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Relatório de agosto

relatorioAgosto costuma ser o mês mais longo do ano. Pelo menos, essa aparência de eternidade do mês serviu para que meus treinos voltassem quase à normalidade de outrora. Claro que ainda está distante do que almejo, mas melhorou muito e as perspectivas para setembro são as melhores possíveis. O medo das dores ainda existe, mas à medida que elas não aparecem a confiança vai aumentando. Bem aos poucos, mas aumenta.

Gostei do mês. Não foi de desgosto. Pelo contrário, foi de uma esperança de dias melhores. Mais corrido do que andado, o que já é um fato a se comemorar. Dos 31 dias de agosto, 23 dias de treinos e 8 dias de descanso. Em julho, os dias de atividade foram 9. Ou seja, melhorou um tantinho. Corri em 74% do mês. Um total de 124,94 km em 14:54:20. As médias foram 5,43 km, 38:53 e ritmo de 7:09 min/km. Apesar das médias baixas em comparação com a maioria dos outros meses, foi o segundo mês que mais corri no ano em distância e tempo.

Ainda participei de uma prova em agosto. Nada muito excepcional em termos de desempenho, mas valeu pelo encontro com os amigos, apesar do tempo feio, com chuva e vento. Os treinos seguem. Estou conseguindo aumentar gradativamente o tempo e a distância, enquanto o ritmo vai ficando levemente mais rápido. Por enquanto, sem sinal de dores. Se tudo correr bem, setembro será mais um mês de evolução. O último quadrimestre de 2016 pode ser a parte mais produtiva de treinos neste ano. Abaixo a tabela com todos os meses.

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Um ano

Chegamos então no aniversário de 1 ano de posts de segunda a sexta, sem parar, sem faltar nenhum dia, nem feriado, nem férias. Antes, fazia posts semanais. Com as mudanças de servidor e hospedagem, fiquei um tempo sem postar e decidi me comprometer a partir de 1º de setembro a postar alguma coisa de segunda a sexta.

Nós só nos damos conta que alguma coisa está tendo alguma frequência e que pode estar ficando grande quando os números redondos chegam. O primeiro passo foi começar. Em janeiro, veio o post 100. Em junho, o post 200. Em outubro deve sair o número 300. Quando esses números apareçam, a motivação de manter a constância aumenta.

A única coisa que eu lamento disso tudo é que dia 01/09/2015 tenha caído em uma terça-feira. Deste modo, nunca um número redondo vai cair na sexta, mas sim na segunda. Seria legal que tudo tivesse começado em uma segunda, já que tudo começa na segunda. Pensando por outro lado, começar em uma terça é algo diferente. O importante (mais para mim do que para quem lê) é que estamos aí, postando todo dia há um ano.

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Seguro

Durante uns dias do mês estive sem seguro no carro. Aí, comecei a dirigir com mais cuidado do que o habitual. Fazendo isso, percebi que, apesar de ter um estilo de dirigir bem tranquilo, ainda cometia algumas pequenas disputinhas sem sentido. Elas tinha menos sentido ainda em um carro sem seguro. Foi aí que notei algumas outras pequenas atitudes que poderiam ser modificadas e que me importei mais a partir do momento que estava sem o seguro.

Feita esta introdução, vamos à corrida. Antes das lesões deste ano, era muito mais fácil para eu treinar e correr. Agora está muito mais complicado. Parece, comparado com a situação acima, que estou dirigindo sem seguro. Corro sempre com medo de que alguma coisa vai acontecer. Neste caso da corrida, que a dor apareça, seja antiga ou nova. A confiança para desenvolver qualquer ritmo é ínfima. Meu seguro venceu e ainda não consegui renovar. Estamos em negociações, mas ainda não chegamos a um acordo.

O seguro do carro foi bem mais fácil de resolver. O seguro da corrida vai ser mais complicado. Claro que comparando com a metade final de junho e com julho as condições já são melhores, bem melhores. Consigo correr 40 minutos sem problemas e sem dores, mas sempre fica aquela desconfiança. Nos treinos com intervalos tento acelerar um pouco. Pretendo continuar neste ritmo mais devagar, negociando o seguro da corrida. Espero concluir tudo até o fim do ano. O ideal seria em outubro, mas serei paciente. Não quero fazer um mal negócio por estar com pressa.

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Previsão

Tem sido comum que antes de dormir eu sempre dê uma olhada na previsão do tempo, para ter uma ideia do que o dia seguinte pode me reservar. Geralmente, a previsão do aplicativo no celular acerta. Inclusive, ontem, olhei e dizia que hoje, terça, ia chover.

Dito e feito. Quando fui dormir céu limpo, nem sinal de chuva. Acordei e estava lá a anunciada chuva caindo nas ruas e molhando tudo. Por sorte, hoje era meu dia de descanso e não precisei correr na chuva ou deixar de correr por causa dela.

Não sei se o aplicativo tinha essa margem de acerto há mais tempo, mas só comecei a dar mais atenção neste ano, para já me preparar psicologicamente para correr com um clima não tão favorável. Pela previsão atual, tenho que aproveitar bem os próximos três ou quatro dias.

A partir de domingo, só tem imagem de nuvem com chuva. Claro que ainda está muito antes e as coisas mudam, mas parece que teremos uma quantidade significativa de chuva na próxima semana. Tudo indica treinos molhados pela frente. E não é só de suor.

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Fluindo

O último período de três dias correndo foi muito bom e produtivo. Corri sábado, domingo e segunda e foi a melhor série dessa sequência que venho fazendo, de correr de três em três dias. Foram três tipos de treinos diferentes: uma rodagem contínua em ritmo livre, outra com intervalos de caminhada e uma com intervalos trotando.

Tudo começou no sábado, com uma rodagem contínua. Já que tive a sexta-feira de folga, decidi aproveitar esse descanso para correr sem parar. O objetivo era bem simples: correr 40 minutos em um ritmo confortável. Ainda quero continuar nos treinos de 40, 45 minutos. Pretendo aumentar aos poucos. Foram 42 minutos em um ritmo de 6:20. Ficou bem razoável.

No dia seguinte à rodagem contínua, o treino é intervalado. Não sabia bem que tipo de treino ia sair, mas tinha a ideia de em algum momento fazer acelerações de 30 segundos, correndo mais forte. Acordei tarde e sem vontade, mas fui. Para aquecer, comecei andando e fiz 3 séries de 1 km. A média foi boa e progressiva. Escolho geralmente esses intervalos de 1 km porque é a volta automática do Garmin. Assim, não preciso ficar prestando atenção. O sinal sonoro me avisa.

Essa parte foi na ida da Beira Mar. Decidi que voltaria fazendo as acelerações. Fiz 6 de 30 segundos e encontrei minha mãe por lá. Resolvi acompanhá-la e mudei a direção do treino, que ficou sem padrão. Ainda fiz mais 4 acelerações de 30 segundos depois de 9 minutos caminhando. Vi que a bateria do Garmin estava no fim e quis aproveitar. Para terminar, fiz uma aceleração de 45 segundos. Só queria correr com ritmo médio abaixo de 4 min/km e fui alongando o intervalo. Era 30, passou para 40 e desisti no 45. Já estava chegando no limite. Ficou em 4:01 min/km.

Sobre o ritmo médio dessas acelerações, foi legal porque consegui manter todos abaixo de 5 min/km. Sim, não é muito difícil manter esse ritmo por pouco tempo, mas é o que estou conseguindo no momento. Não me sinto confiante para correr abaixo de 5 por muito tempo, mas por alguns segundos consigo. A primeira séria de 6 acelerações saiu melhor. A segunda foi mais lenta. Quase 10 minutos andando esfriou o corpo um pouco, mas ainda assim deu certo. No fim, foi 1h05 e pouco mais de 8 km e pareceu tudo isso.

Por motivos de trabalho, tive que adiantar o treino de segunda para antes das 7h, praticamente de madrugada para meus padrões atuais. Optei por uma rodagem contínua, mas intervalada. Foi assim: corria 1 km e no intervalo de 2 a 3 minutos trotava. Em nenhum instante caminhei, mas só corria mais firme nos intervalos de 1 km. Gostei porque foi progressivo: 6:08, 6:00, 5:51, 5:42 e 5:28. Já os intervalos trotando ficaram ali por 7:30 min/km. Deu quase 7 km em 43 minutos.

No fim do último intervalo de 1 km senti o pé um pouco estranho. Não sei se poderia ser algum indício de dor ou se é só aqueles incômodos normais de um corpo que está se acostumando com o ritmo mais rápido e constante. Logo em seguida, no trote até em casa ficou tudo normal e depois do treino também. A princípio, não parece ser nada de mais. Amanhã é folga e quarta voltamos para o último treino de agosto.

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Review de tênis

Depois de três dias correndo, hoje foi dia de descanso. Como não tem treino para comentar, vou falar de outra coisa. Vocês também acham review de tênis de corrida uma das coisas mais inúteis que existem? Funciona assim. As marcas distribuem seus tênis e lançamentos para pessoas, canais e corredores que eles acham que tem alguma influência e alcance sobre o público-alvo. Quem recebe se sente meio na obrigação de dizer o que achou do tênis. É bem difícil alguém falar que o tênis realmente é ruim ou que não gostou, mas acontece de vez em quando.

E aí entramos em um outro ponto. De nada adianta um review feito por quem quer que seja porque essa avaliação é pessoal. Tudo que o avaliador disser vai ser no ponto de vista dele. Nada daquilo que ele falar pode se refletir para você. Às vezes, o corredor pode ser influenciado e comprar um tênis que vai ser uma porcaria para ele ou não vai comprar algo que poderia ser o tênis da sua vida. As pessoas pedem e perguntam (não para nós, obviamente) se vai ser feito review daquele tênis, último lançamento, mas é muito pessoal.

Eu nunca poderia avaliar um Nimbus, por exemplo, e dizer que ele é bom. Eu não gosto, acho pesado, caro e não faz sentido para mim alguém usar aquilo. Em geral, quem recebe os tênis são os possíveis influenciadores da corrida e eles não podem falar muito mal do tênis porque talvez não recebam mais tênis das marcas. Já temos aí dois motivos para não levar em conta review de tênis de corrida. Primeiro, a opinião é pessoal e pode não servir para você. Segundo, a opinião pode ser mais parcial do que você imagina.

Até o tal do unboxing acho meio sem sentido, mas as pessoas gostam. Faça no seu canal do YouTube ou blog unboxing de qualquer coisa e você terá acessos. Aí você vai dizer: AH, MAS ISSO EU JÁ VI NO POR FALAR EM CORRIDA. Sim! A gente sabe que o pessoal gosta e fizemos alguns. A pergunta é: no que vai mudar a sua vida saber que a versão nova do tênis é em mesh, tecido ou papel? Em nada. Você tem que pegar o tênis, vestir e sentir. Nós aqui nunca recebemos tênis de nenhum lugar. Por enquanto, qualquer review de tênis que eu faça vai ser de tênis que comprei, bem parceladinho, no máximo de vezes possível.

Se um dia fizer, será uma opinião pessoal e bem parcial porque comprei e saiu do meu bolso. Caso um dia a gente ganhe, será parcial também. Se bem que seria bem difícil falar bem de um Nimbus. Às vezes, você pode achar a pessoal legal e confiar nela, no review que ela faz, afinal ela tem compromisso com a audiência e aquelas coisas todas, mas a opinião é dela e só dela, baseado no uso que ela fez. Você pode se basear no review se quiser, a escolha é sua, mas não convém acreditar 100%. Tem também o fato de que nunca sabemos se testaram de fato o tênis ou por quanto tempo. Não duvido que alguns review são apenas leitura dos releases e textos das marcas. Quem recebe muito tênis tem que fazer muitos reviews. Aí mesmo é que eu duvido se o tênis foi testado.

Posso confiar e acreditar muito em quem está fazendo, mas nada daquilo pode servir para mim. Preciso do tênis para colocar e confirmar ou não todas aquelas informações. Acredito que isso não vai mudar, mas é assim que as coisas funcionam. A pessoa recebe algo de uma marca e o mínimo que vai fazer é querer postar nas redes sociais que recebeu algo, agradecendo. Além de educação, é o jeito de mostrar para a marca que você recebeu, gostou de receber e quer continuar recebendo. O passo seguinte é fazer um review e fazer mais propaganda de graça para a marca. E assim vai, um ciclo sem fim. A minha dica é: nunca acredite em review e release de tênis de corrida.

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Meia de Floripa – 12/06/16

meia de floripaDomingo frio e gelado. 6ºC às 5h30 e lá fomos nós. Meia de Floripa 2016, a sexta edição desta prova e a minha sexta participação. Devido a problemas no pé e dores, foi uma das meias que fui mais mal preparado. Fiquei praticamente 21 dias parado e retornei dia 15 de maio. De lá até o domingo, foram 29 dias. Destes, 15 foram de treino e 13 de descanso. Os dias de treino foram rodagens leves e sem preocupação com ritmo. Ontem foi o 29º dia. Havia dois objetivos: não sentir dor no pé e correr a Meia de Floripa sub 2 horas, necessariamente nessa ordem.

Estava frio, estava gelado, mas tenho meus princípios, que são não correr de manga comprida e com roupas a mais, só o básico. Tento mantê-los sempre que possível. E como não era frio de matar, tirei toda a roupa extra e fiquei só com a bermuda de compressão e a camiseta. Desta vez, porém, optei por usa luvas. Meu maior problema nas corridas no frio é a mão gelada. Foi uma das melhores escolhas que fiz. Não me arrependi. Quando esquentou ali pelo 5º km, tirei as luvas e quando senti que estavam ficando geladas de novo lá pelo 12º km, coloquei de novo e fui de luvas até o fim da prova.

Um tópico sobre alimentação. Na noite anterior, comi sopa de legumes e carne. Nada de massa. De manhã, um copo de água e vamos para a corrida. Não levei gel nem nada. Durante a prova toda, como tinha bem cara de treino, fiz como faço em todos os treinos. Nada de água ou isotônico. Fiz a Meia de Floripa toda sem tomar água, isotônico ou gel. No pós-prova, peguei um copinho de água e depois estavam distribuindo uma garrafinha de água com um pacotinho de isotônico, que joguei fora na primeira lixeira. Mais à frente, peguei uma maçã. Esta maçã foi minha primeira refeição em 12 horas.

Nas meias maratonas, desde o ano passado, venha adotando a prática de acreditar na organização e na distância da prova. Sendo assim, desativo o auto lap do Garmin, deixo o lap manual. Quando passo pelas placas, aperto o botão. Na Meia de Floripa segui este procedimento. Na tela do Garmin deixo o tempo total da prova e o ritmo da volta. Assim, mesmo quando acontece de uma ou mais placas estarem com distância entre elas de mais de 1 km ou menos (como aconteceu várias vezes na Meia de Floripa), sei o ritmo que estou fazendo e não me preocupo com o número que aparece quando aperto o botão do lap.

No meu GPS, a Meia de Floripa fechou com 21,32 km. Considero bem aceitável. O bom de desligar o lap automático é que não fico vendo que o GPS está marcando, por exemplo, 18,3 km quando passa na placa de 18 km. Com o ritmo médio na tela já consigo ter informação suficiente para saber o tempo aproximado que vou fazer no dia. Não tem aquele desespero de ficar pensando que a distância está errada e que vou ter que correr a mais para compensar os metros além dos 21 km. Vi que passei o km 18 com com 1:40:32 de acordo com a placa da prova, sabia que tinha mais de 18 minutos para correr pouco mais de 3 km e já começo a fazer as contas.

A bem da verdade é que comecei a fazer contas logo que larguei. Aquele plano de correr 5 km abaixo de 25 minutos ficou de lado já no 1º km. Fechei os 5 km em 27:17. Até o km 7 consegui manter um ritmo abaixo de 5:30. O km 7 era um dos pontos em que fazia as contas. Teria que fechar abaixo de 40 minutos para ter uma folga mais para frente. Esses 7 km foram feitos em 38:36, com uns segundinhos que seriam úteis no final. Dali para frente já foi mais sofrido. A falta de treino e o começo mais rápido começaram a cobrar a conta.

Até o km 16 o ritmo variou entre 5:36 e 5:46. Passei o km 14 abaixo da 1h20, que era um dos check points das contas mentais. Foram 14 km em 1:17:53. Foram então, 7 km em 38:36 e os 7 km seguintes em 39:17. Ainda tinha gordura para queimar, mas já estava ficando mais apertado. Um dos problemas de se basear nas placas da prova, é que se a placa do km 12 tiver caída, você não tem como saber quando apertar o lap. Quando vi que já tinha passado mais de 6 minutos, desconfiei que não veria tal placa. Aí entra o ritmo, que é muito importante. Mantive os 5:38 e esperei pela placa do km 13. Ou seja, no lap do meu Garmin falta um quilômetro porque uma das voltas engloba 2 km.

Os últimos 7 km e os metrinhos finais foram feitos em 41:02. Ou seja, foi piorando e se tivesse mais 7 km a coisa não ia prestar. Felizmente, as gordurinhas do início me deixaram confortável para administrar os últimos quilômetros. Tanto foi assim que  na subida da ponte nem me preocupei muito e no km seguinte corri para 6:00. Faltava 1 km e uns metrinhos e meu tempo nos 20 km foi de 1:53:18. Só um desastre ia fazer perder o sub 2 horas. Eram 6:42 para correr o que faltava. Fui controlando o ritmo e mantendo em 5:45, só para chegar dentro do tempo.

Estava bem tranquilo, administrando a vantagem, quando ouço um grito atrás de mim: “acelera, Enio!”. Era o Nilton! Era o estímulo que eu precisava para acelerar e terminar o último quilômetro bem. Foi o mais rápido da prova. Não poderia chegar atrás do Nilton, né? Só que, no tempo líquido, cheguei. Ou seja, fiz força à toa hahaha. Foi bom para ter acelerado, mas o resultado prático foi nenhum. De todo modo, esse sprint final foi útil para garantir até o sub 1h59. Quando já estava chegando no portal, olhei para o relógio e percebi que seria 1h58 alto. Então, desacelerei, quase andei até a chegada, mas não consegui fazer 1:58:59. Seria legal fazer um segundo abaixo de 1h59. O tempo líquido oficial ficou em 1:58:55. Meu segundo maior tempo na Meia de Floripa.

Vocês repararam que ainda não falei da dor no pé? Pois é. Ela não apareceu. Ela tentou, ali pelo km 8. Não sei se foi psicológico, frio ou se realmente foi um sinal. Dali até o km 10 mais ou menos fui mais contido. O que explica também os ritmos mais altos. Mesmo sem ameaça de dor, acredito que seria mais lento mesmo. Já estava ficando cansado. Depois o suposto sinal de dor estabilizou e continuei. Podemos dizer então que a meia foi um sucesso nesse quesito. Sem dor no pé e parece que posso continuar o retorno gradual aos treinos.

No pé não tive nenhuma dor, mas nas panturrilhas… vocês não têm noção de como elas estavam já no 14º km. Essa foi a parte mais sofrida. Estava com um leve desconforto muscular na coxa esquerda por causa dos últimos treinos, mas ela nem incomodou. Outra parte que deu sinal de vida foi o joelho com problema no menisco. A partir do km 17 comecei a sentir mais ele. Eu nem lembrava mais que tinha algo no menisco do joelho esquerdo. Esta meia me fez lembrar. Todos os treinos anteriores foram leves e apareceu do nada uma meia a 5:38 min/km. Que bom que ele só se manifestou no fim. Pode ter sido só o volume. Vou ficar de olho nele nos próximos dias.

Teve cansaço, falta de treino e alguns incômodos no joelho e panturrilhas. A soma disso tudo foi a óbvia desaceleração que você puderam constar mais acima. E no derradeiro quilômetro começou a se formar um pequeno calo na ponta do pé esquerdo. Falta de costume, certamente. Não atrapalhou em nada, mas se fosse uma distância maior poderia causar problemas. No fim, terminei mais com dores musculares, reflexo de uma meia para a qual não estava preparado. O resto parece que deu tudo certo. As perspectivas para o segundo semestre são melhores. A Asics Golden Run DF é a próxima meta, por enquanto.

Para terminar, essa foi minha segunda corrida pisando com o médio pé. Nada de calcanhar. Considerando que não senti a dor no peito do pé, foi um estrondoso sucesso. Durante o resto da semana vou voltar às rodagens leves e não tão longas. Junho vai ser um mês de correr por correr, para reacostumar. Talvez julho também. O foco agora está em novembro e até lá quero fazer as coisas gradativamente, de preferência sem uma meia maratona para aumentar o volume de forma tão acentuada. Parece que agora vai!

Sobre a Meia de Floripa. É uma das melhores e maiores provas de Santa Catarina. Talvez a maior, talvez a melhor. Vale muito a pena fazer. Este ano tinha gente de todos os lugares. Curitiba, Ponta Grossa, Manaus, São Luís, São Paulo. Ainda preciso ver os resultados e os concluintes, mas parece que foi o ano mais cheio. E, diferente de 2014 e 2015, em 2016 fomos premiados com um clima impecável na Meia de Floripa. Estava frio? Sim. Gelado também, mas o sol já estava nascendo quando largamos e foi aquele tipo de corrida que me arrependi muito de não estar bem treinado.

Condições ideais, perfeitas para conseguir um bom tempo e um recorde pessoal. O Eduardo Hanada, por exemplo, conseguiu. Foram segundos, porque com ele só funciona fazer as coisas no limite. Mas está lá o 1:38:22 dele, novo recorde. Se a organização quiser usar imagens de alguma edição para o marketing e para divulgar a Meia de Floripa, este é o ano. Ontem foi o dia! Depois da prova, com o sol, nem se sentia tanto o frio. A arena do evento estava bem legal e desta vez foi possível aproveitá-la na sua totalidade. Quer fazer uma meia maratona em 2017? Vem para a Meia de Floripa! Você não vai se arrepender.

Atualizando as participações na Meia de Floripa que mencionei na sexta-feira:

2011: 2:01:15
2012: 1:46:39
2013: 1:55:54
2014: 1:48:25
2015: 1:42:30
2016: 1:58:55

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Quando voltar a correr?

voltar a correrA resposta para quando voltar a correr é: depende e não sei. No meu caso, é tudo baseado na tentativa e erro. Fiquei um dia descansando para ver como a dor do pé reagiria. Não deu muito certo. Fiquei dois dias e o resultado também não foi lá essas coisas. Melhorou, mas não muito. Agora, já são cinco dias sem correr. Amanhã está marcado o retorno.

Não sinto mais nenhuma dor no pé. A questão é: melhorou e já posso correr ou apenas não dói porque parei de correr? Acredito que terei uma resposta amanhã. Vou sair para correr uns 30 minutos e ver o que acontece. Se a dor voltar, novamente paramos e reavaliamos. Possivelmente, iremos a um médico no decorrer dos próximos dias.

É ruim não correr? É, mas seria pior se continuasse. E um dos meus medos de ficar parado sempre foi engordar e ser mais sofrido voltar a correr. Com a alimentação que adotei desde 2014, isso não acontece mais. Já aprendi que não é o exercício que faz perder peso. Ele pode evitar ganhar, mas não faz perder. Tanto é que, para mim, é bem mais fácil perder peso nesses dias parados do que correndo. Semana que vem conto o resultado do retorno.

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Relatório de carnaval

Pensei em fazer logo na segunda um relatório dos treinos da semana, assim como fiz na semana passada. O problema é que só teria dois treinos para colocar no post. Preferi, então, esperar pelos treinos de carnaval, já que vi que ia render mais do que o esperado. Foram 5 treinos em 5 dias, entre sábado e quarta-feira. Ou seja, em todos os dias do carnaval consegui correr.

Treino 1 – 06/02
Sábado, lá no Campeche, com o Guilherme, corri 5 km em ritmo de bate-papo e e vídeos do Snapchat. Foi meu primeiro treino depois de 9 dias. Tinha receio do tendão e, na pior das hipóteses, faria pelo menos um treino durante o carnaval. Como nada incomodou, teria a possibilidade de correr nos dias seguintes.

Treino 2 – 07/02
No domingo, pelas ruas da cidade, em ritmo lento, mas mais rápido do que no sábado. Tudo foi dentro do normal. Tendão se comportou bem. O receio dele doer existia, mas, felizmente, deu tudo certo. Como foi sem dor, fiquei animado para o dia seguinte.

Treino 3 – 08/02
Na segunda-feira, voltei para a Beira Mar de São José depois de mais de 10 dias. Naturalmente, o ritmo foi melhorando. Saiu um treino progressivo e sem dor. A expectativa de correr todos os 5 dias do carnaval parecia que ia se concretizar.

Treino 4 – 09/02
Terça-feira foi dia de ir na Pedra Branca, na Palhoça. Ritmo um pouquinho mais rápido e o primeiro treino do ano com subida e descida. Sempre há o temor da dor voltar. É aquela coisa que o Guilherme falou no sábado em relação ao joelho dele: “cachorro picado por cobra tem medo de linguiça”. Estou assim em relação ao tendão. Todo cuidado é pouco e tendo total atenção para qualquer sinal estranho.

Treino 5 – 10/02
O último treino do carnaval, na quarta-feira de cinzas. Foi, por coincidência, a mesma distância do treino de terça. No entanto, foi o melhor ritmo de todos os treinos de carnaval. Hoje, acelerei um pouco no fim do treino, nos últimos metros, e não deu nenhum problema. Parece que está tudo bem.

Amanhã é dia de folga depois de cinco dias seguidos correndo e sexta-feira é dia de acordar de madrugada e correr. Quero voltar à rotina de treinos nos dias de semana logo de manhã, antes de todas as outras coisas. Sexta vai ser o primeiro teste. Daqui a duas semanas termina o horário de verão e correr bem cedo não vai ser totalmente no escuro. O fim dos treinos será com o dia nascendo.

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Meia maratona em detalhes

Ontem contei como foi o antes e o planejamento para a Meia Maratona de Florianópolis. De tudo aquilo que foi planejado, o mais difícil mesmo era fazer as parciais dentro do pretendido. Por uns 10 km eu sei que sempre deu, mas depois era um mistério. Lap manual, sem gel, sem água, em jejum e o aquecimento foram tranquilos. Nada muito diferente do que faço. Desta vez, dei atenção especial ao aquecimento. Só que achei que a largada era às 7h. Na verdade, era às 7h10. Com isso, acabei me adiantando 10 minutos no aquecimento. Não atrapalhou, mas podia ter terminado ele mais perto da largada.

Uma das partes mais importantes desta meia foi o lap manual. Sabia que o Garmin ia marcar a mais. Ele TEM QUE marcar a mais. Se deixasse no lap automático, ia ouvir o apito e ver a placa lá na frente. Decidi que ia fazer tudo manual. Confiaria na prova e correria, em todos os sentidos, o risco. Quando é meia maratona, acredito mais na organização. A chance de fazerem coisa mal feita nos 21 km é menor. Na tela do meu simples Garmin Forerunner 10, com apenas dois campos de visualização, deixei o tempo total de prova e o ritmo da volta. Assim, controlava meu ritmo daquela volta e daquele suposto quilômetro e não pensei que tinha algo errado quando a volta manual mostrou 1 km em 5:29 e o seguinte em 3:56. Eu sabia que estava no ritmo. O tempo total também me dava essa noção.

Sobre a prova em si. Queria fazer como sempre treino. Em jejum, sem água, sem gel, sem frescuras. E assim foi. Só faltava mesmo acertar a parte do ritmo. No sábado, até pensei em escrever no braço o que deveria fazer a cada 5 km, mas esqueci. Nem precisou. Durante uma corrida em que vou para tempo, ocupo minha cabeça com o ritmo e com as contas e somas e projeções. Para não criar demasiada expectativa, coloquei uma meta plausível: cada 5 km em 23:45, média de 4:45 min/km. O que me daria 10 km em 47:30, 15 km em 1:11:15 e 20 km em 1:35:00. Aí, sobrariam 5 minutos e 1,195 metros. Se seguisse isso certinho, provavelmente faria 1h40 baixo, mas seria meu recorde pessoal da vida, o que já seria muito bom.

Apenas para título de informação, foi durante a prova que calculei mais ou menos o total dos 15 km. É complicado somar números quebrados. Para ter ideia, eu pensava que era 1:10:45. Errei por 30 segundos. Fora isso, para não ficar a cada 5 km sem ter com o que me ocupar, estabeleci um objetivo de tempo para os 7 km, 14 km e 21 km. Peguei 1h40, transformei em minutos, dava 100 minutos, dividi por 3 e deu uma dízima periódica. No meio de uma corrida não pode dar dízima. Aí arredondei e botei como objetivo fazer perto dos 33 minutos. Se fosse abaixo, melhor, mas poderia ser um pouco acima. Só em casa fui perceber que podia ter escolhido 33:20, mas na hora tem coisas que a gente nem se dá conta. E foi tudo tão mal planejado e na hora que fiquei com um hiato do km 10 ao km 14 sem ter muitas contas para fazer. Tive que me virar de km em km.

Vamos dividir a meia em partes:

1 a 5 km – 23:26. média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5,04 km.
Comecei devagar, já nem contando muito com o 1º km. Queria fazer abaixo de 4:50, mas não ia ser o fim do mundo. As coisas foram melhores que o esperado e saiu média de 4:46. Essa primeira parte dos 5 km pega uma vez os viadutos da prova, na ida. Ou seja, sobe e desce uma vez. Talvez tenha sido pela descida do viaduto, talvez pela leve descida da Beira Mar embaixo da Ponte Hercílio, talvez pelo começo de prova, mas recuperei o começo que nem foi tão lento assim e fiz o km 3, 4 e 5 com média abaixo de 4:40. Nessa parte, estava já com 19 segundos de vantagem com o que tinha me proposto. Em todas as parciais de 5 km, fiquei com alguns segundos de vantagem, como poderá ser visto no decorrer do texto.

6 a 10 km – 23:33 – média de 4:43. Distância que o Garmin marcou: 5,05 km
Tempo total: 10 km em 46:59.
Nesta parte, tinha a volta do viaduto da ida e mais um viaduto que só pegamos no retorno. Nestes 5 km foi também onde aconteceu o maior erro das distâncias no lap manual. O km 7 marcou 1,16 km e o km 8 teve 0,85 km. Como o km 7 pegava toda a terceira subida do viaduto mais uma subidinha da Beira Mar (é um falso plano), acabou saindo 4:44 de média. Os outros quilômetros, 6, 8, 9 e 10 saíram entre 4:37 e 4:40. Foi a pior parcial dos 5 km (a maior distância que o Garmin marcou também), mas o tempo dos 10 km seria minha terceira melhor marca da vida na distância.

11 a 15 km – 23:27 –  média de 4:41. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 15 km em 1:10:26.
Depois do retorno para quem fazia 10 km, a pista era toda nossa e neste momento vi uma placa de marcação de quilômetro do outro lado da pista. Ela indicava para os atletas que estavam voltando que ali era o 20º km da prova. Fazendo uma conta rápida, logo me dei conta que o retorno não seria no elevado do CIC e também não seria no Iguatemi. Até olhei o mapa do percurso nos dias anteriores, mas nem me lembrava disso. O retorno seria na rótula da UFSC. É uma parte crítica. Nós vamos muito longe para voltar. Um dos problemas dessa parte é o asfalto da Beira Mar ser inclinado. Perdi um pouquinho de tempo no km 12 e 13, mas recuperei nos outros dois. Cada placa de km que eu via me fazia acelerar um pouquinho para tentar melhorar o ritmo. Ao ver no km 15 o total de 1h10, já comecei a fazer as contas. Opa. Tenho 29 minutos para fazer 6 km. Se 30 minutos é 5 min/km, 30 – 29 é 1 minuto, que é 60 segundos, que dividido por 6 dá 10 segundos por quilômetro. Logo, média de 4:50, sendo que meu pior ritmo foi o do primeira volta a 4:46. Parecia que ia sair o sub 1h40.

16 a 20 km – 23:22 – média de 4:40. Distância que o Garmin marcou: 5 km
Tempo total: 20 km em 1:33:48.
Acabou sendo a parcial mais rápida da prova, mas ela é meio mentirosa. Explico. Do km 17 ao 20, mantive a média entre 4:42 e 4:44. Era aquela parte chata que já tinha ido e agora tinha que voltar. Logo antes de completar 15 km, havia o retorno. Com isso, do outro lado da pista avistava os amigos. Cumprimentá-los, falar com eles, sinalizar, enfim, fazer contato de alguma forma me fez correr mais. A parte psicológica deve explicar. Fiz o 16º km com média de 4:33 e houve momentos que estava a 4:24. Diminui um pouco e mesmo assim ficou baixo. Acho que isso pode ter me atrapalhado nos quilômetros seguintes. Nesta parte final, cada km alcançado era uma conta nova. 16 km em 1h15. Opa, opa. Fazer 5 km em menos de 25 minutos é fácil. Só não poderia deixar o ritmo cair. 17 km em 1h19. ORRA!  Tenho mais de 20 minutos para fazer 4 km. VAI DAR! 18 km em 1h24. O quê? Mais de 15 minutos para 3 km? Lógico que vai dar! Sou cético, mas no km 19 com 1h29 eu acreditei. JÁ DEU! Só se fizesse a maior cagada da minha vida ou quebrasse muito feio para não conseguir. Aí, a cabeça já começou a trabalhar com a possibilidade real de sub 1h39. O km 20 só me confirmou isso.

21,0975 km – 1 km em 4:34 – 0,975 metros em 21 segundos. Distância que o Garmin marcou: 1,12 km
Tempo total: 1:38:43 – NEW PERSONAL BEST MOTHERFUCKER WORLD RECORD
Faltava 1 km e o último km TEM QUE SER o mais rápido. No treino é assim. Na corrida também. No km 20, até tentei acelerar, já dar o sprint, mas não foi. Pelos laps manuais, não foi o mais rápido, mas pelo ritmo foi. Confesso que tentei acelerar e fazer abaixo de 4:30 o último quilômetro, mas não deu. O peito do pé começou a doer, talvez pelo nó do cadarço e as pernas não quiseram ir. Estava até achando que não ia fazer nem ritmo abaixo de 4:40. Só que aí apareceu a reta final, o portal, a chegada, tudo, e o ritmo começou a aumentar naturalmente, de repente, como se nem tivesse corrido 21 km. Foi aumentando, aumentando, quase esqueci de apertar o lap manual da placa de 21 km, fui chegando, acelerando e olhando aquele maldito relógio da chegada. Queria chegar no tempo bruto também abaixo de 1h39. Não deu, mas o recorde saiu e o ritmo dos últimos metros ficou em 3:43 de acordo com o Garmin. Durante este último quilômetro, pensei que dava para fazer 1:38:30, mas me dei conta que não ia rolar quando precisava fazer quase 100 metros em 8 segundos. Nesses metros finais e depois, fiquei até emocionado.

BÔNUS – MOMENTOS 7 km

1 a 7 km – 33:48 – média de 4:50.
Parte que poderia ser crítica se estivesse com o lap automático. O km 7 teve 1,16 km, de acordo com a volta manual. O km 8, por outro lado, teve 0,85 km. Ou seja, a placa dos 7 km estava um pouco à frente. No entanto, seguindo meu ritmo de volta, vi que estava em 4:44 min/km. E no 8º km fiz 4:39 de média. O total dos 7 km deu muito mais alto, cerca de 40 segundos a mais. Achei estranho, mas continuei seguindo o ritmo da volta, que estava constante. Esperava que em breve fosse ser corrigido e já na placa de 8 km as coisas se ajeitaram. Por essa razão, o primeiro terço da prova não considerei nas minhas contas de cabeça porque estava fora do normal e a projeção não ia estar certa.

8 ao 14 – 31:59 – média de 4:34
Tempo total: 14 km em 1:05:47
Se antes o tempo foi maior, aqui o tempo foi menor em quase 50 segundos, devido ao 8º km ser “menor”. Se fosse para deixar as coisas mais reais, diria que a primeira parte foi em 33:08 e a segunda parte em 32:48. A soma desta segunda parte, no entanto, está normal, já que equalizou o erro do km 7 e 8. Então, na primeira parte, em teoria, passei pouco acima do objetivo e a segunda parte abaixo. No total, 13 segundos de vantagem pelo que tinha pensado.

15 a 21 – 32:35 – média de 4:39
Tempo total: 21 km em 1:38:22
A parcial de 7 km mais rápida, mas também influenciada por aquele km 16 exagerado. De todo modo, fechei ela com 38 segundos sobrando. Era impossível não fazer o sub 1h40 e o sub 1h39 estava bem na minha frente. Quando deu a dízima, arredondei para baixo porque pensei que se fizesse tudo em 33 minutos, sobraria 1 minuto para fazer 100 metros. Se pensasse em 34, o total daria 1h42. Coloquei o objetivo mais baixo para, caso não conseguisse ficar nele, ainda que ficasse um pouco acima, estaria no tempo de recorde pessoal e possivelmente de sub 1h40.

BÔNUS PLUS – ALIMENTAÇÃO
A parte mais rápida e fácil. O último alimento que comi foi um brigadeiro às 17h na festa de aniversário da filha da minha prima. Desde lá, só água. No domingo, acordei e tomei um copo de água. Durante a prova, um copinho de água no km 12 e no km 18. Só para molhar a boca e o rosto. Isotônico não. Gel não. Banana doce não.

Acredito que não esqueci de nada. Foi uma prova onde tudo deu certo e o ritmo encaixou desde o começo. Não me matei e nem senti que estava quebrado ou passando mal. Foi o dia. Simplesmente fluiu. Sem muito esforço, o ritmo se mantinha. Muito diferente da Golden Four SP, onde para sustentar 5 min/km foi uma tortura. Gostei muito de usar o lap manual e provavelmente é isso que farei nas próximas meias.

Agradecimentos ao Adriano Bastos, que com as planilhas me fez voltar a ter a disciplina que perdi em algum momento lá por 2013. Consegui ter uma rotina e o objetivo do ano (pensava até que era da vida nas meias, mas agora vou rever isso) foi alcançado. Desde abril, venho treinando regularmente. Seis meses depois, nasceu o recorde.

Foi o post mais longo e detalhado que já escrevi aqui. Fiquei mais de duas horas escrevendo e montando ele. Mais tempo do que fiquei correndo. Cansa mais, inclusive. Aproveitem. Isso não deve se repetir. Agradeço a todos que leram o texto do começo ao fim. Tem louco para tudo.