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Meia Maratona de Florianópolis – 19/11/2017

meia maratona de florianópolisA Meia Maratona de Florianópolis de 2017 aconteceu no dia 19 de novembro. Foi a 13ª edição da corrida, pelo que o narrador falava no microfone. Tinha a distância principal, os 21 km, e também as alternativas, de 10 km e 5 km. A largada e retirada do kit aconteceram na Praça Sesquicentenário, na Beira Mar Norte, o recuo depois do recuo do Trapiche.

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A retirada do kit da Meia Maratona de Florianópolis foi na sexta e sábado e lá tinha também uma feira com alguns produtos expostos. Alguns preços estavam muito bons. Não comprei nada porque não estou em condições, mas tinha coisas boas para aproveitar. Fui retirar o kit no sábado e, infelizmente, estava chovendo. Mesmo assim, a área da feira estava coberta e não tive problemas. O pior mesmo foi sair do carro na chuva e no vento para chegar até lá.

Uma coisa legal da retirada do kit da Meia Maratona de Florianópolis é que também tinha que deixar 1 kg de alimento não perecível. De acordo com a organização, foram 5 mil inscritos. De acordo com o resultado, quase 4 mil concluintes. Ou seja, muitos quilos foram doados e vão ajudar uma instituição que realmente precisa. Além disso, quem esqueceu de levar o kit no dia poderia levar no domingo também.

O kit era básico, como acontece nas corridas da Corre Brasil. E isso não é ruim. Para mim não é, pelo menos. Veio uma camiseta azul, o número de peito e o chip. O suficiente e o necessário. Ainda tinha um pacote de café, uma barrinha de frutas, sabor banana, além da revista da Corre Brasil. Desta vez, na revista, veio também o calendário de 2018 da Corre Brasil. Já dá para planejar o ano que vem.

Kit retirado, era só esperar o grande dia. Fui nos 5 km, em busca de um novo recorde na distância. Tentar a gente sempre tenta. Os 21 km largaram às 7h e quem estava nos 10 km e 5 km largou às 7h30. Foi legal para ver a largada dos amigos que iriam correr a meia maratona. Este ano não tive condições e vontade de correr os 21 km, mas ano que vem pretendo voltar à meia.

Choveu no sábado e havia um receio de chover no domingo também. Felizmente, o domingo foi de tempo nublado, com sol tentando sair, mas sem muito sucesso. O clima estava com um ar gelado, muito bom para correr, ainda mais largando cedo. O problema é que quando chove, no dia seguinte tem vento. E o domingo de manhã teve mais vento do que o normal para esse período.

A largada de todas as distâncias ia em direção ao sul. Já na largada, pegamos um pouco de vento contra. Como era início de corrida, não tinha muitos problemas. Atrapalhava, mas ainda tinha energia para seguir em frente. O retorno depois de pouco mais de 1 km ajudava porque o vento empurrava. O problema é que tinha mais o último retorno depois do km 4. Mais 1 km de vento contra. Não senti tanto porque estava fazendo 5 km. O pessoal da meia sofreu mais.

Meu plano era tentar correr forte e ver se saía um novo recorde nos 5 km. O sonho era correr sub 22 minutos, algo em torno de 4:24 min/km. Já no 1º km vi que não ia dar certo o sub 22. O recorde, porém, era possível. Fiz em 4:28 o 1º km e em 4:26 k 2º km. Por enquanto, tudo dentro do previsto. No 3º km, o cansaço chegou e fiz em 4:33. Ainda no objetivo. O 4º km saiu em 4:31. Não era o ideal, mas ainda não estava perdido. Por fim, fiz os últimos metros em 4:30.

Falo último metros porque erraram nos retornos dos 5 km e dos 10 km. Fizeram antes do indicado no mapa do percurso. O resultado disso foi que as duas distâncias tiveram metros a menos. Os 10 km ficaram com 9,7 km e os 5 km com 4,7 km, aproximadamente. No Garmin, fechei a corrida com 21:01 e 4,68 km, média de 4:30 min/km. No resultado oficial, deu 20:57. Pela projeção de ritmo, daria 22:24, um novo recorde por meros 3 segundos.

Infelizmente, sem distância, sem recorde. Teve ainda o fato de não acelerei tudo que podia quando vi que não ia dar a distância. Meio que desanimei e cheguei quase caminhando. Tudo indica, portanto, que, caso houvesse a distância, teria me esforçado mais, tentando o recorde pessoal, mesmo que o sub 22 não fosse viável. De positivo, ficou o fato de que consegui por mais uma corrida manter o ritmo abaixo dos 5 min/km. Foi a segunda seguida em que fiz 4:30. Já havia sido assim no Circuito Athenas São Paulo, onde fiz o recorde pessoal nos 5 km.

Pelo mapa no site, o retorno teria que ser feito alguns metros depois. Fui conferir na internet e em mapas, falei com a organização. Os percursos foram aferidos e averiguados pela federação. O que me leva a crer que o ser humano que foi designado para colocar os cones e a placa do retorno fez isso no lugar errado. Foi um erro muito grande, diferente das corridas que por vezes faltam poucos metros ou dão metros a mais. Importante ressaltar que só teve essa diferença nos 10 km e 5 km. Na meia maratona deu tudo certo.

A Meia Maratona de Florianópolis mais uma vez foi super bem organizada, com excelente estrutura, tudo perfeito. O único ponto negativo para mim foram as distâncias a menor nos 5 km e 10 km. De resto, nada a reclamar. Foi mantido o padrão de organização das provas da Corre Brasil. Ano que vem já tem data. Será dia 25 de novembro. De acordo com o resultados, os concluintes aumentaram em todas as distâncias. Ano passado, foram 3188 no total. Este ano, 3760, sendo 1908 na meia, 890 nos 10 km e 962 nos 5 km.

Registro do Garmin da Meia Maratona de Florianópolis

Fotos da Meia Maratona de Florianópolis

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Circuito Athenas São Paulo – 05/11/2017

A última etapa do Circuito Athenas São Paulo aconteceu no dia 5 de novembro. Este ano, foram três etapas no Rio de Janeiro e São Paulo. Elas se dividiram em RUN FASTER, RUN STRONGER e RUN LONGER. A cada etapa, um aumento progressivo da distância. Na RUN FASTER havia 6 km e 12 km. Na RUN STRONGER, 8 km e 16 km. Por fim, na RUN LONGER, 5 km, 10 km e 21 km.

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Participei nos 5 km porque tinha o objetivo de tentar correr forte e, quem sabe, fazer um novo recorde pessoal na distância. A largada ser na Marginal Pinheiros com percurso totalmente plano me deixaram com expectativa de que teria tudo para correr bem. Largar às 6h30 também seria ótimo para evitar qualquer possibilidade de calor. Choveu no sábado e a expectativa é que pudesse chover no domingo. Felizmente, a não choveu e tinha um arzinho gelado. A temperatura ficou beirando os 20ºC, muito bom para correr.

A retirada do kit foi na sexta e sábado, na loja Centauro do Bourbon Shopping. Fui na sexta à tarde e havia uma pequena fila, mas que estava andando. Foi bem fácil e prático pegar o kit. Basicamente, veio a camiseta, bem bonita e sem muitas propagandas, o número de peito já com o chip nele, 10% de desconto na Centauro, uns panfletos e a sacola. Kit simples, sem frescuras. Gostei.

A concentração e arena do evento eram no Parque do Povo. Já a largada seria na Marginal Pinheiros, em frente ao JK Iguatemi. O espaço era grande, tudo estava bem distribuído, com tendas dos patrocinadores com produtos, assessorias esportivas, o pódio, lugares para sentar e muitos banheiros. Uma pena que choveu no sábado, ocasionando um tanto de lama em alguns pontos da grama. O guarda-volumes tinha também um espaço para deixar a bicicleta, no caso de quem foi pedalando. Achei bem legal.

Todas as distâncias largaram às 6h30. Havia separação por pelotões. Tinha o Top 200, pelotão A, B, C, D e E. Larguei no pelotão A e o controle estava sendo muito bem feito. Inclusive, um staff direcionou um corredor para o seu pelotão correto quando ele tentou entrar ali. A vantagem de largar mais na frente é ter menos gente na frente atrapalhando. Demorei uns 30 segundos para passar o portal.

Os amigos que fizeram a estreia na meia largaram no pelotão E e demoraram uns 8 minutos para passar pelo portal. Como queria tentar o recorde pessoal nos 5 km, era perfeito estar lá na frente. Até porque os 21 km subiriam a Ponte Estaiada e iria ficar com ainda mais espaço para correr. Os 5 km e 10 km ficaram o tempo todo na Marginal Pinheiros, sendo que havia dois retornos, um no km 2,5 e outro no km 5.

Tive alguma dificuldade só logo no comecinho, depois da largada, nos primeiros metros. Fica aquela aglomeração, pessoal passando pelo tapete e tal. Depois, ficou muito tranquilo para correr. Eventualmente, desviava de alguém, mas nada que atrapalhasse o ritmo. O percurso era plano, pista era larga, retinha, perfeita, o clima estava ótimo também, tudo colaborava para tentar o melhor tempo da vida nos 5 km.

Por conta de chegar um pouco em cima da hora e conversar com o pessoal, acabei não aquecendo. No máximo uns pulinhos e uns trotezinhos. Não serviu para muita coisa. Apesar disso, os treinos em dia, largar lá na frente com o pessoal que corre mais rápido e a vontade de correr bem ajudaram a manter o ritmo pretendido desde o início.

Passei o 1º km com 4:31. O objetivo era ritmo médio de 4:30 para baixo. Estava dentro da meta. Sem aquecimento e com mais 4 km, parecia que ia dar. O 2º km saiu a 4:24, já melhor. Não tão rápido quanto eu gostaria, mas já abaixo do que pretendia. Fiz o retorno e passei o 3º km a 4:29. Estava conseguindo ser regular, mantendo a média. O 4º km começou a cansar um pouco. Fechei em 4:31. O recorde pessoal estava bem encaminhado, só não sabia se o sub 4:30 min/km iria sair. Dependia do último quilômetro.

No 5º km, tentei acelerar, mas já não tinha tantas forças. Faltando uns 400 metros encontrei o Ademir Paulino e faltando uns 100 metros um corredor veio junto comigo e falou VAMOS, VAMOS. Fui e fechei com 4:27 esse derradeiro quilômetro. Ainda teve mais uns metrinhos e pronto! Estava lá o sub 22:30, sub 4:30 min/km. Pelo meu relógio tinha dado 22:31. Imaginei que provavelmente conseguiria menos. No tempo oficial, a boa notícia e o novo recorde pessoal mundial nos 5 km: 22:27.

Quando fiz o retorno no 2,5 km, tinha quase certeza que o GPS ia marcar a mais, o que é muito importante para o DataEnio. Fechou em 5,03 km, dentro do aceitável. Fiquei satisfeito pela regularidade no ritmo. Poderia ser mais rápido, mas não posso reclamar. Melhorei em 19 segundos o recorde anterior, que foi conquistado 3 semanas antes na Corrida Pela Paz. Era 22:46 e agora 22:27. O próximo objetivo é tentar buscar o sub 22, 4:24 min/km.

Na chegada, tinha água e dali voltámos para o Parque do Povo. Lá, pegávamos a medalha, o isotônico, o lanche, tudo muito bem organizado. As medalhas, aliás, tinham tamanho diferentes. A de 5 km era a menor de todas, 10 km um pouquinho maior e 21 km a maior de todas. Além disso, nelas vinha escrito a distância. Medalhas diferenciadas sempre merecem elogios. O único problema que vi nessa parte é que, por algum motivo, algumas vieram com uma fita genérica, sem ser personalizada.

Pelo resultado oficial, tivemos 2973 concluintes na meia maratona, 1602 nos 10 km e 673 nos 5 km, totalizando 5248 concluintes no Circuito Athenas São Paulo. Nos 5 km, fiquei em 30º, sendo que em 17º na categoria 30-39 anos. Isso dá uma noção de como é concorrida a minha categoria. Fiz o tempo da minha vida, fui 30º e mesmo assim cheguei atrás de 16 pessoas da categoria. As colocações nunca me importam tanto. Gosto mais do tempo, mas achei curioso tanta gente da minha categoria.

O Circuito Athenas São Paulo foi um ótimo evento organizado pela Iguana Sports. Estrutura perfeita, hidratação, distâncias, tudo dentro do esperado. Mais uma vez. O padrão que me acostumei a ver nas corridas da Iguana. O único porém ficou por conta do resultado, que teve uns probleminhas logo após a corrida. Em um primeiro momento, apareciam apenas alguns nomes e todos pelo tempo bruto. Até fiquei com medo de que meu tempo não fosse registrado.

No entanto, essa espera durou apenas até segunda-feira. À tarde, já estavam os resultados regularizados. Todos os nomes constavam na lista e o meu também, com o tempo oficial de 22:27. Como estamos acostumados a geralmente ter o resultado no dia, poucas horas ou minutos após o evento, ficou uma certa apreensão de que poderia ter acontecido alguma coisa. Felizmente, deu tudo certo.

Uma coisa legal é que nas prova da Iguana é possível acompanhar pelo aplicativo e pelo site em tempo real os resultados. Nos 21 km, por exemplo, apareciam as parciais nos 7 km e 14 km. Se o corredor ativasse a opção no aplicativo, poderia ser acompanhado durante toda a corrida. Se não tivesse acontecido esse pequeno percalço dos resultados, seria possível ver na hora o tempo dos amigos. Mesmo assim, é uma boa ideia que espero que seja mantida e aprimorada para as próximas corridas.

Cobertura Circuito Athenas São Paulo:

[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=aM6Wlop7aLQ[/embedyt]

Fotos Circuito Athenas São Paulo:

Medalha dos 5 km

circuito athenas são paulo

Medalhas com tamanhos diferentes para cada distância. Notem que a medalha dos 10 km está com a fita genérica que comentei no post

Kit da prova. Camiseta e número com chip

Eu e o seu Iguana

Registro do Garmin

Medalhas das três etapas do Circuito Athenas

Com os amigos que acompanham e colaboram com o Por Falar em Corrida

Registro Circuito Athenas São Paulo no Garmin:

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Meia Maratona de Pomerode – 29/10/2017

A 10ª edição da Meia Maratona de Pomerode aconteceu no dia 29 de outubro de 2017. Pomerode é a cidade mais alemã do Brasil e fica em Santa Catarina. Fica no Vale do Itajaí, perto de Blumenau, a 170 km de Florianópolis e conta com pouco mais de 32 mil habitantes.

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Por ser uma cidade pequena, a rede hoteleira não é das maiores. Nem todos os atletas e pessoas envolvidas com a Meia Maratona de Pomerode conseguem hospedagem na cidade. Por isso, optam também por opções perto de Pomerode, ficando nos hotéis em Blumenau, Indaial, Jaraguá do Sul, Rio dos Cedros e Timbó.

Fiquei em Blumenau, na casa da minha prima Angélica. De Blumenau até Pomerode vai uns 40 minutos. É bem melhor dirigir só 40 minutos do que dirigir 2h30 direto de Florianópolis até Pomerode. É muito recomendável ficar em hóteis ali por perto para quem mora mais longe. É muito complicado acordar de madrugada, dirigir horas, correr e voltar. Cansa demais.

O evento neste ano, edição comemorativa de 10 anos, contava com 3 opções de distância. A meia maratona, atração principal, e os 6 km estavam lá como sempre. A novidade foi uma corrida de trail run de 10 km realizada no sábado à tarde. Foi uma ideia bem legal da Corre Brasil colocar mais essa opção para quem gosta de correr em trilhas e montanhas.

Retirada do kit

A retirada do kit da Meia de Pomerode foi realizada no sábado, dia 28 de outubro, das 10 às 19h no Pavilhão de Eventos da cidade, um lugar amplo, que contava com toda a estrutura da prova, além de expositores de produtos dentro do pavilhão. O kit foi básico, do jeito que gosto. Camiseta da prova, número de peito, chip e um tablete de chocolate, além da Revista da Corre Brasil, edição especial dos 10 anos.

Fui sábado à tarde retirar o kit. Cheguei de Floripa perto das 15h em Blumenau e de lá fomos eu, a Angélica, o Guilherme (esposo) e a Laurinha (filha) para Pomerode. Chegando lá, encontrei o Eduardo e a Ana, já indo embora com kits em mãos, e o Guilherme, a Juliana e a Lya retirando os kits. Foi tudo muito rápido, prático e tranquilo. Dali, fomos para a Torten Paradies, uma confeitaria sensacional que tem na cidade.

Fazendo uma conta rápida, estávamos em 7 na confeitaria, mas eu comi por uns 20. Estava tudo muito bom. No fim do post tem algumas fotos do buffet. Variedade enorme de comida e alguns pratos típicos alemães. Estava bastante movimentado por lá. Encontramos também a Mariana, nossa treinadora, que foi junto com alguns alunos da Equipe TIME. Conversamos um pouco e comemos muito (no meu caso) e fomos embora.

Antes de ir voltar para Blumenau, demos uma passada rápida na Loja de Fábrica da Nugali Chocolates. Eu não sabia, mas a fábrica dessa marca de chocolates é em Pomerode. Nessa loja, vários tipos de chocolate estavam à venda. O grande movimento deixou a loja cheia, o que me impediu de comprar alguma coisa. Só dei uma olhada por cima para conhecer o ambiente.

Para fechar os comentários de sábado, quando chegamos para retirar o kit estava acontecendo a largada dos 10 km trail run. Diferente dos 21 km e 6 km, a de 10 km largava ali no Pavilhão mesmo. A largada foi às 16h. A chegada também foi por ali. Conseguimos ainda ver uma parte do pessoal correndo pelas ruas da cidade antes deles pegarem o mato e um baita morro para subir.

Dia de correr

Tentei dormir algumas horas no sábado para que o domingo não fosse tão sonolento. A viagem de Floripa para Blumenau, além da ida e volta a Pomerode, dá uma cansada. Acordei às 5h do domingo para as rotinas matinais e para não ter risco de atrasar. Estava inscrito nos 6 km, assim como a Angélica. Programamos para sair umas 6h. Assim, chegamos antes das 7h, horário da largada dos 21 km.

O 21 km e 6 km largaram na praça da cidade, sendo a meia maratona às 7h e os 6 km às 7h15. O clima estava perfeito para correr. No sábado estava muito quente, mais de 30ºC. Se mantivesse perto disso para o domingo, seria bem sofrido correr. Felizmente, estava um tempo nublado, 16ºC e um ar gelado. A previsão durante a semana indicava chuva, talvez. Ainda bem que ela não veio.

O percurso dos 21 km é praticamente todo no asfalto da rodovia SC-421. Muito tranquilo de correr. Tem ondulações típicas das rodovias, um falso plano, mas nada que atrapalhe quem está correndo. É um bom percurso para tentar fazer um bom tempo. Geralmente, Pomerode nessa época é quente e abafada, mas no dia da corrida não poderia haver condição melhor. Outro atrativo dos 21 km é o chopp no km 19, onde alguns corredores fazem uma parada estratégica.

Minha corrida

O percurso dos 6 km largava no sentido oposto da meia. Passava pelas ruas da cidade, com bastante paralelepípedos, mais complicado para correr. Além disso, havia duas subidas. Uma logo depois do km 1 e outra lá para o km 2,5. A primeira era mais inclinada e a segunda mais extensa. Só a partir do final do 2º km apareceu o asfalto.

Correr nos paralelepídeos deu uma judiada no meu joelho já não muito bom. Fiquei bem contente quando só tinha asfalto e tudo plano para acelerar. Como o Guilherme ficou com a missão da cobertura da Meia Maratona de Pomerode, pude correr os 6 km para fazer tempo. O objetivo inicial era fazer sub 30, menos de 5 min/km. Como tinha muita gente, a rua ficou pequena. Sofri para correr o 1º km. Não rendeu. Foi bem truncado. Passei várias pessoas e fiquei preso atrás de tantas outras. Os paralelepípedos também não ajudavam.

O 1º km ficou em 5:34 e não dava para fazer melhor. Quando achei que ia melhorar no 2º km, veio a primeira subida. O detalhe é que era também em paralelepípedo. Deu uma quebrada no ritmo que já não vinha tão bom. A parte boa é que se sobe tem que descer. E a descida já era em asfalto. Tentei recuperar mas o km 2 ainda ficou acima do objetivo, em 5:05.

No meio do 2º km, mais uma subida, dessa vez mais extensa e em asfalto. Como estava devendo alguns segundos, tentei manter o ritmo mais rápido, na sensação de esforço. A descida extensa favoreceu e saiu o primeiro sub 5 min/km da corrida. Fiz 4:50 no 3º km. A partir dali ficou mais fácil de correr. Só asfalto, rodovia, mais espaço e sem subidas, só aquelas inclinações leves que não atrapalham.

Meu desempenho começou a ficar mais próximo do que eu esperava. Fiz o km 4 a 4:38 e o km 5 a 4:43. Nada mal. Estava correndo bem, forte, mas não estava morrendo. Era um desconforto suportável. O último quilômetro também saiu legal. Também deu 4:38. Nesse, já senti uma gastura maior, mais cansaço. Talvez porque o percurso do 6 km vai até a praça e faz um retorno para ir em direção à chegada.

A chegada é no Pavilhão de Eventos e tem seus metros finais em uma pequena subidinha de paralelepípedos (olha eles de novo aí!). Vocês podem ver no vídeo da cobertura Meia Maratona de Pomerode que está no fim do post. Se a pessoa precisa de alguns segundos, dificilmente é dali que vai conseguir tirar. Um staff até falou VAI PELA CALÇADA QUE É MAIS FÁCIL! Neste momento, lembrei do PFC 219, como Ademir Paulino, e dos quenianos que treinam na dificuldade e gostam disso.

Com isso em mente, pensei comigo que VAMOS NA DIFICULDADE. Tentei acelerar o máximo que deu nessa subida nos paralelepípedos mesmo. Fiquei de olho no relógio e vi que o sub 30 ia sair. A metade final da corrida meu deu uma gordurinha de alguns segundos. Só não sabia se os 6 km teriam mesmo 6 km. Pelos registros dos anos anteriores, sempre tinha um pouco menos. O meu Garmin fechou com exatos 6,00 km. Ou seja, deve ter menos de 6.

Felizmente, o meu GPS marcou exato. Não é o ideal, mas pelo menos fica bonitinho no registro depois. Quando marca a menos dói ainda mais. De acordo com outros relógios que procurei para fazer minha amostra pessoal, a maioria deu menos que 6 km. Era algo que já esperava. Talvez se fizessem algum dos retornos um pouco mais para frente daria certo.

Tem também o fato de que é corrida de rua, mas o pessoal vai pelas calçadas na curva. Isso corta um pouco os metros.No meu caso, tentei ficar o tempo todo pela rua. Desse modo, mesmo curvas, fazia atté o caminho um pouquinho maior. Por outro lado, pegava menos transito. Talvez por isso meu gps marcou 6,00 km. De todo modo, acredito que com pequenos ajusteis a distância poderia ficar correta.

Terminei a corrida com 29:28 no meu relógio e tempo oficial de 29:26, dentro do objetivo. Olhei depois no site do Garmin e foram 3 km em 15:29 e 3 km em 13:59. Percebe-se facilmente a diferença do início com congestionamento, subidas e sem aquecimento para uma metade final plana, no asfalto e mais aquecido. Pelos 3 km finais, sinto que poderia ter ido melhor, mas o começo prejudicou o resto. Mesmo assim, gostei do resultado. Foi mais uma corrida com média abaixo de 5 min/km.

O bom de fazer 6 km é que acaba antes, chega antes de quase todo mundo e pode aproveitar melhor as coisas. No meu caso, só peguei água, mas poderia ter pegado isotônico, frutas, chopp, massagem e outras coisas ali disponíveis. Além disso, pude descansar um pouco e ainda acompanhar a chegada da minha prima, que fez um tempo bem melhor do que o esperado nos 6 km. Depois, fiquei vendo os amigos chegarem e tirando fotos. Aos poucos, foram chegando: Jabson, Murilo da V8 Assessoria Esportiva, Eduardo, Sabine Weiler, Guilherme e Ana.

Nos 6 km tinha hidratação suficiente. Como não tomo água, acabei não prestando atenção se eram 2 ou 3 postos. Talvez tenham sido 2. Na chegada do pós-prova, estava tudo em grandes quantidades. Quando fui embora, já tinha todo mundo chegado e ainda tinha bastante fruta e hidratação sobrando, um espetáculo de organização. Fiquei um pouco com os amigos, tiramos fotos, conversamos, fiz os vídeos finais para a cobertura e era hora de voltar a Blumenau. Lá almocei, descansei um pouco e voltei para Florianópolis. Mais um ótimo fim de semana correndo, se divertindo e não sentindo dores. Assim que é bom.

Meia Maratona de Pomerode

De acordo com o número de concluintes, foi a maior edição da Meia Maratona de Pomerode. Foram mais de 2100 corredores nas três distâncias, sendo que nos 21 km e nos 6 km o número aumentou em relação ao ano passado, o que comprova o sucesso da corrida, que cada vez mais atrai corredores de várias regiões e estados. A estrutura no Pavilhão de Eventos era de primeira qualidade, com banheiros, guarda-volumes e tendas, estava tudo bem espaçado. Na praça, tinha uma bandinha alemã e o centro turístico aberto, com acesso aos banheiros. Tudo muito fácil e prático. Tinha também banda durante o percurso dos 21 km.

Pomerode é uma cidade pequena e muito legal. Meu palpite é que em um fim de semana, talvez dois dias, você consegue ver tudo o que a cidade oferece e fica com vontade de voltar sempre. Além da Torten Paradies e do Pavilhão de Eventos, tem a Loja da Nugali, o zoológico de Pomerode e a Vila Encantada (parque com diversas atrações infantis, incluindo dinossauros, piratas, espaço da aventura e vila interativa). É uma cidade acolhedora e que recebe a Meia Maratona de Pomerode, uma corrida sensacional, com organização impecável da Corre Brasil. Estava tudo perfeito. Melhorou muito da última vez que estive lá. E manteve o nível alto das corridas que fui este ano.

O sinal do celular

Uma coisa bem estranha aconteceu no domingo. Chegamos cedo e nada de sinal de celular e internet. Foi curioso porque sábado estava tudo funcionando perfeitamente, com 4G inclusive. No domingo, por alguma razão, não tinha nada. Ficamos algumas horas sem sinal quando, de repente, sem maiores explicações, o sinal voltou, ali pelas 8h30. Meu palpite é que muita gente reunida pode ter feito o sinal sumir. Parecido com o que acontece com estádios e shows lotados. Não sei se foi isso, mas foi estranho. Felizmente, o sinal voltou e consegui atualizar as redes sociais do Por Falar em Corrida em tempo real.

Cobertura Meia Maratona de Pomerode

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Registro do Garmin dos 6 km na Meia Maratona de Pomerode

Fotos Meia Maratona de Pomerode

meia maratona de pomerode

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Foto do kit: Eduardo Hanada.
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Com a nossa treinadora Mariana Andrade

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2ª Corrida e Caminhada das Mulheres e Desafio dos Homens – 22/10/2017

Mais uma corrida na conta. Participei da 2ª Corrida e Caminha das Mulheres e Desafio dos Homens. Não tinha nada programado para o fim de semana, mas surgiu a oportunidade e acabei indo participar. A largada era na Beira Mar de São José, do lado de casa. Como só iria fazer meu treino do dia pelas ruas da cidade, decidi fazê-lo durante a corrida.

Foi a segunda edição desta corrida. Ela acontece em outubro em função do Outubro Rosa. Ela é pensada para as mulheres, mas também reserva um espaço para os homens. Acredito que se em Florianópolis o número de corredores e concluintes fosse maior, talvez valesse a pena fazer um evento exclusivo para mulheres. Como ainda não é, melhor deixar os homens correrem também e ter mais inscritos/concluintes.

A largada aconteceu às 8h para as mulheres e às 8h15 para os homens. O percurso era tradicional, todo na Beira Mar de São José. 5 km dava uma volta e 10 km eram duas voltas. Como meu treino era curto e não estou correndo 10 km, optei pelos 5 km. Uma volta e o treino do dia eram o suficiente para o domingo.

O dia estava nublado e seria perfeito para correr. O único problema, GRANDE problema, foi o vento. O tempo virou e o domingo foi de MUITO vento. Os vídeos que fiz ficaram quase todos prejudicados pelo vento. Felizmente, estamos na primavera e não estava frio. Porém, o vento incomodava demais. Se era ruim parado, imagina correndo.

Primeiro, largaram as mulheres. 15 minutos depois, largaram os homens. Mantive o plano de fazer o treino. Era 10 minutos de aquecimento e depois aumentaria. 6 minutos moderado, 5 minuto mais rápido e 4 minutos forte. O restante do tempo trotaria para completar a corrida. O vento realmente atrapalhou bastante em metade da prova.

No retorno, incomodou menos. Ficou até mais fácil de correr. Consegui fazer meu treino com sucesso. Terminei a corrida com 28:12 nos pouco mais de 5 km. Sim, nos 5 km deu mais do que considero ideal. Meu GPS marcou 5,16 km. Consultei os dos amigos e também foi nessa média. Ainda bem que fui só para treinar.

Como o vento ainda estava lá firme forte e eu tinha compromisso à tarde, não fiquei muito no pós-prova. Vi que tinha massagem, além das frutas e hidratação. A premiação parece que demorou um pouco, mas nada de anormal. No geral, gostei do evento, mas me incomoda a distância estar aparentemente errada. No entanto, se é para errar, prefiro que errem para mais.

Outro ponto que não ficou legal foi a retirada do kit, na Decathlon, na SC 401. Longe, mas muito longe, contramão para quase todo mundo. Entendo utilizar o espaço do apoiador para a retirada do kit. Inclusive, deixei R$ 100,00 lá na loja, mas deveria tentar facilitar mais a vida dos corredores. Demorei mais tempo indo e voltando do que pegando o kit ou correndo.

Sobre o kit, ele foi bem básico, do jeito que eu gosto. Apenas camiseta, número de peito e chip. Ainda veio uma barrinha de cereal. Legal destacar que no kit masculino a camiseta era azul e no kit feminino a camiseta era rosa, além de ter uma viseira. Digamos que o kit foi básico, mas suficiente. Por mim, nem precisaria da camiseta.

Em homenagem à corrida das mulheres e ao desafio dos homens, corri com meias diferentes, uma rosa e uma azul. Utilizei elas pela primeira vez e também fiz a estreia do Ekiden One, tênis da Kalenji que comprei na Decathlon por R$ 69,99. Aliás, o tênis e a meia fazem parte dos cem reais que deixei na loja. Acabei me deixando levar pelas ofertas. Deve ser por pessoas como eu que ainda fazem essas retiradas em lojas longe de tudo.

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Corrida Pela Paz – 15/10/2017

A Corrida Pela Paz teve mais uma edição em Florianópolis. De acordo com o idealizador da corrida, foi a 10ª edição do evento. A primeira que participei foi em 2009 e este ano fui mais uma vez, depois de um hiato de dois anos sem correr nela. A Corrida Pela Paz foi realizada no dia 15 de outubro, na Beira Mar Continental. As distâncias disponíveis eram 5 km e 10 km para corrida e 3 km para caminhada.

Resultados
Fotos que o Eduardo Hanada tirou

Retirada do kit

A retirada de kit aconteceu na sexta e sábado, na loja do Magazine Luiza no Centro de Florianópolis. Quando fui retirar, sexta à tarde, enfrentei uma fila pequena, mas que estava andando. Foi bem tranquilo para pegar. O que acho ruim é o local de retirada. É muito no centro da cidade, é ruim de chegar de ônibus e de carro. Prefiro quando é em shopping, tipo o Beiramar, fica mais simples. No entanto, como o Magazine Luiza é apoiador/patrocinador do evento, faz sentido a entrega ser lá.

Kit

O kit da Corrida Pela Paz era bem simples. Quem gosta de kits recheados certamente ficaria decepcionado. O que veio nele foi suficiente para mim. Camiseta, número de peito e chip, além de um daqueles tabletes de chocolate. Dos itens citados, tendo número e chip bastaria. A camiseta é um plus que não é essencial. A deste ano, por sinal, é roxa e muito bonita, com tecido bom. A do ano passado era muito feia, parecia uma caveira.

Esse kit básico vinha ao encontro do preço da inscrição. O valor era R$ 40,00, mais a taxa de inconveniência e um quilo de alimento não perecível, que deveria ser entregue no momento de retirar o kit. As doações foram em prol do asilo Cantinho do Idoso de Ratones. Sempre legal ajudar as entidades que precisam.

Corrida Pela Paz

Participei da corrida de 5 km. Era o meu grande teste. Colocar à prova os treinos e ver se as coisas estavam no caminho certo. Além disso, o percurso de 5 km daria uma volta apenas. 10 km eram duas voltas. Estou treinando pensando nos 5 km. Logo, 10 km não está nos planos, com duas voltas menos ainda. O trajeto na Beira Mar Continental é praticamente plano e propício para tentar fazer tempo.

A largada da Corrida Pela Paz estava prevista para as 8h, sendo que a caminhada largou 5 minutos depois. À meia-noite, entramos no horário de verão. Os relógios tiveram que ser adiantados em uma hora. Acredito que ninguém tenha se atrapalhado ou perdido a largada por causa disso. Desta vez, optei por ir sozinho. Pensei até em ir de bicicleta, mas não quis me cansar demais na ida. Fora que teria eu voltar pedalando.

Fui de carro. Como era na Beira Mar do Estreito, o estacionamento é amplo, fácil de chegar e sair. Não teria muitas dificuldades. Pensando nos vídeos da cobertura para o Por Falar em Corrida, no aquecimento e tudo mais, programei o despertador para 5h30. Dormi relativamente cedo no sábado. Se não tivesse dormido à tarde, teria mais facilidade para dormir. Acabei chegando na Beira Mar às 6h30, mais cedo do que imaginava.

Domingo não tem trânsito, então foi rápido. Quando cheguei havia poucos corredores. Os portais ainda estavam sendo montados, a cronometragem instalada e as grandes colocadas. Estava com tempo. Aproveitei para ir ao banheiro e fiz uns vídeos para o Por Falar em Corrida. Também comecei a encontrar os amigos por lá. Todos foram chegando com enquanto o dia amanhecia.

Ali pelas 7h20 iniciei o aquecimento. Em corridas para fazer tempo não dispenso o aquecimento. Foram quase 15 minutos. Meu plano era depois do aquecimento ir mais uma vez ao banheiro, mas não foi possível. Havia apenas 8 banheiros químicos, sendo 4 masculinos e 4 femininos. Só que a empresa de limpeza pegou os banheiros para limpar pouco depois que usei e só devolveu faltando uns 30 minutos para a largada. Quando chegou o banheiro, pessoal foi correndo para tentar garantir um lugar mais na frente.

Acabei indo apenas uma vez, mas foi o suficiente. Era mais frescura. Conversei mais um pouco com os amigos e fui alinhar, tentar pegar o lugar mais na frente possível para a largada. Meu plano era ter o caminho livre para correr. Desta vez, eu iria atrapalhar, talvez, quem estivesse atrás. Fomos lá para frente eu, o Eduardo e a Ana. Nosso objetivo era correr o mais rápido possível no dia, em busca dos recordes.

Percurso

O percurso, como falei, é praticamente plano. No finalzinho do km 2 tem uma subidinha que quebra o ritmo, mas em seguida já desce. Não é nada que comprometa muito. No retorno também tem uma subidinha leve. Durante o trajeto, também temos falsos planos. Aquela rua que parece plana, mas correndo você percebe que tem algumas ondulações. Não vai derrubar o ritmo, mas dá para sentir que não é totalmente reto. Conhecendo o percurso, já tentei me preparar para isso.

O vento

Um outro detalhe é que choveu na sexta-feira. Com isso, é quase certo que nas manhãs seguintes teríamos vento. Sábado o vento estava ainda mais forte. No domingo, diminuiu a intensidade, mas ele ainda se fazia presente. Quase todo mundo foi de camiseta de manga comprida ou casaco corta vento para antes da corrida. Só o tonto aqui foi de regata porque não percebeu em casa que teria tanto vento.

O vento foi diminuindo ao longo do dia. O sol, por outro lado, só apareceu depois da corrida, a partir das 9h. O vento estava contra os corredores na ida. Quando estávamos mais descansados, haveria o vento para segurar. Na volta, mais cansados, o vento empurraria. Apesar do vento ter atrapalhado na ida, achei melhor assim. Menos complicado correr com vento contra na ida. Se for para incomodar, que seja quando estou menos cansado.

A corrida

Primeiro, largaram os portadores de necessidades especiais e em seguida foi a vez dos 5 km e 10 km. Liguei a câmera e me preparei. Iria tentar o recorde do ano nos 5 km e fazer os vídeos. Seria uma experiência interessante tentar correr rápido e ainda filmar. Pensando na falta de coordenação em ficar ligando e desligando a câmera, optei por ligar ela antes da largada e só desliguei depois que tinha pegado a medalha e a água. O vídeo bruto deu mais de 25 minutos.

Logo no começo da corrida acabei exagerando no ritmo. Senti um cansaço maior, uma queimação, estava estranho. Foi fácil perceber que estava mais rápido do que deveria. Em casa, olhando o gráfico do Garmin, descobri que fiquei pouco mais de 1 minuto correndo abaixo de 4 min/km. Lógico que não ia conseguir manter. Aos poucos, fui ajustando o ritmo. Em nenhum momento ficou tranquilo, mas ficou mais suportável.

Deixei a tela do Garmin com o tempo e a distância. Só sabia do ritmo quando ele apitava a cada quilômetro. Fora isso, na sensação de esforço, fazendo força, tentando não deixar o ritmo cair. No início da corrida foi mais fácil não olhar para o Garmin. A partir do 3° km olhei com mais frequência e parece que o tempo e os quilômetros não passavam. Já era sinal do meu cansaço. No caso, olhar só me ajudava a saber qual a distância percorrida e o tempo. O ritmo era um mistério. Pelo menos tinha ideia de quanto faltava para terminar.

Voltando ao 1º km, graças ao começo meio desproporcional, consegui fazer em 4:23. Como a meta inicial era o recorde do ano e, quem sabe, um sub 24, estava bem abaixo. O plano era manter o mais forte possível até onde desse. Se a projeção indicasse sub 24, melhor ainda. No 2º km, o ritmo caiu um pouco, influenciado pelo começo muito rápido e pela subidinha. Fechei em 4:36, ainda abaixo dos 4:48 do sub 24.

O 3º km foi a descida e o retorno que tinha a subida e descida. Tentava manter o nível de esforço. O resultado foi um 4:29. O sub 24 dificilmente escaparia. Era a única conta que conseguia fazer. No 4º, mais cansado, mesmo com vento me ajudando, não consegui render. Tentava sustentar, mas era cada vez mais difícil. Completei em 4:38, minha pior parcial e ainda assim abaixo de 4:40.

Cada vez que olhava no Garmin depois do 3º km tinha a impressão do tempo não passar. Parecia que os metros e os segundos estavam quase congelando. Segui em frente. O último quilômetro era o momento de dar o resto de energia que talvez tivesse. Queria ter feito melhor, mas ficou em 4:35. Com vento ajudando, metros finais e tudo mais não consegui baixar dos 4:30. Menos mal que o sub 24 estava garantindo.

Falo que estava porque passei o km 4 com 18:06. Tinha quase 6 minutos para fazer sub 24, mais precisamente 5:53. Não tinha como escapar. Por outro lado, o sub 23 começou a parecer viável. Precisava de 4:53 para isso. Não seria fácil, mas baseado nos ritmos anteriores poderia conseguir. Lembro que ali pelo km 4,6/4,7 olhei no Garmin e tentei fazer as contas.

O esforço não me permitiu calcular direito. Achei que não daria de jeito nenhum. Só que tenho certeza que vi um número e entendi outro. Mais perto da chegada, percebi que seria possível. Até por isso, acelerei mais na chegada, fechando os metros residuais em 4:16. No Garmin, deu 5,04 km e 22:50, ritmo médio de 4:32 min/km. Ou seja, a distância foi validada pelo DataEnio, que é o que mais importa.

No fim da corrida, até achei que não conseguiria porque havia três portais infláveis no percurso. Um do Magazine Luiza, bem grande, outro com o relógio e tapete de cronometragem e um mais atrás, já na dispersão. O problema é que esse mais atrás estava escrito bem grande CHEGADA. Naquela mistura de esforço e falta de oxigênio, visualizei o portal escrito CHEGADA e pensei que não daria.

Foi só então que tive um momento de lucidez e visualizei o relógio embaixo do segundo portal. Ali que veio a motivação final que precisava para acelerar mais. Se a chegada fosse no terceiro portal, talvez não daria sub 23. Ou daria bem mais apertado. Felizmente, consegui. No tempo oficial da prova, ficou ainda melhor: 22:46. Ganhei 4 segundos. Essa é a vantagem de só parar o Garmin depois da chegada. Estar filmando ajudou nisso também.

Recorde mundial pessoal

A Corrida Pela Paz acabou saindo melhor do que a encomenda, melhor do que o esperado. O recorde do ano, de 24:32, foi batido com sobras. Como só fui com esse pensamento, nem me dei conta que havia conseguido também meu recorde pessoal na distância. Sim! Deu recorde mundial pessoal nos 5 km! O anterior era de 23:09. Até já tinha corrido em um ritmo médio mais rápido em 2015, mas a corrida não teve 5 km. Esta ano teve e obtive um novo recorde.

O que seria um teste dos treinos e uma simples busca de um recorde do ano, que julgava ser viável, veio junto também um recorde da vida, que estava vigente desde maio de 2012. O sub 25 parecia possível e o sub 24 era provável, mas ainda não tinha feito este ano. O sub 23 era muito improvável. Não sabia se conseguiria manter esse ritmo de 4:35 necessário. Acabei fazendo, no tempo oficial, 22:46 e ritmo de 4:33 min/km.

Com recorde pessoal da vida nos 5 km, a Corrida Pela Paz vai ter um lugar mais especial na galeria das 180 corridas que participei. Os treinos realmente funcionaram. Dá mais motivação para continuar treinando e tentar melhorar esse tempo. Gostei da regularidade e do resultado, mas ainda acredito ser possível correr mais rápido. Questão de detalhes, percurso e clima. Continuamos e seguimos em frente.

Premiação e troféus para os amigos

Depois que tudo terminou, ainda aguardei a premiação, não por expectativa de ganhar algum troféu (precisaria correr abaixo de 21:11 para ser o quinto), mas para esperar o Jabson e a Ana que conseguiram troféus na categoria nos 5 km. Foi uma longa premiação, já que eram entregues troféus para os cinco primeiros de todas as categorias nos 5 km, nos 10 km, PNE, cadeirantes e deficientes visuais. Particularmente, acho um exagero esse tanto de troféu, mas os corredores e ego deles gostam.

Durante a premiação, o Ricardo Medina veio falar comigo. Ele é de Porto Alegre e aproveitou o feriado para viajar para Florianópolis e correr por aqui. Ele veio com um grupo de corredores e participaram da Corrida Pela Paz. Ele é dono da R2, junto com a esposa Renata, e viajam pelo Brasil e pelo mundo em busca de corridas. É sempre legal encontrar pessoalmente quem assiste ou escuta o Por Falar em Corrida. A Corrida Pela Paz valeu também por isso.

Recebidos os troféus, mais um pouco de conversa e o destino final foi a Big Pan, padaria que tem um formidável café da manhã. Fomos eu, Eduardo, Ana, Jabson e Juciana. Já tinha passado das 11 horas quando chegamos lá, estavam quase servindo o almoço, mas deu tempo de pegar frios, frutas, ovo, bacon, salsicha, bolos e salgadinhos. Foi a recompensa depois da Corrida Pela Paz, com recordes, troféus e muita diversão. Tudo só poderia acabar em comida.

Sobre o evento

A Corrida Pela Paz foi muito bem organizada. Não esperava nada diferente da Corre Brasil. Hidratação no percurso em abundância. No vídeo da cobertura, falei em 3 postos de água, que viravam 6 porque era ida e volta, mas na verdade eram 2 que viravam 4. Foi muita água. Quem gosta de tomar água durante a prova não sentiu falta. Largada no horário, sem problemas, chegada tranquila, tempo registrado certinho, distância correta, premiação longa, porém sem falhas, saiu tudo redondo. O que achei que faltou foram os banheiros químicos. Só 8 era pouco para o tanto de pessoas que estavam lá.

Concluintes

Foram 1.192 concluintes, sendo 807 nos 5 km e 385 nos 10 km. Foram 438 mulheres e 369 homens nos 5 km e 118 mulheres e 267 homens nos 10 km. Aconteceram outras corridas no fim de semana que podem ter tirado alguns corredores da Corrida Pela Paz. No entanto, para os padrões de Florianópolis, mais de mil pessoas na Beira Mar Continental não deixa de ser um bom número. Essa é uma corrida que posso recomendar para fazer ano que vem.

Cobertura da prova

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Garmin Corrida Pela Paz

Fotos Corrida Pela Paz

Kit da Corrida Pela Paz. Foto: Eduardo Hanada

Ricardo Medina, assiste e escuta o PFC. Aproveitou o feriado para correr em Floripa. Veio de Porto Alegre com um grupo de corredores

corrida pela paz
Medalha da Corrida Pela Paz

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Oktoberfest Run – 08/10/2017

No último domingo fui participar da Oktoberfest Run, em Blumenau, a corrida de rua temática em virtude da Oktoberfest, uma das maiores festas alemãs das Américas. A Oktoberfest deste ano começou no dia 4 de outubro e vai até o dia 22 de outubro. A ideia da Oktoberfest Run parecia bem legal, no período da festa, uma corrida que remetia a isso. Na teoria estava tudo muito bem.

Por causa da Oktoberfest, impossível conseguir hotel ou qualquer lugar que fosse para chegar no sábado. Logo, tivemos que madrugar no domingo. Acordei às 4 horas da madrugada. Fui junto com o Eduardo e a Ana. Eles passaram lá em casa e saímos pouco antes das 5 horas rumo a Blumenau. Logo cedo o trânsito é tranquilo. Demoramos quase 2 horas e chegamos a tempo.

A previsão de chuva para o fim de semana se confirmou. Pegamos chuva em boa parte do caminho e chegando em Blumenau também estava chovendo, ora mais forte, ora mais fraco. A chuva só foi parar mesmo depois da corrida, quando já estava acontecendo a premiação. Correr na chuva nem é tão ruim, o problema é sempre depois.

Uma coisa legal da Oktoberfest Run é que poderia pegar o kit no dia. Isso nos motivou a acordar cedo e ir. Ter o kit completo era um atrativo a mais. Esse ponto positivo acabou sendo o causador de pelo menos dois pontos negativos da prova. Os kits foram entregues no sábado, mas por algum desencontro de informações só veio o número. O chip ficou para ser retirado no dia da corrida.

Aí vocês percebem o problema que deu. Quem veio no dia para pegar enfrentou fila e quem já tinha pegado o número no sábado também. Todo mundo ficou na fila, estava uma confusão a retirada, faltou camiseta. Falo faltou porque só tinha camiseta P. Ou seja, até tinha, mas não servia em quase ninguém. É bem estranho alguém mandar fazer a maioria das camisetas P, sendo que é uma das que menos tem saída.

Pois bem. Essa demora toda na retirada de chip e kit, confusão e tal ocasionou o atraso da largada. Estava prevista para as 8h. Largamos às 8h34. O locutor da Oktoberfest Run dizia que era por causa da chuva, mas era óbvio que foi por causa da zona na entrega. A chuva dificultou um pouco mais porque todos ficaram aglomerados embaixo da tenda. Se pelo menos estivesse sol, as pessoas estariam espalhadas, pelas ruas, talvez a indignação do povo fosse menor.

Chuva, fila para retirar o kit e o chip, atraso na largada, o que mais poderia dar errado, né? Seguimos em frente, então. As distâncias eram de 5 km e 10 km, mais a corrida de 2,5 km na categoria Fritz e Frida, além da corrida kids depois de tudo. Largamos com chuva. Fiz os 5 km. Fui mais para filmar e fazer a cobertura para o Por Falar em Corrida. Não tinha objetivo de fazer tempo. Ainda bem. Só a espera de mais de meia hora para largar já tinha me desanimado. Como fazia tempo que não corria em Blumenau, era tudo novo. Só conhecia uma parte que era a rua onde minha prima mora.

Minha corrida foi bem tranquila. Larguei sem forçar, apenas filmando e contemplando a paisagem. Fiz o 1º km a 5:47. Depois, parei um pouco para gravar o pessoal passando. Esse 2º km com a paradinha ficou em 5:55. Depois, saiu um 5:22 e um 5:35. Os últimos metros fechei em 5:44. O detalhe é que a corrida de 5 km teve 4,74 km. A de 10 km teve 10,2 km pelo que fiquei sabendo. Ainda bem que não corri para tempo.

O percurso da Oktoberfest Run era bom de correr. Tinha duas subidinhas, mas nada muito pesado. Consequentemente, duas descidas. Correndo sem grandes preocupações, o ritmo encaixou e saiu naturalmente. Falando no percurso, estava muito mal sinalizado a questão do retorno dos 5 km, que foi o que quase me enganou.

Havia apenas um ou dois staff falando muito baixo e indicando onde era o retorno. Não tinha nenhuma placa, apenas uma fita no chão escrito retorno. Quem é que corre olhando para o chão o tempo todo? Estava quase passando reto, quando, por sorte, ouvi a voz baixa do staff avisando. E também notei que a maioria virava ali. Fiz um retorno meio brusco, mas não corri a mais.

Soube de corredores de 5 km que acabaram fazendo a prova de 10 km. E teve quem correu os 10 km que acabou correndo 13 km, 16 km, devido à falta de sinalização no percurso. Foi uma confusão. Ainda tinha trânsito e os carros buzinando. Talvez tivesse menos fila se a largada fosse no horário. Acredito que o trânsito não tenha sido o maior problema para os corredores. Nos 5 km não tive problemas, mas não duvido de nada.

A chegada foi bem tumultuada. Havia um curral para os corredores passarem, mas muito curto e estreito. Quando cheguei, mal pisei no tapete e já tive que parar. Um paredão de pessoas, confusão, fila. Peguei a medalha e entreguei o chip. A água pós-prova não achei e as frutas não encontrei. Sei que elas estavam lá, mas era tanta confusão que quis logo sair dali. Tinha também a promessa de chopp depois da corrida, mas entrou aí outro problema.

Parece que a organização tinha prometido chopp aos atletas. Na hora, porém, disseram que tinha um vale chopp no kit, mas esse vale não veio no kit de nenhuma pessoa com quem conversei. Para quem foi vestido de Fritz e Frida era grátis. Fora isso, tinha que pagar R$ 10,00 o chopp. Não sei bem o que estava estabelecido nem o que deixou de ser cumprido. O que ficou claro é que estava bagunçado.

Por causa dos erros no percurso, houve uma confusão nos resultados. Atletas que chegaram antes correram mais. Outros menos. A premiação teve bastante tumulto e muitas pessoas premiadas. Em vez dos 5 primeiros no geral, foram premiados os 10 primeiros no geral. Houve protestos, vaias e mais reclamações. Para piorar, premiaram todas as categorias nos 5 km e 10 km, além do geral e da categoria Fritz e Frida. Acabou perto das 11h30.

Durante o evento, a organização publicou o vídeo da largada. Este post foi bombardeado com críticas dos corredores. Posteriormente, a publicação foi excluída. Mais tarde, na página do evento e na página da STR Produções e Eventos, organizadora da prova, foi postada uma nota de esclarecimento. Nestas duas notas postadas mais críticas. Fazendo uma brincadeira com o clima, foi uma chuva de comentários criticando.

A corrida tinha tudo para ser bem legal, por ser temática e tudo mais, mas acabou saindo toda ao contrário. O que consigo destacar de positivo é a medalha e a camiseta. A medalha é muito bonita, tem as distâncias, a fita é personalizada. A camiseta achei bonita também, pelas cores da bandeira da Alemanha. Pena que fizeram um tamanho único que quase ninguém usa.

Pode ser que não tenha uma próxima edição no ano que vem. Caso seja o intuito dos organizadores, que também não sei se serão os mesmos, existem vários aspectos a melhorar. O mais grave para mim é confusão na entrega de kit e chip, atraso na largada e percurso mal sinalizado. Fora a distância errada. Muita gente pode ter batido o recorde dos 5 km nessa corrida.

Como fui para a Oktoberfest Run sem muitas pretensões, acabei não me chateando tanto, mas foi impossível não notar as falhas durante o evento. Não consigo recomendar para o próxima ano. Para mim, valeu pela viagem com o Eduardo e a Ana, pela cobertura que fiz para o Por Falar em Corrida e para o almoço pós-corrida. Depois da prova, fui na festinha da Laura, filha da minha prima Angélica, que morava ali pertinho. Churrasco no almoço e docinhos e bolo de sobremesa. O domingo acabou bem.

Fotos que o Eduardo tirou

Informações sobre a Oktoberfest Run
Resultados
Página do evento

Página da organizadora
Site da prova
Site da organizadora

Cobertura da Oktobertfest Run

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Fotos Oktoberfest Run

oktoberfest run
Eu, Ana e Eduardo
Com a medalha
Nós com as medalhas
Tomei uns 2 ml de chopp
A medalha. O ponto alto da corrida
Almoço. Coisa linda!
Olha que delícia!!!! Compensou tudo
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Circuito das Estações Etapa Primavera São Paulo – 17/09/17

circuito das estações etapa primaveraAconteceu no dia 17 de setembro a corrida do Circuito das Estações Etapa Primavera em São Paulo. Aproveitei uma promoção de milhas e o gasto quase nulo da viagem para voltar a correr na capital paulista, repetindo o mesmo percurso de 5 km que tinha feito em julho.

Meu objetivo era melhorar o tempo em relação à Etapa Inverno e tentar o recorde do ano nos 5 km. Deu certo, como vocês podem conferir no post que fiz falando disso. O Circuito das Estações é bem tradicional, tem mais de 10 anos e ainda não chegou em Florianópolis.

Nesta etapa, as distâncias disponíveis eram de 21 km, 10 km e 5 km. A diferença em relação à Etapa Inverno foi a inclusão da meia maratona no lugar dos 16 km. Com isso, a largada dos 21 km e 10 km foi às 6h30, sendo que a retirada do chip era das 5h às 6h. Os 5 km continuaram largando às 8h. Como fui de carona, tive que acordar cedo como se fosse correr as distâncias maiores. Tive um bom tempo para me preparar e me aquecer, além de fazer alguns vídeos para o Por Falar em Corrida.

A retirada do kit foi novamente na Centauro do Shopping West Plaza. Foi bem tranquilo e rápido. Utilizei novamente o aplicativo da Ativo e funcionou perfeitamente. Evitei assim o uso do papel. O kit do Circuito das Estações Etapa Primavera seguia o modelo dos anteriores. Sacola térmica com zíper, a camiseta bem legal e a moka, além de uns panfletos. Ainda, na Centauro tinha testes gratuitos de pisada e de bioimpedância. Não acredito em nenhum dos dois, mas de graça a gente faz para ver que números aparecem.

Circuito das Estações Etapa Primavera

A largada do Circuito das Estações Etapa Inverno foi novamente no Estádio do Pacaembu. Para quem é de São Paulo já deve estar enjoado de correr no mesmo local. Talvez conheça o percurso de olhos fechados. Para mim, não era desconhecido, mas ainda está na categoria quase inédito. A Etapa Primavera teve um quê de verão. O termômetro da rua marcava 22ºC, mas a sensação era de bem mais. Ao longo do dia, chegou a 28ºC, com pico de 31ºC. Ainda bem que fiz 5 km. Apesar de largar às 8h, não sofri tanto com o calor. Novamente, tinha que retirar o chip no dia. Não gosto muito disso. Obriga a chegar mais cedo do que poderia.

O que tinha acontecido em julho aconteceu também no Circuito das Estações Etapa Primavera. Lá estava eu no Pelotão Quênia. A vantagem de estar ali é que larga bem na frente e passa rapidinho pelo portal. Desta vez, aproveitei melhor o tempo e me aqueci para largar um pouco mais preparado. Acho que funcionou. Conhecer o percurso também contribuiu. Fechei a corrida em 24:32, novo recorde do ano nos 5 km. O relato completo está aqui.

Não foi o resultado que ainda espero fazer este ano. Deu recorde de 2017, mas ainda acho que pode ser melhor. A coisa boa foi conseguir o sub 25 mais uma vez. Apesar de ter perdido rendimento na metade final, consegui garantir ainda. Acredito que mantendo a sequência de treinos posso chegar no sub 24, que já parece algo bem interessante depois dos problemas do joelho no primeiro trimestre.

A arena do Circuito das Estações Etapa Primavera tinha espaço para as assessorias, guarda-volumes, vários painéis, um espaço vip, a loja da Ativo Store e mais um tanto de coisa. Gostei da quantidade de banheiros. Não enfrentei filas, mas também larguei depois. Não sei como estava para o pessoal que largou às 6h30. O espaço era amplo. Nos pelotões, estava também bem organizadora e separado. Cada um tinha seu lugar para entrar e ali no Pelotão Quênia vi que funcionou bem. É legal essa separação por baias e por ritmo. Se as pessoas respeitassem sempre, nem precisaria tanta fiscalização por parte dos staffs.

A chegada também foi tranquila. Entregava o chip, retirava a medalha, tinha banana, maçã, isotônico e água. Uma coisa legal é que quem participou dos 21 km era direcionado para uma baia diferente e lá recebiam a mesma medalha, mas na fita tinha o detalhe de que correu os 21 km. Além disso, na camiseta do kit de quem estava inscrito para correr a meia também tinha um detalhe na manga, onde estava escrito 21 km.

Foi minha segunda vez no Circuito das Estações e mais uma vez foi um evento bem organizado, com boa estrutura e sem falhas aparentes. Do que vi e onde corri não tenho grandes reparos a fazer. Não sei como foi no 21 km e no 10 km. Não tive problemas nem me incomodei. Foi muito fácil correr, aquecer, fazer tudo. Quem corre as 4 etapas consegue formar um coração com as 4 medalhas. Acho a ideia legal. Meu coração não vai ficar 100% completo.

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Resultados

Fotos Circuito das Estações Etapa Primavera

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Maratona de Floripa – 27/08/2017

Santa Catarina e Florianópolis voltaram a ter uma maratona para chamar de sua. A Maratona de Floripa 2017 foi realizada no dia 27 de agosto. Em 2015 havia sido a última maratona na capital do estado e a deste ano já estava anunciada desde 2016. Com amplo trabalho de divulgação, o evento quase chegou a 6 mil inscritos, de acordo com números divulgados pela organização.

Além da distância principal, os 42.195 metros da maratona, havia também opções para quem quisesse correr uma meia maratona, já que tinha a maratona de revezamento em dupla. Para completar, havia também 10 km e 5 km para quem não quisesse se aventurar a correr tanto.

A arena do evento, largada e chegada eram no Trapiche da Beira Mar Norte. A largada da maratona da elite feminina, cadeirantes e PNE era às 6h40. Em seguida, às 6h45 largou o restante dos maratonistas. Mais depois, às 8h, largaram os corredores de 10 km e 5 km.

Site da prova

Resultados

Kit da Maratona de Floripa

A retirada do kit foi nos três dias anteriores à corrida na Centauro do Beiramar Shopping. Nos dias que estive lá, foi bem tranquilo, sem filas. Ter distribuído em três dias, durante o horário de funcionamento da loja, das 10 às 22 horas, ajudou também. O kit veio com a camiseta, número de peito e chip descartável. A camiseta é um vermelho bem vivo. Particularmente, não achei muito bonita. O tecido é bom, mas poderia ser melhor. Junto com os itens citados, veio muito papel dos patrocinadores, muitos pacotes de suco Frisco e muitos sachês de vinagre, além de uma barrinha de Supino, um gel e um squeeze. O número e chip foram suficientes para mim.

Maratona de Floripa cheia

O número de concluintes ficou abaixo dos quase 6 mil inscritos, mas isso é normal. Sempre jogam para cima. Mesmo assim, o evento está muito cheio. Mais de 4 mil corredores e os acompanhantes. Veio muita gente de fora também para participar da maratona, fruto desse ampla divulgação desde o ano passado. Poucas provas largando na Beira Mar tiveram tanto público. A Meia de Floripa costuma reunir muitos corredores, mas é na parte continental.

Tantas pessoas em um mesmo lugar que não tem muitas opções de estacionamento nem grandes espaços ruas acabam gerando uma certa dificuldade em estacionar. Como minha largada era às 8h, tentei chegar lá perto das 6h45, horário da maratona. Fui já sabendo que poderia ter dificuldades para encontrar uma vaga. Porém, estava tranquilo porque se tudo desse errado ainda teria 1h15 para encontrar um espaço onde conseguisse colocar o carro.

O objetivo era ver e filmar a largada, mas poderia não ser possível. Minhas expectativas se confirmaram e os locais que tinha pensado para estacionar já estavam ocupados. A solução foi ir mais para dentro da cidade até encontrar uma vaga. Consegui em uma rua que acho que nunca tinha passado até então na minha vida. Ainda deu tempo de chegar na Beira Mar para ver a largada, que tinha recém acontecido.

Quem foi para a maratona também teve dificuldades para estacionar, mas em grau menor. O pessoal dos 5 e 10 km que deixaram para ir mais tarde tiveram mais problemas. Não que fosse inesperado pelo número de inscritos, mas não deixa de ser surpreendente. Fora isso, o trânsito da cidade ficou meio congestionado em alguns pontos e teve reclamações de algumas pessoas na internet. Os chatos de sempre que não podem ficar um domingo de manhã sem sair de carro.

O clima na Maratona de Floripa

No vídeo que fiz sobre a Maratona de Floripa falei do vento. Ele poderia aparecer, mas dificilmente de manhã ele é tão forte. Pois bem. O vento apareceu. Não foi o vento sul, forte e que leva tudo. No entanto, era um vento que estava presente desde cedo e que atrapalhou um pouco os maratonistas na Via Expressa Sul, depois do túnel. O normal era ter menos vento pelo horário. O dia estava nublado, com sol de vez em quando, temperatura variando entre 18ºC e 20ºC. Exceto pelo ventinho, foi um dia quase perfeito para correr.

Minha corrida

Estava inscrito nos 5 km e o plano inicial era tentar correr abaixo de 25 minutos novamente. Com o tênis novo para testar mais a câmera para levar abdiquei da ideia. Contribuiu ainda mais o fato de ter esperado a Andressa e o Eduardo passarem na maratona para filmá-los. Explico. O km 14 da maratona passava na frente da largada e no momento em que os dois estavam se aproximando foi dada a largada dos 5 e 10 km.

Como o que vale é o tempo líquido, fiquei no canteiro esperando os dois passarem, fiz os vídeos e larguei. Acho que poucas vezes larguei tão atrás em uma corrida. Atrás mesmo. Todo mundo já tinha saído e estava com o caminho livre para mim. Livre no começo, obviamente. Foi só correr alguns metros e tinha um paredão vermelho de pessoas (a maioria estava com a camiseta da prova) na minha frete. Impossível tentar fazer algum ritmo forte. Para isso, teria que desviar das pessoas, seria mais estressante e dificilmente conseguiria.

Claro que no dia que corri para brincar, sem fazer força, a corrida teria a distância correta e aceitável pelo DataEnio. No Garmin, deu 5,05 km, o que considero ideal. Meu tempo foi de 28:01, ritmo médio de 5:33. As parciais ficaram em 5:32, 5:37, 5:41, 5:37 e 5:21. A última foi a melhor porque foi onde decidi correr mais rápido. Após o retorno ficou menos cheio, já que os 10 km seguiam em frente.

Considero este o tempo oficial porque meu chip não registrou o tempo. Então, qualquer número de concluintes totais que vocês lerem por aí, adicionem sempre mais um. Estava inscrito, com número e chip, mas o chip não funcionou, não sei por quê. Acredito que no tempo líquido tenha feito abaixo de 28 minutos, mas não tenho certeza. Vou esperar saírem as fotos do Foco Radical para ter uma estimativa e entrar em contato com a organização para colocar meu nome lá. Ou só para ter a estimativa mesmo. Não é muito relevante estar lá ou não. Se eu tivesse feito a maratona, iria atrás disso com mais vontade.

UPDATE: na quinta-feira, dia 31 de agosto, a organização veio falar comigo. No relatório atualizado, já está meu tempo lá. Em um primeiro momento, o tempo estava mais alto, 31:21 no tempo líquido. Estava errado por algum motivo. O organizador explicou que eu poderia ter passado perto do tapete do chip quando foi dada a largada e ele foi lido. Não acredito muito nessa hipótese, já que eu estava longe, no canteiro da Beira Mar filmando a Andressa e o Eduardo. Ou o sensor é muito bom. De qualquer forma, agora apareço na listagem oficial. O tempo que aparece é o do Garmin. Acredito que se tivesse funcionado o chip teria feito uns 27:59, talvez 28:00. Então, ficou bem perto da realidade.

Os amigos

Tanta gente correndo só poderia resultar em vários amigos nas mais variadas distâncias. Destaco aqui a Andressa, que fez a primeira maratona da vida já sub 4 horas. Foi até sub 3h50. Fechou em 3h47. O Diego também fez a primeira maratona dele e já conseguiu 3h51. Os dois são Padrim do Por Falar em Corrida e participam do grupo do WhatsApp. Por fim, o destaque do nosso amigo japonês voador, Eduardo Hanada, que mesmo com dificuldades nos últimos quilômetros não deixou o sub 4 horas escapar, fez 3:59:20.

Provas grandes assim são muito legais porque reúnem quase todos os conhecidos e amigos. Encontrei vários por lá em diferentes momentos. Fui encontrado e abordado também por causa do Por Falar em Corrida, situação essa que acho que nunca vou me acostumar. Correr em casa é muito bom. Eventos onde quase todos os amigos vão é melhor ainda.

Os percursos e as distâncias

De acordo com minhas pesquisas nas redes sociais alheias, a maratona estava com a distância correta. Aliás, dias antes da maratona a página da prova no Facebook postou o permit que mostrava que a corrida estava aferida e chancelada. O percurso da maratona utilizou o espaço que era possível. Largou no Trapiche, foi para o norte, para o sul e voltou para o norte antes de completar. Portanto, os corredores passaram na frente do portal de largada com no km 14 e no km 32.

Os 5 e 10 km largaram também no Trapiche e foram em direção ao norte. Nesse ponto, acertaram no percurso de 10 km ao fazer uma volta só, esticando o retorno até os 5 km. Quer dizer, seriam 5 km, mas o GPS dos corredores marcou 10,3 km, 300 metros a mais Uma diferença um tanto absurda. Acredito que erraram retorno. Ou seja, acertaram em fazer uma volta só, mas alguém errou em determinar o retorno. Os 5 km, por outro lado, como falei acima, esteve com a distância correta. Vamos dizer que o evento teve 66% de acerto nas distâncias.

Pós-prova

Depois de completar a corrida, quem participou dos 5 e 10 km teve algumas dificuldades. Como a medalha era entregue só mais na frente, formou-se uma fila muito grande. Ainda tinha que entregar o vale medalha. Após um tempo, com a fila já grande, estavam dispensando o vale medalha. Os staffs perguntavam qual distância tinha corrido e entregavam a medalha respectiva. O controle era nenhum neste momento.

Talvez uma alternativa interessante fosse entregar a medalha logo após cruzar a linha de chegada. Completou, recebeu a medalha. Como os números era diferentes, dava para diferenciar. E perguntar para o corredor qual distância ele correu para confirmar não tomaria muito tempo. Isso poderia ter agilizado a entrega da medalha. Falo da fila da medalha, mas era fila para tudo. Água, isotônico e frutas. Esse ponto da dispersão tem que ser melhorado na próxima edição.

Nos 42 km o problema foi menor porque, apesar de ter mais concluintes, fica mais espaçado em decorrência da distância e do tempo maior. Falando em 42 km, a primeira passagem dos corredores em frente à largada, no km 32 foi mal planejada. Havia grades e um curral para eles passarem. Só que esse curral estava do lado da rua onde estava a fila das medalhas. Deveria estar do outro. No vídeo da cobertura da prova dá para ver melhor.

Os atletas da maratona passaram por dentro da fila da medalha. Ou a fila da medalha ficou no meio do percurso da maratona. Este é outro ponto a corrigir. A fila já estava grande e ainda teve que esperar o pessoal da maratona passar. Com isso, mais fila, mais demora. Não é errado dar prioridade para a maratona passar. Errado foi colocar a passagem do lado contrário. Ajustando estes dois pontos, acredito que o evento vai ficar melhor para os atletas.

Dos relatos que ouvi dos maratonistas, os staffs não estavam bem preparados para a entrega de água e os postos de hidratação tinham poucas mesas. Poderia ter mais. Em alguns pontos, a água ainda estava na caixa. São pequenos detalhes que devem ser corrigidos para que o evento fique mais redondo. Foi muito bom ter mais de 5 mil pessoas na Beira Mar, mas não sei se a organização tinha ideia de como lidar com tanta gente. A expectativa poderia ser uma, mas a realidade foi outra.

Medalha diferenciada

Um ponto positivo e bem legal da Maratona de Floripa foi que as medalhas eram diferenciadas. Cada distância tinha a sua medalha personalizada com o número da prova que participou. Portanto, eram quatro tipo de medalhas: 42 km, 42 km dupla, 10 km e 5 km. Mais abaixo coloquei as fotos. Apesar de no 5 e 10 km ter sido meio complicado de pegar a medalha pela fila, é um ponto a se destacar. Sempre falo quando as medalhas são iguais. Devo exaltar quando elas são diferentes.

Número de concluintes

Apesar dos anunciados quase 6 mil inscritos, a Maratona de Floripa teve menos de 4500 concluintes. Foram 1539 concluintes na maratona (1214 homens e 325 mulheres), 676 nas duplas (114 masculinas, 80 femininas e 144 mistas), 1219 nos 10 km (630 homens e 589 mulheres) e 942 nos 5 km (332 homens e 610 mulheres). Soma tudo e chegamos a 4376 concluintes. Abaixo do anunciado, mas ainda assim um excelente número para Florianópolis. Já está entre as maiores corridas do estado.

Resumo

No geral, foi um evento muito e organizado. Teve problemas pontuais que precisam ser melhorados nas próximas edições. Menos mal que afetou mais os corredores dos 5 e 10 km. A maratona em si foi a distância mais redonda, exceto pelos staffs. O ruim é que os problemas na dispersão e na entrega da medalha acabam marcando mais porque é quando os corredores terminaram seu objetivo e só querem pegar medalha, água e frutas e curtir o fim do evento. Conheço pessoas que saíram de lá um tanto incomodadas. Corrigindo isso e sabendo lidar melhor com a situação de ter milhares de pessoa no evento, a tendência é termos uma evolução como um todo na Maratona de Floripa.

Assista à cobertura da Maratona de Floripa no YouTube

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FOTOS MARATONA DE FLORIPA

Acho que foi aí que deu problema no chip na Maratona de Floripa haha
Trabalhando
Medalhados na Maratona de Floripa
Tive que aceitar o tempo do Garmin
As medalhas diferenciadas
Kit da Maratona de Floripa com muito suco e sachê de vinagre (foto do Eduardo Hanada)
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Meia Maratona de Brusque – 20/08/2017

A 4ª edição da Meia de Brusque aconteceu no dia 20 de agosto. Já estive lá em 2014, na primeira edição, correndo a meia maratona, e voltei este ano para fazer a prova de 5 km. Nesta corrida, o Por Falar em Corrida foi inteiro. Eu e o Guilherme estivemos participando. Ele foi nos 10 km. Iria nos 21 km, mas por questões de treino teve que alterar. Eram três as distâncias da prova: 21 km, 10 km e 5 km.

A retirada de kit da Meia de Brusque aconteceu no sábado no Pavilhão de Eventos da Fenarreco, também conhecida como Arena Multiuso de Brusque. O horário de retirada era das 13h às 19h. No kit, que vocês podem ver na foto abaixo, tinha a camiseta da prova, o número e chip, a revista da Corre Brasil, umas comidas e uns panfletos. O chip era o descartável, muito melhor do que aqueles que precisa devolver ao fim da corrida.

Como o Guilherme foi no sábado, acabou retirando o meu kit e o da minha mãe, que também participou do evento. Uma coisa legal que achei da retirada do kit é que não precisava do comprovante de inscrição impresso. Poderia ser pelo celular. Gosto dessa ideia. Há casos em que o uso do papel é desnecessário.

A previsão de tempo não era animadora para o fim de semana. Chuva, muita chuva. Sábado, porém, a grata surpresa de ver apenas umas gotas esparsas. O domingo, porém, confirmou a previsão. Chuva desde a madrugada e não era aquela chuva fininha. Era as que chega a doer. Como eu só iria no dia para Brusque, a chuva poderia ser um motivo a mais para ficar em casa.

Pensa. Sair no domingo pouco antes das 6h da manhã, dirigir 100 km, na chuva, para correr 5 km e voltar, não parece algo normal, né? Pois foi o que fiz. A ideia era ir no dia, participar da Meia de Brusque e ficar por lá, talvez almoçar. A chuva alterou os planos. Acabou que corri 5 km e dirigi 200 km. Viajar tanto para correr tão pouco parece gastar tempo à toa, mas às vezes a gente faz dessas coisas.

Falei que saí antes das 6h porque a viagem demora em torno de 1h15. Depende muito do clima e da velocidade. A largada da Meia de Brusque era mais tarde, o que facilitou um pouco. 21 km e 10 km era às 8h e os 5 km às 8h15 em frente ao Pavilhão de Eventos. Com isso, minha preocupação era chegar no máximo 7h30 para pegar o kit com o Guilherme e fazer algumas vídeos e fotos antes da largada dele.

Infelizmente, a chuva que me acompanhou durante a viagem também estava em Brusque. A intensidade era menor, mas foi constante. Só alguns momentos que ficou mais forte. O resultado prático é que corremos com chuva o tempo todo. Penso que o clima não amistoso contribuiu para que alguns inscritos não viessem participar do evento.

O bom dos 5 km é que pude ver a largada dos 21 km e 10 km, consegui correr e ainda ver a chegada da maioria do pessoal dessas distâncias. Por exemplo, consegui fazer foto do Guilherme na largada e na chegada. Nos 5 km, no visual da largada já dava para ver que não tinha muitos corredores. Pelos concluintes, a confirmação: apenas 195 concluintes, sendo 128 no feminino e 67 no masculino.

MINHA CORRIDA

O meu objetivo era claro e cristalino como a água da chuva e um tanto dolorido quanto os pingos mais grossos: 5 km sub 25 minutos. Como estava pensando nessa prova há algum tempo, como primeira tentativa do sub 25 este ano, estar chovendo ou não, ter que dirigir 200 km, era pouco relevante. Estava na minha cabeça que eu ia correr. Talvez isso tenha feito eu não pensar em ficar em casa.

Claro que teria o problema de saber se a prova de 5 km seria de 5 km. Só que nesses casos, sempre corro o máximo que der e me esforço, torcendo para no final o GPS não marcar a menos. Não tem muito o que fazer. Corre, faz força e espera que no fim a distância esteja correta. Para ter uma noção melhor do ritmo, deixei o lap automático ligado, para tocar a cada 1 km.

Ao sinal da largada, coloquei em prática a ideia de correr no ritmo mais forte possível no começo. Como tinha pouca gente, mesmo largando bem atrás, em poucos metros já estava com o caminho livre. O percurso é praticamente plano. Tem subidas e descidas leves normais da Avenida Beira Rio, que é por onde passamos, mas nada absurdo. O que atrapalhava mais eram as poças de água.

Claro que depois de alguns minutos de corrida não me importava mais com a água. Pisava no que aparecia. Azar se molhar. O 1º km foi lega, saiu a 4:47. Estava abaixo da meta. Foi um estímulo para continuar. No 2º km, senti que já não estava como antes. Estava tentando manter, mas imaginei que viria um número maior. O Garmin avisou: 4:55. Opa! Ainda abaixo do estipulado, com 18 segundos de folga. Contando que a prova teria 5 km e uns metrinhos a mais, estava abaixo, mas meio apertado.

Corremos mais 500 metros e veio o retorno. Na metade final, já estava mais cansado. Sentia que não conseguia sustentar o ritmo do começo. A placa de 3 km apareceu muito antes. Restou-me confiar no GPS. Um pouco depois, apareceu na tela 4:58. Bom, ainda abaixo da meta, agora com 20 segundos, mas o ritmo estava caindo.

O pior quilômetro foi o 4º. As pequenas descidas do percurso eram maiores na ida, logo no início. A volta, portanto, teve mais aclive e eu já estava morrendo. Como todas as outras parciais saíram abaixo de 5 min/km, não desisti. Apesar de sentir que não rendia como antes, saber que estava no ritmo de sub 25 não me deixava desacelerar. Mesmo assim, a pior parcial da prova: 5:01.

Ainda estava na meta, mas o ritmo caía e estava bem apertado. Depois que vi a placa de 3 km errada, já comecei a desconfiar da distância. Como o sub 25 estava na mira, queria pelo menos manter o ritmo médio dele. Para o último quilômetro, alterei a tela do Garmin. Inicialmente, estava com o tempo total e a distância total. Mudei para tempo total e ritmo médio da volta.

Foi a solução que encontrei para me estimular e não deixar o ritmo cair. Não sei se deveria ter feito isso desde o começo. Talvez não. Correr 4 km sem saber do ritmo pode ter sido bom para conseguir fazer esses 4 km em 19:41. Só que para o último quilômetro precisava de medidas mais enérgicas e visuais. Com o ritmo na tela, vi que o começo estava acima de 5:10.

Tratei de apertar o passo, meio sem fôlego, meio sem pernas, mas trouxe para baixo de 5. Quando estava quase chegando, olhava para o relógio, para o ritmo, para o portal, torcendo para que a distância estivesse correta. Parecia que ia dar, mas não tinha certeza. E ainda não podia deixar o ritmo cair. Se tivesse os metros a mais, precisaria manter. Se tivesse a menos, queria o ritmo médio sub 5 min/km.

Na chegada, passando a linha, apertei o botão e estava lá! Exatamente 5,00 km! O último quilômetro saiu a 4:56. Fechei no Garmin com 24:38 em 5,00 km. Ou seja, faltaram uns metrinhos. Uma pena. O GPS nunca vai dar a distância exata. Porém, prefiro que a distância seja exata do que a menor. A frustração é bem menor.

Nos treinos, em geral seguimos o GPS. Então, faria pelo menos 5 km em um treino de 5 km. Com os metros a mais, creio que este sub 25 seria mais apertado. Não ia deixar ele escapar estando tão perto. Se fosse o caso, faria um pouco mais de força na chegada. O que ficou de bom foi o ritmo médio, de 4:55 min/km, minha corrida com melhor ritmo este ano.

O esforço e o cansaço foram tão grandes que esqueci do joelho. Só lembrei dele logo no início e depois o foco era no relógio e no tempo. A preocupação com outras coisas deixou o joelho em segundo plano. Notei que não preciso dar atenção a ele sempre. Esquecer às vezes pode fazer bem. Nas horas seguintes, ele doeu um pouco, mas no outro dia já estava normal.

SOBRE A PROVA

Falei da distância e pelo que vi no GPS do pessoal, 10 km marcou menos e os 21 km também faltaram uns metrinhos. Pela minha amostra não tão grande, todas as distâncias tiveram metros a menos, sendo que a prova de 5 km foi que chegou mais perto. Diria que esse seria o ponto negativo da corrida. Não teve a distância. O outro ponto negativo foi a chuva, mas esse foge ao controle da organização.

As outras coisas que estão ao alcance do que eles podem fazer correram muito bem. Ruas fechadas, controle do trânsito, tudo bem organizado. O pavilhão de eventos aberto também ajudou. Tinha como se proteger da chuva e havia banheiros grandes e limpos. Pelo menos o do segundo andar que eu fui estava limpo. No pós-prova, recebíamos a medalha e mais à frente tinha frutas, água e isotônico. Tinha também algumas tendas de assessorias, empresas, massagem, mas não foi possível aproveitar muito devido à chuva.

A Meia de Brusque é uma corrida que vale a pena a ser feita. O percurso passa por dentro da cidade. O passeio também é legal. O ideal é chegar no sábado, ficar em um hotel, passear na Havan, na FIP e em tantas outras lojas que tem por lá. Além disso, tem um hotel praticamente do lado do Pavilhão de Eventos. Pode ir a pé para a largada. Se tiver oportunidade, pense nessa prova.

RESULTADOS

SITE DA PROVA

FOTOS MEIA DE BRUSQUE

meia de brusque
Medalha da Meia de Brusque
meia de brusque
Equipe PFC antes da largada da Meia de Brusque
meia de brusque
Eu e a mãe
meia de brusque
Com a medalha molhada da Meia de Brusque
Kit da Meia de Brusque

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Maratona Beto Carrero – 05/08/2017

Participei mais uma vez da Maratona Beto Carrero, uma maratona de revezamento que acontece no Beto Carrero World, maior parque temático da América Latina. Já estive lá em 2013 e 2014, quando fiz dupla com o Eduardo Hanada. Neste ano, também fui de dupla, mas desta vez com o Guilherme. A prova aconteceu no dia 5 de agosto de 2017, sábado, com largada prevista para as 18h45. Sim, além de ser uma maratona de revezamento, ela é noturna. Isso se deve ao fato de que o parque precisa estar fechado para que os participantes possam correr sem maiores congestionamentos.

A Maratona Beto Carrero pode ser realizada em dupla, quarteto ou octeto, podendo optar por ser masculina, feminina ou misto. São 8 voltas saindo do Kartódromo Internacional e seguindo em direção ao parque. Durante o trajeto dentro do parque os corredores encontram diversos personagens. Alguns lembro do nome, outros vi e mais outros pesquisei na internet: a turma do Betinho Carrero, Shrek, Madagascar, Kung Fu Panda, Megamente e MetroMan, família real, Merlin, cavaleiros que compõe o Show Excalibur e personagens de O Sonho do Cowboy. Também tinha uma banda alemã na Vila Germânica e um pessoal batendo tambor, além de alguns sustos com os saxões medievais, os monstros do Portal da Escuridão, o gorila de Monga e os bandidos mais temidos do Velho Oeste.

A retirada do kit acontece no dia da Maratona Beto Carrero, sábado, das 9h às 15h, mas quem chega um pouquinho atrasado também consegue retirar. O kit é composto de: camiseta de manga comprida (vermelha), boné, toalha, uma lanterna de cabeça, barra de cereal/proteína e a sacola. Se fosse só isso poderia parecer comum, mas tem um detalhe muito importante: vem também um ingresso para utilizar no Beto Carrero nos 30 dias seguintes. No caso deste ano, o ingresso pode ser utilizado até 31 de agosto. Ou seja, a inscrição não é das mais baratas, mas você tem a oportunidade de passar um dia no parque. Muitas pessoas reservam hotel para correr no sábado e ir ao parque no domingo.

O estacionamento é no kartódromo e a diária era valor único de R$ 20,00. O estacionamento do Beto Carrero estava R$ 55,00. Valia a pena deixar ali no kartódromo. O legal é que eles colavam um adesivo no vidro do carro e podia sair do estacionamento que não pagaria de novo na volta. Muita gente chegou, pagou, entrou, pegou o kit e voltou para o hotel deixar as coisas. Mais tarde, voltaram para a largada.

Na retirada do kit tinha também o pessoal da Banana Brasil, massagem e tínhamos acesso à pista, onde estava sendo montada a estrutura do evento, com as tendas das assessorias, postos de troca e largada. Falando em ter acesso, outro detalhe muito legal é que todos os inscritos ganham uma pulseira para ter acesso à área da corrida. Além disso, com essa pulseira podem aproveitar o parque no sábado a partir das 15h. Então, os corredores, além de ganhar o ingresso para utilizar nos dias seguintes, tinham 3 horas para aproveitar o que quisessem no parque, já que o funcionamento do Beto Carrero é às 18h.

A largada da Maratona Beto Carrero acontece já durante à noite. Para correr, a iluminação é suficiente. Em alguns pontos, é uma penumbra, em outros, o percurso é bem iluminado, principalmente no kartódromo. A lanterna de cabeça até ilumina bem, mas é um trambolho que só incomoda para levar na cabeça. Já tinha que levar o bastão do revezamento, que é onde estava o chip, e a GoPro. Mais coisa para atrapalhar não ia dar certo. Penso que para o evento seria muito legal que pelo menos a primeira volta da corrida fosse com a luz do dia ainda. Para correr era tranquilo, mas para filmar e tirar fotos era mais complicado. Os fotógrafos no percurso utilizaram bastante flash. Apesar da escuridão e das imagens não ficarem tão nítidas, fizemos o possível na cobertura da prova.

O Guilherme largou, ele fez a volta 1, 3, 5 e 7. Decidimos por revezar uma volta de cada para o tempo de espera ser menor. Acredito que correndo em duplas esta seja a melhor escolha. Eu fiquei com as voltas pares, 2, 4, 6 e 8. A primeira volta é um pouco maior porque os atletas fazem uma volta de apresentação no circuito do kartódromo, que tem pouco mais de 1 km. O início é mais animado porque tem todo mundo correndo junto e as atrações do parque ainda estão pelo percurso animando os corredores. Do que notei, até a 2ª volta estavam todos os personagens. Na 4ª volta, alguns já não estava mais. Na 6ª, tinha poucos e na última volta só sobraram os staffs. Acho que depois das 22h eles não trabalham para não ganhar adicional noturno.

No regulamento, dizia que o tempo limite da prova era 4 horas. Fomos com isso na cabeça, tentar fechar a Maratona Beto Carrero em menos de 4 horas. Poderia ser bem mais complicado se cada volta de fato tivesse 5.250 metros. Exceto a primeira, todas as outras tem um pouco menos de 5 km. Em alguns GPS bate 5 km. Ou seja, a distância total não dá uma maratona. Seria legal que tivesse os 42 km pelo menos, mas como é uma corrida com mais diversão do que competição fica meio em segundo plano. Confesso que correndo em dupla é um alívio saber que cada volta tem menos do que deveria. Depois da segunda volta, se o percurso tivesse 3 km eu não ia achar ruim.

Este é outro detalhe. Por razões que nunca serão bem explicadas, escolhemos correr em dupla. Poderíamos ter feito quarteto, talvez fosse a melhor opção. Corre duas voltas e pronto. Octeto parece pouco, só uma volta. Por outro lado, dupla é exagero. A primeira volta é tranquila, você até corre bem, mas sabe que tem mais três. A segunda ainda dá para manter o ritmo. Na terceira, o ritmo cai e ainda tem que guardar energia para a última volta. Nela, você dá tudo o que tem, que já não é muita coisa. Fora o fato de que esperar mais de 20 minutos. Desaquece o corpo, o vento no kartódromo esfria e recomeçar a correr mais três vezes não é muito fácil. Até demos sorte desse inverno não ser tão frio. Só atrapalhou um pouco o vento, que também não estava tão intenso. Era mais o ar gelado noite caindo.

Em dupla, fomos lá. Como esperado, nosso ritmo caiu volta a volta. Mais abaixo colocarei nossos tempos e ritmos. O meu objetivo era correr todas as voltas abaixo de 6 min/km. Os treinos mais curtos e o joelho não me deixavam ter previsões muito otimistas. Essa era a mais possível. A primeira volta foi a melhor. Fiz em 26:46, ritmo de 5:24. Na segunda, o ritmo caiu, mas ainda consegui manter. 27:23 e ritmo de 5:34. A terceira volta foi meio arrastada. Fiquei entre o cansaço acumulado e não poder acelerar o pouco que tinha pensando na última. Foi 28:46 e ritmo de 5:52. Na quarta volta, pensei em correr o máximo que podia, quem sabe fazer mais rápida do que a terceira. Comecei bem, mas o ritmo foi caindo. 28:52 e ritmo de 5:55.

Chegamos, meio doídos, um tanto quebrados, mas com o objetivo alcançado. Sub 4 horas. Para ser mais exato, de acordo com o resultado oficial da Maratona Beto Carrero, 3:49:30. A última volta foi a mais sofrida para nós, mas conseguimos uns minutos de vantagem nas primeiras que garantiram o tempo abaixo de 4 horas. Durante a corrida, tinha água em dois pontos. No pós-prova, tinha também barrinhas, frutas, água e suco. Tinha maçã, banana e melancia. Quando chegamos, já não tinha mais suco. Devolvemos o bastão de revezamento e pegamos a medalha que, como de costume, era grande e bonita, como vocês podem ver nas fotos.

A Maratona Beto Carrero é uma prova que vale a pena ser feita. Esta foi a décima edição do evento, que se iniciou lá em 2008. Programe-se, chame os amigos e divirta-se. A diversão acontece correndo e também no parque, seja no sábado, no dia da corrida, ou nos dias seguintes. Uma opção é reservar hotel para passar o fim de semana em Penha. A organização é impecável e a estrutura é excelente. Como sempre, a Sports Do mantém o nível lá no alto. É provável que você vá e sempre queira voltar. Ou pelo menos vai ter boas lembranças.

Tempos e parciais na Maratona de Beto Carrero de acordo com os nossos relógios:
Volta 1 – Guilherme – 6,12 km – 32:27 – 5:18 min/km
Volta 2 – Enio – 4,95 km – 26:46 – 5:24 min/km
Volta 3 – Guilherme – 4,78 km – 26:15 – 5:29 min/km
Volta 4 – Enio – 4,91 km – 27:23 – 5:34 min/km
Volta 5 – Guilherme – 4,85 km – 28:23 – 5:51 min/km
Volta 6 – Enio – 4,90 km – 28:46 – 5:52 min/km
Volta 7 – Guilherme – 4,83 km – 30:58 – 6:24 min/km
Volta 8 – Enio – 4,88 km – 28:52 – 5:55 min/km

Links Maratona Beto Carrero:
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Resultados

Fotos:

maratona beto carrero
Antes da largada. Ambulância lá atrás para caso de necessidade
maratona beto carrero
Fim de prova com a medalha
maratona beto carrero
Minhas parciais
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Certificado