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Meio de transporte

Desde setembro venho adotando a bicicleta como meio de transporte. Como ela é velhinha e não é exatamente do meu tamanho, os treinos tiveram que ser abortadas. Ela é pequena e uma das causas de algumas dores no joelho tinha a ver com o tamanho dela e do selim. Sem fazer força, pedalando apenas por lazer, não tive problemas.

Até então, foram 10 dias indo trabalhar de bicicleta. Quase 10 litros de gasolina economizados. O tempo de deslocamento varia de acordo com a minha vontade. Geralmente, a ida é mais lenta para não suar muito. A volta, por outro lado, é mais rápida, já que tomo banho em casa. Mesmo na volta, não pedalo rápido. Meu padrão é ir devagar e sempre, sem pressa.

Utilizando a bicicleta como meio de transporte é que consegui perceber mais claramente como 98% das ruas e lugares não são projetados para bicicleta. A prioridade é dos carros. Nada é feito para quem pedala. Tudo é pensado nos carros. Na maioria das vezes, ou estou na rua ou nas calçadas, nunca em um lugar devidamente apropriado.

Nas ruas fica melhor de pedalar, mas tem a questão dos carros. Não dá para confiar nos motoristas. Felizmente, o caminho por onde venho é quase livre de muito movimento. Quando fica pior, já estou quase chegando. A volta é quase a mesma coisa. Pretendo continuar indo e vindo de bicicleta para onde der. Seria muito melhor se existissem lugares mais adequados.

Por onde passo, uma mínima ciclovia já resolveria o problema. No entanto, sei que esse problema não se resolverá tão cedo. Da minha parte, seguirei pedalando. Já estou escolhendo restaurantes para almoçar que permitam deixar a bicicleta. Os que não tem lugar são descartados. Outra coisa que notei foi nisso. A maioria dos estabelecimentos não tem nem um poste para prender a bicicleta. As dificuldades existem, mas não são suficientes para deixar a bicicleta de lado.

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As contas de bike

Falei semana passada que comecei a ir para o trabalho pedalando. Apesar da queda do primeiro dia, causada por motivos bestas, continuei. Vim sexta, segunda e hoje novamente. Venho em ritmo leve, bem tranquilo, sem fazer muita força. Estou demorando entre 25 e 30 minutos. A distância dá um pouquinho mais de 5 km.

Correndo talvez eu viesse mais rápido, mas tem a questão do suor e de não haver chuveiro no trabalho. Tem também o fato de eu não ter mais tanto joelho assim. Na ida, venho pedalando mais devagar, para suar pouco. Na volta, sempre vou um pouco mais rápido porque o destino final ou é restaurante ou casa.

Ida e volta ao trabalho dá quase 1 litro de gasolina. Da última vez que abasteci, paguei R$ 3,69. Com 22 dias de trabalho, seriam 22 litros, mais de R$ 80,00 de economia. Claro que nem todo dia será possível. Quando chove é perigoso, melhor não arriscar. Acredito, porém, que a maioria dos dias vou conseguir vir de bicicleta.

No fim das contas, acabo economizando um pouco e fazendo uns exercícios nas pernas. Não é muita coisa, dá uns 10 km, mas parece melhor do que ficar sentado no banco do carro. Claro que tem o risco de pedalar por aí. Os motoristas não são confiáveis. Eu também não sou muito, mas escolhi um percurso onde os carros quase não passam. Por enquanto, tem dado certo.

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Quinta feira quase feia

Ontem foi um dia um tanto movimentado e diferente. Tudo começou na noite de quarta-feira. Até antes na verdade. Estava meio gripado, com dor de cabeça e dormi à tarde. Tanto para tentar me recuperar quanto para não ter sono durante o jogo do Grêmio contra o Botafogo pela Libertadores. Jogo às 21h45 quebra minha rotina. Como tenho corrido terças e quintas logo cedo, acordando às 5 horas, durmo pouco. Na quarta, além de ter pouco tempo para dormir, estava sem sono por dormir à tarde. Bagunçou tudo.

Nada disso, porém, era motivo para adiar o treino. Lá estava eu às 5h21 começando o treino. Mais uma vez, intervalados. Dessa vez, eram várias repetições. Confesso que só sabia o número e o tempo de cada uma delas. A parte dos intervalos de descanso fiz baseado no que acho que lembrava. Começou com 4 x 15 segundos. Depois, mais 5 x 30 segundos. Um descanso e mais 5 x 30 segundos. Por fim, deveria correr 3 minutos em ritmo mais forte e 2 minutos forte.

Com a confusão que fiz, acabei invertendo e fiz os 3 minutos muito forte e os 2 minutos mais moderado. Foi o contrário do que deveria, mas gostei do ritmo médio desses 3 minutos: 4:26 min/km, já no fim do treino, depois de vários tiros curtos. Antes das 6 horas já estava em casa e me preparando para sair. Aquela ideia de ir trabalhar de bicicleta ficou na minha cabeça. Pensei que talvez ontem fosse um bom dia para isso. Durante o banho decidi que iria pedalando para o trabalho.

Já tinha mais ou menos ideia do caminho que faria. Passo por locais onde quase não tem carro e movimento. É bem tranquilo. Demorei cerca de 27 minutos para fazer quase 5 km. Fui bem tranquilo, parando em um cruzamento e também caindo. Sim. Caí pela primeira vez depois que voltei a pedalar em abril deste ano. Já tive tantas oportunidades de cair que nunca pensei que a queda fosse acontece por motivo tão insólito.

Antes de falar da queda, uma pequena nota sobre combustível. No percurso, tem uma grande subida apenas. Nela, desci da bicicleta e fui empurrando, para evitar muito esforço e suar demais. Andar uns 50, 100 metros quase não me faz perder tempo. Acho até que faz ganhar dada a inclinação da subida. Melhor andar uns segundos e não gastar gasolina. Cada ida ao trabalho era quase 1 litro. Já temos uma pequena economia.

Sobre a queda. Estava na metade do caminho, sem maiores problemas. Por razões desconhecidas, decidi que poderia ser legal colocar uma música no celular. Quando coloquei a mão por cima do bolso, não encontrei o celular. O desespero tomou conta. COMO ASSIM? CADÊ MEU CELULAR? SERÁ QUE ESSA MERDA CAIU E EU NÃO PERCEBI? NÃO PODE SER! EU AINDA ESTOU PAGANDO. Tantos pensamentos vieram na minha cabeça que esqueci que estava em cima de uma bicicleta.

O resultado disso foi uma ida ao chão muito linda. Por sorte, as mãos servem para evitar que as quedas sejam muito graves. Foram bons amortecedores. Ficaram raladas, mas faz parte. O joelho direito também se ralou um pouco e a perna direita teve uns roxinhos do impacto. Ontem ainda doía de leve, mas parece que vai passar logo. Esses pequenos machucados só fui perceber depois. A minha única preocupação não era com cortes, sangue, bicicleta ou coisas do tipo.

Só queria saber onde estava o meu celular. Levantei, arrumei a bike e coloquei a mão por cima do bolso mais uma vez. Foi aí que senti aquela coisa retangular que estava no lugar de sempre. Sim! O celular nunca tinha caído. O bolso da bermuda que é meio grande e tinha deslocado o aparelho mais para o lado. Em um primeiro momento, quando fui tentar achá-lo, coloquei a mão no lado que ele não estava.

Resumindo, caí por culpa do celular que achei que tinha perdido, mas na verdade estava o tempo todo no meu bolso. O que ilustra bem a importância do celular para mim. Perder a carteira é bem menos traumatizante do que o celular. Menos mal que ele continuou no bolso, firme e seguro. Quem se deu mal no fim das contas fui eu. Uma queda besta, por precipitação, desatenção e desespero. A bicicleta também acho que ficou mais bamba e quebrou um negocinho da marcha, mas nada que impedisse ela de funcionar.

Até um motociclista parou e perguntou se estava tudo bem. Ainda meio atordoado da queda e da descoberta do celular no bolso, expliquei para ele a situação, mas nem sei as palavras que utilizei. Agradeço a preocupação dele. Continuei meu pedal até o trabalho. Passou o dia e era o momento de voltar. Fiz praticamente o mesmo caminho da ida. Só ficou um pouco maior porque fui direto no restaurante. Demorei cerca de 30 minutos.

Se não tiver quedas e cruzamentos, acredito que o tempo de ida e volta entre casa e trabalho vai ficar entre 20 e 25 minutos. De carro, demoro de 15 a 20 minutos, dependendo do trânsito. Quando tem acidente, já cheguei a demorar mais de 1 hora. Então, em termos de tempo, o carro ainda é mais rápido, mas pouca coisa. Fora que gasta gasolina. Com a bicicleta, pedalando em ritmo mais rápido, talvez consiga fazer neste tempo. O foco, porém, é pedalar em ritmo leve, só como meio de transporte mesmo.

Do restaurante, voltei para casa também de bicicleta. Só aí deu mais de 1 hora pedalando, além de mais de meia hora correndo. Para terminar o dia, 1 hora de pilates. Exceto pela queda não programada da manhã, foi um dia cheio. Pretendo fazer novas tentativas de ir trabalhar de bicicleta. Mesmo em ritmo leve, é uma forma de exercício para o dia a dia. Melhora a saúde (desde que eu não caia) e diminui as despesas (desde que eu não caia).

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Fazendo mais testes

Ontem foi o meu primeiro teste, a primeira vez que decidi sair de bike pelas ruas da cidade com outro objetivo, sem simplesmente ser para treinar. Já tinha pensado nessa hipótese anteriormente, mas a preguiça venceu. Ontem não. Decidi que não ia gastar gasolina do carro para fazer um trajeto curto rumo ao lugar onde corto o cabelo.

Comprei aqueles cadeados de bicicleta e ainda não tinha testado na prática, prendendo em um poste ou ferro ao ar livre. Ontem foi o dia. Fui pedalando de casa até a cabeleireira. Levei o Garmin junto já para registrar o treino e contar aquela meia horinha do Heartbit. Eis que me surpreendo quando chego lá e tinha dado pouco mais de 5 minutos.

Foi aí que me dei conta de que andando talvez eu não levasse 15 minutos. De bicicleta acabou até sendo mais rápido do que de carro, porque o carro tem semáforos e ruas que não dá para passar. Prendi a bicicleta lá no poste, não sem antes, é claro, colocar o cadeado de forma errada. Na primeira tentativa, confundi as voltas e acabei colocando o cadeado apenas em volta da bike. Bem a minha cara.

Percebi que não estava prendendo nada a lugar algum e refiz a obra de arte. Na segunda tentativa, sucesso total. Entre as vagas de carro, sem atrapalhar ninguém. Esse teste foi bom porque pretendo ir trabalhar de bicicleta no futuro. Falta ainda um capacete para eu ter mais segurança. Serviu para sentir o quanto suo ou não pedalando em ritmo de passeio, sem maiores preocupações com velocidade, usando roupa que não seja de corrida.

Cortei o cabelo e voltei para casa. Como o trajeto era curto, dei várias voltas pelas ruas da cidade até completar mais de meia hora. Gostei do teste e vou tentar fazer mais coisas do tipo. Ainda estou pensando se arrisco ir ao trabalho sem capacete. Nunca tive problemas, mas vai saber. Fico meio preocupado. Tem também o fato de que ir de manhã é legal e tranquilo.

Evita o trânsito, passa os carros, chega fácil, sem muitos problemas. A volta que é ruim. Você trabalhou o dia todo e só quer chegar logo em casa. Do trabalho para casa é mais rápido de carro, pelo menos metade do tempo. Se vou de bicicleta, acho que vai dar um pequeno arrependimento no fim do expediente. Talvez o menor gasto de combustível e o exercício a mais compensem. Vou pensar nisso. Pode ser que vire realidade nas próximas semanas.

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Um bom treino

Os treinos continuam. Segunda-feira, mantendo a rotina de utilizar a bike, saí para pedalar. Já tinha pedalado sexta e domingo. Na segunda, tentei fazer algumas acelerações. Dei uma volta pela Beira Mar, meia hora e já estava bom. Poderia ter feito mais tiros, mas senti que o joelho poderia reclamar. Preferi só pedalar em ritmo de passeio.

Ainda teve o fato de a bicicleta começar a fazer barulhos novamente. Não era nada muito alto e chato, mas notei que eles estavam começando a se manifestar novamente. Parece que fazer treinos de tiro na minha bicicleta velha e sem manutenção tem algum efeito nos joelhos e também na própria bike. Por via das dúvidas, pedalei sem forçar.

Ontem, já rendeu melhor. Afinal, era treino de corrida. Segui o plano de acordar uma hora antes e correr bem cedo. O treino começou às 5h31. Isso foi quando o Garmin achou o sinal, mas antes já estava trotando para aquecer. De manhã, em dia de semana, não fico esperando o sinal parado ou andando. Já vou trotando para ganhar tempo. Por isso, às vezes, no registro do relógio, o aquecimento fica tão curto.

A planilha pedia 5 repetições de 2 minutos forte e 1 minuto mais forte ainda. Novamente, sem me preocupar com o ritmo. Só correndo rápido quando precisava e trotando quando era o momento. Tentava focar a atenção na respiração e aproveitava que as ruas da cidade antes das 6 da manhã estão praticamente vazias. Fica bem mais fácil de correr.

Durante os tiros, achava que o ritmo era um e quando olhei em casa foi outro, mais rápido. Ao final de cada repetição, ficava meio cansado, mas não me sentia correndo forte. Em casa, a boa surpresa. Esse cansaço talvez tivesse a ver com o ritmo que consegui fazer.

A primeira repetição ficou em 5:16 e 4:32. A segunda em 4:46 e 4:29. A terceira em 4:56 e 4:54. A quarta em 4:51 e 4:22. A quinta e última em 4:53 e 4:19. Curioso que ao ver os ritmos pude constatar e comparar com os momentos em que senti mais cansaço, quando parecia que não tinha fluído muito bem.

A terceira repetição foi a que me senti pior no momento. E o ritmo confirmou. A quarta e quinta no tiro de 2 minutos também não me senti correndo bem. O ritmo está ali para mostrar que realmente não foi aquelas coisas. Em compensação, por sentir que não tinha sido bom, tentei fazer força no de 1 minuto. Parece que funcionou.

Olhando todos os ritmos, apenas o primeiro ficou fora do padrão. Tem o desconto de ser o primeiro e ainda não estar totalmente aquecido, acordado e disposto. Fora isso, gostei do treino. Durante, parecia que não seria bom. No fim, a sensação de que estava descompassado era porque estava em um ritmo mais forte do que imaginava. Um treino ruim é melhor do que não treinar, mas quando o treino é bom é melhor ainda.

 

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Retorno das duas rodas

O feriado da semana passada veio bem a calhar. Aproveitei a sexta-feira de folga para criar vergonha na cara e encher os pneus da bicicleta. Não pedalava desde julho. Mais do que os pneus vazios, faltava ânimo para sair de casa e pedalar com a bicicleta fazendo uns barulhos estranhos. Não sei se foi o tempo sem usar, mas o fato é que ela não estava mais fazendo esses barulhos desagradáveis na sexta. Enchi os pneus e fiz uma rodagem de meia hora para voltar a me acostumar. Mais de 40 dias sem pedalar tem suas consequências.

Até não desaprendi e não perdi o equilíbrio, mas senti as pernas mais cansadas com 15 minutos de pedalada. E nem era nada muito forte. Era ritmo de passeio. Estímulos diferentes geram efeitos diferentes. Pneu cheio e sem barulho era o que eu precisava para me animar e pedalar novamente.

O treino de domingo pedia 30 minutos de trote e mais 30 minutos de bike. Por causa dos tiros doidos sem fim de sábado, não seria nada além de trote mesmo. Só que tinha como meta pelo menos rodar abaixo de 6 min/km. Nos 2 primeiros km não olhei o relógio, mas a partir do 3º km a cada apito do Garmin, dava uma conferida. Fechei os 30 minutos com ritmo de 5:52 min/km, sendo que o km 3, 4 e 5 ficaram em 5:46, 5:45 e 5:45, bem constante. Foi sem querer e na sensação parecia outro ritmo, mais lento. Tive uma grata surpresa.

A bateria do Garmin estava no fim, mas parecia ser suficiente. O treino de corrida aguentou. Depois teve a bike. Ela já estava piscando. É o momento posterior do aviso de bateria fraca. Não sabia bem quanto tempo ia aguentar, mas saí para pedalar igual. O objetivo era fazer 30 minutos ou até a bateria acabar, o que acontecesse antes.

Pedalei em ritmo de passeio, sem grandes pretensões, reaprendendo a sentir os efeitos da bike. Foi bem tranquilo, dei umas voltas pela cidade e o Garmin aguentou mais 30 minutos. A bateria na tela ficava piscando, mas foi até o fim. Curiosamente, assim que terminei e gravei o treino, a bateria se foi de vez. Parece que estava esperando o treino acabar.

Domingo foi um dia produtivo, portanto. Consegui correr em um ritmo legal, pedalei em seguida e descobri mais ou menos quanto tempo a bateria do Garmin demora para terminar depois que avisa que está fraca. Se tudo der certo e o vento e a preguiça colaborarem, a bicicleta deve voltar a fazer parte da rotina.

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Sem bicicleta

Estava fazendo as anotações dos treinos anteriores e me dei conta que os treinos de bicicleta ficaram esquecidos. Não saio para pedalar desde 31/07. Já estamos na metade de agosto e ainda não tirei a bike da garagem. A planilha até incluía treinos de bike em alguns dias que não tinha corrida, mas diversas razões não me deixaram fazer isso.

Teve dia que eu estava cansado da Maratona Beto Carrero, outros estava chovendo, em outros muito vento e em mais alguns falta de vontade. Com os treinos de corrida rendendo tão bem e com outras atividades para preencher o dia, acabei deixando a bike um pouco de lado.

Hoje pretendo voltar a pedalar, pelo menos uns 30 minutos. Vai depender muito do clima à tarde e da minha rotina. Se estiver tudo em dia, dou um jeito e vou. Se estiver com coisas pendentes, vai ficar para sexta ou sábado. Talvez, além dos motivos mencionados, a bike estar com uns barulhos estranhos não anima tanto a sair de casa.

É aquele barulho de ME LEVA PARA A REVISÃO. A previsão é que isso aconteça no fim do mês. Mesmo assim, hoje vou tentar pedalar. Desconfio, porém, que vou precisar encher os pneus. Depois de mais de 15 dias sem usar, duvido que ainda esteja no nível razoável de antes.

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Todo dia alguma coisa

Estou tentando manter uma rotina de todo dia fazer algum exercício ou atividade física. Com a inclusão da bike e do pilates, ficou mais fácil ser constante nisso. Quando apenas corria, não tinha muito jeito. Correr todo dia com o joelho do jeito que está, não teria como. Aproveitando este momento, vou tentando que nenhum dia fique vazio.

Olhando a planilha, desde 8 de julho, um sábado, tenho mantido essa sequência de todo dia fazer alguma coisa. A maioria das atividades são treinos de corrida. Quando não tem corrida, tem bike ou pilates. Às vezes, pode ter mais de um no mesmo dia. Ainda não aconteceu os 3 juntos, mas não há problemas quanto a isso. Só a questão de tempo mesmo. Se tiver que acontecer, dou um jeito.

Nos treinos atuais, os dias em que não tem corrida e bike são terça e quinta. Seria o dia de total descanso, mas nesses dias tem pilates. Então, continuo com a sequência mantida. Não sei como vai ficar nas próximas semanas. Talvez haja dias sem treino que não coincidam com o pilates. Nesse caso, posso pedalar meia hora, mas ficar um dia sem fazer nada não é tão ruim também.

Vão ser dois lados nessa história. Um é o Enio das manias que vai querer ver até onde consegue manter a sequência de fazer algo sem furar em nenhum dia. Outro é o Enio que gosta de seguir a planilha e não fica triste quando tem um dia de descanso. Será um duelo interessante. Veremos até onde isso vai. Por enquanto, são 19 dias sem parar.

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E se foi o pneu

Para minha surpresa, a planilha dos treinos da semana chegou no domingo já com treino na segunda-feira. Achei que ia ter alguma folga, mas não. Estava lá: 30 minutos de bike. Depois de um fim de semana intenso, com bike no sábado e bike mais corrida no domingo, mais meia hora pedalando. Como sou de cumprir o que a planilha pede, saí pedalando.

Parecia mais um dia normal. Meia horinha, em ritmo leve, é um treino rápido e tranquilo. Às vezes, é chato também, por ser curto e lento. Comecei o trajeto normal, rumo à Beira Mar de São José, sem grandes problemas. Eis que quando estava quase lá, um barulho, tipo um estouro de pneu que fura, rasga. Muito próximo de mim.

Pois é. Foi tão próximo que foi com a minha bicicleta. O pneu traseiro murchando deu a certeza. Com menos de 2 minutos de treino, lá estava eu empurrando a bicicleta com o pneu estourado. Até pensei em voltar para casa, mas lembrei da loja de bike que tem ali perto e fui a pé, levando a bicicleta do lado, até a loja.

Chegando lá, o rapaz viu que tinha sido o pneu mesmo. Se fosse só a câmara, o prejuízo seria menor. Como foi o pneu, lá se vai mais uma conta inesperada para a fatura do cartão de crédito. Já que estava gastando, aproveitei e comprei aquelas luzes para bicicleta. Agora posso pedalar à noite que serei visto. Não garante muita coisa, mas pelo menos ilumina bastante.

Deixei a bicicleta enquanto trocava o pneu, fui trotando até em casa, coisa de 2, 3 minutos, peguei o cartão, voltei trotando para a loja, paguei e saí para pedalar até completar a meia hora que estava programada. Como não sabia se o conserto seria na hora e rápido, não entendo nada dessas coisas, não desliguei o GPS para contar o período caminhando.

Caso fosse demorar muito, ia aproveitar que já tinha iniciado o cronômetro e ia garantir os 30 minutos do combo do Heartbit. Felizmente, o serviço era rápido e estava pronto antes mesmo de eu voltar à loja. Quando cheguei, a bicicleta estava arrumada. Só faltava pagar e sair.

O treino que seria em ritmo leve, acabou ficando com um ritmo médio geral bem abaixo do que seria. Não me importei muito. Não era o treino mais importante da semana. Ainda, no fim dos 30 minutos encontrei o Eduardo Hanada terminando o treino longo dele. Estava fazendo 27 km, preparando para a maratona.

Fui acompanhando ele no final e depois ficamos mais um tempo conversando. Não foi o melhor treino de bike que fiz na vida, mas terminou de uma maneira muito melhor do que quando começou. Passou pelo pneu estourado, pelo gasto inesperado e terminou com um bonito pôr do sol no fim de tarde e ajudando um amigo no fim do treino.

Deu ruim na bike, mas tinha conserto
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Treino duplo de domingo

Já tinha feito alguns treinos de bike e corrida no mesmo dia, mas domingo foi o primeiro treino duplo mais redondo. A planilha pedia 1 hora de bike, variando entre forte e normal o ritmo, e 30 minutos de corrida. Como domingo é dia de ruas vazias e o pneu estava cheio (enchi sábado), aproveitei também o dia de sol e decidi que finalmente iria fazer a meia maratona sub 1 hora de bike. Para você verem o meu nível, nunca tinha feito isso.

Esse negócio de muito forte e depois normal não ia dar certo. Como iria correr depois, queria fazer o máximo de esforço possível de forma contínua para ver como as pernas iriam reagir depois. Comecei mais lento, mas já pelo 4º km encaixei um ritmo abaixo do necessário e que me garantiria a meia maratona em menos de 1 hora. Terminei o treino e consegui fazer a meia em aproximadamente 58:34.

Faltava ainda uns 6 km e senti a perna meio cansada em alguns momentos. O tênis de corrida que estava usando também não ajudou muito. Ele ficava escorregando. Já sei agora qual não usar para pedalar. No início do treino escolhi algumas pequenas subidas para passar, como forma de aquecimento e para fazer força. Na metade final, fui para as ruas mais planas e onde tinha mais retas. Dessa forma, mesmo meio cansado, quando vi que ia sair a meia sub 1 hora nem pensei muito. Não tinha como desanimar ou desacelerar.

Cheguei do treino, entrei na garagem do prédio, deixei a bike, tirei o shorts, deixei o óculos de sol e o controle da garagem no carro e fui. Estava pronto para correr. Para esclarecer: estava pedalando com a bermuda de compressão e o shorts por cima. Notei que pedalar só com a bermuda poderia causar rasgos ou furos nela, devido ao banco da bike não ser grande coisa. Liguei o GPS e esperei encontrar o sinal. Como já tinha usado antes, localizou bem rápido.

Os primeiros passos foram horríveis. Estava me sentindo morto, com as pernas meio bambas, até fiquei em dúvida se iria conseguir fazer os 30 minutos. Imaginei o pessoal do triatlo e do Ironman que pedala mais de 5 horas e ainda sai para correr uma maratona. Depois de alguns metros, as pernas assimilaram o que estava acontecendo e ficou menos difícil correr. Ficou apenas o cansaço do pedal. Em nenhum momento da corrida me senti livre, parecia meio travado, não encaixava. Deve ser por causa da bike antes.

Entretanto, para minha surpresa, o 1º km saiu a 5:40. A sensação de esforço era de algo muito mais lento. Achei que poderia ser só empolgação de início de corrida. Mas não! O 2º km mostrou 5:34 no relógio. Cada vez sentia que a corrida rendia menos, mas o relógio mostrava o contrário. O 3º km ficou em 5:42 e o 4º km também. Deu uma caída no ritmo, mas estavam todos próximos. Depois do 2º km já tinha decidido que ia fazer só 5 km. Seria um parâmetro para a corrida de 5 km do próximo domingo. O combo do Heartbit já estava garantido. Não havia necessidade de fazer os 30 minutos, até porque o tempo total dos 5 km ia dar quase isso.

O último quilômetro saiu a 5:40 e ainda corri aqueles 50 metros a mais do GPS, para já considerar a margem de erro. Terminei os 5 km em 28:36, ritmo médio de 5:40 min/km. Como os meus treinos de corrida em geral são intervalados e não contínuos, não tinha muita noção do quanto conseguiria fazer nos 5 km. Na Meia de Floripa tive uma boa amostra, resistindo por 15 km nesse ritmo de 5:40 também. Não sei se o treino rendeu legal pela bike antes, pelos treinos que tenho feito, se poderia ter corrida mais rápido se fosse só a corrida ou se juntou tudo.

Domingo foi um dia em que o treino rendeu. Existem dias bons e ruins de treino e domingo vai ficar na categoria dos treinos bons. Nem falei antes porque nem tem o que relatar do joelho. Só tentou incomodar durante o 2º km da corrida, mas em seguida passou. Para não falar que só teve coisas boas no treino, quando cheguei em casa descobri que havia pisado em alguma merda no meio do caminho. O cheiro diferente no tênis tinha explicação. Nada que uma lavada no tanque não resolvesse.