Categorias
Blog do Enio

Depois de 5 anos

Cada vez mais confirmo a ideia de quando vamos para uma corrida sem tanta expectativa de recorde é quando há mais chance dele acontecer. Claro que tem dias que você vai para a corrida pensando em tempo e ele sai, mas a pressão de ter que fazer pode criar algumas amarras que não deixam a corrida fluir.

No último domingo, fui participar da Corrida Pela Paz. Na sexta-feira até falei que o objetivo era o recorde do ano, bem possível, era só correr abaixo de 24:30. Pelos treinos parecia que ia dar. Só que fui com a ideia de correr o mais forte possível, sem ficar cuidando do ritmo. A vantagem de ter um Garmin 10 é que a tela dele disponibiliza apenas duas informações. Optei por deixar distância e tempo.

Tem a segunda tela com tempo e ritmo da volta, mas não quis ficar nela. Preferi adotar o que venho fazendo nos treinos. A maioria deles é intervalado e não penso no ritmo. Foco na sensação de esforço e faço o melhor daquele dia. Vejo o resultado depois quando transfiro a atividade para o computador.

Na corrida fui pensando nisso. Fazer o melhor e descobrir depois o que ia acontecer. O lap automático do Garmin estava ligado. Então, a cada quilômetro, um apito e uma olhada para conferir o ritmo. Tentava perceber qual era o esforço e manter, mas durante um quilômetro seguia meio às cegas. Tenho gostado disso. Menos apegado no ritmo durante a corrida.

Claro que quero correr o mais rápido e bater todos os recordes possíveis, mas não fica mais preocupado com o ritmo do momento. Largo, corro, faço força e no final vejo se deu certo. Durante a corrida dá para ter ideia se vai dar também, mas a informação não é tão constante. Se olho para o relógio, consigo ver a distância e o tempo e talvez calcular alguma coisa.

Como o recorde do ano estava meio garantido, se nada desse errado, pensei no sub 24. Teria que correr abaixo de 4:48 min/km. Com as primeiras parciais vi que ia dar. Mais no fim da corrida percebi que o sub 23 era possível. Quando terminei em 22:50, sabia que tinha saído o recorde do ano. Mais tarde, vi que era o recorde da vida também.

O anterior, homologado pelo DataEnio, era de 21/04/2012, com 23:09. Depois disso, até corri abaixo desse tempo. Uma também em 2012, outra em 2013 e mais uma em 2015. Em ambas, embora na projeção e no ritmo médio fosse recorde, a distância foi a menor.

Aliás, na corrida de 2013 e de 2015 tive ritmo médio de 4:24 e 4:27, respectivamente, melhor do que o 4:32 do último domingo. O sonho é um dia correr na casa dos 20 minutos. Se não chegar lá, quero pelo menos unificar os recordes, tanto pelo tempo quanto pelo ritmo médio. O próximo objetivo é tentar baixar dos 22:30.

Vamos aos poucos. Fiquei apenas 17 segundos disso e até parece pouco, mas na questão do ritmo é uns 3 segundos por quilômetro. Dependendo do dia, não tem de onde tirar essa diferença. Por enquanto, vou curtindo esse novo recorde dos 5 km depois de mais de 5 anos. Também, desde 2015 não fazia um recorde pessoal. Domingo foi um bom dia. Dia 05/11 tem mais nos 5 km do Circuito Athenas em São Paulo.

Categorias
Geral

Quando quase sai o recorde

recordeEstava para escrever isso há algum tempo, mas sempre fui adiando. Lá no dia 24 de abril, há quase um mês, o Eliud Kipchoge venceu a Maratona de Londres e ficou a 8 segundos do recorde mundial. Depois desse fato, fiquei pensando e tentando lembrar se na minha vida de corredor amador já tinha acontecido algo desse tipo.

Ficar a segundos de um recorde pessoal, faltando quase nada para alcançá-lo. Pensei, pesquisei, fui atrás e nunca aconteceu. O que costuma acontecer é nas provas de 5 km eu conseguir uma melhor marca na média do ritmo, mas a prova não tem a distância, aí fica um quase, mas não porque corri menos do que o recorde anterior.

Nas minhas buscas e lembranças, reparei que geralmente eu bato bem o recorde pessoal na distância. Nunca fiquei nessa situação, de correr, fazer força e ficar faltando quase nada. O que acontece, geralmente, é eu ter certeza que vou bater o recorde e acabo batendo, com alguma margem até, ou eu vejo que não vai dar e diminuo o ritmo.

Exemplos: nos 10 km, passei de 45:35 para 53:04, aí fiz 47:20 e 45:46. Depois dos 45 minutos, tive algumas tentativas, mas a melhor ficou em 47:29. Bem distante. Na meia, a mesma coisa. Quando melhorei o tempo, foi com alguma margem. Quando não ia ser possível, o ritmo diminuiu e até pode ter saído um tempo bom, mas não recorde.

Por fim, nas consultas encontrei um caso apenas de ficar a segundos do recorde pessoal. Em 2013, fiz 1:43:49 na Meia de Florianópolis. No mês seguinte, em Balneário Camboriú, fiz 1:44:06. O diferente desse caso é que na Meia de Balneário corri sem olhar para o Garmin, na sensação de esforço. Não sabia o tempo que estava fazendo. Só corri e descobri o tempo quando passei pelo portal.

Ou seja, a única vez que fiquei a segundos de um recorde pessoal, 17 segundos para ser exato (e 18 para bater), eu não sabia que estava tão perto. Talvez, se soubesse, ia acelerar um pouco mais, ou já teria diminuído antes. Com objetivo de tempo, de olho no relógio, ainda preciso de uma situação assim para ver se um dia fico a segundos de um recorde, imitando o Kipchoge.

Categorias
Geral

Como funciona o DataEnio

O DataEnio é um instituto que tem como objetivo reunir todas as minhas manias. Desde conferir estatísticas das provas, número de concluintes, elaborar dados até a aferição das distâncias das corridas. A área em que o DataEnio mais atua é esta última: as distâncias corretas nas provas. Se você compra três repolhos e te entregam dois, está errado, não? (Baita exemplo). Porque então estaria errado e seria chato reclamar de uma prova de 10 km que tem 9,8 km? Não está e não é.

Hoje vamos falar sobre como funciona o DataEnio para validar distâncias em uma prova e, consequentemente, homologar meus recordes pessoais. Antes de começar, lembro que já fizemos o PFC 113 sobre recorde pessoal, onde explico um pouco o que vou escrever abaixo. Outro adendo é que este é o MEU critério. Cada um pode ter o seu do jeito que bem entender. Acredito que é importante ter algum. Uso este critério para analisar as minhas corridas. E das outras pessoas também.

O DataEnio já atuou fazendo as estatísticas dos concluintes da Corrida de Angelina.

Como funciona? Simples:

  1. Prova aferida oficialmente pela CBAt, IAAF e coisas do tipo, com certificado e tal, pelos medidores credenciados.
  2. Se o 1 não der certo, no Brasil não são todas as provas que tem isso, prova aferida pela organização com aquelas bicicletas calibradas ou algo do tipo. Não precisa ser oficial, desde que esteja medida e com a distância correta.
  3. Em qualquer uma das hipóteses acima, o GPS precisa marcar a mais.
  • Se o 1 e 2 não for possível, vai complicar. Não é o ideal, mas pode ser medido pelo GPS. Sou chato, mas razoável. Porém, dificilmente algum organizador vai falar que mediu por GPS ou Google Maps.

Observações:

  • Vale apenas para corridas de rua, asfalto. No meu critério não entram provas em trilhas e montanha. Tais provas são um mundo à parte.
  • O GPS usado precisa ser Garmin ou algum outro relógio GPS de pulso. Aplicativo de celular não conta. Eles são muito mais imprecisos. No meu caso, é o Garmin, o mais preciso de todos os imprecisos.
  • Se o Garmin der a menos, nem considero os tempos e recordes (exceto no caso do número 1 lá de cima) . Faço projeção, mas não é válido para homologar um recorde pessoal.
  • Se o Garmin der MUITO a mais, também temos problemas, porque ele não erra tanto assim.
  • Se o Garmin der exatamente a distância, é ruim. O GPS não pode dar exato. Ele não é preciso a este ponto. Fico muito relutante em considerar um recorde pessoal assim.
  • Considero ideal o GPS marcar aproximadamente 1% a mais do que a distância da prova. Pode ser um pouco mais de 1% ou um pouco menos, mas tem que ser maior do que a distância da corrida.
  • Não acho plausível em uma corrida de 10 km o GPS marcar 9,98 km. São 20 metros, oras. Você pede uma pizza gigante e vem uma pequena. Qual o problema, não é mesmo?
Categorias
Geral

Algumas provas

Precisava de uns treinos e que o cartão virasse para confirmar algumas inscrições e provas para definir meu calendário. As únicas provas nas quais estava inscrito até então eram a Corrida Adria Santos, dia 19 de junho, em Joinville, e a Volta da Pampulha, diz 4 de dezembro. Agora já tenho mais três confirmadas: a Meia de Floripa, dia 12 de junho, a ASICS Golden Run Brasília dia 13 de novembro e a Run, Floripa!, prova de 5 km que vai abrir meu calendário de corridas no dia 10 de abril.

Essa Run, Floripa! apareceu semana passada e é em homenagem aos 343 anos de Florianópolis. O aniversário foi dia 23 de março, mas a corrida é dia 10 de abril. Uma diferença ínfima de 18 dias entre uma e outra. Tudo bem. O que me interessa mais é que serão, em tese, 5 km e vou poder testar de verdade como estou depois de ter recomeçado os treinos em fevereiro. Fiz até agora um treino bem sofrido de 5 km em 24:56.

A ideia é fazer o novo recorde pessoal nos 5 km. E aí temos dois problemas: talvez eu ainda não esteja bem preparado para isso e não confio que a prova vai ter 5 km até completá-la. Meu recorde oficial dos 5 km é 23:09. Ano passado, na Corrida Adria Santos, se a prova tivesse 5 km, faria algo em torno de 22:14. Como não tinha, ficou só o recorde de ritmo, o que não me serve muito. A primeira tentativa de recorde nos 5 km vai ser na Run, Floripa!

A segunda tentativa de recorde dos 5 km vai ser na 3ª Corrida Adria Santos. Ou seja, terei uma oportunidade em abril e outra em junho. Se alguma das duas tiver realmente a distância, poderei ter um novo recorde. Acredito que com um nível de treino adequado, correr abaixo de 23:09 não é tão sofrido. Ano passado, correndo com o Nilton para ajudar ele a fazer o recorde dele nos 5 km, corremos para uns 23:26. Então, se tiver 5 km, devo conseguir. OREMOS!

Tem ainda ali duas meias maratonas nas quais vou tentar o recorde pessoal ou qualquer coisa abaixo de 1h40. Se tudo der errado, pode ser os recordes pessoais nas provas ou um sub 1h45. Vale também. Tudo vai depender dos treinos. No atual momento, fazer sub 2 horas é a única coisa que talvez seja viável. Percebe-se, portanto, que há objetivo a longo prazo. Até dia 13 de novembro tenho motivos para treinar.

Também tem a Volta da Pampulha dia 4. Até lá, espero estar bem treinado para pelo menos bater meu recorde na prova. Há o objetivo de correr com ritmo médio abaixo de 5 min/km, mas isso só vou decidir e ver se é viável lá na frente. As milhares de pessoas e a largada tumultuada podem não deixar. Deixa para depois. O fato é que já estou inscrito em 5 provas. O foco é nas meias e estou de olho no que pode aparecer.

Resumindo as provas do ano por enquanto:

  • Run, Floripa! – 5 km – 10/04
    • Objetivo: recorde nos 5 km
    • Recorde nos 5 km: 23:09 (2012)
  • Meia de Floripa – 21 km – 12/06
    • Objetivo: recorde pessoal ou recorde da prova
    • Recorde pessoal: 1:38:43 (2015)
    • Recorde da prova: 1:42:30 (2015)
  • 3ª Corrida Adria Santos – 5 km – 19/06
    • Objetivo: recorde nos 5 km
    • Recorde nos 5 km: 23:09 (2012)
  • ASICS Golden Run Brasília – 21 km – 13/11
    • Objetivo: recorde pessoal ou recorde da prova
    • Recorde pessoal: 1:38:43 (2015)
    • Recorde da prova: 1:41:09 (2015)
  • XVIII Volta da Pampulha – 18 km – 04/12
    • Objetivo: recorde da prova
    • Recorde da prova: 1:45:52 (2012)
Categorias
Blog do Enio

Meia maratona em detalhes

Ontem contei como foi o antes e o planejamento para a Meia Maratona de Florianópolis. De tudo aquilo que foi planejado, o mais difícil mesmo era fazer as parciais dentro do pretendido. Por uns 10 km eu sei que sempre deu, mas depois era um mistério. Lap manual, sem gel, sem água, em jejum e o aquecimento foram tranquilos. Nada muito diferente do que faço. Desta vez, dei atenção especial ao aquecimento. Só que achei que a largada era às 7h. Na verdade, era às 7h10. Com isso, acabei me adiantando 10 minutos no aquecimento. Não atrapalhou, mas podia ter terminado ele mais perto da largada.

Uma das partes mais importantes desta meia foi o lap manual. Sabia que o Garmin ia marcar a mais. Ele TEM QUE marcar a mais. Se deixasse no lap automático, ia ouvir o apito e ver a placa lá na frente. Decidi que ia fazer tudo manual. Confiaria na prova e correria, em todos os sentidos, o risco. Quando é meia maratona, acredito mais na organização. A chance de fazerem coisa mal feita nos 21 km é menor. Na tela do meu simples Garmin Forerunner 10, com apenas dois campos de visualização, deixei o tempo total de prova e o ritmo da volta. Assim, controlava meu ritmo daquela volta e daquele suposto quilômetro e não pensei que tinha algo errado quando a volta manual mostrou 1 km em 5:29 e o seguinte em 3:56. Eu sabia que estava no ritmo. O tempo total também me dava essa noção.

Sobre a prova em si. Queria fazer como sempre treino. Em jejum, sem água, sem gel, sem frescuras. E assim foi. Só faltava mesmo acertar a parte do ritmo. No sábado, até pensei em escrever no braço o que deveria fazer a cada 5 km, mas esqueci. Nem precisou. Durante uma corrida em que vou para tempo, ocupo minha cabeça com o ritmo e com as contas e somas e projeções. Para não criar demasiada expectativa, coloquei uma meta plausível: cada 5 km em 23:45, média de 4:45 min/km. O que me daria 10 km em 47:30, 15 km em 1:11:15 e 20 km em 1:35:00. Aí, sobrariam 5 minutos e 1,195 metros. Se seguisse isso certinho, provavelmente faria 1h40 baixo, mas seria meu recorde pessoal da vida, o que já seria muito bom.

Apenas para título de informação, foi durante a prova que calculei mais ou menos o total dos 15 km. É complicado somar números quebrados. Para ter ideia, eu pensava que era 1:10:45. Errei por 30 segundos. Fora isso, para não ficar a cada 5 km sem ter com o que me ocupar, estabeleci um objetivo de tempo para os 7 km, 14 km e 21 km. Peguei 1h40, transformei em minutos, dava 100 minutos, dividi por 3 e deu uma dízima periódica. No meio de uma corrida não pode dar dízima. Aí arredondei e botei como objetivo fazer perto dos 33 minutos. Se fosse abaixo, melhor, mas poderia ser um pouco acima. Só em casa fui perceber que podia ter escolhido 33:20, mas na hora tem coisas que a gente nem se dá conta. E foi tudo tão mal planejado e na hora que fiquei com um hiato do km 10 ao km 14 sem ter muitas contas para fazer. Tive que me virar de km em km.

Vamos dividir a meia em partes:

1 a 5 km – 23:26. média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5,04 km.
Comecei devagar, já nem contando muito com o 1º km. Queria fazer abaixo de 4:50, mas não ia ser o fim do mundo. As coisas foram melhores que o esperado e saiu média de 4:46. Essa primeira parte dos 5 km pega uma vez os viadutos da prova, na ida. Ou seja, sobe e desce uma vez. Talvez tenha sido pela descida do viaduto, talvez pela leve descida da Beira Mar embaixo da Ponte Hercílio, talvez pelo começo de prova, mas recuperei o começo que nem foi tão lento assim e fiz o km 3, 4 e 5 com média abaixo de 4:40. Nessa parte, estava já com 19 segundos de vantagem com o que tinha me proposto. Em todas as parciais de 5 km, fiquei com alguns segundos de vantagem, como poderá ser visto no decorrer do texto.

6 a 10 km – 23:33 – média de 4:43. Distância que o Garmin marcou: 5,05 km
Tempo total: 10 km em 46:59.
Nesta parte, tinha a volta do viaduto da ida e mais um viaduto que só pegamos no retorno. Nestes 5 km foi também onde aconteceu o maior erro das distâncias no lap manual. O km 7 marcou 1,16 km e o km 8 teve 0,85 km. Como o km 7 pegava toda a terceira subida do viaduto mais uma subidinha da Beira Mar (é um falso plano), acabou saindo 4:44 de média. Os outros quilômetros, 6, 8, 9 e 10 saíram entre 4:37 e 4:40. Foi a pior parcial dos 5 km (a maior distância que o Garmin marcou também), mas o tempo dos 10 km seria minha terceira melhor marca da vida na distância.

11 a 15 km – 23:27 –  média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 15 km em 1:10:26.
Depois do retorno para quem fazia 10 km, a pista era toda nossa e neste momento vi uma placa de marcação de quilômetro do outro lado da pista. Ela indicava para os atletas que estavam voltando que ali era o 20º km da prova. Fazendo uma conta rápida, logo me dei conta que o retorno não seria no elevado do CIC e também não seria no Iguatemi. Até olhei o mapa do percurso nos dias anteriores, mas nem me lembrava disso. O retorno seria na rótula da UFSC. É uma parte crítica. Nós vamos muito longe para voltar. Um dos problemas dessa parte é o asfalto da Beira Mar ser inclinado. Perdi um pouquinho de tempo no km 12 e 13, mas recuperei nos outros dois. Cada placa de km que eu via me fazia acelerar um pouquinho para tentar melhorar o ritmo. Ao ver no km 15 o total de 1h10, já comecei a fazer as contas. Opa. Tenho 29 minutos para fazer 6 km. Se 30 minutos é 5 min/km, 30 – 29 é 1 minuto, que é 60 segundos, que dividido por 6 dá 10 segundos por quilômetro. Logo, média de 4:50, sendo que meu pior ritmo foi o do primeira volta a 4:46. Parecia que ia sair o sub 1h40.

16 a 20 km – 23:22 – média de 4:40. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 20 km em 1:33:48.
Acabou sendo a parcial mais rápida da prova, mas ela é meio mentirosa. Explico. Do km 17 ao 20, mantive a média entre 4:42 e 4:44. Era aquela parte chata que já tinha ido e agora tinha que voltar. Logo antes de completar 15 km, havia o retorno. Com isso, do outro lado da pista avistava os amigos. Cumprimentá-los, falar com eles, sinalizar, enfim, fazer contato de alguma forma me fez correr mais. A parte psicológica deve explicar. Fiz o 16º km com média de 4:33 e houve momentos que estava a 4:24. Diminui um pouco e mesmo assim ficou baixo. Acho que isso pode ter me atrapalhado nos quilômetros seguintes. Nesta parte final, cada km alcançado era uma conta nova. 16 km em 1h15. Opa, opa. Fazer 5 km em menos de 25 minutos é fácil. Só não poderia deixar o ritmo cair. 17 km em 1h19. ORRA!  Tenho mais de 20 minutos para fazer 4 km. VAI DAR! 18 km em 1h24. O quê? Mais de 15 minutos para 3 km? Lógico que vai dar! Sou cético, mas no km 19 com 1h29 eu acreditei. JÁ DEU! Só se fizesse a maior cagada da minha vida ou quebrasse muito feio para não conseguir. Aí, a cabeça já começou a trabalhar com a possibilidade real de sub 1h39. O km 20 só me confirmou isso.

21,0975 km – 1 km em 4:34 – 0,975 metros em 21 segundos. Distância que o Garmin marcou: 1,12 km
Tempo total: 1:38:43 – NEW PERSONAL BEST MOTHERFUCKER WORLD RECORD
Faltava 1 km e o último km TEM QUE SER o mais rápido. No treino é assim. Na corrida também. No km 20, até tentei acelerar, já dar o sprint, mas não foi. Pelos laps manuais, não foi o mais rápido, mas pelo ritmo foi. Confesso que tentei acelerar e fazer abaixo de 4:30 o último quilômetro, mas não deu. O peito do pé começou a doer, talvez pelo nó do cadarço e as pernas não quiseram ir. Estava até achando que não ia fazer nem ritmo abaixo de 4:40. Só que aí apareceu a reta final, o portal, a chegada, tudo, e o ritmo começou a aumentar naturalmente, de repente, como se nem tivesse corrido 21 km. Foi aumentando, aumentando, quase esqueci de apertar o lap manual da placa de 21 km, fui chegando, acelerando e olhando aquele maldito relógio da chegada. Queria chegar no tempo bruto também abaixo de 1h39. Não deu, mas o recorde saiu e o ritmo dos últimos metros ficou em 3:43 de acordo com o Garmin. Durante este último quilômetro, pensei que dava para fazer 1:38:30, mas me dei conta que não ia rolar quando precisava fazer quase 100 metros em 8 segundos. Nesses metros finais e depois, fiquei até emocionado.

BÔNUS – MOMENTOS 7 km

1 a 7 km – 33:48 – média de 4:50.
Parte que poderia ser crítica se estivesse com o lap automático. O km 7 teve 1,16 km, de acordo com a volta manual. O km 8, por outro lado, teve 0,85 km. Ou seja, a placa dos 7 km estava um pouco à frente. No entanto, seguindo meu ritmo de volta, vi que estava em 4:44 min/km. E no 8º km fiz 4:39 de média. O total dos 7 km deu muito mais alto, cerca de 40 segundos a mais. Achei estranho, mas continuei seguindo o ritmo da volta, que estava constante. Esperava que em breve fosse ser corrigido e já na placa de 8 km as coisas se ajeitaram. Por essa razão, o primeiro terço da prova não considerei nas minhas contas de cabeça porque estava fora do normal e a projeção não ia estar certa.

8 ao 14 – 31:59 – média de 4:34
Tempo total: 14 km em 1:05:47
Se antes o tempo foi maior, aqui o tempo foi menor em quase 50 segundos, devido ao 8º km ser “menor”. Se fosse para deixar as coisas mais reais, diria que a primeira parte foi em 33:08 e a segunda parte em 32:48. A soma desta segunda parte, no entanto, está normal, já que equalizou o erro do km 7 e 8. Então, na primeira parte, em teoria, passei pouco acima do objetivo e a segunda parte abaixo. No total, 13 segundos de vantagem pelo que tinha pensado.

15 a 21 – 32:35 – média de 4:39
Tempo total: 21 km em 1:38:22
A parcial de 7 km mais rápida, mas também influenciada por aquele km 16 exagerado. De todo modo, fechei ela com 38 segundos sobrando. Era impossível não fazer o sub 1h40 e o sub 1h39 estava bem na minha frente. Quando deu a dízima, arredondei para baixo porque pensei que se fizesse tudo em 33 minutos, sobraria 1 minuto para fazer 100 metros. Se pensasse em 34, o total daria 1h42. Coloquei o objetivo mais baixo para, caso não conseguisse ficar nele, ainda que ficasse um pouco acima, estaria no tempo de recorde pessoal e possivelmente de sub 1h40.

BÔNUS PLUS – ALIMENTAÇÃO
A parte mais rápida e fácil. O último alimento que comi foi um brigadeiro às 17h na festa de aniversário da filha da minha prima. Desde lá, só água. No domingo, acordei e tomei um copo de água. Durante a prova, um copinho de água no km 12 e no km 18. Só para molhar a boca e o rosto. Isotônico não. Gel não. Banana doce não.

Acredito que não esqueci de nada. Foi uma prova onde tudo deu certo e o ritmo encaixou desde o começo. Não me matei e nem senti que estava quebrado ou passando mal. Foi o dia. Simplesmente fluiu. Sem muito esforço, o ritmo se mantinha. Muito diferente da Golden Four SP, onde para sustentar 5 min/km foi uma tortura. Gostei muito de usar o lap manual e provavelmente é isso que farei nas próximas meias.

Agradecimentos ao Adriano Bastos, que com as planilhas me fez voltar a ter a disciplina que perdi em algum momento lá por 2013. Consegui ter uma rotina e o objetivo do ano (pensava até que era da vida nas meias, mas agora vou rever isso) foi alcançado. Desde abril, venho treinando regularmente. Seis meses depois, nasceu o recorde.

Foi o post mais longo e detalhado que já escrevi aqui. Fiquei mais de duas horas escrevendo e montando ele. Mais tempo do que fiquei correndo. Cansa mais, inclusive. Aproveitem. Isso não deve se repetir. Agradeço a todos que leram o texto do começo ao fim. Tem louco para tudo.

Categorias
Geral

Domingo abaixo de 49

O post de hoje só poderia ser um: o desempenho do nosso estimado colega Nilton Generini na Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis. Na sexta, falei que o objetivo era fazer os 10 km abaixo de 49 minutos. Porque abaixo de 50 era muito tranquilo para ele. O Nilton não gosta de correr forte e fazer força, mas 49 sai, é só ele se esforçar um pouquinho. Nem precisa de muita coisa. Abaixo de 49 já tinha que acelerar mais. O domingo amanheceu com chuva, assim como a sexta e o sábado. Imaginem a vontade que o Nilton estava de correr. A largada ainda mudou de 7h30 para 7h. Pensem no ânimo do nosso amigo quando o encontrei faltando 20 minutos para a largada. De lá fomos nos posicionar, não sem antes dar um trotezinho fajuto de nem um minuto para “aquecer”.

Por uma dádiva divina, o GPS do Nilton não localizou os satélites de jeito nenhum. Apenas o meu funcionou. O dele só foi funcionar de fato depois de 500 metros. Isso foi bom porque ele não teria uma noção tão exata do tempo e ritmo. Eu saberia das parciais e como estávamos no momento certo. Menos uma chance de ele se sabotar. Pois bem. Largamos e mantivemos o ritmo bem constante. A meta era todos abaixo de 4:54, para ter uma folguinha e chegar no sub 49 minutos. Para fazer 48:49, uma média de 4:53 é suficiente.

Saímos a 4:52, depois 4:52, 4:47, 4:55, 4:55, 4:55, 4:57, 4:52, 4:57 e 4:45. Fizemos a primeira metade em 24:20 e a segunda em 24:24 mais ou menos. Fomos bem constantes, mas nosso jovem menino não estava aguentando o ritmo. Várias foram as vezes que olhei no GPS o ritmo de 4:58, olhava para o lado à procura dele e nada. Ele estava um pouco mais atrás. Sou um pacer legal, diminuía o ritmo às vezes, mas me incomodava ver que poderíamos ficar um pouco acima da média desejada. Na Track, são duas voltas de 5 km e nos últimos 2 km havia promessas de que alguém iria dar um sprint e fazer força máxima. Esse alguém não apareceu. Ficamos no mesmo ritmo e até perdemos um pouco da folga no 9º km. No último quilômetro, o momento do sprint final, faltou perna. Tive que voltar duas vezes para alcançar o Nilton que tinha ficado para trás. Mesmo assim, saiu o sub 49!

Recomendo a todos um dia verem o Nilton em uma chegada pós-prova que ele correu forte. É uma mistura de irritação, com passando mal, questionando por que fez isso e comemorando. Pelo meu Garmin, deu 9,99 km (acho que voltar duas vezes aumentou a distância nele). Não vi nenhum GPS marcando mais de 10 km. Pelas regras do DataEnio, não valeria o recorde, mas essa rigidez só se aplica a mim. O Nilton é flexível. No máximo dos máximos, teríamos que adicionar uns 15 segundos no tempo e mesmo assim daria sub 49.

O meu tempo líquido oficial da prova foi 48:41. O Nilton chegou do meu lado ou um pouco à frente. Mesmo que ninguém diga, ele fez sim. Eu vi! Vocês podem fazer a projeção que bem entenderem, mas daria sub 49 de qualquer jeito. Se o Nilton tivesse um pouquinho mais de onde tirar força, seria um tempo ainda melhor. Como ele não liga muito para essas coisas, vou deixar registrado aqui no post para eventuais consultas que este ano, em um período de 3 semanas, saiu o sub 24 nos 5 km e o sub 49 nos 10 km, que era o que ele queria. Objetivo alcançado. Importante ressaltar que nos dois dava para ter ido melhor. Vejam que até um jovem senhor de quase 50 anos pode correr bem e forte se quiser. Todo mundo pode. É só querer. E se tiver um coelho ritmado que nem eu, melhor ainda.

Categorias
Geral

Sub 50 alheio

No próximo domingo, será realizada a Track&Field Run Series Shopping Iguatemi aqui em Floripa. Prova tradicional do circuito. É a prova mais antiga da qual participo desde que comecei a correr. Todo ano, desde 2010, faço uma prova da Track. A organização, o percurso, tudo sempre me faz querer voltar. O valor da inscrição não é muito atrativo, mas se você faz uma triagem de corridas acaba compensando.

A prova é tão legal que na minha planilha particular de anotações, tem todas as Tracks que fiz juntamente com todas as meias e maratonas. Sempre foi um bom lugar para fazer um novo recorde pessoal. Foi lá que todas as melhores marcas da vida em determinado momento foram feitas. Sub 55, sub 54, sub 50, 45:46.

A Track larga cedo e é em um percurso plano, na Beira Mar. Não tem muito erro. Mesmo em dias quentes, não é tão quente assim. Em princípio, usaria a prova deste ano para tentar mais uma vez o sub 45 nos 10 km. Mas aí veio o Nilton dizendo que eu ia ser o pacer dele na corrida para enfim sair o sub 50 dele de forma oficial.

Não tinha pensado nisso até ele mencionar, mas é uma ótima ideia. Não me mato tanto e ainda corro forte. Nosso objetivo é fazer abaixo de 49 minutos. O Nilton não gosta de correr e fazer recordes. Nem de correr ele gosta, mas decidiu que ia fazer um sub 50. Às vezes, correr forte é legal. Como nosso ilustre colega se sabota muito fácil e desiste da corrida porque pensa demais, uma companhia ajudando no ritmo tende a facilitar a vida dele.

Já fizemos isso duas vezes. Uma foi na Corrida Pela Paz do ano passado. O objetivo era só fazer o sub 50, mas a prova tinha mais de 300 metros A MENOS. Na projeção, daria uns 49 minutos, mas não serve como recorde pessoal. A outra vez foi há algumas semanas no Circuito ParaTodos. Fizemos os 5 km e o objetivo era correr abaixo de 24 minutos. Não tinha 5 km, mas no ritmo e na projeção deu certo.

Domingo, vamos tentar novamente. Desta vez, confiando e acreditando que a Track&Field vai ter 10 km. Geralmente tem. Só não poder dar a menos como os 9,65 km da Corrida Pela Paz. Cada quilômetro a 4:53/4:54 acho que sai. Se o Nilton não ficar com questões existenciais antes e durante, acredito que faremos até melhor do que 48:59. Segunda-feira eu conto como foi, com fotos, registros de Garmin e tempo líquido oficial da prova.

Para quem ainda não conhece, o Nilton é dono do Corridas SC, já fez o Corridas PR e agora lançou o Corridas RS. Em breve, Corridas BR é o caminho natural das coisas. O desempregado que trabalha mais do que a maiores dos empregados no Brasil, diz ele. E também quase o ombudsman deste site. Ah, esse parágrafo não foi patrocinado. Ele jamais pagaria para eu escrever isso. Mas é tudo verdade. Inclusive a parte de que ele jamais pagaria.

Categorias
Podcast PFC

PFC 113 – Recorde Pessoal

[powerpress]

É um dos maiores momentos para todo corredor. O recorde pessoal. Aquela emoção e sensação que todos os corredores já passaram alguma vez na vida. Até quem corre sem se preocupar com tempo sabe qual foi seu tempo mais rápido nas distâncias principais. Pode não saber exatamente, mas é impossível não sabe pelo menos os minutos. Conquistar o tão sonhado RP ou PB depende de diversas situações e variáveis. Nesta edição, falamos sobre o que é um recorde pessoal e quando um recorde vale ou não vale, baseado exclusivamente na nossa opinião e nos nossos critérios. Deixe nos comentários qual a sua opinião sobre recorde pessoal.

Participantes: Enio Augusto, Guilherme Preto e Nilton Generini.

Assuntos mencionados na edição:

Assista à edição 113 no YouTube:

Onde encontrar o Por Falar em Corrida:

Escute o Por Falar em Corrida

Categorias
Geral

Coluna do Enio – O dia do quase recorde pessoal

No último fim de semana em Joinville, foi realizada a 2ª Corrida Adria Santos. Estive lá correndo a prova de 5 km. Fomos em uma excursão de amigos e o meu objetivo nessa prova era fazer meu tempo mais rápido nos 5 km. Já tinha visto e analisado o percurso nos dias anteriores. Até montei o percurso no MapMyRun para me certificar da altimetria da prova. Confirmei que era bem plano e que poderia tentar correr forte.

Só tinha um incômodo na perna direita que vem e vai, mas não atrapalhou no momento da prova. Pois bem. Foi dada a largada e consegui manter um bom ritmo. Faltou um pouco de perna no fim, mas ainda assim o pior ritmo foi até bem forte para meus padrões. Os treinos do Adriano Bastos estão fazendo efeito. Só que este texto não é para falar de como foi a prova em si. E sim sobre como quase consegui o recorde pessoal nos 5 km.

Por aquelas coisas da vida e das corridas que temos bem aferidas, os 5 km tinha menos de 5 km. O meu GPS marcou 4,98 km. Você pode achar que 20 metros não é nada, mas o GPS não pode marcar a menos. Isso é um claro sinal de que tinha menos. E fui dos que mais corri na rua. A maioria das pessoas encurtavam o caminho das curvas passando pela calçada. Parece que estava praticando corrida de calçada e não de rua. Pela média e pela projeção, seria meu recorde pessoal, mas se a corrida não tem a distância, não há recorde.

Em 2013, também participei de uma corrida de 5 km que tinha 4,92 km. Lá fiz minha melhor média, 4:24 min/km. No domingo passado, a média ficou em 4:27 min/km. Enquanto não encontro uma prova de 5 km com pelo menos 5 km, o recorde pessoal da distância segue sendo 23:09, mas os recordes não oficiais já somam 3: 23:01 em uma prova de 4,99 km; 21:38 em uma prova de 4,92 km e agora 22:07 em uma prova de 4,98 km.

A única que tinha 5 km foi a Track&Field do Shopping Mueller em Curitiba, mas lá, com as subidas e ainda não tão bem, fiz 23:34. E mesmo assim, o GPS marcou exatos 5,00 km, o que dá indícios de que poderia ter um pouco menos. Sempre desconfio de GPS que dá a marcação exata. Se ele não der uns metrinhos a mais, já acho que tem coisa errada e o percurso era menor. Para não ser tão radical, se a distância der exata, até posso considerar recorde pessoal, mas com ressalvas. Tipo o recorde mundial da maratona do Geoffrey Mutai em Boston 2011. Era o mais rápido, mas não era o recorde oficial.

Sei que já fiz e posso fazer melhor que 23:09, mas está difícil de uma prova ter os ditos 5 km. Cada vez mais tenho certeza que Curitiba é o paraíso das distâncias aferidas, quando comparado com Santa Catarina. Pelo calendário, não tenho mais provas de 5 km este ano. Vou ter que me contentar com o melhor ritmo médio. Enquanto isso, seguimos treinando pensando na Golden Four ASICS SP. A planilha nova do Adriano Bastos chegou e vai ser bem divertido.

Adriano Bastos Treinamento Esportivo. Conheça mais da assessoria clicando na imagem abaixo.

adriano bastos

pb
Foi por pouco!