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Treino ou jogo

Esta madrugada, ali pela meia-noite, aconteceu a estreia do Grêmio na Libertadores. Coisas do fuso horário do México. O jogo era muito tarde. Em outros tempos, certamente eu ficaria acordado até o fim e iria dormir só depois das 2 horas da manhã.

O que aconteceu, no entanto, foi que dormi no horário de sempre, cedo, já pensando em acordar às 5h do dia seguinte para correr. Poderia assistir ao jogo e não correr hoje, mas isso iria significar quatro horas de sono, na melhor das hipóteses.

Ou seja, meu dia não ia prestar. Sei como fico sem dormir um mínimo de horas. Poderia também assistir ao jogo e acordar às 5h para treinar. Não dormir nem três horas certamente faria estragos no resto do dia e haveria uma grande possibilidade de eu não levantar devido ao sono.

Diante disso e como era apenas uma partida de primeira fase de Libertadores, nem me dei ao trabalho de ficar preocupado em assistir ou em perder o jogo. Se fosse sinal, provavelmente ficaria acordado. Não sendo, não faria sentido perder as horas de sono.

Imaginava que esta fosse a decisão correta e acertei muito. Dormi o suficiente e não vi o papelão do Grêmio que perdeu por 2 a 0 jogando com um a mais. Nos dias atuais, não perco mais meu tempo vendo futebol de madrugada que não vai decidir nada se tem treino no outro dia logo cedo.

Para mostrar que foi certa a escolha, o treino rendeu muito bem. Cada vez mais, o ritmo melhora naturalmente. Ainda está longe do que esteve em outubro e novembro do ano passado, mas percebo uma evolução. As panturrilhas sofrem, mas já estão acostumando. Amanhã tem mais e sábado está planejado o treino mais longo da semana.

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Será que vai chover?

Este é o ano da chuva. Estatisticamente, cientificamente, qualquer coisa mente pode não ser, mas especificamente para as minhas corridas é. Pelo menos as últimas que participei. A Meia de Floripa foi com muita chuva, mas foi lá em junho. As últimas três provas, no entanto, foram ou tiveram a presença da chuva em grande parte: a corrida do Circuito ParaTodos teve chuva. A Track&Field Iguatemi também foi molhada. A Meia Maratona de Florianópolis foi outra que nos brindou com a chuva.

Nas minhas contas, 5 das 10 provas este ano foram na chuva. Em Brasília, tenho quase certeza que não vai chover. Enquanto dia 8/11 não chega, os treinos continuam. Na chuva. Quase todos. Depois da Meia de Florianópolis, escapei dos treinos na chuva em Videira. De volta para casa, a maioria dos treinos têm sido na chuva. O pior é olhar a previsão do tempo e perceber que, se ela estiver certa, serão vários e vários dias de chuva.

O que eu faço? Continuo com a rotina de acordar cedo e correr. Nas férias, não era de madrugada, mas era na chuva do mesmo jeito. O intervalado de ontem foi feito todo sob chuva. No começo, mais fraca, depois mais intensa. Há chuvas e chuvas. Umas molham mais que as outras. Mas o problema que ambas deixam, variando na quantidade, várias poças nas ruas e na Beira Mar. Um descuido e o pé vai direto na água. Depois que molha uma vez, acabam-se os cuidados.

Outro problema da chuva é o pós-treino, a chegada em casa, todo molhado. Da porta até o banheiro é um pequeno caminho, quase insignificante, exceto quando você está encharcado e pingando. Quem dera fosse só suor. Para isso, já adotei a tática de deixar uma toalha na entrada para causar menos estragos e quase não molhar a casa. Com chuva ou sem chuva, temos objetivo e temos disciplina. É o suficiente para não deixar que a chuva ou a previsão do tempo interrompam os treinos.

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Relato – O treino sinistro de 54 km

Recebemos por e-mail um relato de treino. Mas não foi um treino qualquer. Foi um treino de mais de 54 km. O relato foi enviado pela Carla Luzia Baião, esposa do autor do relato, o Eduardo Legal, que já participou de uma edição do podcast, o PFC 87 – Correr na Trilha é Legal. Naquela edição, ele falou da preferência por correr em trilhas e dos próximos objetivos. Esse treino é preparação para um dos objetivos. Ele teve companhia de outros tantos loucos nessa aventura. O relato é tão Legal que não vale a pena ler só no podcast. Vamos compartilhar com você aqui também. Lá no Facebook do Eduardo tem este e vários outros relatos. Até por isso, continuamos com a campanha #legalescreveumlivro. Segue o relato:

“Eis que na planilha tinha um treino sinistro…54,5km…com acompanhamentos: morros, areia mole, estradas de terra, estrada de asfalto…Pensei muito em não fazer, não pela quilometragem e pela chuva, mas por uma contratura chatinha que resolveu me visitar nesta semana. Contudo, o André Schultz me garantiu que dava (mentira…ele só disse “Te cuida! E se doer para! hehehe – nem doeu…muito!!!).

Para completar a fórmula dos treinos sinistros, amigos sinistramente malucos por corridas Rafael, Celso, Marlene), uma esposa (Carla) e filha (Malu) coaching e uma namorada (do Celso, a Aline) que põe pilha! E assim, em um bando de Loucos por Corridas saímos de Itajaí com ponto de chegada em Zimbros, Bombinhas, a 55,5km do nosso ponto de partida.

Roteiro: saindo da Fazenda (Itajaí), subimos para Cabeçudas (pelo morro Cortado), descemos a praia e subimos novamente pelo morro do Morcego até a Brava Norte. Dali, pela areia da praia, seguimos até o morro do Careca e depois de ir ao topo, descemos para a praia do Buraco. Dali, fizemos toda a praia de Balneário Camboriú e pegamos a barca para a Barra. Ali a Marlene nos deixou.

De lá, pelas interpraias (e todos os seus morrinhos) até a BR101 e Itapema. Chegando lá, subimos o morro do Mirante e o próprio Mirante (aí já na companhia do Cristiano, que nos trouxe mais incentivo) e depois pela praia de Itapema até o rio que divisa os municípios de Porto Belo e Itapema. Atravessamos a ponte e seguimos por Perequê até a avenida que corta Porto Belo e daí até a subida do morro das Antenas entre Porto Belo e Bombinhas. Por fim, no km 51 subimos o morro bem molhado e escorregadio até o bairro Sertãozinho e (ahhhhhh…que alívio!!!) Zimbros.

No meio do caminho, em espaços regulares e combinados, estava lá a Carlinha e a Malu (e depois se juntou a Aline) com o carro de apoio e fotos para registrar a loucura toda!!! Chuva, papo bom, lindas paisagens, cansaço, um pouco de dor, risadas de montão, comilança, amizade, parceiros, família…tudo junto, tudo misturado, tudo 10!

Fora a panturrilha que resolveu se mostrar no Km 53 (ainda bem!!), transcorreu tudo muito tranquilo! Até o morro irado do final foi show! O Celso que o diga!! Hahaha. Hoje, dolorido um pouco, menos cansado, com os níveis de felicidade e bem estar renovados, nos aprontamos para a próxima aventura do sábado que vem: 65 km dando a volta na Lagoa da Conceição! Porque os parafusos que caíram de algumas áreas da cabeça foram adicionados naquelas relativas à ao “Táca-lhe o pau nesses morrinhos!!!”. Boa semana, povo e espero poder relatar de modo saudável a aventura da próxima semana! Abração.”

*Tem algum relato de treino ou corrida e quer contar como foi? Envie o seu relato para o Por Falar em Corrida.