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Dois terços de longão

Vamos seguir a cronologia da coisa. Amanhã posto da Run, Floripa!. Primeiro, o que aconteceu antes, o longão nem tão longo da sexta-feira. Por causa da corrida de domingo, mudei alguns dias dos treinos para fazer o longão e também correr descansado a prova. Estava tudo certo. Até o clima me ajudou. O sol não deu as caras sexta de manhã. Estava nublado e muito bom para correr. Tinha até uma ameaça de chuva.

Minha ideia inicial era fazer pelo menos 18 km. Ou algo em torno de 1h45. Saí de casa com a ideia de fazer 2 x (8 km + 1 km forte). Como estava me sentindo bem e estava só abafado, mas sem sol, alterei os planos. Resolvi fazer 3 x (5 km + 1 km forte). Comecei mais rápido do que deveria, mas saiu naturalmente. Fiz os 5 km em pouco menos de 30 minutos e era chegado o momento de acelerar.

Fiz o que deu e saiu 1 km a 4:42. Fiquei bem satisfeito. Só que a falta de costume em correr forte tem seu preço. Fiquei exausto e as parciais seguintes saíram para bem mais de 6 min/km. Quando tentei voltar ao ritmo mais normal, depois de ter me recuperado, ali pelo km 8,5 senti uma dor no peito do pé. Daquelas que poucas vezes senti. Era de leve, mas incomodava em alguns momentos.

A partir daí, o ritmo despencou. Entre o km 8,5 e o 11 parei três vezes para amarrar, desamarrar e amarrar o tênis. Pensei que pudesse ser uma amarração mais forte a causa da dor. Talvez pelo momento, por ainda estar aquecido e pelo psicológico, acabou aliviando um pouco, mas a dorzinha estava ali. O pior era estar a 3 km de casa. Pensando no longão de 1h40, dei uma volta maior e estava meio longe.

Como percebi que a dor não ia parar, resolvi eu parar antecipadamente e encerrar o treino antes do previsto. Só que não era uma opção na minha cabeça ir andando até em casa. Precisava fazer pelo menos o 1 km forte do fim da segunda série. Mesmo que doesse mais ou não, não dava para desistir. Incomodou, doeu, não tanto quanto achei, e saiu 1 km a 4:39. Pronto. Agora poderia ir para casa sem frustração.

Antes dessa aceleração, fiz 2 km bem mais ou menos. No fim, deu 12,65 km, dois terços do treino que programei. Acredito que o motivo dessa dor seja o ritmo mais forte empregado no treino de tiro na quarta e na sexta. A panturrilha e o tendão já se acostumaram com a nova forma de correr. O peito do pé esquerdo parece não ter problemas com volume, mas não gostou muito de um ritmo mais forte.

No sábado fiz um trote preguiça. Incomodou um pouco, não estava 100%. Comparava com o pé direito e as situações eram diferentes. A porcaria toda é que tinha corrida domingo e não tinha como não correr. Só se fosse uma dor insuportável para não ir lá. Participei da prova, o incômodo foi bem mais leve que na sexta, mas esse tipo de dor não é normal. Portanto, a segunda foi de folga e a terça foi de rodagem leve. A prioridade é correr sem nada incomodando.

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DS Racer 10 novo no longão

Sábado, com vem sendo comum, foi dia de treino longo e de aumentar um pouco o tempo e a distância percorrida. Neste último sábado, utilizei o DS Racer 10 novo que comprei, um amarelo, do qual fizemos o unboxing (assista). Usualmente, desde o ano passado, costumava fazer todos os treinos longos com o único DS Racer 10 que tinha, que era um vermelho. É o tênis mais leve que tenho depois do Hyper Speed, que gosto de usar para provas.

Gosto de usar o DS Racer para simular a prova, já que no dia vou usar um tênis mais leve ainda. Como adquiri o DS Racer 10 amarelo, resolvi testá-lo no longo de sábado. Aconteceu como acontece com a maioria dos tênis. Depois que começo a correr, nem lembro com qual tênis estou. Todos os que tenho vestem bem e apenas preciso correr. A novidade neste longo, além do tênis, foi que corri sem os sons de alerta do Garmin.

Por padrão, o Garmin apita a cada km, dando a parcial. No sábado, desliguei esse som. O Garmin continuava dando as parciais a cada km, mas eu não ouvia. Foi um teste para saber como anda (ou corre) a minha sensação de esforço. Na tela do Garmin, deixei apenas o tempo e a distância. Nada de ritmo. A primeira vez que fui olhar para o relógio foi perto dos 7 km. Fiz umas contas de cabeça e parecia que estava perto dos 5:40 min/km.

Quando comecei, o sonho era correr de 5:30 para baixo, mas terminei o treino com média de 5:39. Para quem correu sem saber as parciais em quase todo o percurso, até que variei pouco. Foi um 6:22 no 1º km de aquecimento e depois ficou entre 5:30 e 5:40, com uma escapulida para 5:47 depois da parte que tinha subida. Sim, no longo de sábado estou saindo do 100% plano e procurando algumas inclinações.

No fim, fiz 1h15 e 13,30 km, média de 5:39 min/km. Ainda não está bom, mas acho que uma meia sub 2 horas já sairia quase com tranquilidade. Sábado que vem, vou tentar correr pelo menos 1h20, mas com um objetivo oculto de fazer 1h30 ou mais. Não quero exagerar e aumentar demais, mas também quero chegar logo na 1h35/1h40 do ano passado. Talvez 1h25, para ficar no meio.

Abaixo, a evolução dos treinos longos de sábado desde que voltei a correr depois das dores no tendão em janeiro:

  • 06/02 – 5,14 km – 36:00 – 7:00 min/km
  • 13/02 – 6,35 km – 40:01 – 6:18 min/km
  • 20/02 – 7,53 km – 45:00 – 5:59 min/km
  • 27/02 – 8,61 km – 50:00 – 5:48 min/km
  • 05/03 – 9,87 km – 55:01 – 5:34 min/km
  • 12/03 – 11,37 km – 1:05:00 – 5:43 min/km
  • 19/03 – 12,40 km – 1:10:01 – 5:39 min/km
  • 26/03 – 13,30 km – 1:15:00 – 5:39 min/km

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O nem tão longo quebrado

Lá fui eu sábado para mais um treino longo. Mais um treino mais longo do ano até aquele dia. Como sabia que o sol ia aparecer, programei o despertador para tocar às 5h45. Até fui dormir cedo na sexta. Só que não vi que no despertador estava marcado APENAS DIAS DE SEMANA. O que aconteceu? Acordei às 5h53 sem despertador! Estou ficando bom nisso. Não me atrasei, algo que seria comum em épocas passadas.

Tudo feito, comecei o treino às 6h33 e já estava quente. Nem bem deu 7h e o sol já estava ali, quente, incomodando, fazendo sofrer. Não havia o que fazer, só continuar correndo. Meu objetivo era correr 1h10 em um ritmo mais rápido e constante. Idealmente, pensei em algo ali abaixo dos 5:40 min/km. O 1º km foi de aquecimento, mas depois encaixei uma sequência boa, inclusive nas duas subidinhas que incluí no percurso de sábado.

Só que o calor e ainda a falta de preparo, misturado com o cansaço de correr cinco dias seguidos acabou com meu ritmo. Depois do km 9 quebrei. A sensação de esforço era enorme e o ritmo quase no extremo oposto. Quase porque ainda consegui fazer os km 10, 11 e 12 em 5:46, 5:49 e 5:52, respectivamente. Sentia que não dava mais, parecia estar me arrastando, mas o ritmo não foi dos piores para quem pensou em parar algumas vezes.

Finalizei os últimos 400 metros, fechei a 1h10 e pronto! Foram 12,40 km em 1h10, ritmo médio de 5:39 min/km. Tem que melhorar, mas já esteve pior. Sem pressa, vamos tentando evoluir. Um passo de cada vez, com algum cuidado. No próximo sábado, tenho em mente começar o treino às 6h, esperando que o sol já não mais incomode. O outono começou no domingo. Então, estou esperando um clima mais ameno no sábado que vem.

Domingo me dei folga. Tinha uma prova de concurso para fazer e o cansaço foi só mental. E cansou! Cheguei domingo à tarde podre em casa e dormi mais de 9 horas. Na segunda, uma rodagem leve em ritmo bem razoável com algumas subidas. Foi o primeiro treino do ano em que o calor não estava tão forte. Cheguei em casa suado, mas em um nível bem menor do que nos outros dias.

Hoje fiz mais um intervalado. Foi sofrido. Fui na sensação de esforço. Não estou me preocupando com o ritmo. Estou focando apenas em correr mais forte quando é o momento. Esse forte varia. Foram 12 repetições de 2 minutos. O ritmo médio saiu a 4:56. As panturrilhas já estavam achando ruim na terceira repetição. Assim como falei do longão, para o intervalado é a mesma coisa: não está bom, mas já foi pior. Seguimos em frente.

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O longão da pizza e o fim de semana

Saiu o longão mais longo do ano. A cada sábado, a distância e o tempo percorridos aumentam. Começou com 40 minutos, foi para 45, 50, 55 e a lógica indicava que o próximo longo seria de 1 hora. Foi quase isso. Na verdade, o treino longo teve 1h05 e saiu da melhor forma possível para o momento.

Estava tudo mais ou menos certo e programado. Fiz um treino bem leve na sexta pensando em correr em ritmo mais rápido e por mais tempo no sábado. Só que nem tudo sai como planejado. No fim da tarde, surge a oportunidade de ir em uma pizzaria comemorar o aniversário de uma amiga que corre. Pizza faz mal, mas é bom e não se rejeita.

Lá fui eu com outros amigos comer pizza. E comi! Muito. A pizza era muito boa, a despeito do local não fornecer a senha do wi-fi. Este acontecimento pode me fazer não querer mais ir lá. Foram várias fatias de pizza salgada e mais algumas de pizza doce. Foi no limite de quase passar mal. Certamente foi aquele último copo de água.

Terminei a sexta estufado, cheio e pesado. Para ter ideia, saí de casa com 76,9 kg e voltei com 79,6. Coisa mais linda do mundo. No sábado, acordei e, logicamente, fui ao banheiro. Já deu uma melhorada. Feito os procedimentos normais, fui correr. Um dos objetivos era fazer todas as parciais abaixo de 6 min/km.

Até saiu, mas foi sofrido. Corro sempre em jejum, mas no sábado parecia que eu tinha comido pizza no café da manhã. Acelerava, fazia força, mas o treino não rendia como no sábado passado. Apesar de manter um ritmo bom, a sensação de esforço era pior. O relógio mostrava um 5:30 de parcial, mas parecia 6:00.

De todo modo, até o km 9 o treino foi legal. Não era bem o ritmo desejado, mas era o possível. Variava entre 5:29 e 5:44. Pensando que iria correr pelo menos uma hora, estava de bom tamanho. No fim deste 9º km, encontrei o Samo correndo e seguimos juntos. Ele estava em um ritmo mais devagar e foi uma ótima oportunidade para eu diminuir a velocidade.

Mais dois quilômetros abaixo de 5:40 não sei se ia dar. Talvez desse, mas não precisei de muita coisa para sair do objetivo. Fizemos os 2 km seguintes em 5:54. Até por estar correndo com alguém, estendi um pouco o treino para fazer 1h05. Nesse tempo do treino consegui correr 11,37 km, média de 5:43 min/km. O fim do treino já indicava alguns movimentos intestinais. Não ia conseguir correr mais que isso.

Apesar da pizza, do peso a mais, foi um bom treino. Quem pretende correr 1h corre 1h05, né? Gostei do resultado e da reação do corpo. Decidi correr no domingo porque na segunda ia me dar folga e na terça começariam as férias. Acordei tarde no domingo, perdi a largada da Meia Maratona de São José e acabei deixando para ir no fim da tarde.

Desde que defini que correria à tarde, pensei em um treino simples na minha cabeça. Seriam quinze minutos de aquecimento e 5 km rápido, pelo menos abaixo de 25 minutos. Quanto menos, melhor. O clima estava bom e me ajudou um pouco. Já eu não me ajudei muito. Foi sofrido, tive que fazer muita força para quase não conseguir. Saiu 5 km em 24:56.

Fazia tempo que não corria forte por tantos minutos. Comparado com o ano passado, nem foi tão forte assim, mas no atual momento foi para quase morrer. Fiz o 1º km em 4:52, mas já bem cansado. O segundo ainda pegou um resquício de velocidade do primeiro, mas ficou em 5:02. O terceiro foi bem complicado para fazer 5:05.

Fazendo as contas, estava no limite. 3 km em 14:59. Não podia deixar escapar mais segundos, mas escapou. O 4º km saiu em 5:01 e foi uma luta para chegar nisso. Estava tudo empatado. Oito segundos ganhos e 8 segundos perdidos. 4 km em 20 minutos. No 5º e último não tinha alternativa, mas também não tinha mais muita força.

Fui mantendo uma constância entre 4:59 e 5:01 e, nos últimos 200 metros, tirei aquele último esforço que a gente diz que não tem, mas sempre tem. Saiu um 4:56. Foi uma tripla felicidade: foi a parcial mais rápida dos 5 km, consegui fazer abaixo de 25 minutos e não precisava mais correr. Daquele apito até chegar em casa, fui andando.

Estes 5 km foram bons para fazer uns testes e perceber que ainda estou longe do que gostaria. O lado bom é que se tiver uma prova de 5 km plana, sai um sub 25. Esta semana vai marcar o início dos treinos intervalados e preciso ver como vai ser a adaptação. Correr 5 km forte já deu uns efeitos colaterais no corpo, daqueles que não sentia desde o ano passado. De férias, vamos em frente.

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A sexta, o longo, o despertador, o GPS e outras coisas mais

É isso que dá já ter o texto da sexta pronto na quinta. E o de segunda também. Acumula tudo para um post só. Vou tentar ser sucinto e resumir o que foram os últimos cinco dias com cinco treinos, de sexta até hoje. Cada parágrafo é um dia.

Na sexta, esqueci de programar o despertador. Na verdade, programei ele apenas de segunda a quinta às 4h30. Logicamente, sem despertador, acordei depois das 6h. Perdi o bonde do treino da madrugada. Não gosto de correr à tarde ou à noite, mas era o jeito. Já não tinha corrido quinta por causa da chuva e me incomoda muito ficar dois dias sem correr. Então, lá fui eu em plena sexta, às 16:13. O sol deu uma trégua e tinha um ventinho bom. Acabou sendo um dos melhores treinos. O primeiro quilômetro já saiu a 5:53, o segundo a 5:48, depois 5:41 e comecei a perceber que talvez pudesse fazer os 40 minutos que tinha me proposto abaixo de 40 minutos. Deu certo, com os últimos km entre 5:19 e 5:29.

Sábado era dia de longão. Desta vez, 55 minutos. Entre um treino e outro tive 15 horas de descanso. Não era o ideal, mas foi o que deu. Neste treino, o objetivo era bem claro: queria correr abaixo de 5:40 na média. Comecei cedo, às 7:17. O tempo ajudou, o corpo ainda não sentia tanto os impactos do treino da sexta e saiu 55 minutos com 5:34 min/km de média. O melhor de tudo: foi progressivo. Observem: 6:00, 5:47, 5:44, 5:41, 5:34, 5:27, 5:23, 5:15, 5:20 (cansei aqui, pô) e os últimos metros a 5:32 (dá um desconto, era fim de treino). Foi aquele tipo de treino que dá confiança.

Domingo foi o dia da preguiça. Corri para não ficar à toa e fazer volume. Foi ritmo livre, na sensação de esforço, sem muita preocupação. Saí pelas ruas da cidade e corri 40 minutos. O mais legal desse treino foram os km 4, 5 e 6. Sem nenhuma pretensão, essas parciais saíram toda as 5:56. Bem constante. As panturrilhas reclamaram um pouco. Finalmente, os treinos seguidos de sexta e sábado apresentavam alguma consequência.

Na segunda, fui cedo. Ainda queria ter começado antes, mas não deu. De qualquer forma, às 5:13 estava correndo. Esta semana quero só fazer rodagens de 50 minutos ou mais porque semana que vem pretendo começar os treinos intervalados. Fui em ritmo livre e o ritmo ficou bem constante. A zona de conforto melhorou. Antes sofria para fazer 6:30, agora 6:00 está menos pesado. Ontem foi quando as panturrilhas mais reclamaram. Senti bastante cansaço nelas. Fiquei até em dúvida se correria hoje ou não. Outro ponto da segunda é que no domingo dormi à tarde e demorou para dormir à noite. Foi um sono curto e picotado. Muito ruim.

Terça foi o dia do GPS doido. Quando cheguei na portaria do prédio, liguei o bichinho. Ele logo achou o sinal, mas acho que não dei o tempo para ele se localizar de fato. Ele deve ter ficado todo perdido e só me dei conta quando já tinha passado pelo lugar que tradicionalmente marca 1 km. Quando olhei, estava lá mais de 9 minutos e só 400 metros. O sinal se perdeu e não se achou no restante do treino. Fiquei só com o tempo percorrido. A distância tive que estimar. Como fiz quase o mesmo percurso de ontem, devo ter feito quase 8 km em 50 minutos. Hoje corri mais devagar. Apesar de ter dormido melhor e estar fisicamente mais inteiro (as panturrilhas estavam boas hoje), fisiologicamente (se posso chamar assim) estava ruim. O estômago estava estranho. O ponto positivo foi ter conseguido começar o treino às 5:03.

Estes foram os treinos nos últimos 5 dias. Nada de intervalados, mas alguns ritmos mais fortes. Seguimos assim. Se tudo der certo, devo correr todos os próximos dias, de quarta a sábado, com folga no domingo, quando pretendo acompanhar a Meia Maratona de São José, que vai acontecer pertinho de casa.

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O longo de sábado

Sábado foi dia de longão. No atual momento, nem é tão longo assim, mas segui o planejamento e corri 50 minutos. Como domingo tinha a Corrida Pedra Branca, sábado foi o dia que sobrou para eu dormir um pouco mais. Era o dia para acordar só quando o corpo quisesse, sem usar o despertador. Sabia que isso poderia me fazer correr um pouco mais tarde, mas valia a pena o risco.

Até nem acordei muito tarde, mas comecei o treino às 8h28. No verão em que estamos, depois das 6h30 já está ruim para sair na rua. Começa a ficar quente, abafado e as coisas pioram quando sai o sol. Foi assim no sábado. Como o objetivo era somente correr 50 minutos, não me importei muito. Pretendia também correr abaixo de 6 min/km, mas era uma meta ajustável dependendo do clima.

Apesar de não ser a meta principal, já saí de casa pensando em correr em menos de 6 min/km. Tentava repetir, ainda que mais lento, os treinos do ano passado, quando o longo significava correr mais rápido do que as rodagens da semana e um pouco mais devagar do que os intervalados. No fim, o saldo foi bem positivo. Corri 8,61 km em 50 minutos, média de 5:48 min/km.

Foi legal porque só o 1º km saiu acima de 6. E esse primeiro quilômetro é o que menos importa. O GPS ainda está se localizando e ele fica meio doido. Depois, encaixei todos abaixo de 6. Quase tudo progressivo: 5:56, 5:52, 5:45, 5:55, 5:38, 5:37, 5:47 e os metros finais a 5:30. O que me surpreendeu mais foi fazer 2 km seguidos abaixo de 5:40. Já era mais para o fim do treino e estava mais quente.

Quando passei por aqueles termômetros na rua, marcava 31ºC. A sensação de esforço era de estar bem difícil. Não imaginava que estava correndo para menos de 5:40. No próximo sábado, pretendo correr 55 minutos. Se tudo der certo, mais rápido também. Não é o principal objetivo, mas se der certo é sinal de que o corpo já está acostumando de novo com o ritmo.

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Mais longo

No último sábado, seguindo o plano de aumentar aos poucos o tempo correndo, fiz o longo mais longo do ano. Tanto em tempo quanto em distância. Foram 45 minutos e 7,53 km, ritmo de 5:59 min/km. Em janeiro até tinha feito um treino correndo 45 minutos, mas foi mais devagar e com dor no tendão no fim.

O que fiz no sábado, por outro lado, foi dentro da normalidade. O que atrapalhou mesmo foi o calor. Nesse estágio atual, só de rodagens, não vejo necessidade de acordar cedo para correr pouco tempo e sem objetivo de ritmo. Acordei a hora que o corpo quis e fui.

Comecei o treino pouco antes das 8h e já estava quente. Quando passei por um daqueles relógios com temperatura, vi que às 8h30 estava 29ºC. Aí está o motivo do treino ter passado a impressão de ser bem pior do que o ritmo médio mostrou depois.

Gostei deste treino porque consegui ser mais constante desde o começo e no fim ainda acelerei um pouco. Das 7 parciais, 4 foram com ritmo abaixo de 6 min/km. Aos poucos, parece que tudo vai se encaixando. Não temos pressa, mas foi legal fazer o primeiro treino do ano com ritmo abaixo de 6.

Durante esta semana estou tentando correr pelo menos 40 minutos por treino, só rodando. Em alguns, um pouco mais rápido, em outros, pendendo mais para o trote. No sábado quero correr 50 minutos. Penso em aumentar 5 minutos a cada sábado e chegar no fim de março com 1h10 de treino longo.

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Longo de domingo

Neste fim de semana que passou, corri no sábado e no domingo. No sábado, fiz um treino mais curto, de quase 8 km, estreando o Piranha SP 5, da Asics, meu novo tênis. Apesar de ter sido quase 8 km e não ser uma distância tão grande, tinha sido o treino mais longo desde a minha volta às corridas. Sobre o Piranha devo falar mais amanhã, mas não esperem nada especializado. É apenas o que um leigo bem leigo achou do tênis. Já, no domingo, saí determinado a correr pelo menos uma hora, no ritmo que fosse possível e as pernas quisessem.

Ainda estou naquela fase de adaptação de pisar com a ponta do pé, antepé, sei lá o nome, evitando começar a pisada com o calcanhar. Está dando certo. As panturrilhas já estão mais acostumadas e o ritmo já ficou mais rápido e mais constante. Não tenho pressa e nem faço esforço desnecessário. Quando sinto que ficou mais pesado e as panturrilhas avisam que estão mais cansadas, diminuo e sigo em frente. O momento é de adaptação, sem pretensão nenhuma de mudar em 15 dias a mecânica de corrida que pratiquei por 8 anos.

No entanto, é nítida a evolução. Nos primeiros treinos, depois de 12 dias parado e ainda mudando a pisada, o ritmo foi lá para cima, coisa de quase 7 min/km. No domingo, foi o melhor treino dessa volta. E o mais longo também. Corri 10,33 km em 1 hora, com média de 5:49 min/km. Em todo momento, pisando com a ponta do pé. Tinha um pouco de vento contra na ida, mas não atrapalhou no ritmo constante. O que mais gostei foi de fazer os últimos 4 km entre 5:41 e 5:45. As panturrilhas aguentaram bem o treino. Depois, em casa, deram aquela reclamada normal. Coisas de quem trabalhava pouco. Nada que preocupe.

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O longo mais curto

Depois de doze dias sem correr, voltei. No sábado fiz um trote de 45 minutos e no domingo outro trote de 30 minutos. Queria ficar mais tempo parado, mas a vontade de correr estava maior. Descobri que não gosto de ficar parado quando posso correr. Se você me convidar para pedalar ou nadar, é muito provável que eu prefira ficar parado. Mas correr é diferente. Eu gosto disso. No sábado, nos primeiros passos, foi bom sentir de novo a sensação de estar em movimento, correndo na rua, ainda que a mais de 7 min/km. Ficar descansando é ótimo também, mas tem um momento que cansa.

Não correr porque você não quer ou planejou é diferente de não correr porque não pode, devido à lesão ou alguma outra coisa. Como eu estava nessa primeira parte, de ficar parado porque estava no meu planejamento, chegou um momento que não aguentei mais. Racionalmente, acredito que deveria ter ficado pelo menos uns quinze dias sem fazer nada. Só que o sábado amanhece um dia bonito, com sol e me senti mal de ficar em casa. Se eu posso, por que não ir? Doze dias é suficiente, pensei. Fui bem tranquilo, em ritmo de tartaruga, sem pressa.

Uma dúzia de dias sem fazer absolutamente nada cobra seu preço, já colocado nessa conta quando decidi parar. Até voltar no ritmo certo vai demorar um pouco, mas tudo bem. Vou devagar porque não tenho pressa. O foco e os objetivos estão todos em 2016. O começo do trote de sábado foi a coisa mais linda. UAU, ESTOU ME SENTINDO BEM, ACHO QUE VOU CONSEGUIR ATÉ CORRER MAIS DO QUE O PLANEJADO. No 1º km a perna avisou que não e no 3º km o fôlego disse NÃO VAI NÃO. A primeira impressão não ficou, como era esperado.

O trote de domingo, por outro lado, já começou com aquela sensação de que HOJE VAI SER RUIM. As pernas cansadas parecendo que tinha feito um longão ou treino intervalado no dia anterior. Coisas da inatividade. Aproveitando o momento de correr lento e sem pressa, deixei o lap do Garmin desativado. Sem voltas ou quilômetros apitando. Corri apenas com um objetivo de tempo, sem preocupação com ritmo. Outra coisa que estou tentando mudar é a minha passada. Evitando pousar com o calcanhar no chão. Estou no início da fase de adaptação. Quem sofre são as panturrilhas.

Quanto mais rápido eu corro, pior fica a pisada e todo o resto. É muito nítido isso. Como estou nessa fase mais devagar, consigo me policiar e controlar a forma como piso. Trotando entre 6:45 min/km e 7:00 min/km funciona. Vamos ver se vai dar resultado ou não. Ou se estou fazendo tudo errado e consigo uma nova lesão. Cenas dos próximos capítulos. Como serão dias de trote, devo ter mais dias de descanso. Se o planejamento sair do jeito que penso, só a partir de dezembro devo começar um período de base. Enquanto isso, seguimos trotando.

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O último do ano

No sábado, fiz o último treino longo do ano. Pelo menos, o último sério, com preocupação com ritmo e tal. Até o fim do ano deve ter mais alguns, mas daí é mais por diversão, em ritmo livre. Este de sábado foi o último antes da Golden Four Brasília, que já está quase aí. A prova acontece no próximo domingo. Portanto, estamos a menos de sete dias de correr mais uma meia maratona. O treino de sábado foi o mesmo de dois sábados atrás: 18 km, sendo 14 km moderados, 2 km mais forte, 1 km mais forte ainda e 1 km de trote. Desta vez, foi sem cachorros.

Em comparação com o mesmo treino, todos os ritmos foram melhores, tanto os 14 km quando os quilômetros mais fortes. Escolhi o mesmo percurso da semana passada, indo para a Praia Comprida e Ponta de Baixo, só que desta vez inverti o percurso. Em vez de começar descendo, comecei subindo. Pareceu que deste jeito é menos sofrido. De qualquer forma, já tinha a ideia de começar desde o primeiro quilômetro em ritmo mais acelerado. Mesmo assim, a primeira parcial saiu a 5:52, nada que me deixasse preocupado. O início sem prévio aquecimento não pode ser tão rápido.

Em seguida, já no segundo quilômetro, encaixei bons ritmos que perduraram eternamente até o fim do treino. Fiz o 2º km a 5:20 min/km, mas depois todos foram abaixo de 5:12 min/km, exceto o km 8 que era a maior subida do percurso. Ali, mesmo fazendo força, saiu um 5:25 para destoar. Ainda teve o 18º km, o do trote, a 5:48. Não me importava tanto qual seria o ritmo do último quilômetro, mas gostei de ter feito ainda abaixo de 6 min/km. O objetivo foi igual os dos outros longos com subidas e descidas. Fazer força na subida, não empolgar na descida e tentar manter um ritmo constante e firme no plano.

O 15º km chegou e era o momento de correr mais rápido. Demorei para encaixar o ritmo, mas saiu um 4:44. No 16º km, mais um 4:44. Neste quilômetro, deixei o ritmo cair no fim e tive que acelerar para chegar nesse número. O 17º km tinha que ser e foi o mais rápido. Saiu um 4:34 sem ser tão sofrido. Na prática, o treino de sábado foi tranquilo, mas não foi fácil. Desde o início tentei um ritmo que não me deixasse na zona de conforto. Saiu até um 4:59 e um 4:54 naqueles 14 km iniciais. O joelho quis começar a incomodar só no fim, quando o terreno ficou mais acidentado.

Além de ter feito todo o treino no ritmo que pretendia e ter ficado bem satisfeito com o desenvolvimento e resultado final, a outra coisa boa de sábado foi que o joelho não se manifestou. O desconforto foi muito menor do que vinha sendo durante os dias anteriores. Não sei bem como começou e não sei bem como diminuiu, mas se na Golden Four Brasília for que nem o longão, vai ficar menos complicado de tentar correr bem. Ainda incomoda um pouco, mas menos. No mundo perfeito, ficaria 100% até o domingo. Falta menos de uma semana e agora é só não fazer nada de errado até lá.