlivro. Segue o relato:

“Eis que na planilha tinha um treino sinistro…54,5km…com acompanhamentos: morros, areia mole, estradas de terra, estrada de asfalto…Pensei muito em não fazer, não pela quilometragem e pela chuva, mas por uma contratura chatinha que resolveu me visitar nesta semana. Contudo, o André Schultz me garantiu que dava (mentira…ele só disse “Te cuida! E se doer para! hehehe – nem doeu…muito!!!).

Para completar a fórmula dos treinos sinistros, amigos sinistramente malucos por corridas Rafael, Celso, Marlene), uma esposa (Carla) e filha (Malu) coaching e uma namorada (do Celso, a Aline) que põe pilha! E assim, em um bando de Loucos por Corridas saímos de Itajaí com ponto de chegada em Zimbros, Bombinhas, a 55,5km do nosso ponto de partida.

Roteiro: saindo da Fazenda (Itajaí), subimos para Cabeçudas (pelo morro Cortado), descemos a praia e subimos novamente pelo morro do Morcego até a Brava Norte. Dali, pela areia da praia, seguimos até o morro do Careca e depois de ir ao topo, descemos para a praia do Buraco. Dali, fizemos toda a praia de Balneário Camboriú e pegamos a barca para a Barra. Ali a Marlene nos deixou.

De lá, pelas interpraias (e todos os seus morrinhos) até a BR101 e Itapema. Chegando lá, subimos o morro do Mirante e o próprio Mirante (aí já na companhia do Cristiano, que nos trouxe mais incentivo) e depois pela praia de Itapema até o rio que divisa os municípios de Porto Belo e Itapema. Atravessamos a ponte e seguimos por Perequê até a avenida que corta Porto Belo e daí até a subida do morro das Antenas entre Porto Belo e Bombinhas. Por fim, no km 51 subimos o morro bem molhado e escorregadio até o bairro Sertãozinho e (ahhhhhh…que alívio!!!) Zimbros.

No meio do caminho, em espaços regulares e combinados, estava lá a Carlinha e a Malu (e depois se juntou a Aline) com o carro de apoio e fotos para registrar a loucura toda!!! Chuva, papo bom, lindas paisagens, cansaço, um pouco de dor, risadas de montão, comilança, amizade, parceiros, família…tudo junto, tudo misturado, tudo 10!

Fora a panturrilha que resolveu se mostrar no Km 53 (ainda bem!!), transcorreu tudo muito tranquilo! Até o morro irado do final foi show! O Celso que o diga!! Hahaha. Hoje, dolorido um pouco, menos cansado, com os níveis de felicidade e bem estar renovados, nos aprontamos para a próxima aventura do sábado que vem: 65 km dando a volta na Lagoa da Conceição! Porque os parafusos que caíram de algumas áreas da cabeça foram adicionados naquelas relativas à ao “Táca-lhe o pau nesses morrinhos!!!”. Boa semana, povo e espero poder relatar de modo saudável a aventura da próxima semana! Abração.”

*Tem algum relato de treino ou corrida e quer contar como foi? Envie o seu relato para o Por Falar em Corrida.

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Meia Maratona de Buenos Aires – 06/09/2015

Meia Maratona de Buenos Aires
06/09/2015
Buenos Aires – Argentina
21 km

Resultados

Relato de prova enviado por Eduardo Hanada. Visite o blog do Eduardo e saiba tudo sobre esta e todas as outras corridas que ele participa. E são muitas: http://eduhanada.blogspot.com.br/.

Noite de sábado e a expectativa aumentando. A refeição pré-prova foi de pizza mesmo, regada a muita muçarela. No hotel, o movimento principalmente de brasileiros já era grande. A grande maioria se programou para ir para a largada de táxi.

Ainda estava escuro quando chegamos. Com os mais de 22 mil inscritos já era de se esperar. É um público equivalente a nossa São Silvestre no Brasil, porém em uma meia maratona. A área de concentração por sua vez era bastante grande em uma praça na região de Palermo.

Fiquei surpreso com a quantidade de tendas de assessorias esportivas, acho que chegava perto de cem. O clima estava friozinho, perto dos 13ºC, excelente para correr. Sorte que também não pegamos nenhum dia de chuva. Aos poucos, a praça estava praticamente toda tomada. Nem era possível mais trotar para aquecer.

Na hora da retirada do kit os atletas recebiam uma pulseira de cores diferentes baseado na intenção de tempo de conclusão da meia maratona, mas não houve controle algum. O negócio foi seguir o mais pra frente possível. Gastei pouco mais de um minuto para passar pelo portal de largada.

Mesmo assim, os primeiros quilômetros foram meio congestionados. Muitos desvios iniciais não permitiram largar com um ritmo normal. Como as avenidas eram largas, aos poucos foi dispersando e ficou mais fácil para encaixar o ritmo, sempre cercado de vários atletas do início ao fim. Nunca correndo sozinho.

O percurso é bem bonito e para quem faz a prova em ritmo de passeio é possível aproveitar para admirar os belíssimos cenários, como a Recoleta (3º Km), Teatro Colon e Obelisco (6º Km), Plaza de Mayo e a Casa Rosada (7º Km), Av. 9 de Julho (8º Km e 9º Km) e bosques de Palermo (final).

Os postos de hidratação, diferentemente aqui do Brasil, são mais espaçados, começando a partir do 5º Km. Talvez por ser um clima mais fresco. Particularmente, pra mim, foi bem tranquilo. As águas foram distribuídas em garrafinhas pequenas. Tinha ainda dois postos de isotônicos em copos e postos de bananas e laranjas.

A maior parte do percurso é bastante plana e as poucas subidas que tem são suaves. No 5º Km foi a primeira e até o 10º Km ainda teve mais duas subidinhas leve que quebravam um pouco mais o ritmo A parte mais bonita da prova já tinha passado. O trecho entre o 12º Km e 13º Km é legal porque podemos ver no sentido oposto o mar de atletas que vem subindo a Av. 9 de Julho. Disseram para mim que passamos por um trecho com uma imensa favela, mas eu nem reparei de tão concentrado.

Agora era a parte final e a mais difícil de se conseguir manter. Eu peguei uns atletas referenciais que corriam junto quase a prova toda e fui tentando acompanhar. Sabia que estava dentro do tempo e vibrava a partir de então a cada quilômetro que conseguia manter o ritmo na casa dos 4:40.  Dessa vez não podia deixar escapar.

Ao chegar no Km 20 com 1:33:09, já comemorava internamente. Só uma tragédia não faria eu cumprir o meu objetivo. Ia até aliviar um pouco, mas entrando pela reta final de chegada com aquele funil de espectadores dando aquela força e incentivo final, deu até pra dar uma acelerada. O detalhe é que próximo a chegada havia um falso portal. Muitos atletas gastaram a energia final pra chegar nele, mas o portal de chegada mesmo estava a uns 300 metros à frente. Felicidade e alívio total. Cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h38min52s.

Na dispersão, água e isotônicos em garrafas à vontade, além de bananas. Para a retirada da medalha era necessário a devolução do chip. Medalha bonita e com certeza ocupará um lugar especial na minha coleção. Pra terminar e deixar registrado, ainda tivemos que andar mais uns 2 Km até chegar ao metrô mais próximo, pois no final de prova achar um táxi livre era impossível e quando aparecia não estava trabalhando. Tudo bem, a missão estava cumprida.

Sem dúvida alguma, a Meia maratona de Buenos Aires reúne as condições ideais para quem busca quebra de recordes pessoais ou estrear na distância. Já estou pensando na próxima!

Saiba mais sobre a Meia Maratona de Buenos Aires e sobre TODAS as corridas que o Eduardo participa acessando o blog dele: http://eduhanada.blogspot.com.br/.

*Participou de alguma corrida e quer contar como foi? Faça como o Eduardo e envie o seu relato de prova para o Por Falar em Corrida.

Vídeo da viagem:

 

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Corrida e Caminhada Pela Cura – 30/08/2015

Corrida e Caminhada Pela Cura
30/08/2015
Florianópolis – SC – Brasil
7 km e 14 km e caminhada de 3,5 km

Resultados

Relato de prova enviado pelo Ronaldo Silva.

Os valores da inscrição eram:
R$ 58,00 – 1º lote até dia 10/07
R$ 67,00 – 2º lote de 11/07 a 27/08 – (lote prorrogado)
Inicialmente havia um 3º lote de 11/08 a 27/08 no valor de R$ 76,00. Como 2º lote foi prorrogado, este não foi habilitado.

Durante a inscrição era possível doar um valor de R$ 10,00 diretamente para AVOS, Casa da Vovó Gertrudes. Quem doava recebia o número de peito exclusivo desenhado pelo artista Luciano Martins.

A entrega dos kits foi no sábado, 29/09/2015, das 12h às 21h30 na loja Decathlon da SC-401 em Florianópolis. Era necessário assinar um termo informando que o corredor não tinha nem problema de saúde e se responsabilizava por algum dano ocorrido durante o evento. No domingo, dia da corrida, não houve entrega de kit.

O kit era composto por camiseta de manga longa em tecido tecnológico, número de peito, medalha para todos que concluíram a prova, chip eletrônico descartável, brindes promocionais e folders dos patrocinadores.

O evento iniciou às 8h e a estrutura foi montada na areia da praia em frente ao Hotel Costa Norte. Havia três tendas: uma para o guarda-volumes, uma para a hidratação e uma com equipamentos de som. Além disso, a estrutura contava com o pódio e funil de largada e chegada, além de uma ambulância e banheiros químicos.

A largada foi pontualmente às 9h para todos os inscritos em todas as distâncias. A largada foi na areia, saindo em direção ao costão do lado esquerdo da praia. Nos primeiros 150 metros foi montada uma ponte provisória para a travessia de um rio que desemboca no mar. Dali pra frente, os corredores tinham que fazer o retorno próximo ao costão e entrar em uma trilha que saía no início da Rua das Gaivotas. Em seguida, dobravam na Rua Morro das Feiticeiras e retornavam pela Rua das Galés até chegar novamente a Rua das Gaivotas, onde havia um posto de hidratação, aproximadamente no km 3,5. Dali, os corredores seguiam até o fim da Rua Álvares Cabral Júnior, retornando novamente para Rua das Gaivotas e fazendo o contorno em mais duas rua próximas, onde havia outro posto de hidratação, até passar por um acesso e sair na praia, de onde se ia em direção à ponte provisória, fazendo o retorno próximo a ela, voltando em direção ao funil de largada. Quem fez os 7 km passou por dentro do funil de chegada e quem fez os 14 km passou por fora, seguindo pela praia no sentido do Costão do Santinho, onde havia mais postos de hidratação, até o fim da praia próximo às dunas para então retornar até a chegada.

Se foi difícil de explicar como foi o trajeto, imagina correr. Foi realmente muito confuso. A prova teve início na praia, mas quem correu os 7 km passou praticamente em ruas desertas e sem graça, não aproveitando muito o prazer de correr na areia da praia, com o apoio da torcida. Durante o trajeto dos 14 km, próximo ao km 10 havia um posto de hidratação, mas foi montado em um local afastado de onde os corredores passavam, sendo que muitos não viram e não conseguiram se hidratar (eu sou um deles). Além disso, ouvi muita reclamação que o horário de largada foi muito tarde. Como o dia estava quente e ensolarado, ficou um pouco desagradável para correr.

Foram premiados com troféus do primeiro ao terceiro colocado no masculino e feminino nas provas de 7 km e 14 km e também os primeiros colocados na classificação de cada categoria por idade. Todos que concluíram a prova receberam uma medalha de participação. No entanto, houve outra falha: a medalha entregue era do ano de 2014. Só fui perceber quando cheguei em casa.

Enviei uma mensagem para os organizadores na página do Facebook do evento, informando que a medalha era do ano passado. Outras pessoas também enviaram mensagens, demonstrando insatisfação. Eles responderem o seguinte: “Ronaldo, tivemos um problema com o fornecedor que enviou as fitas das medalhas erradas. Todos os atletas receberam as fitas certas pelo correio ou contato que deixou na inscrição. Pedimos desculpa pelo transtorno, mas não vamos medir esforços para que esse erro seja corrigido. Obrigada”. O que nos resta é esperar.

*Participou de alguma corrida e quer contar como foi? Faça como o Ronaldo e envie o seu relato de prova para o Por Falar em Corrida.

Kit
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Desafio Avenida das Torres – 23/08/2015

Desafio Avenida das Torres
23/08/2015
São José – SC – Brasil
11 km, 5 km e 3 km

Resultados

Relato de prova enviado pelo Ronaldo Silva.

Os valores da inscrição eram R$ 50,00 o lote inicial e R$ 80,00 o 2º lote. Após o encerramento do 2º lote ainda era possível fazer a inscrição pelo telefone ou WhatsApp dos organizadores, sendo R$ 80,00 com camiseta ou R$ 50,00 sem direito a camiseta no kit.

A entrega do kit foi no sábado, dia 22/08/2015, das 13h às 22h no térreo do Supermercado Bistek da Avenida das Torres. Não houve problemas e a entrega foi bem rápida. Estive lá por volta das 15h.

O evento iniciou-se às 7h30. A avenida estava em meia pista até o Supermercado Bistek. Dali para frente estava fechada para trânsito de veículos por conta da corrida. Havia apoio da Guarda Municipal de São José e da Polícia Militar.

A estrutura do evento foi montada em frente ao Supermercado Bistek e havia quatro tendas com sonorização, apoio, massagem e hidratação. Os banheiros que estavam disponíveis eram os do supermercado, que, por sinal, estavam muito bem higienizados.

Entre às 7h30 e 8h aconteceu a corrida das crianças e todas recebiam medalhas de participação. A largada para a distância de 3 km (caminhada) aconteceu às 8h20 e a dos 5 km e 11 km aconteceu às 8h30.

O percurso dos 11 Km era todo na Avenida das Torres (Avenida Osvaldo José do Amaral). Saía em frente ao Supermercado Bistek em direção ao município de Biguaçu, fazendo o retorno no final da avenida, passando em frente a largada em direção ao início da avenida (cruzamento com a Rua Paulino Pedro Hermes) e retornando novamente em direção à largada. O percurso é com muitas retas, mas a característica principal são as ladeiras. Havia uma em especial que era bem desafiadora.

A premiação foi troféu do 1º ao 5º lugar na classificação geral e do 1º ao 3º lugar por categoria no feminino e no masculino. Todos os concluintes ganharam medalha de participação.

A corrida foi em homenagem a senhora Eni Griss Costa, que é bem conhecida entre os corredores da Grande Florianópolis. No fim, durante a premiação, ela recebeu uma placa com homenagem dos organizadores. Os policiais e guardas municipais também receberam uma medalha em agradecimento aos serviços prestados no evento. Quem apresentasse a medalha no restaurante do Supermercado Bistek tinha 10% de desconto no almoço. O evento encerrou por volta das 12 horas.

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Bolt to the Q – 19/07/2015

bolt to q medalhaBolt to the Q
19/07/2015
San Diego – Califórnia – Estados Unidos
5 km, 10 km e Kids Race

Resultados

Relato de prova enviado pela Renata Mendes, de San Diego, Califórnia.

Bolt to the Q é uma corrida super tradicional em San Diego do time de futebol da cidade, o San Diego Chargers. A corrida começa no estacionamento do estádio e termina dentro do estádio, com as cheerleaders esperando os corredores, alguns jogadores de futebol e cerveja no final. É um visual muito show e uma corrida que vale a pena para quem está somente passeando pela cidade. Distâncias de 5 km e 10 km.

Preço
60 dólares, mas utilizei um código de desconto de 5 dólares e paguei 55 dólares. Esse código estava espalhado nas redes sociais. Aqui nos Estados Unidos tem muito disso.

Kit
Entrega um dia antes, no sábado, 18 de julho, em uma loja de esportes chamada Road Runner, que não ficava em um shopping. A loja tinha estacionamento, mas LIMITADO. Na entrega do kit, a loja estava lotada e sem lugar para estacionar. A chuva era torrencial, o que atrapalhou um pouco. A entrega foi das 12:30 às 19:00. Apesar da fila, a entrega era rápida.

Na entrega, recebíamos o número com o chip embutido, a camiseta (que você podia escolher o tamanho na hora mesmo tendo feito a escolha antes) e quatro alfinetes. Sem envelope e sem sacola. Ou você tinha uma bolsa ou três mãos. Meio confuso. Mas nada de mais.

Camiseta
A melhor! Nike Dri-FIT. Não testei ainda, mas já vi que o material é muito bom! Vou testar no treino da semana. Melhor camiseta que já recebi em prova.

Local da prova
Tinha um animador no palco. Ele fez um aquecimento animado e tal, mas não havia guarda volumes. Nenhum. Nada. O local do início da prova era perto da estação de trem. Mas quem foi de trem? Quem correu de mochila? Também podia fazer a inscrição na hora. Isso era bom.

Horário
Na inscrição estava 7h30. Dois dias antes, foi enviado um e-mail avisando que a largada dos 5 km seria às 7h30 e dos 10 km às 7h40. Corri os 10 km e a largada foi às 8h. Para quem estava debaixo de um sol fortíssimo e com umidade alta, 20 minutos fizeram muita diferença! Estávamos suando, empacotados com um monte de gente.

Hidratação
Falaram que seriam dois pontos de água, mas foram três. Como o percurso era ida e volta, devemos ter passado por cinco postos de água. O problema é que o sol forte fez a água e o isotônico ficarem quentes. Na última mesa, ainda acabaram os copos e o povo estava jogando jarra de água na cabeça dos corredores. Essa era a intensidade do calor.

Medalha
Linda! Igual para 5 km e 10 km. Não tem data, nada. O que mudava era a cor da fita, mas as informações contidas na medalha eram as mesmas.

Foto
A foto de chegada é cortesia e você a recebe por e-mail.

Distância do GPS
Corretíssima! Um pouquinho a mais, mas o que é positivo: 10,06 km.

Percurso
Perto do estádio no centro da cidade. Não é um percurso muito bonito, mas é bem plano. A beleza vem no final, no estádio.

Chegada
Só água! Sem frutas, comida, sem nada. Pelo menos a água estava gelada.

Pontos positivos
Camiseta, Chargers, terminar no estádio, foto de cortesia, cerveja (para quem gosta).

Pontos negativos
Clima quente e úmido, atraso, água quente e medalha sem data.

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bolt to q
Bolt to the Q
bolt to q retirada
Retirada do kit
bolt to q kit
Kit
bolt to q percurso
Percurso 10 km

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