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PFC Crônicas 10 – Chimarathon 2023: Uma de 1 milhão

 

Por Ana Carol Sommer

Toda maratona tem uma história própria que vai se construindo tal a trama de um filme. Nesse caso, sou a protagonista e vou costurando diferentes cenas, com muito improviso, apesar do script. A promessa é certa: emoção garantida, ou seu dinheiro de volta!

Quando disse sim para a “entidade Maratona”, ela tranquilamente foi me colocando à prova. Aceitei mesmo sabendo que não estava nas entrelinhas do contrato. É condição primeira. A pergunta, então, que não cala:

Afinal, quanto vale cruzar essa linha de chegada?

Depois de vários meses correndo sozinha, um encontro com a comunidade de corredores antes de Chicago numa prova oficial: a maratona de Québec. Foi o último longo, aquele treino de 16km “para a nossa alegria”. Porque a essa altura do campeonato, o objetivo era se divertir antes do dia D, sem pressão de tempo, apenas para rodar e quem sabe testar algum último detalhe. Mas antes de falar sobre os pontos que se conectaram nessa singela prova de 10km, vamos voltar duas semanas no tempo?

Pernas treinadas, e agora?

Hora do balanço final. Como sempre, tive uma “reunião” com a Profe Rosa Naimara, uma espécie de post-mortem da fase de treinos, em que os cálculos dos dados gerados ao longo do ciclo determinam a “projeção” do tempo final. É a análise fria, na minha opinião, daquilo que a teoria diz que poderemos realizar.

Não me entendam mal. Faz parte do processo e sei que não é algo aleatório. Existe ciência e fatos por traz de uma preparação séria. Esse tipo de clareza matemática nos traz de volta para a terra, de certa forma, e demonstra em números o que, tecnicamente, tem como ir buscar. Para os curiosos, a projeção era de 3h59’ na trave do almejado sub-4.

Mas depois do treino Lua de Cristal – o longo de 30km – resolvi que era hora de me conectar não mais com meus músculos ou histórico do Training Peaks. Queria entrar num estado mental que desse sentido à experiencia e tinha certeza de que não eram números que me colocariam nessa vibração.

O acompanhamento da minha Coach Priscila Serapio foi essencial. Ela veio para me trazer a perspectiva da liberdade, da visualização, da confiança em mim mesma pela significação da minha individualidade no processo. Parece papo de louco, mas entendedores, entenderão. Não tem como entregar algo em que não se acredita.

Um acontecimento ao acaso e que confirmou a minha hipótese ocorreu na Expo da Maratona de Québec. Depois de pegar meu kit, estava indo embora, quando ao passar pela pequena área reservada às conferências, vi que a próxima em cerca de 30 minutos era um sinal. O tema: Estatísticas e intuição. Resolvi ficar e ouvir e foi a melhor coisa que fiz.

As duas corredoras palestrantes falaram sobre a importância de execução do plano, porém tão importante quanto cumprir o previsto, era saber se ouvir e nesse momento a gente sairia naturalmente do painel de controle do racional para o subjetivo. Tinha a resposta que me faltava. Era hora de me conectar com meu coração.

Aquecimento em Québec: Correndo 10km com outro GPS

Corta para o ponto onde parei na última crônica – A maratona e a montanha russa. Naquela manhã de domingo, saí de casa já correndo para acumular 6k. A temperatura estava perfeita, em torno de 10oC. As ruas com pouquíssimo movimento, do jeito que gosto. O ponto de partida foi no meu santuário – Parque linear da Rivière Saint-Charles – palco de treinos e mais treinos. Uma espécie de despedida oficial do ciclo.

A concentração para a largada se deu numa ponte. Aos poucos, o céu, que estava nublado, foi se abrindo e o sol apareceu. Fechei os olhos e senti aquele calor, aquela energia, a liberdade combinada com o privilégio de ter escolhido estar ali. Momentos antes da saída dos corredores de elite, a organização colocou o som das batidas de um coração. Uma emoção me invade porque sincronizo com o meu. Correr é sobre isso: celebrar a pulsação da vida no ritmo de cada um. 

Coloquei em pratica os conselhos das corredoras da Expo e trabalhei minha intuição ao longo dessa prova. Desapeguei do Garmin e fui na percepção de esforço, ainda que conservador, pois não era hora de fazer muita estripulia. Senti que fui crescendo na intensidade e completei fazendo o que, agora, virou tradição e sinônimo de sucesso: o aviãozinho do Vanderlei Cordeiro de Lima.

O elo que faltava no meu ciclo estava fechado. O coração sempre será o GPS mais confiável e preciso. Ao contrário do Garmin, essa conexão se faz de dentro para fora. É preciso sair do piloto automático e aprender a se ouvir. Correr feliz é o que importa!

Ousadia e alegria em Chicago

Thiaguinho entrou para a minha playlist oficial da Chimarathon. Era o hino do meu ciclo, porque maratona é sobre ousar com alegria, apesar da dureza da preparação. Chegar na cidade de uma major é sempre um evento. Torna concreto tudo aquilo que a gente viu em vídeos e nas publicações do Instagram. É um encontro. No meu caso, com meu marido e meus pais, com minha treinadora, com colegas de assessoria esportiva, com uma nova versão de mim mesma que ainda vai se revelar a cada quilometro percorrido.

Como sempre, o beliscão metafórico do “você não está sonhando” acontece na Expo. A gente se sente uma Super Star, um orgulho, uma sensação de conquista de ter chegado até ali. Fotos, muitas fotos. Mas digo para vocês que os principais registros são intrínsecos. E cada etapa até a largada vai reforçando essa confiança em si mesmo. Pelo menos, é assim que acontece comigo.

Ensaio: 5km festivos

Em Chicago eu resolvi correr a prova de 5km no sábado para ter a experiencia completa. Ao mesmo tempo, considerando certas peculiaridades do percurso, achei que seria uma boa oportunidade de testar o pré prova e fazer um reconhecimento de terreno. Para quem não sabe, o GPS não funciona bem durante os primeiros 7km, então é interessante se expor a essa sensação de correr às cegas (principalmente se a ansiedade pode dar oi nessas condições).

Depois do café da manhã, saí a pé e sozinha até a largada. Era noite ainda e Chicago é bem tranquila às 6 da manhã. Ver a aurora, o despertar do dia, contrastando com o rio e a arquitetura da cidade foi de encher os olhos. Naquele silêncio atípico de uma grande metrópole americana, atravessar uma das várias pontes me conectou novamente com a importância daquele momento. Mais uma ponte no meu caminho e uma nova travessia para realizar mais um sonho.

Na largada dos 5km, estar cercada de corredores de diferentes países trazia o calor humano necessário para suportar o frio. As ondas foram largando e ali experimentei o centro de Chicago em movimento pela primeira vez. Obviamente que meu GPS estava louco, mas eu não me importei. Coloquei em ação a estratégia de Québec: liguei a intuição e fui. Passou rápido demais, mas o batismo estava concluído. No dia seguinte, a real prova de resistência e persistência viria para quase 50 mil corredores.

42k em Chicago

 O pré prova

Todo corredor sabe: vésperas são intensas. Posso dizer que a gente dorme em fartlek, em intervalos que variam entre o sono superficial, o sono profundo, tudo menos o sono dos justos. Quem não fica com medo de perder a hora? Ou de repente desenvolve uma hipersensibilidade a ruídos? Ou tem os sonhos mais bizarros de todos os tempos? Fato é que flashes de luz azul do celular na contramão das recomendações são recorrentes, questão de confirmar que horas são e concluir que ainda não é hora de se levantar. O tempo já começa a mostrar seu lado cruel: a sua relatividade.

Acordei às 5 da manhã e cumpri o ritual de preparação. Mais uma vez sozinha, segui a pé até a largada. Dessa vez, mais corredores já estavam a postos, em filas de Starbucks para aquela dose necessária de cafeína ou a caminho do Millenium Park. É interessante ouvir as conversas que vão preenchendo o silencio até a largada. São comentários sobre a prova, sobre a preparação, sobre os objetivos, sobre o frio (claro!), sobre outras Majors… enfim, corredores gostam de falar de corrida.

Apesar de estar cercada dessa incrível comunidade, me sentia na minha bolha, como durante os treinos. Para largar, estamos de frente para o skyline de Chicago, um visual impressionante de arranha céus, vidros e metal. Será que o céu é o limite? Não sei. Estou aberta ao que o dia me reserva. Enquanto isso, entro na minha frequência de vibração e repasso o filme na cabeça.

Vocês já perceberam que se trata da conexão com o coração, o tal GPS interno. Mas hoje a cabeça também vai dizer presente e a minha intenção é me ouvir.

Prepara, foi!

Na maratona, não ouço música. Em Major Marathons, principalmente, a presença de milhares de pessoas nas ruas cria um ambiente ensurdecedor, logo, a combinação de músicas diretamente nos ouvidos com gritos e sinos e mais músicas como estímulos externos não funciona para mim. Como meu hotel era a 1 milha da largada, sabia que logo teria torcida no caminho. Posicionei-me como combinado e lá estão meus pais, rostos familiares em meio à multidão. Passei na hora programada e isso me deu uma confiança a mais. Eles estão aqui!

Depois disso, eu desliguei do mundo lá de fora. Entrei no flow, concentrando toda minha energia no mental. Minha única referência física era a frequência cardíaca, estratégia adotada com a Profe Rosa Naimara. O GPS dos satélites não serviria para grande coisa durante os primeiros quilômetros. Meu objetivo era prestar o máximo de atenção à percepção de esforço para gerenciar bem a minha energia e distribuir a maratona em porções de 5km, não mais do que isso.

Dos estímulos sensoriais externos, parecia ter adotado um mecanismo seletivo. O que mais me chamava atenção eram gritos ou faixas de You got it! (Você consegue!) You can do hard things! (Você é capaz de fazer coisas difíceis!) You are looking Strong! (Você parece forte!). A cada tentativa de pensamentos intrusos, eu simplesmente olhava para baixo e pensava: Só vai! Só vai! E os cálculos inevitáveis vinham na forma do quanto falta para fechar os próximos 5km. Fora a estratégia de suplementação para tomar a água, ou o Gatorade ou o gel. Isso deveria ocupar minha mente. Ponto. Foi uma verdadeira meditação ativa.

Quando é mais do que correr

Dentre os vídeos que assisti sobre dicas do percurso, guardei as grandes linhas. E de repente estava na Chinatown de Chicago, entrando na casa dos 30km. Nessa etapa, outra coisa começou a me chamar a atenção. As camisetas de certos corredores que estavam lá por causas certamente de apelo pessoal.

Pessoas com câncer em estágio avançado e correndo. Mulheres grávidas e orgulhosas da condição de bebê a bordo. Pessoas correndo em memória de amigos ou familiares que perderam a vida por motivos de saúde mental. Pessoas com deficiência e mostrando que são capazes. Enfim, a maratona é um desfile emocionantes de super-heróis disfarçados de corredores. Isso eleva a um outro nível o dividir as ruas com pessoas assim. É o momento em que nossas diversas histórias se encontram e se somam, porque ao cruzarem o meu caminho, elas mudam também a minha relação com a corrida.

Andar foi preciso…

Existe uma crença duvidosa de que andar numa corrida diminui o valor do feito. Eu mesma já pensei assim. Inclusive, vivi essa frustração esse ano na minha meia-maratona do fiasco. A partir do momento em que entendi que se ouvir significa respeitar as necessidades das circunstâncias que se apresentam, fiquei em paz com essa possibilidade.

Independente da distância, todos enfrentaremos um momento de vai ou racha e às vezes é melhor desacelerar, sem necessariamente parar. Se não podemos mudar a realidade, mudamos o plano, não é mesmo?

Naturalmente, estava me sentindo cansada depois de 35km mantendo uma boa constância. Já sabia que não estava no alvo para o objetivo do sub-4, mas não importava. Estava orgulhosa de conseguir manter essa estabilidade dos meus pensamentos, das minhas emoções durante mais de 3h30’. Só que a energia que isso demanda não é de se subestimar. Pois bem, faltando “apenas” 7km para o final, meu corpo, minha cabeça e meu coração em comum acordo decidiram que era hora de caminhar um pouco.

Vou ser sincera, nem sempre é a melhor decisão porque a gente dificilmente consegue encaixar o mesmo ritmo de antes da pausa ativa. No entanto, eu precisava daquilo e fiquei em paz com a minha escolha. Acho até muito representativo que vários dos registros fotográficos da minha participação mostram justamente isso: Ana Carolina caminhando, ao invés de closes de raça e determinação num semblante distorcido em busca de superação.

Decisão tomada, consequências acolhidas, me restava seguir um passo de cada vez, apreciando a jornada e na direção do que importava: a linha de chegada para os abraços da família.

A chegada

Todo maratonista que se preze vai concordar: no final, a gente só quer que esse martírio voluntário acabe. E apesar da fama de maratona plana, Chicago termina com uma leve subida até os últimos metros que só são acessíveis às pessoas que compram ingressos para ver a chegada na arquibancada. Parece até brincadeira de mal gosto ver aquela rampinha safada, ainda mais que a contagem regressiva de metros que faltam só aumenta o calvário.

Pois bem, avisto a arquibancada. E logo, vejo minha família. Lembrando do objetivo sub-4 não alcançado com sucesso, faço um sinal de “não deu” levantando os ombros e os braços, mas continuo sorrindo de ter meus fãs me aguardando. Dali em diante recobro as forças e Vanderlei vem. Aviãozinho realizado com sucesso. Cheguei! Mais uma vez! Hora de entrar ao vivo com meu parceiraço Enio Augusto e os ouvintes do PFC que ainda estavam na live quase infinita. Missão cumprida com OUSADIA E ALEGRIA.

O pós prova

No PFC Debate 672- Chicago, mensagens e comparação dou mais detalhes sobre a prova e outras lições aprendidas. Recomendo que você ouça, se ainda não o fez. É um bom complemento para esta crônica. Um detalhe que não contei lá e que conto aqui. Antes de ir ao encontro da minha família, precisei de alguns minutos para me recompor. Primeiramente, me aquecer, pois o frio ainda estava presente. Mas ao me sentar no chão, com muita dificuldade obviamente, parece que entendi novamente o tamanho desse feito.

Peguei meu celular e havia mensagens da minha amiga querida, Giovanna. Resolvi mandar áudios para ela e para a minha Coach Priscila. Estava vivendo aquela onda de gratidão que nos invade depois de conquistas esportivas e que revelam a beleza de se estar vivo para sentir dores, sim, mas alegria sem fim também. É muito bom saber que tem gente que torce, mas sobretudo ter pessoas com quem partilhar esses momentos.

De volta ao hotel, o banho quentinho de milhões e aquela cama king size acolhedora. Sensação de dever cumprido. Mesmo desejando completar uma maratona, ela tem o seu preço. Então medalha no pescoço é sinônimo de sinal verde para o descanso merecido da #guerreira. Essa noite sim. Dormi como uma pedra e não ouvi nenhuma sirene de polícia ou de ambulância, efeitos sonoros constantes em Chicago. Não tem noite mais bem dormida como a que sucede um feito como esse com a certeza de que deixei pelas ruas da cidade o que tinha para dar. Voltei a me sentir leve. Veremos o que virá na sequência. Por hora, o plano é não ter plano. Voltar a correr por correr por um tempo.

2023 – One of a million

Em 2023, Chicago comemorou o feito de 1 milhão de corredores completando a prova ao longo de 45 anos de existência e o tema era One of a million (Um de um milhão). Isso deu um tom ainda mais especial à edição, porque colocou em destaque a nossa singularidade na pluralidade. Lá no início falei do nosso papel de protagonista nessa história contada em 42 capítulos. Ninguém experimenta a maratona da mesma forma, mas é fato que ela nos torna pessoas melhores e reforça o quão únicos podemos ser. Posso dizer que, na minha narrativa, além de ter sido uma em 1 milhão, ainda teve feito histórico: quebra do recorde mundial com a elite masculina. Enfim, foi especial e se você puder viver isso, seja em que cidade do mundo for, se jogue… ao som de Thiaguinho, por favor!

Lê lêlê lêlê lêlê
Ousadia para vencer
Lê lêlê lêlê lêlê
Alegria para viver

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12 thoughts on “PFC Crônicas 10 – Chimarathon 2023: Uma de 1 milhão

  1. Valeu a espera! Parabéns pela experiência em Chicago, Ana! Com certeza você saiu mais forte de lá! Que venham as próximas provas e as próximas crônicas!

    1. Obrigada, Camila! Confesso que reviver essa experiência já me deixou com saudades do perrengue. Como pode, né? Sinal de quem em breve eu defino o próximo desafio.

  2. Como é bom ler um texto com um português correto, bem escrito e fluido. Parabéns! Isso é cada vez mais raro na era da educação Paulo Freire. Tb corri em Chicago/23 e presenciei um evento inesquecível. Queria apenas completar a maratona, mas consegui fechar em 2h50m. O seu belo texto me fez reviver aquela corrida tão linda e sofrida.

    1. Olá José! Bom saber que vc viveu essa experiência em Chicago esse ano. Parabéns pela conquista! Agradeço o elogio e a leitura. Acompanhe que sempre estou escrevendo sobre histórias de corrida. Abraço carinhoso!

  3. “O coração sempre será o GPS mais confiável e preciso. Ao contrário do Garmin, essa conexão se faz de dentro para fora. É preciso sair do piloto automático e aprender a se ouvir. “

    Gostei demais disso! Já guardei pra sempre!!
    Parabéns pela prova e pela descrição de tudo!

    1. Que bom, Duda! O melhor de tudo é que o sinal desse GPS está sempre disponível. Qual tecnologia que tem esse nível de precisão e disponibilidade? Diria que foi a minha grande conclusão desse ciclo.

  4. A tão aguardada segunda parte da crônica!!!
    E a diferença de alguns filmes por ai, a segunda parte foi ainda melhor que a primeira!
    Eu lí devagar (no meu ritmo de Z1 rsrsrsr) para aproveitar e imaginar como foi cada situação descrita e o final foi empolgante.
    Concordo com os comentários acima da Camila, José e Duda.
    Obrigado por compartilhar conosco essas suas experiências!

    1. Escrevo para vcs se sentirem na situação que eu vivi e chego a conclusão que cada um consegue se visualizar no seu contexto. Isso é muito bacana! Que bom que consegui te surpreender com a segunda parte, William. Criei uma expectativa, né? Seguiremos escrevendo em 2024! Abraço carinhoso!

  5. Valeu a espera pela continuação, parabéns!!!! Correr por correr, por um tempo! Penso muito nisso, mas ao mesmo tempo quero evoluir. Toda vez qua vou para treinos mais intensos e durante, penso em parar de buscar performance, desisto quando o treino acaba!!! É sempre recompensador!! Maratona então, meu Deus, deve ser mágico!!! Estou em período transitório para minha primeira meia maratona, ainda não sei se vai ser ritmo constante ou progressivo. Meu treinador só falou por enquanto, deixa comigo!! Estou confiando. Vamos ver!! Obrigado Ana!! Até mais, sigo acompanhando os textos e as livres!! Abraços.

    1. Olá Fabio! Obrigada pelo comentário, sempre muito bacana ter essa conversa com vcs! Sobre o que nos motiva a correr ou buscar performance ou não, estou nessa reflexão também. Acho que vou usar de pauta para a primeira crônica do ano, que tal? De qualquer forma, o importante é ter a sensação de bem estar por estar dedicando parte do nosso tempo sempre tão corrido e concorrido a nós mesmos. Confie mesmo no seu treinador. Ele vai te ajudar a decifrar esse quebra cabeça que nos move correndo. Feliz 2024 para vc e sua família. Até breve! Abraço carinhoso.

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