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Relatos de Corridas

Golden Four ASICS Brasília – 08/11/2015

Golden Four ASICS Brasília
08/11/2015
Brasília – DF – Brasil
21 km

Resultados

Valor da Inscrição
R$ 120,00

Retirada do kit
A expo aconteceu no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil ) das 8 às 18 horas. Local amplo e com vários estandes de marcas. Houve algumas palestras. Também havia dicas de percurso, customização de camisetas, massagem, lanche, fotos impressas na hora, pista de velocidade, loja da ASICS e o teste de pisada no Foot ID ASICS. Chegamos à tarde e não havia mais lanche. Ficamos só com o vale-lanche.

Kit
Kit padrão e de alta qualidade da Golden Four. Tinha uma camiseta da ASICS de poliamida branca, referente à etapa de Brasília, uma viseira, sacola, um vale lanche e o número de peito, que já vinha com o chip na parte de trás.

Largada
A largada aconteceu na Praça do Buriti e foi dividida em ondas. Começou às 6h45, com a categoria PNE. Em seguida, às 6h50, a elite feminina largou. Posteriormente, às 7h, aconteceu a largada da onda 1, com a elite masculina e geral dos pelotões A, B e C. Dez minutos mais tarde, às 7h10, largou a onda 2, com os pelotões D, E e F. Além disso, os corredores tinham baias separadas de acordo com o seu pelotão. Cada pelotão tinha um número com cor de fundo diferente. A entrada era controlada. Pelo que observamos, a maioria das pessoas estava na sua baia. As ruas largas de Brasília permitiram que os corredores tivessem um pouco mais de espaço após a largada.

Percurso
Tudo começava na Praça do Buriti. Dali, pegava uma reta que passava pela Torre de TV até chegar no Eixão. Ali, os corredores viravam à direita e percorriam cerca de 5 km. Logo no começo, havia uma leve subida. Depois, descia. Nada muito íngreme, mas constante. O retorno, por outro lado, tinha a subida constante, que quebra um pouco o ritmo. Depois, os atletas passavam pela Esplanada dos Ministérios, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal. Dali, os corredores seguiam até o pórtico de chegada na Concha Acústica.

Hidratação
Postos de hidratação em enorme quantidade. A cada três quilômetros, água e isotônico em saquinhos. Além disso, estavam bem espaçados. Caso o corredor não conseguisse pegar em uma mesa, havia outras disponíveis mais à frente. Ainda tinha distribuição de gel depois do km 14.

Distância
Distância correta.

Pós-prova
Depois de cruzar a linha de chegada, os corredores tinham água à disposição e mais à frente retiravam sua medalha, ganhavam um isotônico, caminhavam mais um pouco e pegavam o lanche e uma toalha da prova, para então saírem na arena do evento.

Medalha
Medalha grande. Bem bonita. A arte da medalha remete à cidade de Brasília. Na parte de trás, consta ainda a data e a cidade da prova, com um espaço para quem quiser gravar o nome e o tempo.

Comentários finais
O Circuito da Golden Four ASICS chegou ao seu quinto ano e se consolidou como um dos melhores do Brasil. As meias maratonas da Golden Four facilmente estão entre as melhores do país. Todo o antes, o durante e o depois envolvem o corredor com a prova. A expo dura um dia inteiro e conta com palestras e eventos paralelos. O percurso, a organização da prova, a hidratação, tudo colabora para que o corredor tenha uma ótima experiência correndo uma meia maratona. O chip no número é uma ideia muito boa, que facilita muito para os corredores. Evita aquela chatice de ficar amarrando chip no tênis. As fotos disponibilizadas nas redes sociais e no site da prova gratuitamente durante e após a corrida é outro ponto a se destacar.

As fotos postadas no Instagram utilizando a hashtag #goldenfourasics eram impressas e ficavam à disposição dos corredores em um painel na expo. Falando em painel, havia também um com o nome dos inscritos na prova logo na entrada. Outro painel enorme foi separado para os corredores assinarem e deixarem suas mensagens. Ainda tem o fato de premiar o top 100 masculino e o top 20 feminino com medalhas douradas. Se você procura uma ótima meia maratona, uma boa prova, um evento organizado, todas as etapas da Golden Four são uma ótima escolha. Agora fica a expectativa para o calendário de 2016 da Golden Four ASICS.

*Participou da prova? Concordou com a análise? Discordou? Quer acrescentar alguma coisa? Entre em contato ou deixe sua opinião nos comentários.

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A sexta do ano

Viajar com amigos, conhecer pessoas, tudo foi muito legal. E nada aconteceria se não tivesse um motivo, uma desculpa para viajar. Qual seria esse motivo se não uma corrida? Se é para viajar e correr, que seja em uma prova boa, tipo o melhor circuito de meia maratona do Brasil. Foi assim que escolhi a etapa da Golden Four Asics Brasília. Já tinha ido lá em 2013 e este ano repeti a experiência. Como falei na semana passada, o objetivo era o recorde pessoal. No entanto, se não desse, na pior hipótese queria sub 1h45. Correr abaixo de 1:43:26 me motivava para ser o melhor ano de tempo médio nas meias maratonas.

Com esses pensamentos, larguei na etapa de Brasília. Claro que antes adotei a prática da Meia de Floripa. Quinze minutos de aquecimento, trote leve, com algumas acelerações. Vou tentar fazer isso antes de todas as corridas. Não me importava muito, mas realmente ajuda. Novamente, fui com o lap manual do Garmin. Apertava o botão a cada placa. Na Golden Four, a maioria das placas estava fora do lugar. Coisa de metros, mas pelos dados do Garmin pude perceber que foi bem inconstante. Não me atrapalhou porque utilizo na tela do relógio o ritmo médio da volta.

A prova tem mais descidas do que subidas, mas a subida é A subida. São 5 km subindo constantemente, do km 9 ao 14 aproximadamente. Foi essa subida que quebrou meu ritmo e o resto da prova. Já sabia e já conhecia o que iria encarar, mas a prática mostrou que era difícil mesmo. Para mim, foi. Até o km 9, basicamente só descemos. Tem uma leve subidinha no começo do km 4. Depois, do 9 ao 14 haja força na perna. Duvido que alguém consiga manter o mesmo ritmo ali. No fim do km 14 tem uma descida que ajuda um pouco para retomar a velocidade.

Acredito que todos sintam essa quebra de ritmo na subida. Talvez os mais rápidos um pouco menos. Para mim, a grande questão é o que vai sobrar de você e das suas pernas para o depois. No meu caso, creio ter perdido uns 50 segundos a mais na subida do eixo. Tentei manter o ritmo na sensação de esforço, mas não queria também fazer força demais e não ter energia para os últimos 7 km. Logo que cheguei no km 13 e no 14, vi o tempo total de prova e estava muito óbvio que o recorde não sairia e o sub 1h40 era bem improvável.

Passei o km 13 com 1:02:08 e o km 14 com 1:06:58. Ou seja, precisaria fazer pouco mais de 8 km em menos de 38 minutos e pouco mais de 7 km em menos de 33 minutos. Em condições normais, até seria possível, tipo no início da corrida. Na parte final, depois da subida do eixo, não tinha como. Não fui de todo ruim na subida, mas pensando no tempo final, ali que as chances foram embora. Tinha consciência de que no eixo minha prova poderia definhar. Até por isso, tentei acelerar mais na descida, mas já fui com pensamento em não desanimar caso o ritmo caísse e não conseguisse recuperar.

Até porque foi bem o que aconteceu. O ritmo que saía livre e solto no começo, em torno de 4:40, depois do km 14 ficou nos 4:50. A sensação de esforço era enorme. Se fosse início de prova, pareceria algo perto de 4:35. Fazia força e não saía do lugar. Sentia que não tinha mais como acelerar, morrendo, olhava o Garmin e 4:50. Que agonia. Até o km 17 ainda nutria esperanças de que poderia conseguir sub 1h40, mas precisaria aumentar esse ritmo e ainda mantê-lo até o fim. Não ia ser possível. Não na Golden Four, não nesse dia.

Quando chegaram as descidas, fiz a única coisa possível: acelerar o máximo possível para aproveitar. Adivinhem? Ritmo de 4:50, quando muito 4:45. Muito decepcionante. Realmente, não tinha mais de onde tirar. Ficou tudo na subida do eixo. Sensação de que não conseguiria tirar mais nada. No km 20, ainda aproveitei a última descida e corri a 4:44. Nem sei bem como. O fôlego e as pernas nem existiam mais. Comecei a 4:30 e acabei em 4:44. À medida que foi ficando plano, o ritmo foi caindo. Ali me animou para tentar o último quilômetro mais rápido e quem sabe fazer sub 1h41.

Só que tinha uma subidinha maldita antes de fazer a curva para seguir em direção à chegada. Naquele momento, não teve ânimo que desse jeito. Foi uma pena. Quando estava chegando nos metros finais, vi o tempo no Garmin e percebi que ia dar pouca coisa acima de 1h40. Dito e feito. No Garmin, fechei a prova com 1:41:13. O tempo líquido oficial da prova foi 1:41:09. Faltaram DEZ segundos! DEZ! Consigo pensar, no mínimo, em dez situações onde poderia ter acelerado um pouquinho a mais e garantir o sub 1h41. Oportunidade não faltou, mas a gente só sente falta depois que termina e vê o tempo.

Uma coisa legal foi um caminhão pipa logo depois do km 20. Aquela água foi um alívio. Fiquei molhado da cabeça aos pés, mas valeu muito. Neste momento, pensei como seria bom que estivesse chovendo. Ou que houvesse uma nuvem de chuva apenas sobre a minha cabeça. Estava muito quente. Em termos de números, acho que ficou no máximo em 22ºC, mas o clima é diferente de Floripa. Não sei bem certo o quanto influencia, mas em Brasília corremos entre 1.000 e 1.100 metros de altitude. Em Floripa, o normal é correr a maior parte do tempo no nível do mar.

O clima seco me fez pegar água para molhar a boca já no km 6. No entanto, se tivesse que dizer o que mais me atrapalhou na Golden Four, com certeza seria a subida do eixo. Aqueles 5 km em subida constante quebraram meu ritmo. O calor, o sol, o clima seca, até incomoda, mas o ritmo caiu mesmo na subida. Depois, o calor pode ter influenciado em não conseguir voltar no ritmo, talvez, mas acredito que se fosse tudo plano ou com menos subida, o resultado seria melhor. De repente, até um sub 1h40 poderia aparecer no tempo da prova.

Pensando em termos de recorde e sub 1h40, não foi o melhor resultado, mas, analisando em perspectiva, foi meu segundo melhor tempo de meia maratona na vida. Em Brasília, nas condições aí de cima. Em 2013, fiz 1:50:14. Melhorei o recorde da prova em mais de 9 minutos. De quebra, fiz o melhor tempo nas cinco participações em Golden Four. Poderia ter sido melhor, mas não saí da prova com aquela sensação de frustração que aconteceu em 2013, por exemplo. Saí satisfeito, sabendo que fiz o que dava para as condições do momento. Gostei de não ter desistido.

No km 14, poderia ter aceitado o ritmo que o corpo queria e diminuir o ritmo, mas fui brigando com ele. Tudo bem, você quer ficar em 4:50 e não baixar disso? Beleza. Mas não pensa que vou fazer parcial com o número 5 na frente. Você não manda em tudo. No dia, sempre tento fazer o melhor possível, torcendo para ser O dia SIM e que o melhor possível seja o melhor da vida. Não foi o da vida, mas foi o possível. Foi divertido e valeu muito. Completei a 6ª meia maratona do ano, com 4 provas sub 1h44. Poderia reclamar de várias coisas, mas seria muita mesquinharia.

O joelho não me incomodou em nada. Consegui correr em plenas condições. O ano de provas se encerra de uma maneira muito positiva. Os meses de treino foram úteis. Cheguei até novembro inteiro e conseguindo tempos que para o meu padrão são bons. Comparado com o Enio dos anos anteriores, o de 2015 foi o que melhor correu, ainda que não tenha feito recordes em todas as distâncias. O joelho bota na conta das descidas de Videira. Vamos ver como ele reage nos dias de folga que vem por aí. A Golden Four ainda deve render mais alguns textos.

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Desvirtualizando por aí

Comprei minha passagem para Brasília na promoção. Consegui um voo saindo sexta à noite e chegando domingo à noite. Envolvido com família, amigos, passeios e corridas em Brasília, não deu para deixar nada já escrito no blog. Sobre a prova, falo amanhã. Preciso de tempo para organizar as coisas e escrever as besteiras de forma mais simplificada. Hoje vou focar em viajar, amigos, conhecer pessoas e correr.

Viajar e correr é muito legal. Fazer recorde pessoal é melhor ainda. De toda a parte da viagem, talvez a única que eu prefira estar sozinho é no momento da corrida, que é quando gosto de me concentrar do meu jeito. Fora isso, todo o resto é legal fazer com amigos e familiares. Em Brasília foi assim. Fui muito bem recebido e hospedado pela minha tia. Quando fui em 2013, cheguei no sábado e não consegui fazer praticamente nada.

Desta vez, já na sexta à noite, vindo do aeroporto paramos em um lugar que não sei onde é e compramos churrasquinhos. De coração e alcatra. Estava MUITO bom. No sábado pela manhã, fui conhecer e trotar no Parque da Cidade. Lá encontrei meu primo, seus filhos e esposa. Fomos almoçar em um restaurante bem bom. Na parte da tarde, expo da Golden Four para retirar o kit. Por lá, encontrei o Eduardo Hanada e a Sabine Weiler, daqui de Floripa.

Eu, minha tia e o Eduardo e a Sabine, depois do kit, fomos conhecer alguns locais de Brasília. Fomos no Pontão Lago Sul, depois passamos na Ponte JK, pelo congresso e fomos jantar em um lugar com preço bem acessível e comida muito boa. No domingo, teve a Golden Four. Como sempre, uma ótima experiência e bem organizada. De lá, fomos almoçar no Parque da Cidade e depois na Torre de TV de Brasília. Ainda passamos na Catedral.

Com o tempo disponível que tínhamos, acredito que fui em muitos lugares. Os que todo turista vai. E não foi só isso. Ainda teve as coisas legais que o podcast proporciona. Primeiro, na expo, fui encontrado pelo Anderson Lattuada. Conversei com ele a esposa, que iria fazer a estreia na meia maratona. Ele fez a Maratona de Buenos Aires no dia 11 de outubro. Falo fui encontrado porque o podcast faz o pessoal nos conhecer e identificar. É algo estranho e que não consigo me acostumar.

Continuando, no domingo de manhã fui de carona com o Danilo Confessor, amigo há tempos e ouvinte de longa data do podcast, para o local da largada, na Praça do Buriti. No meio da corrida, lá pelo quilômetro 5, a Drika Runner passou por mim e perguntou se eu era o Enio do Por Falar em Corrida. Conversamos rapidinho e cada um seguiu sua prova. Depois da chegada, o Anderson Silva, comentarista assíduo do blog e ouvinte, conseguiu me encontrar.

Estar com a camiseta do Por Falar em Corrida ajuda bastante, acredito. Conversamos bastante. Mais um ouvinte do podcast que conheci pessoalmente. Foi bem legal. Logo em seguida, fui convidado pelo Erick Madeira a passar na tenda do grupo Hiperatividade Runners. Fui muito bem recebido pelo pessoal. O Erick me convidou para ficar por lá e comer o churrasco que o grupo ia fazer, mas ainda tinha outros compromissos e não pude ficar.

Por fim, já à tarde, tirando fotos no mirante da Torre de TV, fui abordado pelo André. Vejam vocês. Do nada, a 75 metros de altura, em um espaço mínimo, mais um ouvinte do podcast. Sim, eu estava com a camiseta do podcast. Basicamente, usei a camiseta sábado na expo, domingo na corrida e depois. Tem que divulgar. O André também falou que ouve e gosta bastante do podcast. Em Brasília, comprovei o que acabara de falar na corrida com o Anderson Silva.

Nós não temos a mínima noção do alcance e de quem escuta o podcast. Só posso agradecer. Nunca imaginei nada do tipo acontecendo. Muito obrigado, Anderson Lattuada, Danilo Confessor, Drika Runner, Anderson Silva, Erick Madeira e André. É muito legal saber que o podcast me proporcionou conhecer e conversar com novas pessoas. Claro que o maior obrigado de todos vai para minha tia Julse, que foi quem nos levou para os pontos turísticos. Não posso deixar de citar também o Eduardo e Sabine, que estiveram conosco nos passeios.

Viajar, correr, conhecer novas pessoas, conversar, descobrir que ouvem o podcast, conhecer novos lugares e fazer turismo. É como vi na internet certa feita e escrevi no meu Facebook. Não guarde rancor. Guarde dinheiro para viajar. É muito melhor e faz bem. O dia que eu ganhar na loteria vai ser o começo de viagens toda semana. Um dia improvável e que talvez não chegue nunca. Portanto, seguimos a vida normal, juntando a mascada, para ter condições de viajar e correr novamente.

Quem diria que um texto escrito às pressas na segunda de manhã ia ficar tão grande?

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A última meia do ano

É chegado, enfim, o dia. A última meia maratona do ano será realizada no próximo domingo. Lá em Brasília, capital federal. Golden Four ASICS Brasília. Para que meu 2015 rendesse a longo prazo, escolhi provas para focar e me motivar a treinar. Das corridas fora de Santa Catarina, depois de alguma pesquisa e lembrando como foram as etapas de 2013, acabei encontrando na Golden Four uma boa oportunidade de viajar, correr e tentar melhorar meu tempo na meia maratona.

Como a etapa do Rio de Janeiro já tinha acontecido, restavam três etapas. São Paulo e Brasília eram viáveis. São Paulo mais ainda. Brasília dependia da promoção de passagens aéreas, daquelas que sempre aparecem. Basta esperar. E apareceu. Passagens garantidas, era só se inscrever e continuar treinando. A etapa de Fortaleza não consegui. Muito distante do sul e muito caro. Foquei nas duas etapas possíveis e que já tinha corrida em 2013.

2015 tem sido muito bom em termos de meias maratonas. Como já falei há semanas, quero pelo menos correr em Brasília em 1:43:26 ou menos para ter a melhor média de tempo em meias maratonas, que até agora pertence ao ano de 2013. Em teoria, é bem possível, já que o objetivo é tentar correr a meia sub 1h40, pensando também em fazer um novo recorde na meia maratona. Qualquer coisa abaixo de 1:38:43 está valendo.

Como vou com a intenção de tentar um recorde pessoal, mesmo que não consiga ainda há margem para fazer um tempo bom. Vamos com plano A, B, C, D e todas as letras do alfabeto. Espero algo de sub 1h45 para baixo, mas nunca se sabe o que vai acontecer no dia. Vai que é um dia ruim? Ninguém sabe. Os treinos estão em dia e o joelho melhor, embora não 100%. Acredito que não vai atrapalhar na corrida. No último longo foi tudo tranquilo. Em clima de Brasília e rumo ao aeroporto, deixo abaixo os dados do Garmin da prova em 2013.

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E agora, Brasília?

Posso parecer monotemático, mas estou em viagem e só com 3G. Nada mais prático do que falar da Meia Maratona de Florianópolis. É algo fresco na memória e que consegui dividir em várias partes. Nem sabia que tinha tanta coisa assim para escrever, mas agora que comecei com os textos de segunda a sexta, percebi que qualquer coisa é motivo para um post. Por tanto, vamos continua com a meia maratona. Já falei do antes, do durante e de que ainda falta uma. Neste post, vou falar de como estou à procura de algum objetivo para essa uma que falta, em Brasília.

Depois que fiz o recorde pessoal na Meia Maratona de Florianópolis, fiquei pensando no que fazer em Brasília. Sempre soube que um dia o recorde e o sub 1h40 sairiam, mas não imaginava que seria em Floripa. Era uma daquelas coisas que a gente sabe que vai acontecer, não sabe quando, mas parece que está sempre longe. Pois aconteceu. Ainda melhor do que nas minhas melhores projeções. Foi até sub 1h39. Sabia que podia, mas nunca tinha conseguido manter um ritmo constante de recorde durante toda a meia maratona. Foi uma soma de fatores, acredito, e também porque era o dia.

Agora fico eu pensando: o que fazer em Brasília? Não há mais nenhuma pressão minha para conseguir o sub 1h40. Já fiz o que queria no ano e bem melhor do que o planejado. Recorde de novo? Não sei. Depende do dia. Já sei agora que posso e que consegui uma vez, mas essa ainda é a exceção. O padrão nas meias ainda não é sub 1h40. Um objetivo com certeza será fazer pelo menos 1:43:26 para 2015 ser a melhor média de meias maratonas. Um outro objetivo é pelo menos o sub 1h40 de novo. Quero ficar constante nessa coisa de sub 1h40, para fazer novos recordes pessoais e ter algum lastro para uma futura e incerta maratona.

Na pior das hipóteses, sub 1h45 vai servir também. Só que a verdade é que vou ficar pensando em qualquer tempo menor que 1:38:43. Vai ser difícil? Sim. No entanto, se dessa vez não der, sei que já fiz o que queria neste ano. Não vai ficar aquela ponta de frustração por ter tentado o recorde pessoal em quatro meias e não conseguir em nenhuma. Uma outra alternativa seria fazer menos que 1:41:49. Pode não ser sub 1h40, mas teria dois tempos abaixo do até então recorde da vida. Os treinos seguem. Nada mudou. Tomara que 8 de novembro seja o dia, assim como foi o 11 de outubro.

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Golden Four ASICS São Paulo – 02/08/2015

Golden Four ASICS São Paulo
02/08/2015
São Paulo – SP – Brasil
21 km

Resultados

Valor da Inscrição
R$ 120,00

Retirada do kit
A expo cconteceu no WTC (World Trade Center), em São Paulo, das 8 às 18 horas. Local amplo e com vários estandes de marcas. Houve algumas palestras, inclusive uma com o Drauzio Varella. Também havia dicas de percurso, customização de camisetas, massagem, lanche, fotos impressas na hora, pista de velocidade, loja da ASICS e o teste de pisada no Foot ID ASICS. Ficamos 5 horas lá e foi bem proveitoso.

Kit
Não era aquele kit recheado de coisas, mas o que veio era de ótima qualidade. Contava com uma camiseta da ASICS de poliamida referente à etapa São Paulo, uma viseira, sacola, uma amostra grátis de Dorflex em forma de adesivo flexível, um vale lanche e o número de peito, que já vinha com o chip nele, na parte de trás.

Largada
A largada aconteceu em frente ao Jockey Club de São Paulo e foi dividida da seguinte maneira: às 6h45 saiu a categoria PNE. Em seguida, às 6h50, a elite feminina e depois mais duas ondas. A onda 1, com a elite masculina e geral dos pelotões A, B e C, largou às 7h. Dez minutos mais tarde, às 7h10, largou a onda 2, com os pelotões D, E e F. Além disso, os corredores tinham baias separadas de acordo com o seu pelotão. Cada pelotão tinha um número com cor de fundo diferente. Vimos um ou outro caso de corredores no lugar errado, mas no geral, onde estávamos, o pessoal respeitou as indicações. Como havia mais de 5 mil pessoas, só a partir do 3º km é que foi possível correr com mais espaço.

Percurso
Percurso que passa pelo Parque do Povo, USP e Jockey Club de São Paulo. Predominantemente plano, com apenas quatro subidas que não eram pesadas. Ida e volta na Ponte Cidade Universitária e ida e volta no túnel logo do começo da prova. Muito bom para fazer tempos rápidos. Mesmo as curvas e retornos não atrapalham tanto.

Hidratação
Postos de hidratação em enorme quantidade. A cada três quilômetros, água e isotônico em saquinhos. Além disso, estavam bem espaçados. Caso o corredor não conseguisse pegar em uma mesa, havia outras disponíveis. Para completar a fartura, tinha distribuição de gel no km 12.

Distância
Distância correta.

Pós-prova
Depois de cruzar a linha de chegada, tinham água à disposição e mais à frente retiravam sua medalha, ganhavam um isotônico em saquinho, caminhavam mais um pouco, pegavam o lanche e uma toalha da prova.

Medalha
Medalha grande. Uma das maiores que recebemos este ano. A arte da medalha remete à cidade de São Paulo. Na parte de trás, consta ainda a data e a cidade da prova, com um espaço para o corredores que quiser gravar o tempo.

Concluintes
Total: 5.318
21 km: 3.813 homens (72%) – 1.505 mulheres (28%)

Comentários finais
O Circuito da Golden Four ASICS chegou ao seu quinto ano e se consolidou como um dos melhores do Brasil. As meias maratonas da Golden Four facilmente estão entre as melhores do país. Todo o antes, o durante e o depois envolvem o corredor com a prova. A expo tem 10 horas de duração e conta com palestras e eventos paralelos. Prende a atenção do corredor por algumas horas. O percurso plano, a organização da prova, a hidratação, tudo colabora para que o corredor faça sua melhor meia maratona. O chip no número é uma ideia muito boa. Evita aquela chatice de ficar amarrando chip no tênis. As fotos disponibilizadas nas redes sociais durante e após a corrida é outra ótima ideia.

As fotos postadas no Instagram utilizando a hashtag do evento eram impressas e ficavam à disposição dos corredores. Tinham também um painel com o nome dos inscritos na entrada da expo. Outro painel enorme foi separado para os corredores assinarem e deixarem suas mensagens. Ainda tem o fato de premiar o top 100 masculino e o top 20 feminino com medalhas douradas. Fato este que teve algumas irregularidades por parte de corredores trapaceiros e gerou uma nota oficial da ASICS e da Iguana Sports. Se você procura uma ótima meia maratona, uma boa prova, um evento organizado, com praticamente tudo que um corredor procura, a Golden Four é uma ótima escolha.

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Coluna do Enio – Meta 4

Compartilhei na coluna passada as metas para a Golden Four São Paulo. Fiquei no AT LEAST YOU TRIED das metas. Sabia que precisava dessas outras 6 metas além da principal que era o sub 1h40. Não é e não seria fácil. Como penso sempre no pior, queria algo para me manter correndo mesmo quando visse que o tempo não viria.

Posso dizer que no primeiro quilômetro já percebi que não era o dia. Os quilômetros seguintes só foram me confirmando isso. Foi aquele dia que não foi. Muito esforço e pouco resultado. Fazia força e o relógio não refletia o esforço hercúleo que eu tinha a sensação de estar fazendo. Na Meia de Floripa, por exemplo, o ritmo saiu mais fácil e constante.

Na Golden Four, fazer abaixo de 4:50 min/km estava difícil. Parecia menos de 4:30. Mesmo não rendendo, tentei manter os ritmos abaixo de 5 min/km. A meta 3, do recorde do ano, ficou para trás depois do 15º km. E aí teve outro problema. Entre 1:42:30 e 1:44:59 há muitos minutos. Sabendo que o primeiro não sairia, não fiz mais tanta força e fui controlando o sub 1h45. Talvez um sub 1h44.

Não pensem que esse não fazer força foi algo por vontade própria e deliberado. Depois do km 15, o que não estava rendendo desde o começo, ficou pior. Já tinha se passado mais de 15 km e mais de 1h10 correndo. Não estava com dores, mas cansado, meio quebrado. A parcial do km 16 ao 20 foi minha pior na prova. Corri 5 km em 25 minutos. O corpo já não ia mais.

Fatores são vários, mas o que senti mais falta para as coisas não renderem bem foi do aquecimento pré-prova. Negligenciei essa parte importante. Tinha ainda 20 minutos para a largada e o burro aqui resolveu entrar logo na baia. Aqueci, se muito, uns 5 minutos, mal e porcamente, ali dentro. Deveria ter aquecido e entrado depois na baia. ÓBVIO!

Tinha muita gente largando. Não ia fazer diferença nenhuma, já que estava separado por baias. O congestionamento nos quilômetros iniciais seria o mesmo. Poderia ser diferente, mas poderia não ser. Nunca vou saber, só supor. Pelo menos a minha perna não atrapalhou. Não estava 100%, tenho certeza, mas ela se comportou direitinho depois da última semana.

O bom de não conseguir o objetivo é que vou continuar tentando. A corrida também teve coisas boas. Foi minha 24ª meia e meu quarto melhor tempo na distância. Mesmo não rendendo bem, consegui correr quase todas as parciais abaixo de 5 min/km, o que rendeu um sub 1h45 (apenas o quinto da minha vida). O possível para o dia já foi bem impossível anos atrás.

Disse o treinador: “relaxa, tem dia que não vai. Borá treinar para as próximas”. É o que farei. Continuar treinando. Tenho certeza que não fui privilegiado pela genética para correr rápido. Se a minha vida de meias tiver que se resumir em fazer sub 1h45 já vou ficar bem contente. No entanto, vou tentar melhorar. Um dia o sub 1h45 estava longe. Agora ele sai em um dia não tão bom. De repente, no futuro, acontece a mesma coisa e o número muda para sub 1h40. Vamos em frente.

Curiosidade curiosa. Meu top 5 em meias maratonas:

  1. 1:41:49 – Golden Four ASICS Porto Alegre – 30/06/2013
  2. 1:42:30 – Meia de Floripa – 14/06/2015
  3. 1:43:49 – Meia Maratona de Florianópolis – 24/03/2013
  4. 1:43:55 – Golden Four ASICS São Paulo – 02/08/2015
  5. 1:44:06 – Meia Maratona de Balneário Camboriú – 19/05/2013

*2013 foi meu melhor ano. SAUDADES <3!

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Coluna do Enio – Um treino de cada vez

A planilha de treinos chega e já mostra durante quatro semanas o que vou ter que fazer. Assim que a recebo, dou uma olhada geral, mas com foco principalmente nas terças e quintas, que são os dias de intervalado, e nos sábados, que é o dia do longão, para saber o que me espera.

Depois disso, colo a planilha no armário e vou tentando viver um dia de treino de cada vez. Quando olho para a planilha, às vezes o olho vai um pouquinho mais para o lado e já dá uma bisbilhotada no que vai ter na terça, mas o foco é sempre no dia atual.

Não adianta sofrer por antecipação, nem ficar pensando no que está por vir. É até melhor evitar. Nas segundas e quartas tenho apenas rodagens em ritmo confortável. Já é um alívio em comparação com os dias de intervalado. Só não é melhor do que o dia de descanso.

Geralmente, acordo pensando no que vai ser o treino do dia, seja intervalado ou rodagem normal. Quando termino o treino, risco aquele dia da planilha e, aí, começo a pensar no próximo dia de treino. Não adianta pensar nos 15 intervalados de 1’30” com intervalo de trote de 1’10” na quinta se ainda nem fiz a rodagem de 50 minutos da segunda.

Claro que é muito mais comum ficar pensando nos intervalados. A rodagem é tão, por assim dizer, tranquila, que de vez em quando me pego imaginando os tiros do dia seguinte. Tenho tentado evitar. Por partes, degrau a degrau, vamos em frente. Faltam menos de duas semanas para a Golden Four SP e é mentira que esteja pensando na prova todos os dias.

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Coluna do Enio – Começando de novo

Depois de longo e tenebroso inverno, voltei a escrever no espaço que tem meu nome no site. Se tudo der certo, espera-se que esta coluna seja semanal, saindo toda quarta-feira (ou não). Portanto, fiquem atentos! A melhor coluna do mundo das corridas (mentira) terá dia da semana para sair.

Às vezes, falta assunto. Às vezes, falta vontade. Porém, há um fato novo que vai abastecer esta coluna: meus treinos da semana. Desde 20 de abril, troquei de treinador. Sou grato aos serviços prestados pelo Enio Augusto, pelos recordes, desde os 5 km até a maratona, mas estagnou. Não havia mais evolução. O treino feito de Enio para Enio não estava mais trazendo resultados.

Assim, Enio Augusto foi substituído por Adriano Bastos. Parece uma boa troca, né? Acertamos tudo e os treinamentos vão ser direcionados para as duas provas alvo que tenho em 2015: a Golden Four SP e a Golden Four DF. Em uma semana, já pude perceber o quanto estava na zona de conforto em relação aos ritmos dos meus treinos.

O objetivo nas duas meias maratonas é fazer sub 1h40′. Se não der, pelo menos terminá-las bem. Acredito que com os novos treinos, terei alguma evolução. Os treinos começaram mais leves na semana passada, com apenas um treino intervalado. Já, nesta semana, tem invervalado terça e quinta e em ritmos um tanto complicados.

Com os novos treinos, fiz algo que nunca pensei em fazer após uma prova: correr mais uma dezena de minutos como forma de complemento de volume para as meias. Aconteceu na Track&Field Shopping Mueller. Corri 5 km forte, do jeito que deu, nas subidas e descidas de Curitiba, em 23:34. Gostei do ritmo, principalmente no final da prova. Logo depois de pegar a medalha e ligar o GPS de novo, saí para rodar mais 50 minutos em ritmo confortável.

De uma coisa já tive certeza: tranquilo e fácil não vai ser. No entanto, para sair da zona de conforto, que estava tão confortável, só fazendo mais força e sofrendo um pouco. A Golden Four SP é dia 02/08 e até lá terei muitos treinos e duas provas, a princípio. Vamos ver o que acontece.

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PFC 45 – Golden Four Asics Brasília

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Nesta edição, temos a participação do convidado especial Danilo Confessor, direto de Brasília, para nos contar mais detalhes e informações sobre a Golden Four ASICS Brasília.

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